Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Quinta edição Virada Cultural acontece no próximo fim de semana

UOL Entretenimento - Da Redação

A quinta edição da Virada Cultural da cidade de São Paulo acontece no próximo fim de semana, dias 2 e 3 de maio, com cerca de 800 atrações apresentadas ao longo de 24 horas de evento.


MAPA DO CENTRO DE SÃO PAULO

A programação deste ano inclui apresentações das 18h do dia 2 até às 18h do dia 3 de maio em 150 locais, com artistas como Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Maria Rita, Tom Zé, Violeta de Outono, Benito di Paula, Wando, Reginaldo Rossi, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Matanza, CPM 22, entre outros.

No ano da França no Brasil, a Virada Cultural também aborda o tema com apresentações de companhias francesas de arte de rua. O grupo Carabosse inicia a programação dedicada à França antes do começo oficial da Virada, na sexta-fera (dia 1 de maio) no Parque da Luz, às 22h. O grupo apresenta uma grande instalação que utiliza fogo e efeitos sonoros. A mesma apresentação será feita durante a noite de 2 de maio, às 22h no mesmo local.

Juntam-se à programação francesa os grupos Les Piétons, Mecanique Vivant, Cie Beau Geste e Cia Osmosis, sempre com apresentações de rua que propõem algum tipo de interação com o público.

Música
O principal palco da Virada Cultural será novamente posicionado na avenida São João. A programação do local será aberta com apresentação de Jon Lord, ex-tecladista do grupo Deep Purple, que apresenta o "Concerto Para Grupo e Orquestra", ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal. Depois, tocam Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado pelo grupo Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Novos Baianos e Maria Rita se apresenta às 18h do dia 3.

O Teatro Municipal recebe novamente músicos que apresentam discos clássicos de suas carreiras. A programação do teatro começa com Arrigo Barnabé (que toca "Clara Crocodilo", de 1980), e terá também Tom Zé (com o disco "Grande Liquidação"), o grupo Violeta de Outono, que toca o álbum homônimo de 1986, a cantora Fafá de Belém, Beto Guedes, entre outros.

O palco montado no largo do Arouche recebe programação dedicada à música romântica com Benito di Paula, Wando, Reginaldo Rossi, Odair José e Wanderley Cardoso.

A praça da República novamente recebe espaço dedicado ao rock, com apresentações de grupos como Tutti Frutti, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart e Nação Zumbi.

Uma das novidades da quinta edição da Virada Cultural é o palco da estação da Luz, que presta homenagem a Raul Seixas. Ao longo das 24 horas de evento, bandas apresentarão todos os discos do músico na ordem cronológica, desde seu primeiro disco "Raulzito e os Panteras", de 1968 até seu último trabalho, "A Panela do Diabo" (1989), com show de Marcelo Nova e Os Panteras.

A programação musical da virada também inclui apresentações solo de pianistas na praça Dom José Gaspar, novos músicos da cidade como Anelis Assumpção, Iara Rennó e Curumim no largo de Santa Efigênia e espaços dedicados ao samba na rua Conselheiro Crispiniano e na praça Alfredo Issa.

A rua 15 de Novembro dedica espaço a uma programação de DJs de música eletrônica como Renato Lopes, Mau Mau Mad Zoo e Patife. A rua General Carneiro terá pistas temáticas de casas noturnas famosas da cidade, como A Lôca, Studio SP, Vegas, Trash 80´s, entre outras. E o largo do São Bento receberá programação com DJs de black music como Heron e Magoo.

Dionne Warwick e Gal Costa fazem show juntas em maio

O Globo

SÃO PAULO - Dionne Warwick e Gal Costa dividem em 9 de maio o palco do HSBC Brasil em São Paulo.

Juntas elas apresentam clássicos da música brasileira.

A turnê Dionne Warwick convida Gal Costa passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Belém.

Dionne Warwick convida Gal Costa
Dia 9 de maio, sábado, às 22 horas
HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 - Chácara Santo Antonio
Tel: (11) 4003-1212.
De R$ 260 a R$ 120

Élio Camalle, Kléber Albuquerque, Luiz Gayotto e Madan no SESC Pompéia

Por Assessoria de Imprensa

O "1 do 1 do 1", com Élio Camalle, Kléber Albuquerque, Luiz Gayotto e Madan, estará se apresentando nesta quinta (23/04/09) no projeto CATARSE, na choperia do Sesc Pompéia.
 
CATARSE
Gero Camilo, Andréia Dias, Danilo Moraes, Cérebro Eletrônico, Dani Lasalvia, Zimbher e o Zunido.

SESC Pompéia   
Dia(s) 23/04
Quinta, 21h 
  
Reféns, Los Goiales, UmdoUmdoUm, Balacabala e Sandra Miyazawa e Heiner Muller pela Cia São Jorge. Choperia. 

Não recomendado para menores de 18 anos .
 
R$ 8,00 [inteira]
R$ 4,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

DVD de Vanessa chegará às lojas em 4 de maio

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

O primeiro DVD de Vanessa da Mata chega às lojas a partir de 4 de maio de 2009, via Sony Music, com o registro do show gravado no Centro Histórico de Paraty (RJ) na série Multishow ao Vivo. O DVD chega às lojas na sequência da exibição do programa pelo Canal Multishow, agendada para 30 de abril.

Na gravação ao vivo, a artista é produzida por Mário Caldato e Kassin, pilotos do último álbum de estúdio de Vanessa, Sim (2007). No roteiro apresentado ao ar livre em Paraty, em 27 de novembro de 2008, há músicas até então inéditas na voz da cantora - casos de Acode (tema de autoria de Vanessa, gravado por Shirle de Moraes), As Rosas Não Falam (Cartola) e Um Dia, um Adeus (Guilherme Arantes).

Nos extras, o DVD exibe imagens de Vanessa em sua turnê pela Europa e flagrantes do encontro da artista com Ben Harper em São Paulo (SP), cidade onde foi gravado o clipe do hit Boa Sorte / Good Luck.

Uma lenda da percussão mundial no Brasil! - Workshops 30/4 e 04/5

Music News - Por Scubidu Prods

O percussionista Guem, radicado na França, é um dos maiores músicos africanos vivos. Conhecido por ser um melodista da percussão africana, ele encanta por onde passa, principalmente nos grandes festivais da Europa. Por aqui Guem ficou conhecido quando, após uma temporada de 6 meses no Brasil, gravou o disco “O Universo Ritmico de Guem”. O disco é uma referência mundial da percussão, e antes de ser relançado em CD, o vinil era considerado "artigo de colecionador". Nascido na Argélia, descendente de nigerianos, Guem toca praticamente todos os instrumentos de percussão.

Extremamente musical, o mestre se apodera muito mais das possibilidades sonoras harmônicas dos instrumentos do que das possibilidades rítmicas óbvias que os tambores oferecem. Na França, alem de acompanhar grandes nomes da musica do mundo, ministra cursos de percussão e dança – duas artes indissociáveis segundo seu olhar – e como autodidata, continua se aprimorando em todas as percussões do mundo. Aprende as coreografias e os ritmos, em salas de espetáculos, brincando de tocar em seus próprios joelhos.

“A técnica é indispensável, mas para nos tornarmos músicos, devemos ultrapassá-la” (Guem). Para sua apresentação no Brasil, tocará com percussionistas selecionados em seus workshops que acontecerão no Brasil. Esses workshops, com sessões já esgotadas, mostrarão a abordagem de seu processo criativo e uma gama de ritmos relacionados com danças tradicionais de diferentes países.

SHOW
VIRADA CULTURAL
Domingo 03/05
6h20 da manhã
Anhangabaú
Grátis

AULAS & WORKSHOPS
30/04
Workshop - 17:00 - 18:30
Aula (Avançado) - 20:30 - 22:00
04/05
Workshop - 17:00 - 18:30
Aula (Avançado) - 19:00 - 20:30

Local: Studio Meyer
Rua Teodoro Sampaio, 868
Realização:
Tambores Zé Benedito
11 3891-1124
artedegarage@hotmail.com

'Rei' inicia turnê e festeja 68 anos em Cachoeiro

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Com direito a lágrimas e a bolo cortado no palco, para festejar 68 anos de idade, Roberto Carlos iniciou na noite deste domingo, 19 de abril de 2009, na cidade natal de Cachoeiro de Itapemirim (ES), a turnê com que vai percorrer o Brasil até março de 2010 para celebrar os 50 anos de carreira.

 

O show é novo, mas abriu com Emoções e fechou com Jesus Cristo - à moda dos espetáculos anteriores do Rei. Entre estes dois standards, o cantor rebobinou sucessos do naipe de Como É Grande o meu Amor por Você e, claro, Meu Pequeno Cachoeiro - o tema de Raul Sampaio que gravou em 1970 e que, mesmo não sendo de sua autoria, adquiriu caráter autobiográfico em sua voz.

Virada terá Novos Baianos e palco em tributo a Raul Seixas

Folha de S. Paulo - Por Thiago Ney

Reunião dos Novos Baianos. Palco dedicado a Raul Seixas. Homenagem ao compositor norte-americano Frank Zappa. Essas são algumas das atrações da quinta edição da Virada Cultural de São Paulo.

Das 18h do dia 2 de maio às 18h do dia 3, cerca de 800 artistas se apresentarão em 150 locais espalhados pela cidade. A Prefeitura destinou R$ 5 milhões para a realização do evento -orçamento 30% menor do que o de 2008, consequência da queda de arrecadação do município neste ano.

"O corte de verba foi em cerca de um terço [em relação ao ano anterior], mas a programação não diminuiu", diz José Mauro Gnaspini, 35, diretor da Virada Cultural. "Isso porque houve boa vontade dos artistas [leia-se cachês mais baixos] e porque tivemos apoio do Sesc e da Secretaria de Estado da Cultura. Isso minimizou o déficit de orçamento."

O principal palco será montado na avenida São João. Será aberto pelo tecladista britânico Jon Lord, que fez parte do grupo roqueiro Deep Purple e apresentará "Concerto para Grupo e Orquestra", que ele estreou em 1969, em Londres. Nesse palco, desfilarão nomes como Marcelo Camelo, Zeca Baleiro, Maria Rita e Novos Baianos, cultuada banda dos anos 60 formada por Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor, entre outros (da formação original, não estará Moraes Moreira).

O Teatro Municipal verá alguns artistas retomando discos clássicos de suas carreiras, como Arrigo Barnabé (com "Clara Crocodilo") e Tom Zé ("Grande Liquidação"). "20 Anos sem Raul" é o nome do espaço dedicado a Raul Seixas (1945-89), na rua Cásper Líbero. Ali, artistas como Marcelo Nova e Nasi interpretarão discos do autor (com Cláudio Roberto) de "Maluco Beleza".
O rock poderá ser ouvido na praça da República, nos shows de Velhas Virgens, CPM 22, Nação Zumbi e Central Scrutinizer Band (banda que faz versões de faixas de Frank Zappa).

A música é a parte principal da Virada. Mas outras artes, como dança, teatro e cinema, terão espaço.

Confira a programação completa em: http://viradacultural.org/programacao .

Abril

 

- A LUTA CONTINUA - Abaixo Assinado - 0% de imposto para Música Brasileira
Music News - Por James Lima

Acesse http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4074 e assine - Imunidade Tributária Já! 0% de Impostos para nossa Música!

Produtores, Cantores, Músicos, Lojistas, Consumidores, Maestros, gravadoras e todo povo brasileiro - Vamos lutar!

A Música Brasileira é nosso maior patrimônio cultural, e patrimôno não paga imposto.

Parabéns ao MINC por apoiar a imunidade tributária para música brasileira!

* Devido ao início da Ordem do Dia do Plenário, a Comissão Especial de Fonogramas e VideoFonogramas Musicais terminou a reunião destinada à apresentação, discussão e votação do parecer do relator, deputado José Otávio Germano (PP-RS), à Proposta de Emenda à Constituição 98/07

A PEC, de autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), isenta de impostos a produção de CDs e DVDs nacionais. A intenção é reduzir os preços desses produtos, valorizar a cultura nacional e combater a pirataria.

Novas audiências

Foi aprovada questão de ordem apresentada pela deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), para que a comissão ouça novos depoimentos e discuta outras propostas sobre o mesmo assunto. A deputada argumenta que essa PEC não combate a pirataria, que a isenção de impostos para CDs e DVDs já existe na Zona Franca de Manaus, e que a aprovação dessa proposta pode gerar desempregos na região.

O presidente da comissão especial, deputado Décio Lima (PT-SC), concordou com a questão de ordem, mas disse que decidirá depois se as audiências públicas acontecerão ou não depois da leitura do relatório. "Decidirei depois que ouvir os demais integrantes da comissão e de acordo com o Regimento Interno da Câmara", disse ele.

Com a interrupção da leitura do relatório, novos prazos são contados para que a comissão especial vote a PEC.

- PEC da Música tem apoio do Minc
Music News - Por Sheila Rezende

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, confirmou o apoio à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 98/2007, que estabelece imunidade tributária para a produção de fonogramas e videofonogramas de música brasileira. O secretário José Luiz Herencia, da SPC/MinC, esteve reunido com representantes do setor musical na manhã deste dia 1º de abril, em Brasília, para acertar parceria e esforços nesse sentido. Mais conhecida como PEC da Música, a proposta de autoria do deputado Otávio Leite, estará em discussão na Câmara dos Deputados (Plenário 12 do Anexo II), nesta quarta-feira, à tarde, por ocasião de reunião deliberativa ordinária, na qual será apreciado e votado o parecer do deputado José Otávio Germano, relator da matéria. Durante o encontro, realizado na sede do MinC, Herencia destacou que a aprovação contribuirá para a dinamização da cadeia produtiva da música no Brasil, beneficiando compositores e produtores e proporcionando a redução do preço de CDs, DVDs e downloads de música brasileira para o consumidor final.

O conselheiro-diretor da Associação Brasileira da Música Independente, Carlos de Andrade, um dos representantes do setor presentes na reunião, revelou que a ABMI se compromete a repassar, integralmente, aos autores e ao consumidor final os benefícios recebidos pela Emenda Constitucional. “Se você receber 5% do benefício ou 35% esses benefícios serão repassados. Esse foi nosso compromisso desde o início. É interesse nosso, nós buscamos isso”, afirmou.

Também prometeu parceria ao MinC para discussão de novas diretrizes para a Cultura. O MinC divulgou nota na qual esclarece que considera que a música tem sua base econômica na Propriedade Intelectual, de grande valor para a geração de divisas para o país. Para o Ministério da Cultura, a aprovação da Proposta de Emenda à Constitução corrige assimetrias tributárias que comprometem o acesso à diversidade da música brasileira e estimula a criação de novos modelos de negócio para a produção e a distribuição no Brasil, como o download remunerado. Leia a Nota de Esclarecimento.

Participaram da reunião, além do secretário de Políticas Culturais e do representante da ABMI, o chefe da Assessoria Parlamentar do MinC, Paulo Brum, e o coordenador e diretor-geral da Festa Nacional da Música, o jornalista e radialista Fernando Vieira.

- Nova Lei Rouanet prevê "quebra" de direito autoral
Folha de S. Paulo - 2/4/2009 - Por Silvana Arantes
 
A proposta do Ministério da Cultura (MinC) para alterar a Lei Rouanet prevê a suspensão da reserva de direitos autorais dos bens e serviços realizados com benefício da lei (de renúncia fiscal), em favor do governo.
O texto estabelece que, um ano e meio após a realização da obra financiada com recurso público, "a administração pública federal" poderá dispor dela "para fins educacionais".
O embargo é de três anos nos casos em que o uso pelo governo for para "fins não comerciais e não onerosos". Isso permitiria, por exemplo, que a TV Brasil exibisse numa faixa de programação educativa a produção audiovisual feita com incentivo da lei. Quase todos os longas realizados atualmente no país são financiados por meio das leis Rouanet e do Audiovisual.

"Contrassenso"

O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, diz que, "uma vez explorado o processo econômico de um bem cultural financiado com dinheiro público, proibir ou limitar o seu acesso numa TV pública ou educacional é um contrassenso que a gente busca sanar com essa medida".

A medida caracteriza-se como "licença compulsória", segundo especialista em direito autoral ouvido pela Folha.
A Lei Rouanet contempla também a edição de livros, a produção de CDs e DVDs musicais, a montagem de espetáculos de artes cênicas e de exposições de artes visuais, entre outros produtos culturais.

O MinC estima que, com o fim da reserva de direitos, o MEC poderá reimprimir, para fins pedagógicos, livros de valor artístico financiados pela lei, mas cuja tiragem é restrita.

Outra mudança significativa no anteprojeto de lei formulado pelo MinC, que está em consulta pública (www.planalto.gov.br/ccivil-03/consulta-publica/programa-fomento.htm) e é tema de debate que a Folha promove, hoje, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, é o fim da proibição de uso do "mérito artístico" como critério para avaliar os projetos submetidos ao crivo da lei.

Compete ao MinC autorizar (ou negar) a obtenção de recursos via Lei Rouanet -em que o patrocinador aplica em projeto cultural parcela de seu Imposto de Renda devido.

Da forma como é feita hoje, a avaliação dos projetos inscritos na Lei Rouanet -em torno de 9.000 por ano- obedece apenas critérios técnicos, como a coerência entre seu orçamento e as realizações previstas.

O texto em vigor, de 1991, determina que "os projetos enquadrados nos objetivos desta lei não poderão ser objeto de apreciação subjetiva quanto ao seu valor artístico ou cultural". Esse trecho foi suprimido no anteprojeto do MinC.
Manevy diz que, em nome da objetividade almejada pela atual formulação da lei, "muita coisa sem relevância foi feita" e afirma que "não entrar na discussão sobre a qualidade dos projetos e não premiar os que têm qualificação maior é neutralizar o sistema de avaliação".

Para o secretário-executivo, "a questão da subjetividade é inerente ao processo de avaliação, ainda mais no campo da cultura". O que o governo pretende, diz ele, é que as avaliações se façam com "regras claras, republicanas, com um sistema de contrapesos, para evitar qualquer tipo de dirigismo".

Pelo novo texto, "os critérios de avaliação serão aprovados pela Cnic [Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, com número paritário de representantes do governo e da sociedade civil] em até 90 dias antes do início do processo seletivo".
Segundo o MinC, a Lei Rouanet movimentou em 2008 cerca de R$ 1 bilhão. O anteprojeto prevê que a pasta possa utilizar até "5% dos recursos arrecadados" para gerir o uso da lei.

Manevy diz que a medida "vai permitir mais dinamismo" na análise dos projetos inscritos na lei e a "qualificação dos estudos" sobre sua utilização, já que "a Cnic vai ter o poder de decidir, para contratar pareceristas [que avaliem os projetos] e realizar estudos de impacto da lei em determinado setor.

O MinC prevê levar mais 45 dias após o fim da consulta pública -em 6/5- para arrematar o texto do anteprojeto e encaminhá-lo ao Congresso.

- Biscoito Fino (re)edita 'Jobim Violão', de 2007
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Lançado originalmente em 2007, o cult primeiro CD solo do violonista Arthur Nestrovski, Jobim Violão, está sendo reeditado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2009. Dedicado à obra de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), o álbum apresenta 14 registros do repertório do Maestro Soberano em arranjos para violão, adaptados por Nestrovski a partir das partituras para piano publicadas no Cancioneiro Jobim (2000). A seleção inclui Luiza, Lígia, Insensatez, Por Toda a Minha Vida, Se Todos Fossem Iguais a Você e o obscuro tema instrumental Rancho nas Nuvens.

- 'Interpretações Históricas' de Altamiro em disco
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

A gravadora Biscoito Fino botará nas lojas ainda neste mês de abril de 2009 um CD com gravações antológicas de Altamiro Carrilho. Interpretações Históricas - 1952 - 1965 (capa à esquerda) reembala 19 fonogramas - alguns bem raros, da época dos discos de 78 rotações por minuto - do início da carreira fonográfica do flautista, que começou a gravar regularmente nos anos 50 (nascido em 1924, Altamiro vai fazer 85 anos em 21 de dezembro de 2009).

Eis as 19 faixas da compilação:

1. Esquerdinha na Gafieira
2. Direitinho
3. Aconteceu no Grajaú
4. Samba de Morro
5. Deixe o Breque pra mim
6. Pinguinho de Gente
7. O Disco Enguiçou
8. A Galope
9. Hora Staccato
10. Tico-tico no Fubá
11. Bem-te-vi Atrevido
12. Canarinho Teimoso
13. Harmonia Selvagem
14. Língua de Preto
15. Evocação
16. Flamengo
17. Espinha de Bacalhau
18. Modulando
19. Sonoroso

Março

- MinC promete revisão no texto da Lei Complementar
Cultura e Mercado - Por Carina Teixeira

Segundo secretário de políticas culturais do Ministério da Cultura, José Luiz Herencia, o texto da Lei Complementar passará por uma revisão. Pela nova regra, sancionada em 19 de dezembro de 2008, a Lei Complementar altera a classificação das atividades culturais, fazendo com que as alíquotas pagas por atores e produtores de conteúdo cultural de pequeno porte tenham seus impostos ampliados.

No ano passado, o governo beneficiou o setor com a inclusão da classe artística no Simples Nacional. Somados, os impostos ficavam em torno de 9%. Agora, as taxas podem atingir até 28%.

“Estamos em discussão com a Casa Civil e com os ministérios da Fazenda e do Planejamento para rever essa posição”, declarou o secretário em matéria publicada no jornal Valor Econômico de hoje, dia 03. A expectativa, segundo ele, é que as empresas culturais de pequeno porte sejam excluídas da regra.

Com base em dados do IBGE de 2005, o Minc calcula que 5% das empresas brasileiras estão ligadas à atividade cultural, o que representa mais de 153 mil empresas. O setor emprega 4% da mão-de-obra do país ou cerca de 1,17 milhão de pessoas. O problema é que a maioria delas (53%) atua na informalidade, situação estimulada pela alta carga de impostos.

Na mesma matéria, o produtor de teatro e ator profissional há 39 anos, Odilon Wagner, disse ter ficado perplexo com a medida. “Como artista e produtor, fiquei chocado com tudo isso, inclusive com a isenção do Ministério da Cultura, que não participou de uma decisão tomada às pressas, sem o menor espaço para debate”. Em dezembro, o produtor recolheu 9% de impostos. No mês passado, a taxa subiu para 18%. “É um absurdo, o governo está dando um tiro no pé ao punir um setor que já foi um dos mais prejudicados no orçamento da União”, completou.

Segundo Herencia, o objetivo da legislação era fazer com que empresas que usam mão-de-obra intensiva conseguissem reduzir sua carga tributária. Ocorre que a maioria das produções culturais está atrelada a contratos temporários e por esse motivo, o artista opta em abrir uma microempresa que o represente como pessoa jurídica.

Para o maestro Júlio Medaglia, os efeitos imediatos da medida são o aumento da informalidade e a diminuição da produção cultural, já que a tributação onera toda a cadeia. “Eu pagava uma taxa de 12% de impostos, mas neste mês ela subiu para 27%”, comentou na mesma matéria.

* Com informações do jornal Valor Econômico - André Borges

- Funarte é pressionada por produtores culturais
Cultura e Mercado - Por Carina Teixeira

Produtores culturais, especialmente da área de artes cênicas, pressionam a Fundação Nacional de Artes (Funarte) para tentar reverter o efeito da Lei Complementar 128. Sancionada pelo presidente como medida emergencial para conter os efeitos da crise em diversos setores, a lei excluiu as produtoras culturais do Supersimples, aumentando sua carga tributária. “O impacto na nossa área não foi previsto e, para nós, foi mesmo uma surpresa”, declarou Sérgio Mamberti, presidente da Funarte em matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Até a assinatura da Lei 128, os produtores culturais tinham direito ao uso do Supersimples, programa que reduz os impostos de micro e pequenas empresas. Depois de sancionada, a lei excluiu os produtores do sistema, que agora terão de pagar entre 16% e 22% sobre o valor dos projetos (antes, esse percentual ficava ente 4,5% e 16%). A medida causou indignação no setor. Com o intuito de questionar a medida, agentes culturais enviaram à Funarte um abaixo-assinado com 207 nomes, chamando atenção para a falta de diálogo e cobrando uma solução urgente. “Essa decisão (de excluir as produtoras do Supersimples) foi tomada como uma medida emergencial, por isso não houve tempo de fazer uma consulta à classe. O governo analisou o quadro geral das empresas que seriam atingidas pela crise, com mais atenção às que têm folha de pagamento grande”, observou Mamberti. “O critério foi esse. Nas ações emergenciais, é o tipo de coisa que pode acontecer mesmo”, opinou na mesma matéria do jornal O Estado de S. Paulo. O presidente da Funarte informou ainda que, “como ator e militante da causa da cultura”, levou ao MinC todas as mensagens de repúdio à medida, recebidas no site da entidade, o que será repassado ao Ministério do Planejamento. Na avaliação de Mamberti, nessa situação de emergência, o governo não levou em conta o fato de que a produção cultural do País é fundamentada na atuação de pequenas e médias produtoras. “Foi lamentável o que aconteceu. Mas isso não quer dizer que a área cultural foi neglicenciada. Nosso setor tem mais visibilidade, mas com certeza há outras empresas pequenas, de outros setores por aí, que também vão sofrer por isso”. Segundo dados do MinC, a área cultural abriga 5% das empresas do País (mais de 153 mil empresas), que empregam 1,17 milhão de pessoas. Mamberti diz que o MinC aguarda a volta de Juca Ferreira, que está em viagem ao exterior, para continuar a articulação. “A solução é vista com urgência, mas não é algo simples de se resolver e que não caminha conforme a nossa ansiedade”, anotou. “Esperamos o ministro, que poderá, quem sabe, ter alguma resposta mais contundente na semana que vem.”

* Com informações do jornal O Estado de S. Paulo - Patrícia Villalba

- Incentivo cai R$ 80 milhões em 2008
O Estado de S. Paulo - Por Jotabê Medeiros

Levantamento parcial mostra refluxo nos patrocínios em relação a 2007, mas ministério diz que a situação ainda é normal. O Ministério da Cultura ainda não é capaz de mensurar qual é o impacto da crise econômica internacional na captação de recursos por meio da Lei Rouanet - principal mecanismo de financiamento à cultura no País. Mas dados parciais mostram números já preocupantes: artistas e produtores conseguiram captar R$ 901 milhões em 2008, cerca de R$ 80 milhões a menos que no ano anterior (R$ 980 milhões de captação). Os números integrais só serão fechados em abril ou maio, mas o secretário de Incentivo e Fomento à Cultura do MinC, Roberto Gomes Nascimento, crê que o valor revela ainda pouca influência da crise no desempenho da lei. "Apesar de termos vivido a crise já no último trimestre, o volume de recursos captados mantém-se", ponderou. "O impacto no terceiro trimestre não tem correspondência com o que sofreram outras economias. Há uma queda bem pequena, muito pequena perto do que poderia ter sido. Mas só em abril ou maio é que teremos esse dado consolidado." Nascimento se reuniu na quinta-feira em Brasília com representantes da Frente Parlamentar para a Cultura, integrada por mais de 300 parlamentares da Câmara Federal; esteve em reunião do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura e dos Conselhos Estaduais de Cultura (haviam representantes de 16 Estados brasileiros). O ministério mantém a fé na aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 150/03), que deverá incluir no Orçamento da União recursos para a Cultura de nunca menos do que 2% da receita tributária. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, tem a convicção de que os problemas cíclicos enfrentados derivam de problemas estruturais do próprio modelo de financiamento, que depende do bom resultado das empresas. O Congresso Nacional vai examinar este ano a nova proposta de reforma da Lei Rouanet, apresentada pelo governo. O sistema de incentivo totalmente baseado na renúncia fiscal é deficiente e falho, analisa o ministério. "É claro que as empresas vão gerenciar seus riscos cortando o que não é atividade-fim, aquilo que consideram acessório", diz Roberto Gomes Nascimento. O primeiro trimestre de 2009 pode trazer números ainda mais sombrios no balanço do incentivo. Muitos patrocinadores de cultura, amedrontados pela situação financeira, preferiram manter dinheiro em caixa do que adiantá-lo aos produtores culturais (trata-se de parcela do Imposto de Renda devido, que só será pago à Receita Federal no meio do ano, o que garante alguns meses a mais no caixa das empresas). Entre as empresas que recuam de patrocínios já assumidos estão estatais importantes, como a Petrobras. "Apesar de serem estatais, são empresas de sociedade anônima, têm conselhos e capitais abertos e disputam palmo a palmo o mercado. Têm também uma lógica de sobrevivência", diz Nascimento. "Não existem coelhos para tirar da cartola. Os dados estão aí", afirmou, acrescentando que só resta ao Executivo "executar o marco legal" no manejo da Lei Rouanet. "Mas o ministério está acompanhando. Faremos medições trimestrais para ver como se comporta isso e para poder responder prontamente às dificuldades", considerou o secretário. "Com as medidas que foram tomadas recentemente pelo governo, o Brasil tende a não ser um dos territórios mais afetados por essa realidade." 

Março - continuação

- Lei Rouanet está travada, dizem editores
O Estado de S. Paulo - Por Jotabê Medeiros

Produtores culturais e editores estão protestando contra o que consideram o "travamento operacional" da Lei Rouanet. Manifesto divulgado anteontem por representantes de um grupo de editores ligados à Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta para uma estratégia de burocratização progressiva da lei de patrocínios culturais, o que teria provocado a "falência operacional" da legislação. "Seria isso uma política de Estado velada? Algo como: ?enquanto a mudança da lei não vem, vamos tornar a vida do produtor cultural num inferno??", indaga o texto, que foi formulado por um grupo de 12 pequenas editoras usuárias da legislação (Bei, Metalivros, DBA, Terceiro Nome, Aprazível, Andréa Jacobson Estúdio, entre outras). Ontem à noite, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, considerou que boa parte do descontentamento se deve à proibição do uso de intermediários na captação de recursos por meio da Lei Rouanet. "O intermediário cobrava 20% do valor de um projeto. Um projeto de R$ 6 milhões gastava R$ 1,2 milhão com um intermediário. Isso é absurdo", ponderou. "Vamos debater isso, mas duvido que seja possível convencer alguém que é melhor com intermediários." Os produtores vão mais longe: veem como um "blefe" a propalada reforma da Lei Rouanet, duvidando que haja um estudo realmente aprofundado para ser apresentado ao Congresso Nacional. "O texto da proposta de modificação da lei tão anunciada pelo ministro Ferreira não chega a público, impedindo que a sociedade civil se organize para se posicionar perante tal transformação anunciada", consideram. O ministro disse que vai "surpreender" os céticos e "colocar na rua em uma semana" o novo texto da Lei Rouanet. O documento seria disposto para consulta pública no site do MinC e os artistas e produtores teriam 45 dias para debatê-lo antes de ser enviado ao Congresso. O cineasta e produtor Paulo Pélico, de São Paulo, disse ontem concordar com o manifesto da CBL. "Nos últimos seis anos, houve um progressivo engessamento da lei, lembrando que a burocracia é o principal fator de elitização no uso deste mecanismo. Atualmente quem não tiver uma equipe administrativa bem treinada não consegue atravessar o matagal burocrático criado pelo MinC. E, sabemos, equipe bem treinada, custa caro. Ou seja, o pequeno produtor, a produção cultural alternativa, estão de fora do processo."

- Morta há 20 anos, pioneira Nara revive em bio
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira
O Brasil talvez ainda não tenha se dado conta de que, em 7 de junho de 2009, vai fazer 20 anos que Nara Leão (1942 - 1989) partiu, vítima de complicações decorrentes de um câncer no cérebro que já dera os primeiros sinais em 1979. A biografia Nara Leão - A Musa dos Trópicos chega à cena - em edição independente de Cássio Cavalcante, escritor cearense radicado em Recife (PE), fã da cantora - para reviver uma artista que marcou época na música brasileira de seu tempo. Já existe uma biografia de Nara Leão no mercado - escrita por Sérgio Cabral, lançada em 2001 e reeditada em 2008. O livro de Cavalcante nada acrescenta de substancial ao já contado por Cabral, mas prima por enfatizar as audácias estilísticas da obra fonográfica de Nara. Com base em reportagens e críticas sobre discos e shows de Nara Leão, publicadas em jornais e revistas dos anos 60 aos 80, o autor refaz a trajetória desbravadora da cantora na MPB - sigla, aliás, que bem pode ter como ponto de partida a gravação do primeiro LP da artista, Nara (1964), cujo repertório inovou ao trazer para o universo musical do asfalto músicas de compositores do morro como Cartola (1908 - 1980), Zé Ketti (1921 - 1999) e Nelson Cavaquinho (1911 - 1986). Uma atitude pioneira que fez com que, já no ano seguinte, 1965, uma cantora classuda como Elizeth Cardoso (1920 - 1990) subisse o morro para gravar álbum igualmente antológico dedicado ao samba de compositores populares. Nara Leão não foi intérprete de grandes recursos vocais, mas, por seu fio de voz, passaram informações e músicas que fizeram a cabeça de gerações e influenciaram todo o panorama da MPB a partir dos anos 60. Musa mítica da Bossa Nova, Nara logo extrapolou a estética elitista do gênero. Aderiu a música de protesto no lendário espetáculo Opinião, deu voz à música de compositores nordestinos como João do Vale (1933 - 1996), pediu passagem para a música de Chico Buarque antes de o compositor ganhar projeção nacional com A Banda em festival de 1966, avalizou de imediato a geléia geral tropicalista de 1967/1968, criou a moda de discos de duetos nos anos 70 (Meus Amigos São um Barato, 1977), surpreendeu as elites ao dedicar um álbum inteiro ao cancioneiro de Roberto e Erasmo Carlos (...E que Tudo Mais Vá pro Inferno, 1978) e, já reconciliada com a Bossa Nova, ajudou a propagar o gênero no Japão nos anos 80, tendo sido a primeira cantora brasileira a gravar (em 1985) um disco com a tecnologia digital do compact disc, o popular CD (o álbum, Garota de Ipanema, chegou às lojas em 1986). Dividida em 15 capítulos, a biografia enfatiza o caráter desbravador da carreira de Nara Leão. Para chegar ao mercado em merecido âmbito nacional, o livro - que inclui discografia, filmografia e belas fotos da cantora - precisa somente para passar por cuidadosa revisão para que os erros gramaticais do texto sejam limados e, dessa forma, a narrativa tenha o rigor estilístico típico da obra e do canto livre e pioneiro de Nara Leão.

Resenha de Livro
Título: Nara Leão - A Musa dos Trópicos
Autor: Cássio Cavalcante
Edição: Independente
Cotação: * * *

- Admitindo erro, MinC promete volta do Supersimples
Cultura e Mercado - Por Carina Teixeira

Segundo o Ministério da Cultura (MinC), o aumento foi um equívoco da Receita Federal, que teria aumentado o percentual de impostos de setores que empregam pouco; como a cultura tem baixa parcela de empregos formais, a Receita teria entendido que a área não é uma grande empregadora, o que a teria feito aumentar seu percentual de impostos, quando na verdade o setor cultural tem alta taxa de empregos. Ainda de acordo com o Ministério, o governo já reconheceu a distorção e deve enviar nesta semana um projeto de lei complementar ao Congresso revertendo a mudança. Mas ainda não é certa uma possível compensação para as produções que já estão pagando o percentual maior. Com a alteração na lei do Supersimples (programa que reduz o percentual de impostos federais, estaduais e municipais pagos por micro e pequenas empresas), as produções artísticas saíram da tabela de impostos que ia de 4,5% a 16%, pulando para outra, de 16% a 22%. A mudança provocou queixas de artistas e produtores, a circulação pela internet de um abaixo-assinado contra a medida, e o pedido de que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, intercedesse pela classe. De acordo com o secretário de políticas culturais do MinC, José Luiz Herência, o ministério já teria intercedido. “Levamos o assunto para a primeira reunião interministerial do ano, em janeiro. E estamos mantendo contato com os ministérios do Planejamento e da Fazenda, e com a Casa Civil”, afirmou Herência em matéria publicada pelo jornal O Globo. Na mesma matéria, o secretário acrescentou que, para o governo, “não há problema em reverter a alteração na lei do Supersimples”. “Ela foi uma distorção. A inclusão no Supersimples é para reduzir a carga tributária de setores com mão-de-obra intensiva. A cultura é um desses setores, 5% das empresas no país são ligadas a ela, segundo o IBGE. Mas a área tem muito do que a gente chama de contratação eventual, e muita informalidade; em torno de 53% dos empregos são informais. Então, a Receita entendeu que a cultura contratava pouco, e mudou seu percentual de impostos”, explicou o secretário. Na última sexta-feira, dia 13, o MinC e a Casa Civil se reuniram novamente e decidiram enviar nesta semana ao Congresso um projeto de lei complementar, mudando a mudança: o projeto realoca as empresas de produção cultural na mesma categoria anterior, em caráter de urgência. Perguntado se haveria algum tipo de compensação para as produções que, durante o período em que a alteração está valendo, tiveram que pagar mais imposto de modo inadequado, o MinC informou que está estudando se há alguma possibilidade legal para isso.

* Com informações do jornal O Globo - Alessandra Duarte

- Caixa 3 da coleção de Caetano vai sair em maio
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira
Após quase dois anos de atraso, a gravadora Universal Music trabalha - enfim - na edição da terceira das quatro caixas da coleção Quarenta Anos Caetanos (a série foi lançada em dezembro de 2006 e tinha sido idealizada inicialmente para ser concluída ao longo de 2007). O lançamento está previsto para maio de 2009. As fotos e a parte gráfica já tiveram a aprovação de Caetano Veloso. Como as duas anteriores, 67/74 e 75/82, a caixa 83 / 93 vai trazer um CD-bônus com raras gravações avulsas do artista, compiladas pelo pesquisador Charles Gavin. Em tempo: por falar em Caetano, seu álbum de inéditas Zii e Zie, inicialmente programado para março, chegará às lojas em abril com músicas já testadas em show.

- Toquinho encontra MPB4 e celebra história
Ziriguidum - Por Beto Feitosa
O encontro é válido e coerente. Toquinho e MPB4 surgiram na mesma época, trilharam caminhos paralelos e escreveram parte da história recente da boa música brasileira. Natural que se juntem em um show comemorativo, devidamente batizado como 40 anos de música. O show rendeu um CD ao vivo, lançado no final de 2008, e agora chega sua versão em DVD, ambos pela Biscoito Fino. O formato é simples e eficiente: apenas os artistas no palco. No primeiro bloco o quarteto vocal mostra uma versão reduzida de seu show. O DVD já roda há mais de meia hora quando, em Tarde em Itapoã acontece o tão esperado encontro com a entrada em cena de Toquinho. Logo depois o compositor fica sozinho para seu set e um novo encontro só volta a acontecer depois de outros 30 minutos. Aí sim o público do show - e agora do DVD - tem o que buscou o tempo todo: o encontro de Toquinho e MPB4. Como não poderia ser diferente com os nomes envolvidos, os blocos individuais trazem grandes momentos dos artistas. O MPB4 lembra sucessos como Amigo é pra essas coisas e Chega de saudade além de mostrar o divertido arranjo vocal para Gago apaixonado. Já Toquinho conta histórias e traz seu repertório de clássicos, lembra parceiros e mostra seu violão virtuoso. Mas o grande momento do DVD fica com o encontro efetivo dos cinco artistas no palco. Juntos fazem o medley de músicas infantis com destaque para a hilária imitação de Miltinho para um Pato dor-de-cotovelo que canta Ninguém me ama. O bloco final também reserva espaço para justas homenagens a Vinicius de Moraes e Chico Buarque, parceiros importantes na história de Toquinho e do MPB4. Aqui celebram o valioso encontro. "O samba saiu", como cantam em Quem te viu, quem te vê. Em seus 30 minutos finais o DVD 40 anos de música cumpre com maestria a promessa de juntar Toquinho e MPB4. Dois nomes importantes da música brasileira moderna juntos no palco unindo afinidades e somando talentos.

Março - Continuação

 

- A Música Brasileira Pede Socorro! - Imunidade Tributária Já!
Music News - 30/3/2009 - Por ABMI/James Lima

Profissionais da música iniciam movimento para que o congresso aprove com rapidez a PEC 98/07 que concede imunidade tributária na produção e na comercialização da música brasileira.

Os artistas brasileiros e os profissionais do ramo pedem o comparecimento dos deputados federais no Congresso Nacional no dia primeiro de abril de 2009 para a aprovação da PEC 98/07. A música brasileira agradece.

A PEC 98/07 visa acabar com o excessivo peso dos impostos e a complicada burocracia associada ao pagamento destes tributos na comercialização da música tanto no formato físico como digital. Como se não bastassem as incoerências tributárias da União, o fisco estadual impõe ao mercado fonográfico o pagamento antecipado do ICMS por substituição tributária cujo recolhimento prévio pode significar a falência de uma empresa de pequeno porte que, por ventura, tenha a “sorte” de ter um sucesso de vendas em seu catálogo de produtos.

A PEC 98/07 pede imunidade tributária aos fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou lítero-musicais de autores brasileiros, e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais. Os produtos estrangeiros, licenciados de outros países, não receberão o benefício.

No passado, incentivos fiscais contribuíram para que o Brasil se tornasse um dos três países de maior produção de música nativa no mundo, precedido apenas pelos EUA e a Inglaterra. Tais incentivos atraíram investimentos internacionais para a música brasileira e permitiram o desenvolvimento de uma indústria pujante, geradora de centenas de milhares de empregos formando uma cadeia produtiva bem remunerada além de proporcionar aos mais diversos segmentos sociais uma equalização sócio-econômica ímpar, posto que talento não procura berço e que, a despeito do nível social ou acadêmico de seus criadores, a produção de música gravada proporcionou sucesso e ascensão social a uma enorme diversidade de brasileiros. Essa indústria, hoje diversificada com a presença de todas as multinacionais do disco, centenas de gravadoras independentes e milhares de artistas auto-produtores vem, desde então, gerando um patrimônio intelectual para o país de inestimável valor e representatividade cultural além de desenvolver um manancial inesgotável de divisas para o Brasil. A música brasileira é a nossa maior e melhor fonte de patentes e vem sendo observada pelo governo, segundo pesquisas do SEBRAE, como estratégica na afirmação qualitativa da “Marca Brasil” e afirmativa da nossa diversidade cultural e da identidade nacional frente à globalização que hoje se consolida em todo o planeta.

Por força de interesses diversos, esses incentivos foram mudando suas características e isenções até que para tentar compensar suas perdas, os fabricantes de discos, já solidamente instalados em Manaus, aproveitaram-se das leis de incentivo da Zona Franca que já os beneficiava na fabricação, para estender suas atividades para as operações logísticas de distribuição, atribuição esta, até então, desenvolvida por cada uma das gravadoras através de todo o País. Tal distorção levou ao desmantelamento de uma rede secular de distribuição fonográfica específica e juntamente com a pirataria, ao fechamento de grande quantidade de pequenas lojas especializadas na venda de discos. O resultado foi uma queda de faturamento da indústria da música, de um bilhão de dólares em 1999 para pouco mais de um quarto desta receita em 2007.

Além do acima relatado, a atribuição de isenções apenas à fabricação e distribuição ao invés da produção de conteúdo, fato gerador do real valor do produto fonográfico, criou uma das maiores distorções tributária do país, duplamente prejudicial à música. Por um lado o pequeno produtor e o artista auto-produtor brasileiro, ao distribuir seu produto, arca com uma carga tributária duas vezes maior que o produto internacional fabricado e distribuído a partir de Manaus. Por outro lado, não é interessante economicamente e de absoluta impossibilidade logística para as oito fábricas/distribuidoras localizadas em Manaus distribuírem toda a diversidade fonográfica fabricada por eles mesmos. Assim, houve uma avassaladora concentração de mercado, pois o atendimento das fábricas/distribuidoras ao mercado, que já contou com 4500 pontos de venda, restringe-se hoje às grandes redes de lojas, algumas sem qualquer especialidade fonográfica, como supermercados, e lojas de eletrodomésticos que buscam apenas  produtos de giro rápido, além de sítios virtuais na Internet que vendem de máquinas de lavar a camisinhas, deixando à margem do mercado a produção experimental e evolutiva, que no passado consolidou gênios como, Caetano Veloso, João Gilberto, Gilberto Gil, Djavan, Tom Zé, Chico Buarque, entre tantos outros.

Com certeza a imunidade tributária na produção de música no Brasil poderá dar um fôlego tanto para as empresas nacionais como as internacionais instaladas no país, no que diz respeito ao investimento na música brasileira.

Esta luta pela imunidade tributária foi iniciada em 2007 durante a Festa da Música em Canela (RS), usando por base a lei constitucional de imunidade tributária do mercado livreiro - uma vez que a música é igualmente uma formadora didática de informação de massa. É preciso lembrar que quando foi concedida imunidade semelhante para o livro em 1948, o trôpego mercado editorial brasileiro não só se recompôs como experimentou um boom que dura até hoje. E música é sem dúvida o maior patrimônio cultural deste país.

Outro aspecto a ser considerado é que a cadeia produtiva da música emprega mão de obra numerosa e de qualidade, compositores, músicos, produtores, técnicos, designers, marketing, etc. E nesses últimos dez anos por inúmeros motivos foram perdidos mais de 45 mil postos de trabalho no mercado musical brasileiro. Nesta questão é preciso salientar que com o aquecimento do mercado através desta imunidade a indústria poderá voltar a contratar, gerando cada vez mais postos de trabalho e renda a estes profissionais.

O mercado estima que, com a imunidade tributária, os CDs e DVDs poderão ficar cerca de 30% mais baratos nos pontos de venda. Além disso, a lei contempla também o comércio de música digital, que poderá a partir daí se estabelecer de fato, revitalizando a produção e proporcionando maior acesso da população a nossa música.

A PEC 98/07 está em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília, e será votada em plenário dia primeiro de abril, para depois, ser encaminhada ao Senado.

A imunidade tributária pleiteada pela PEC 98/07, conhecida como a PEC da Música, de autoria do Deputado Otávio Leite (PSDB/RJ), tendo como co-autores um colegiado pluri partidário, formado pelos seguintes parlamentares; Deputado José Mucio Monteiro (PTB/PE), Deputado Ciro Gomes (PSB/CE), Deputado Átila Lira (PSB/PI), Deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), Deputado Flávio Dino (PCdoB/MA), Deputado Nelson Trad (PMDB/MS), Deputado José Eduardo Cardozo (PT/SP), Deputado José Otávio Germano (PP/RS), Deputado Fernando Coruja (PPS/SC), Deputado Marcos Montes (DEM/MG), Deputado Albano Franco (PSDB/SE), Deputado Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), Deputado Walter Pinheiro (PT/BA), Deputado Luiz Bittencourt (PMDB/GO), foi formulada por estes representantes eleitos em consonância com a indústria fonográfica brasileira observando o cuidado de não desestabilizar o status atual dos fabricantes, fornecedores e parceiros da Música do Brasil, que investiram na Zona Franca de Manaus e que hoje, com o desenvolvimento logístico por eles implementados em seus negócios, distribuem além de discos contendo fonogramas e vídeo fonogramas (CDs, DVDs e Blu-Rays), toda sorte de produtos provenientes de injeção de matéria plástica inclusive os famigerados discos virgens base da pirataria eletrônica que assola o país e que, interessantemente, demonstrou desempenho inversamente proporcional ao do disco gravado com conteúdo cultural, pois este caiu de uma produção de 200 milhões de peças ano para meros 80 milhões sendo que em pouco mais de dois anos a produção de mídia virgem no país cresceu de 13 milhões para 180 milhões de discos ano não estando contemplada pela PEC da Música e, por conseguinte não abalando as estruturas de tais fábricas. Notável é ainda o fato de que DVDs de filmes e séries televisivas, mídias contendo softwares, discos de artistas internacionais, não serão afetados por tal imunidade e continuarão se beneficiando das isenções obtidas pela distribuição a partir de Manaus.

Lamentavelmente, a única oposição a esse projeto tem sido até agora demonstrada pelos  representantes do Amazonas que insistem no monopólio da Zona Franca de Manaus para as isenções tributárias deferidas pelo Governo Brasileiro e isso doa a quem doer. Assim, os milhões de representantes da música em todo o Brasil esperam que os motivos acima relatados sejam suficientes para uni-los à causa maior da música brasileira uma vez que este Estado tem na Festa de Parintins uma das mais preciosas representações culturais daquela região sendo música a base desta importante manifestação de identidade do povo amazonense.

Estúdios de gravação estão fechando suas portas, músicos especializados em gravações são cada vez mais raros, lojas de discos mudaram de ramo, profissionais da Indústria estão desempregados, a produção brasileira de conteúdo musical tem encontrado em grandes autores o desânimo de produzir sem uma justa remuneração, artistas de renome mundial trabalham seus discos hoje de forma independente e se vêem reféns de um sistema de radiodifusão corrupto e distorcido, camelôs tomam lugar de comerciantes pagadores de impostos, formadores de profissionais e contribuintes da previdência social, meios de comunicação e mídia irresponsavelmente vaticinam o fim de uma mídia que conta no Brasil com 700 milhões de aparelhos aptos a reproduzir a mais nobre das artes brasileiras e que é o maior motivo do orgulho nacional, segundo pesquisa da empresa de marketing Ogilvy.

Em suma, a música brasileira pediu socorro e uma enorme quantidade de parlamentares, cientes de sua importância e representatividade para a nação, estão se empenhando por sua aprovação tendo ela passado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e que irá, no dia primeiro de Abril próximo, à votação do relatório da Comissão Especial da Câmara, presidida pelo ilustre Deputado Décio Lima (PT/SC) e relatada pelo representante de um dos Estados mais musicais da União o Deputado José Otávio Germano (PP/RS). Este é o próximo passo para que a PEC da Música possa ir a plenário ser apreciada por todos os representantes do País no Congresso Nacional e em seguida no Senado.

A classe musical está sendo representada pelo presidente da ABMI Roberto de Carvalho (Robdigital), o ex-presidente da entidade Carlos de Andrade (Visom Digital), o jornalista Fernando Vieira da Festa da Música - RS, pelo presidente da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos) Paulo Rosa, pelo o Autor da PEC 98/07 (PEC da Música), como ficou denominada, o Deputado Otávio Leite PSDB/RJ, o Relator da PEC Dep. José Otávio Germano PP/RS e o Presidente da Comissão Especial que julga a PEC na Câmara Dep. Décio Lima PT /SC.

COMO FICA O BRASIL NESSA LUTA

A Indústria do entretenimento, onde a música é sua arte maior, é vista como uma das mais progressistas, equalizadoras sociais, vistos os exemplos acima descritos, assim defender uma emenda como esta trará foco a essa indústria e, com certeza, grande desenvolvimento para todos, mais produção musical, mais postos de trabalho, mais consumo e mais repercussão internacional.

Lembre-se que Luiz Gonzaga e Heitor Villa-Lobos têm a mesma importância cultural para o país tendo vindo de camadas sociais e com bases educacionais opostas, sendo o elemento equalizador destas duas diferentes realidades a música.

Pedimos seu apoio neste abaixo assinado pedindo a aprovação da PEC da Música!

- Abaixo Assinado - 0% de imposto para Música Brasileira
ABMI -  Por Redação
A PEC 98/07 está em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília, e será votada em plenário amanhã dia primeiro de abril, para depois, ser encaminhada ao Senado.

Imunidade Tributária Já! 0% de Impostos para nossa Música!

Acesse http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4074 e assine - A Música Brasileira agradece.

Fevereiro

 

- Herencia é o novo secretário de Políticas Culturais
Cultura e Mercado - Por Redação
 
José Luiz Herencia é o novo Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura. A portaria de nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, dia 12. Ele ocupa a vaga deixada por Alfredo Manevy, que assumiu a Secretaria Executiva do ministério, em setembro de 2008. O cargo vinha sendo ocupado interinamente pelo coordenador-geral de Direitos Autorais, Marcos Alves de Souza. Natural da cidade de São Paulo, tem 33 anos, é graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Possui longa experiência como produtor cultural, sendo também pesquisador, compositor e poeta. Ingressou no MinC em setembro de 2008 para assumir o cargo de consultor. Na USP, organizou diversos ciclos de seminários e foi curador de várias exposições. Em 1998, participou do grupo de trabalho que reabriu a Casa Mário de Andrade, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, tendo atuado como coordenador da Oficina da Palavra, atividade cultural desenvolvida entre 1998 e 1999. Como produtor cultural realizou centenas de espetáculos com a participação de artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Chico César, Francis Hime e Paulinho da Viola, entre outros. Também produziu a Rua do Choro - série de espetáculos semanais de música instrumental, da Secretaria de Cultura de São Paulo -, onde dirigiu artistas como Altamiro Carrilho, Paulo Moura e Yamandu Costa. Dirigiu o setor musical do Instituto Moreira Salles, em 2000, onde coordenou um dos mais respeitados projetos de preservação da memória musical brasileira, digitalizando e disponibilizando gratuitamente pela Internet mais de cem mil gravações musicais realizadas no Brasil entre 1902 e 1964. Ainda no Instituto, organizou os trabalhos de preservação e difusão de importantes acervos como os de Ernesto Nazareth e Pixinguinha.

- MinC disponibiliza material sobre Fórum Nacional de Direito Autoral
Cultura e Mercado - Por Carina Teixeira

O Ministério da Cultura disponibilizou em seu site, no link Direitos Autorais, o material audiovisual completo dos quatro seminários do Fórum Nacional de Direito Autoral realizados em 2008. Além dos vídeos, a página traz também textos e gráficos apresentados pelos palestrantes.

A página traz também o debate internacional sobre o tema, através da participação de especialistas de 35 países que estiveram presentes no Seminário Internacional, realizado em Fortaleza, em novembro de 2008.
O Fórum Nacional de Direito Autoral é um espaço para a discussão das questões no que se refere à situação atual do direito de autor em nosso país. Tem como objetivos subsidiar a formulação da política autoral do Ministério da Cultura (MinC), bem como definir a necessidade da revisão da legislação existente sobre a matéria e também redefinir o papel do Estado nessa área.

O debate vem sendo realizado pelo MinC desde dezembro de 2007, por meio dos seminários promovidos pelo ministério e outros feitos em parceria com instituições de ensino superior espalhadas pelo país. Os seminários foram organizados para um público de até 400 pessoas por evento e transmitidos ao vivo pela Internet, com espaço para a realização de perguntas on line aos conferencistas. A discussão continua em 2009, quando serão realizados outros seminários pelo país.

- Morre Walter Silva, o Picapau
Gafieiras - Por Ricardo Tacioli

Waltecir Paulo da Silva, o Walter Silva, ou como era mais conhecido, o Picapau, morreu nesta sexta-feira, 27, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas. A poucos dias de completar 76 anos de idade, cardiopata e portador de insuficiência cardíaca e renal, o jornalista, radialista, produtor musical e um dos grandes fomentadores da bossa nova não suportou um “choque séptico em função de abcesso pulmonar”, segundo publicou neste sábado o jornal Folha de S. Paulo.

Apaixonado por música brasileira, Picapau começou sua carreira profissional em 1952, aos 19 anos, na Rádio Piratininga. Passou pela Cultura (1954) já como locutor e apresentador, pelas cariocas Mayrink Veiga, Mundial (1955) e Nacional (1956) e, em 1957, assumiu a cadeira de Diretor de Divulgação da novata gravadora RGE (SP), ao mesmo tempo em que lançou seu programa Toca do disco na Rádio Record. No entanto, o programa que o eternizou foi lançado na Bandeirantes em 1958. Era O pick-up do Picapau. Por esta mesma rádio, representou o Brasil como repórter no histórico e polêmico Festival de bossa nova, realizado no Carnegie Hall, em Nova York em 1962.

Após este ano, quando a bossa nova já não desfrutava do mesmo frescor no Rio de Janeiro, São Paulo se consolidou palco e mercado de intérpretes e instrumentistas do estilo moldado por João Gilberto e companhia. Picapau teve neste momento papel decisivo ao produzir e gravar shows no Teatro Paramount que fotografaram tanto a bossa nova quanto o nascimento do que se convencionou chamar de MPB. Alguns destes espetáculos entraram para a história, como Samba novo, Mens sana in corpore samba, Primeira dentisamba e O remédio é bossa, que revelou Elis Regina. Foram shows com gente do calibre de Chico Buarque, Yvette, Alaíde Costa, Walter Santos, Zimbo Trio, Wanda Sá, Cesar Roldão Vieira e Titulares do Ritmos. De todos, o mais frutífero (artístico e comercialmente) foi O fino da bossa, realizado nas noites de 9, 10 e 11 de abril de 1965, com Elis e Jair Rodrigues soltando os vozeirões em bossas e sambões com acompanhamento jazzístico do Jongo Trio. Os shows viraram o LP Dois na bossa, recordista de vendas naqueles anos.

O pioneirismo de Picapau também marcou a gravadora Continental, que dirigiu em 1970. Lançou Célia, Pessoal do Ceará, Walter Franco e Secos & Molhados.

Como desse para resumir num parágrafo, nos anos seguintes Picapau moldou o programa Mixturação (1973), com Walter Franco, Pessoal do Ceará, Simone e Haréton Salvanini; dirigiu o Fantástico (1975), da Rede Globo; foi narrador de futebol, passou pela TV Bandeirantes em 1980 e tocou o programa Mambembe, que revelou Thomas Roth. Também colaborou com jornais impressos e editou em 2002 o livro Vou te contar – Histórias de música popular brasileira. Nos últimos três anos, colocou sua voz e patrimônio no semanal Acervo Walter Silva, levado ao ar pela Rádio Cultura AM.

Aliás, seu precioso acervo de gravações de shows, entrevistas e canções em 162 rolos de fitas e fotos foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles em 2003. Segundo o site da entidade, o material ainda não está disponível para pesquisa.

Uma das jóias que guardou por muitos anos – e que tentou lançar em disco - foi o histórico show de dois de agosto de 1962 na boate carioca Au Bon Gourmet, que reuniu no mesmo palco Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas, além do baixista Otávio Bailey Jr. e do baterista Milton Banana. Foi nesta noite que as músicas “Garota de Ipanema”, “Samba do avião”, “Samba da benção”, “O astronauta” e “Só danço samba” foram apresentadas pela primeira vez. Não é pouca coisa...

Para sacar o astral deste registro e, consequentemente, a importância de Walter Silva, ouça o primeiro podcast que Dafne Sampaio, com produção de Daniel Almeida, ambos do Gafieiras, fizeram para a revista Monet, em 2008.

- Moska mapeia a diversidade da música brasileira no programa 'Zoombido'
Jornal do Brasil - Por Leandro Souto Maior
 
Igual ao inseto que adotou como nome artístico, o carioca Paulo Corrêa de Araújo, mais conhecido como Paulinho Moska, ou apenas Moska, não para quieto. Já há alguns anos o cantor e compositor realiza exposições com suas fotografias e também vem se aventurando como apresentador do programa Zoombido, no Canal Brasil. E foi na TV que finalmente conseguiu canalizar suas diversas facetas artísticas, fazendo um tudo-ao-mesmo-tempo- agora com suas paixões, entrevistando seus artistas preferidos, distorcendo imagens dos convidados em fotos através de um tijolo de vidro e dando canjas musicais com eles. A primeira leva dos programas acaba de sair em CD e DVD e será lançada nesta terça-feira, com show gratuito na Modern Sound, em Copacabana. 'Workaholic', nem no cenário paradisíaco de Trancoso, na Bahia, Moska sossega. – Não vim aqui para relaxar – conta, por telefone, de um hotel no litoral baiano. – Vim participar de um show beneficente organizado pela Elba Ramalho. Meu trabalho é misturado com o prazer, sempre viajando, conhecendo pessoas. E isso é um privilégio.

- Ana Salvigni destaca delicadeza sertaneja de Hekel Tavares
Ziriguidum - Por Beto Feitosa

Paulista nascida em Taquaritinga, a cantora Ana Salvagni expõe seu lado interiorano intepretando a obra do compositor alagoano Hekel Tavares. O CD Alma cabocla revela belas letras e melodias delicadas com paisagens hoje em dia pouco admiradas na música brasileira. Para produzir o CD a cantora teve patrocínio do Programa Cultural Petrobrás e distribuição da Tratore.

É um disco de forte teor sertanejo (ou caboclo, como batizou a cantora para evitar mal entendidos). Mas o adjetivo aqui vale ouro, por se referir a uma música feita pelo homem do sertão. Nada a ver com a categoria inventada pelos marqueteiros da música, e sim pela simplicidade da vida no interior brasileiro. O ritmo é outro, o coração existe à frente de tudo com cores do homem da terra. O olhar simples para o mundo, mas sem deixar de ver belas cores e injustiças.

A profunda tristeza de Leilão contrasta com a festa de Engenho novo, com a dança de Eu vi... e com a bucólica Você, música mais conhecida do compositor. Essa canção teve recente gravação de Maria Bethânia e Omara Portuondo, mas não apagou a inesquecível interpretação de Nara Leão (que registrou com o título Penas do tiê). O compositor tem em sua obra outros sucessos como Sussuarana e Casa da caboclo, ambas presentes entre as 16 canções registradas no disco.

Tem músicas gravadas por Francisco Alves, Inezita Barroso e Fafá de Belém, mas seu nome enfrenta um triste período de esquecimento. Ana Salvagni tem nesse terceiro CD a missão de atualizar o repertório e trazer a obra de Hekel Tavares de volta. De formação acadêmica e carreira sempre ligada aos ares do cancioneiro brasileiro, a cantora se junta nesse trabalho a artistas contemporâneos como Renato Braz, Paulo Freire, Filó Machado, Nailor Proveta, Toninho Ferraguti e Toninho Carrasqueira entre outros. Alma cabocla cumpre seu papel de apresentar de forma organizada a rica obra de Hekel Tavares.

Boa cantora e produtora inteligente, Ana Salvagni cria com grande brilho sua proposta e revela delicadezas que hoje passam despercebidas pelo ritmo do mundo globalizado. O olhar atento de Ana transporta o ouvinte para o tempo e o lugar de Hekel Tavares, recriando um ambiente (realmente) sertanejo.

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