Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Teresa Salgueiro lança primeiro disco solo

Folha de S. Paulo - Por Ronaldo Evangelista

Vocalista do grupo português Madredeus, Teresa Salgueiro é, há tempos, fã assumida de música brasileira. Depois de um disco de colaborações dois anos atrás, a cantora agora lança seu primeiro disco solo, com dez Tom Jobins, três Ary Barrosos, dois Dorival Caymmis, dois Chico Buarques, um Pixinguinha e assim por diante, só de músicas brasileiras.

Cantando sem sotaque, com sua voz cristalina e classicista, ela se cercou de músicos brasileiros e clima jazzístico para criar interessantes arranjos -essencial para fazer valer repertório já tão conhecido.

O resultado é algo entre Luciana Souza e Carmen Miranda, Mônica Salmaso e Amália Rodrigues. Dizer que ela acrescenta nova visão às músicas que canta talvez seja exagero, mas não deixa de ser curioso ouvir uma portuguesa -tão longe, tão perto- interpretando com afeição músicas que conhecemos de cor e salteado.

Gravadora: EMI.

Zizi grava árias ao vivo com orquestra sinfônica

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Planejado desde o ano passado, o disco clássico de Zizi Possi vai ser gravado ao vivo com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis (SP), formada por músicos assistidos por um projeto social.

No repertório, há as árias La Seguidilla, Lascia Ch'Io Pianga e Mon Coeur S'Ouvre a ta Voix, hits das óperas Carmen, Rinaldo e Sansão e Dalila, respectivamente. Outro peça do roteiro será Song to the Moon, tema de Antonin Dvorak, intitulado Rusalka no original russo.

A edição do projeto erudito de Zizi Possi já está programada para o segundo semestre.

Caio Bassitt - "Samba para os amigos"

Folha de S. Paulo - Por Luiz Fernando Vianna

O paulista Caio Bassitt, 24, tocava blues e rock com sua guitarra na adolescência. Mudou de rumo e se dedicou ao violão ao conhecer a grandeza de Noel Rosa, Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola. O resultado é o bom CD "Samba para os Amigos".

 Bassitt ainda está em formação como cantor e compositor, oscilando entre criações interessantes ("Lei do Tormento") e outras mais frágeis ("Vinho de Dionísio"). Mas estréia bem acompanhado de Fabiana Cozza, que divide os vocais em "Pra Você" e na faixa-título, e por Delcio Carvalho, autor da letra e co-intérprete de "Meu Lamento Vai".

Os sambas em tom de lamento predominam. Bassitt mostra potencial e coragem, buscando caminhos peculiares em melodias e letras.
Gravadora: independente (www.caiobassitt.com.br).

Pau Brasil sustenta tributo de Salmaso a Chico

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Compositor presente já nos primeiros trabalhos solos de Mônica Salmaso, Trampolim (1998) e Voadeira (1999), Chico Buarque ganha songbook na voz da cantora - uma das melhores projetadas na última década.

Motivado por show feito pela artista em 2004 com músicas do compositor e por posterior convite do homenageado para dueto na valsa Imagina, faixa do CD Carioca (2006), o projeto preserva a coesão da discografia de Salmaso.

O rigor estilístico da intérprete é sustentado pelos arranjos do grupo Pau Brasil, onipresente nas 14 faixas do álbum, do qual é co-autor. A participação especialíssima do Pau Brasil diferencia Noites de Gala, Samba na Rua de tantos discos dedicados ao cancioneiro de Chico.

Com arranjos pautados por elegante economia, Salmaso transita tanto pelos sambas - como A Volta do Malandro (1985) e Quem te Viu, Quem te Vê (1966), cuja letra inspirou o (belo) título do disco - quanto por canções como Basta um Dia (1975).

Nestas, Salmaso evita arroubos dramáticos e conta com a inventividade do Pau Brasil

TV Cultura exibe turnê da OSESP pela Europa

Music News - Por Assessoria de Imprensa

A TV Cultura exibe neste domingo (29/04), às 21h, o documentário sobre a turnê da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) na Europa. Realizada em março de 2007, a turnê reuniu 16 concertos, em oito diferentes países europeus.

O Palau de la Musica, em Barcelona, na Espanha, foi o local onde aconteceu a primeira apresentação da OSESP, no dia 6 de março. No dia 17, a orquestra tocou ao lado do pianista húngaro Deszö Ránki, na cidade suíça de St. Gallen, deixando um caráter especial para John Neschling.

Em seguida, a sinfônica tocou no Tonhalle, de Zurique, e, dois dias depois, fez o concerto mais esperado de toda a turnê: na Grosser Saal do Musikverein, de Viena, um dos mais venerados templos da música clássica em todo o planeta.

A TV Cultura ainda acompanhou OSESP no Meistersingerhalle de Nuremberg, no dia 22; na Filarmonia de Colônia, no dia seguinte; e na Sala Nacional de Concertos de Budapeste, na Hungria, dia 25.

A última apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo aconteceu no dia 29, no Théâtre du Châtelet, em Paris.

Miúcha - Outros sonhos

Music News - Por Assessoria de Imprensa


Outros sonhos é o terceiro disco de Miúcha pela Biscoito Fino. Totalmente dedicado à música de Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, o novo álbum reafirma a vocação da cantora para recriar, de maneira personalíssima, seus autores favoritos – e também os de diversas gerações de brasileiros.

Em continuidade a “Miucha.compositores” (2001) e “Vinicius e Vinicius” (2003), o novo álbum consolida o que pode ser considerada uma trilogia no atual momento de sua carreira, sempre sob a produção de José Milton.

Outros sonhos reforça a idéia de que é a partir de sua própria aldeia - no caso de Miúcha, um Rio de anos permanentemente dourados - que o artista se projeta além de qualquer limite geográfico que se pretenda estabelecer à sua obra. O álbum inicia com a mais recente canção de toda a safra.

Trata-se de “Outros sonhos”, a faixa que dá nome ao disco, composta por Chico Buarque para o CD “Carioca” (2006). Repleto de sutis controvérsias, o universo onírico de Chico sugere uma civilização destituída de hipocrisia, disposta a destrinchar suas próprias mazelas.

Em seguida, “Você vai ver” é um Jobim raro - lançado no disco “Terra Brasilis” (1980) - onde a cantora evoca uma bossa delicada, com ênfase nos violões de João Lira e Paulo Jobim e no piano de Leandro Braga.

“Chansong”, também de Tom, lançada em “Passarim” (1985), descreve, em inglês, o espirituoso regresso do maestro à Nova York que o consagrou planetariamente. Chico Buarque participa da faixa, bancando o chansonier, sob tons mais graves.

Outra só de Tom é “Fotografia”, revelada no tempo da Bossa-Nova.

A música artesanal de Simone Guimarães

Ziriguidum - Por Beto Feitosa

Melodias delicadas e letras bem construídas. Em um tempo globalizado de consumo rápido, essas características parecem um pouco esquecidas. Mas nesse cenário surgem personagens como Simone Guimarães. Na contramão da indústria de ídolos radiofônicos, a cantora chega a seu sexto trabalho, lapidando sua arte como quem cuida de um ideal de vida.

Seu tempo é outro, todo próprio. E isso fica claro em Flor de pão. Desde a poesia do título até a delicadeza da capa, a embalagem guarda uma rica coleção de treze músicas e diversas participações de peso.

O novo trabalho traz seu canto mais lapidado, as voz parece mais madura e melhor colocada. As cores que saem da garganta de Simone Guimarães revelam influências de Leila Pinheiro.

Do outro lado da história, há muito tempo a própria Leila se mostra interessada e antenada com a carreira de Simone. Esse disco marca o novo encontro das duas artistas, depois de dividirem uma composição para o CD Lendas brasileiras.

Simone e Leila juntam vozes em Minha Mangueira, composição da cantora paraense.

O maior evento de negócios da música da região norte/nordeste

Por RPS Assessoria e Promoção de Eventos


Vem aí a VI edição da Feira Música de Fortaleza, de 15 a 18 de agosto de 2007. Consolidada como um dos grandes eventos de música independente no país, a Feira da Música busca unir negócios e boa música.

É espaço para artistas, lojas de equipamentos, instrumentos, gravadoras, produtoras, editoras, além do encontro de músicos de todo o Brasil. O lançamento da Feira da Musica 2007 foi realizado no dia 8 de fevereiro durante a Feira Música Brasil, em Recife, no estande do Ceará.

Toda a programação do evento já está sendo elaborada pela equipe de produção e organização. Esperam-se novidades, inclusive o intercâmbio internacional que na edição de 2006 trouxe Cabo Verde ao Brasil.

Como em outras edições a Feira da Música atua em quatro frentes: a Conferência Internacional da Música, reunindo profissionais, técnicos e especialistas de diversos segmentos e Mostra de Filmes; a Feira de Negócios uma oportunidade de parcerias entre as mais diversas áreas do mercado da música, com vendas de vinil, cds, dvds, instrumentos, livros, encontros de luthiers, artesanatos e apresentação de projetos sociais.

Nas Oficinas Musicais com profissionais renomados, abrindo portas para ampliação do conhecimento, e uma extensa programação de shows, com bandas de todas as partes do Brasil. As atrações da feira são gratuitas e abertas ao público.

Nestes anos todos o evento tem gerado soluções para a cadeia produtiva da música, contribuindo com a consolidação de uma rede que agrega laços nacionais e internacionais, a fim de desenvolver o crescimento do mercado de música independente no Brasil. E assim a Feira da Música de Fortaleza é entretenimento, negócios e pólo de fomento à aprendizagem, onde o essencial das discussões é dividir e participar experiências, ampliar, atualizar conhecimentos e gerar negócios.

Mais informações: www.rpsfeiras.com.br/feiras/musica2007.

IMS disponibiliza o Acervo Pixinguinha na Internet

UOL - Por Redação

O IMS comemora os 110 anos de Pixinguinha abrindo o acervo do artista para consulta pública. Desde 23 de abril de 2007, aniversário de Pixinguinha e 'Dia Nacional do Choro', os pesquisadores podem ouvir centenas de gravações da obra do artista, por ele ou por outros intérpretes, ver fotografias e analisar informações sobre partituras manuscritas e editadas do autor de Carinhoso e Rosa.

Além disso, estará disponível um índice de obras sobre o músico encontradas na biblioteca do IMS. O IMS organizou, ainda, uma exposição com imagens, documentos, instrumentos musicais e objetos reunidos pela família e preservados pelo IMS, em nosso centro cultural carioca. A mostra será exibida no IMS-RJ (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, Rio de Janeiro) entre 10 de abril e 1 de julho de 2007.

A voz do morro é dele, sim senhor

estadao.com.br - Por Beatriz Coelho Silva


O compositor Zé Ketti (1921-1999) é o cara do momento. Coincidência ou não, o DVD com sua entrevista para o Ensaio, na TV Cultura, em 1991, chega às lojas, junto com a homenagem que o Prêmio TIM de Música lhe prestará em 16 de maio e sua filha, Geisa Ketti, anuncia um disco com inéditas cantadas por Marcelus Villaça.

Até o fim do ano, saem em DVD os filmes Rio Zona Norte e Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, ambos com participação fundamental de Zé Ketti. Não que o compositor de Máscara Negra estivesse no ostracismo ou não tenha recebido flores em vida. Pelo contrário, suas músicas estão no repertório de cantores iniciantes ou consagrados (como Zé Renato) e ele recebeu o Prêmio Shell de música em 98.

Mas, diz Geisa, 'ele é prestigiado, mas não reconhecido à altura do talento e da importância. Tanto que não encontramos distribuidora para seu disco de inéditas'.

Para os devotos de Marlene

estadao.com.br - Por Redação

No começo do mês, o auditório da Rádio Nacional, no Rio, reviveu o burburinho de meio século atrás. Lá foram gravados o CD e os musicais do DVD Marlene: a Rainha e as Artistas do Rádio, em que a cantora que dominou o show biz dos anos 50 e 60 conta sua história e, por tabela, a da emissora e da MPB.

Mas não só ela vai aparecer no disco e na tela. Ellen de Lima, Carminha Mascarenhas, Ademilde Fonseca e Carmélia Alves, além do cantor Bob Nelson, seus contemporâneos, gravaram seus maiores sucessos e a nova geração foi representada por Cris Delanno (do Bossa Cuca Nova), Mariana Belém (neta de Carminha e filha de Fafá de Belém) e a paulista Taís Bonizze.

A idéia é da Associação Marlenista, o fã-clube da cantora que guarda sua memorábilia. Os diretores da instituição que já tem 21 anos de atuação, Nieta Carvalho e César Sepúlveda, não se conformavam com a falta de um documento que contasse às novas gerações quem é Marlene e a causa da devoção a ela.

Queriam lançar DVD e CD nos 80 anos da cantora, em 2004, mas o projeto era ambicioso e caro. Só quando a produtora Neila Uema (do DVD 40 Anos de Jovem Guarda) entrou na história foi possível conseguir metade dos R$ 600 mil do orçamento do projeto, com a Petrobrás e a Infraero, com recurso à Lei Rouanet.

Projeto TIM Música prestigia mais uma vez o Rio de Janeiro com show no Dia do Trabalho

Music News - Por Assessoria de Imprensa

No dia 1º de maio, o projeto TIM Música traz ao público carioca mais um show marcante na Praia de Copacabana para celebrar o Dia Mundial do Trabalho. O palco, instalado em frente ao Copacabana Palace, terá como anfitriã a cantora Daniela Mercury, que irá dividi-lo ao longo da noite com as cantoras Margareth Menezes e Beth Carvalho.

O DJ Marcelinho Da Lua inicia a festa a partir das 18h30. Neste TIM Música, Daniela Mercury mostrará seu show Balé Mulato, no qual celebra a cultura popular brasileira, evidenciada nos figurinos dos músicos e bailarinos, e no cenário, feito com panos de chita.

Famosa pela explosão no palco, Daniela une música contagiante com coreografia envolvente. Durante o show, bailarinos farão performance de percussão em bacias e pintarão máscaras carnavalescas. E há ainda o número com panelas, inspirado em cirandas famosas do folclore brasileiro.

O samba-reggae O Mais Belo dos Belos, a batida da Capoeira Levada Brasileira, o frevo Água do Céu e o samba-de-roda na releitura de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, serão alguns destaques do show.

A cantora estará acompanhada da base percussiva formada por Alexandre Vargas (guitarra), Gerson Silva (guitarra), Zito Moura (teclados), Cesário Leoni (baixo), Ramon Cruz (bateria), Daniela Penna (percussão), Cláudio Alves (percussão), Emerson Taquari (percussão), Rudson Almeida (percussão), Gil Alves (vocal), Joelma Silva (vocal), Nara Costa (dança) e Edeise Gomes (dança).

A abertura da noite ficará a cargo do DJ Marcelinho Da Lua, que irá assumir o comando das pick-ups com seu gingado carioca e muito drum & bass, a partir das 18h30. Em seguida, às 19h30, Daniela sobe ao palco com sua energia contagiante, que não deixará ninguém parado.

Durante as duas horas do show, o público será brindado com participações mais do que especiais de Margareth Menezes e Beth Carvalho.

Serviço:
Projeto TIM Música - Show de Daniela Mercury com participações especiais de Margareth Menezes e Beth Carvalho.
Data: 1º de maio, terça-feira. Horário: 18h30
Local: Praia de Copacabana – (em frente ao Copacabana Palace)
Entrada Franca

Shows

 

Fatima Guedes canta o "lado B" de Tom Jobim
Música & Letra - Por Fábio Vizzoni
Nesta sexta e sábado, a cantora e compositora Fátima Guedes sobe ao palco do Bar do Tom, no Rio, para lançar seu novo CD, "Outros Tons" (Rob Digital). Neste trabalho, Fátima fugiu da releitura de clássicos do maestro Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e optou por recriar canções escritas no início de sua carreira, em parceria com Vinícius de Moraes, Newton Mendonça e Luís Bonfá, como "Incerteza", "Olha pro céu" e "Na hora do adeus", entre outras. O show começa às 22 horas. O Bar do Tom fica na Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon. Ingressos a R$ 50. Reservas: 2274-4022.

Olívia Hime canta palavras de guerra de um cineasta
estadao.com.br - Por Beatriz Coelho Silva
No início do ano, quando gravou o CD Palavras de Guerra, com 17 canções que receberam letra do cineasta Ruy Guerra, a cantora Olívia Hime guardou algumas pérolas para o show que estreou semana passada no Teatro Rival, no Rio, e que repete amanhã e domingo no Sesc Pompéia. Uma delas é Fado Tropical, composta com Chico Buarque para o musical Calabar, censurado nos anos 70 e nunca remontado profissionalmente. A música é um dos melhores momentos do show, em que ela está acompanhada de Cristóvão Bastos (piano), João Lyra (violão), Diego Zangado (bateria) e Ricardo Medeiros (baixo) e com a participação luxuosa de Cristina Braga (harpa e voz). Olívia sempre admirou a poesia de Guerra que, até meados dos anos 70, se dividia entre teatro, letras de música e cinema, mas depois se dedicou só ao último. Por isso, o show tem um quê de anos 70, sem psicodelismo ou protesto político, 'mas com um olhar do século 21', diz o diretor Flávio Marinho. 'Ele só não me deixou cantar descalça, me convenceu de que o século 21 exige salto alto', brinca Olívia. (www.outraspalavras.nafoto.net)

Célia atravessa décadas com a mesma voz visando a um acorde perfeito maior
estadao.com.br - Por Lauro Lisboa
A cantora Célia é uma daquelas cuja voz desafia o tempo. Um tanto esquecida pela mídia, ela faz hoje o show de lançamento do CD Faço no Tempo Soar Minha Sílaba (Lua Music) no Sesc Pompéia. O título é extraído de Muito Romântico (Caetano Veloso), que abre o CD produzido por Thiago Marques, e tem como medida outro verso da mesma canção. 'Tudo o que eu queria mesmo era um acorde perfeito maior', diz a cantora. O que mais surpreende nesse trabalho é que, prestes a completar 60 anos em setembro, Célia mantém na voz a nitidez, a potência, a intensidade, a malícia e a afinação de 30 anos atrás, quando engrenou na carreira. O seleto repertório cobre diversas décadas, incluindo a atual, a partir de Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo), dos anos 30.

Reinvenção do choro
Zero Hora - Por Redação
O velho bordão "o choro é livre" ganha interpretação literal hoje à noite, quando o grupo gaúcho Camerata Brasileira lança seu novo disco, Noves Fora. O que se espera a partir das 20h, no Teatro de Câmara Túlio Piva, é um show imprevisível, que tem no choro e na improvisação seus pontos de partida. Formado em 2001, o Camerata Brasileira se propõe a experimentar com elementos de uma das formas mais tradicionais da música surgida no Brasil, o chorinho. Nesse sentido, Noves Fora é um aprofundamento da experiência do primeiro CD do grupo, Deixa Assim (2004). No novo trabalho, músicas como Berimbau (Baden Powell) e Cochichando (Pixinguinha) são o estímulo para improvisos que podem dar no free jazz (no caso da primeira) ou em brincadeira a partir de toques de celular (na segunda). O disco termina com um remix do DJ Ticiano Paludo para Tumaracá, composição da própria Camerata. Baião, samba-enredo e marchinha são outros ritmos explorados no CD, gravado por Moysés Lopes (violão), Rafael Ferrari (bandolim), Rodrigo Siervo (sopros) e Edgar Araujo (bateria e percussão) em Recife, ainda em 2006.

Mostra traz partituras inéditas de Pixinguinha

UOL - Por Redação


Para homenagear os 110 anos de Pixinguinha, o Centro Cultural do Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro realiza a partir do dia 10 de abril uma mostra de documentos, fotografias e partituras originais do artista, algumas inéditas, selecionadas entre os itens do Acervo Pixinguinha-IMS.

Nascido em 1897 na capital fluminense, Alfredo da Rocha Vianna Filho tornou-se um dos nomes mais importantes da música brasileira. Compositor, orquestrador e flautista, é autor de melodias clássicas do repertório popular nacional, como Carinhoso (letra de João de Barro), Lamento (letra de Vinicius de Moraes) e Rosa (letra de Otávio de Souza).

Seu acervo está disponível para pesquisa na Reserva Técnica Musical do Instituto, no Rio de Janeiro.

Caetano Veloso, de 1975 a 82, em caixa luxuosa

Gafieiras - Por Dafne Sampaio


No final de 2006, a gravadora Universal lançou a primeira caixa da série Quarenta anos Caetanos e reuniu os discos de Caetano Veloso desde sua estréia, ao lado de Gal Costa em 1967, até a volta do exílio em Londres no início da década de 1970. Agora é a vez da segunda caixa que reúne todos os discos do baiano de 1975 a 1982 (dez ao total!), com direito a um CD com faixas raras e/ou inéditas.

Nenhum destes discos jamais saiu de catálogo (e recentemente voltaram ao mercado remasterizados), portanto a única diferença é o tal de inéditas, mas quem se dispor a gastar muitos reais pela caixa encontrará surpresas, clássicos e revelações de toda sorte, além de um artista em um de seus momentos mais criativos.

A viagem caetânica deste período começa com os discos gêmeos e complementares, Jóia e Qualquer coisa, ambos produzidos por Caetano e Perinho Albuquerque em 1975.

A nação das cantoras

Veja - 9/4/2007 - Por Sérgio Martins

O Brasil é a nação das cantoras. Observe-se a seguinte estatística: em 2006, mais de 100 discos de intérpretes femininas chegaram às lojas. No mesmo período, foram apenas 34 lançamentos de intérpretes homens.

O exército das novatas é impressionante. Nas fotos desta reportagem, o leitor encontrará cinco delas em destaque – acompanhadas por várias outras igualmente promissoras, como Bruna Caram, Ana Krüger, Tatiana Parra, Karine Alexandrino ou Giana Viscardi.

Mas a força da voz feminina é bem mais que uma questão de número. Há três razões para isso. Primeiro, o apuro técnico das cantoras vem aumentando. Elas querem que sua voz seja um instrumento versátil, e não apenas afinado. Algumas, inspirando-se num exemplo consagrado como o de Marisa Monte, até mesmo vão buscar apoio no estudo lírico.

Em segundo lugar, as mulheres dedicam-se com maior afinco à tarefa de interpretar. Houve uma era em que cantores importantes faziam apenas isso: dar vida às canções de outros. Foi o tempo de Orlando Silva e Mário Reis. A partir dos anos 70, a MPB viu despontar o "cantautor" (como o batizaram alguns críticos): um compositor que também usa o microfone.

A ascensão desse personagem reduziu o espaço dos intérpretes puros – mas apenas os do sexo masculino. A terceira razão da proeminência feminina é o intenso diálogo que, em geral, elas mantêm com suas precursoras. Não é difícil traçar uma linha conectando a paulistana Ana Cañas às cantoras do rádio dos anos 40.

Realizar essa mesma operação unindo um cantor novo e, digamos, o venerável Francisco Alves é quase impossível. Existe uma tradição viva de canto na música popular brasileira? Sim, existe. E ela pertence às mulheres.

João Donato lança CDs e prepara turnê pelo Japão

Terra - Por Pedro Landim

Do Japão, João Donato curte a sensação de paz. Mas nada a ver com espreguiçadeira ou mão no bolso. Os dedos estão a mil por hora no piano e a cabeça é uma fábrica de ritmos e encontros musicais.

Antes de embarcar para o outro lado do mundo, em maio, para 15 shows em 30 dias, João deixa nas estantes brasileiras dois discos fresquinhos, lançados ao mesmo tempo e por gravadoras diferentes: Uma Tarde Com Bud Shank e João Donato (Biscoito Fino) - reencontro com o jazzista americano que o levou para gravar pela primeira vez nos EUA, em 1965 - e O Piano de João Donato (Deckdisc), onde pela primeira vez gravou apenas com seu piano, um disco de essência.

"Cheguei ao estúdio e saí tocando o que tinha vontade na hora, músicas que me davam prazer", conta o músico, sobre sua primeira experiência sozinho ao piano. Aos 72 anos, com 58 de carreira, João é um 'musicaholic'.

O CD com o americano Bud foi gravado no mesmo esquema, em duas tardes de improviso, lembrando o encontro com outro soprista, Paulo Moura, gravado em 2006 no CD Dois Panos Pra Manga.

Zé Ketti revive em DVD e tributo do prêmio Tim

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

É coincidência, mas no ano em que foi eleito o homenageado da 5ª edição do Prêmio Tim de Música - em cerimônia agendada para 16 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Zé Ketti (1921 - 1999) chega ao DVD através da Biscoito Fino.

A gravadora lança em vídeo digital o (raro) registro do programa Ensaio dedicado ao autor de Diz que Fui por Aí em 1991. No especial, Zé Ketti canta 22 sambas - Máscara Negra, A Voz do Morro, Portela Feliz, Nega Dina, Mascarada, Leviana e Opinião, entre outros - enquanto conta histórias de sua carreira.

Em tempo: a Biscoito Fino - que vem intensificando seu ritmo de lançamentos - reforça o seu catálogo em 2007 com as edições em DVD do documentário Vento Bravo (sobre Edu Lobo) e do show que Eumir Deodato faz nesta terça e quarta-feira, 3 e 4 de abril, na Sala Cecília Meirelles (RJ). No caso de Deodato, a gravação ao vivo será lançada também em CD. Chega às lojas no segundo semestre.

Filho de Djavan lança segundo álbum

Sucesso! Por Thomaz Rafael

O cantor, músico e compositor Max Viana está lançando o álbum "Com Mais Cor" (JT Records/A Universal Distribuidora). O título do CD é também o nome da nona faixa deste segundo trabalho do artista carioca, produzido por ele próprio.

Max é filho de Djavan e tocou guitarra durante muitos anos na banda do pai. Suas influências musicais vão da black music, samba e MPB à música flamenca.

Nas gravações de "Com Mais Cor", Max contou com músicos do primeiro time, como João Viana (bateria), André Vasconcellos, Marcelo Mariano, Sérgio Carvalho (baixo), Renato Fonseca (piano), Marcelo Martins (sax/soprano), Vinicius Rosa (guitarra) e Vivi Vigiolatto (vocal).

Há algumas parcerias: Jair Oliveira aparece em "Sussuro", Guilherme Arantes escreveu a letra de "Diz que Sim" e Rappin Hood e o pai Djavan cantam em "Vilarejo". Ao todo, o novo CD traz 13 faixas.

Música de Cartola sustenta olhar lírico de Lírio

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Ao som de Divina Dama, samba lançado por Francisco Alves em janeiro de 1933, o filme inicia sua viagem histórica pela trajetória de Cartola a partir do fim.

São as imagens do enterro do artista, em novembro de 1980, que abrem e fecham este documentário que, a rigor, oscila entre contar a vida dura do compositor e falar sobre a evolução do samba e do Rio de tempos idos.

Acaba ficando na superfície de todos os assuntos, só que se sustenta na beleza atemporal da música de Cartola e em passagens bacanas como que a mostra Chico Buarque, Donga e uma turma de sambistas da antiga a entoar nos anos 60 o primeiro samba oficial, Pelo Telefone, em programa de TV comandado por Hebe Camargo.

Assinado pelos diretores Lírio Ferreira (de O Baile Perfumado) e Hilton Lacerda, o roteiro insere passagens ficcionais (nas quais o menino Marcos Paulo Simião vive Cartola na infância) e trechos de filmes que ajudam a contextualizar a época em que floresceu a fina obra do autor de As Rosas Não Falam.

Seria recurso interessante se o documentário não tirasse várias vezes o foco do personagem principal, esmaecendo o olhar lírico de Lírio sobre o compositor.

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Pão e Poesia - Simone

"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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