Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Mercado Cultural traz 'boas notícias' na sétima edição

Por Lauro Lisboa Garcia

Com algumas exposições já em cartaz desde o dia 8 em galerias de Salvador, o 7º Mercado Cultural inicia hoje a jornada de shows, espetáculos teatrais, de dança, outras mostras de artes plásticas, ciclos de conferências e oficinas. São mais de 80 atrações que devem atrair um público estimado em 100 mil pessoas.

O número é espantoso para um evento que começou modesto, e ainda mantém uma estrutura pequena, não faz concessões à cultura de consumo e prima pelo caráter de ineditismo. Como define o diretor do evento Ruy Cézar Silva, é uma espécie de 'carnaval cultural' dentro de uma cidade 'que ama o carnaval', o dos trios elétricos, mas também revela os sentidos abertos a novas experiências.

O tema deste ano é Boas Notícias. Dentro desse conceito, os produtores buscaram levar à capital baiana 'projetos de intercâmbio que revelam processos em que a cultura esteja vinculada a trabalhos de rede', como explica Silva, e ações de cunho social.

Além de concentrar o forte da programação em salões, casas e teatros da região central - como Castro Alves, Vila Velha e Gregório de Matos -, há ações por diversos bairros de população pobre e sem efetivo desenvolvimento cultural, como Liberdade, Itapuã, Itapagipe e Subúrbio Ferroviário. As principais atrações musicais tomam o palco do Teatro Castro Alves, às 21 horas.

É lá que se apresentam hoje a cantora mineira Ceumar e o compositor paulista Dante Ozzetti mostrando o repertório de seu álbum conjunto Achou. Amanhã é a vez do coletivo América Contemporânea, que reúne músicos do Brasil (Benjamin Taubkin, José Miguel Wisnik, Siba), Bolívia (Álvaro Montenegro), Argentina (Carlos Aguirre), Colômbia (Lucia Pullido), Peru (Luis Solar), Venezuela (Aquiles Baez) e Chile (João Taubkin).

O Estado de S. Paulo

Lançamentos

DVD mostrará cenas de bastidores de Marisa Monte
Por Mauro Ferreira - Jornal O Dia

O próximo DVD de Marisa Monte - já o sexto na videografia da artista - não vai se limitar a registrar o show da turnê internacional Universo Particular, que volta ao Rio em 2007 na casa Vivo Rio. A idéia da artista é mostrar no DVD seu processo de fazer música e de apresentá-la no palco. Uma equipe de filmagem vem registrando os principais passos da cantora desde a gravação e lançamento dos discos Infinito Particular e Universo ao meu Redor.

Alceu Valença ao vivo e em praça pública
Por Thomaz Rafael - Sucesso!

Segundo DVD do cantor e compositor Alceu Valença, "Marco Zero Ao Vivo" (Indie Records) foi gravado ao vivo na Praça do Marco Zero, em Recife, com 140 mil pessoas fantasiadas. Segundo o artista, trata-se do "maior público de um show na história de Recife". O projeto chegará às lojas também em CD ao vivo. O novo trabalho celebra o centenário do frevo (a ser completado apenas em 2007), com clássicos como "Vassourinhas", "Me Segura Senão Eu Caio" e "Beijando a Flora". Há ainda o frevo inédito "Caia por Cima de mim" (Alceu/Dom Tronxo). Outros estilos pernambucanos podem ser ouvidos nas faixas "Dona de 7 Colinas" e "Nas Asas de um Passarinho". CD e DVD trazem participações especiais de Zeca Baleiro (na faixa "Vassourinha Aquática"), Paula Lima (em "Maracatu"), Daúde ("Embolada do Tempo") e Silvério Pessoa ("Voltei, Recife"). O sucesso "Tropicana" encerra o espetáculo. Nos extras, há o clipe de "Chego Já" e a música instrumental "Acende a Luz", com regência do Maestro Duda.

Gnatalli, Pixinguinha e outros mestres
Por Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo

Este mês pelo menos três belos lançamentos de CDs instrumentais foram lançados, pela Biscoito Fino e a Rob Digital. Dois deles, do Novo Quinteto e dos instrumentistas Marcos Nimrichter e Caio Márcio, prestam homenagem ao centenário do nascimento de Radamés Gnatalli. O outro tem o selo de qualidade do clarinetista Paulo Moura, que, com o pianista americano Cliff Korman, surge em Gafieira Jazz. Marcos Nimrichter, pianista e acordeonista, participa dos dois CDs que festejam Radamés. Ele integra o Novo Quinteto, com Henrique Cazes (guitarra), Maria Teresa Madeira (piano), Omar Cavalheiro (contrabaixo) e Oscar Bolão (bateria), grupo que partilha o interesse pela obra do mestre. Radamés Gnatalli - 100 Anos traz oito composições do homenageado, além de pérolas de Jacob do Bandolim e Pixinguinha. Com formação universitária em piano e em composição, Nimrichter conta que convive com a obra de Radamés há muitos anos. Seu parceiro em Radamés em Companhia, Caio Márcio, que se graduou em violão, também tem nele um velho conhecido. Caio é filho de Paulo Sérgio Santos e Fernanda Chaves Canaud, músicos que tocaram com o compositor.

O novo CD de Lô Borges
Por Thomaz Rafael - Sucesso!

Sucedendo o CD "Um Dia e Meio", de 2003, "Bhanda" (LBM Produções/Distribuidora Independente) é o novo trabalho de inéditas do cantor e compositor Lô Borges. Trata-se do 11º álbum lançado pelo artista mineiro, que em breve estará completando 35 anos de carreira. A estréia de Borges se deu com o disco "Clube da Esquina" (1972), em co-autoria com Milton Nascimento. Concebido e produzido coletivamente com os músicos que Lô arregimentou para o projeto, "Bhanda" foi integralmente gravado e mixado em Belo Horizonte, entre maio de 2005 e junho deste ano. O CD foi masterizado no Sterling Sound Studios, em Nova York. Das 10 faixas do álbum, cinco são fruto da parceria entre Lô e seu irmão Márcio Borges, autor das letras de "Universo Paralelo", "Gira", "Nossa Mágica", "Carnaval de Cor" e "Trem das Coisas". O poeta e também músico Chico Amaral, principal letrista do Skank, é autor dos versos de duas canções: "Segundas Mornas Intenções" e "O Tem po é Esse". A canção de amor "Bicho de Plástico" (de César Maurício, vocalista do Virna Lisi e do Radar Tantã), a regravação "Pode Esquecer" (também de César Maurício, em parceria com Barral, co-produtor deste novo disco) e a autoral "O Som das Estrelas" completam o repertório.

Cultura brasileira para consulta

Por Redação

Utilizado há 13 anos como fonte de pesquisa por profissionais da área da cultura e por curiosos que se identificam com o tema, o Guia Brasileiro de Produção Cultural ganhou uma nova edição, que chega às lojas na próxima terça, dia 28.

O Guia está de volta renovado, ampliado e mais completo. Com 295 páginas, ele é dividido em quatro seções principais e traz informações sobre direitos do autor, projetos e incentivos fiscais, comunicação, produção gráfica, etc.

A obra é idealizada pelo músico e produtor cultural Edson Natale e pela advogada Cristiane Olivieri. O capítulo "Idéias Soltas", que foi incluído nesta nova edição, contém artigos de destacados profissionais de diversos campos do conhecimento e ainda uma vasta lista de endereços culturais (e virtuais) úteis aos leitores, como teatros e gravadoras.

Outra novidade é a seção "Curta Linguagem", recheada de entrevistas.

Jornal da Tarde

* O "Guia Brasileiro de Produção Cultural 2007" (editora Zé do Livro, 295 págs., R$ 25), de Cristiane Olivieri e Edson Natale, será lançado hoje (28/11), às 19h30, no Sesc Paulista (av. Paulista, 119, tel. 0/xx/11/3179-3700).

Prêmio Carlos Gomes divulga vencedores

Por Redação

Foram anunciados, ontem, os vencedores do 11º Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita.

Entre os ganhadores, Cláudio Cruz -spalla da Osesp- conquistou pela primeira vez o prêmio de Solista Instrumental (ele já havia concorrido na categoria várias vezes) e a cantora Eliane Coelho ganhou, com unanimidade, como Destaque Vocal Feminino, por sua atuação na ópera "Gioconda".

Na categoria masculina, venceu o cantor Stephen Bronk. O Espetáculo do Ano escolhido foi o do grupo francês "Les Musiciens du Louvre" e o Prêmio Revelação foi para André Mehmari, que também foi anunciado ontem como novo compositor residente da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

Folha de S. Paulo

Confira os indicados ao 5º Prêmio Petrobrás

Por Redação

Todo ano, o Prêmio Rival Petrobrás de Música homenageia um artista com papel de destaque no cenário musical, cuja obra, por diferentes razões, ainda não é amplamente conhecida pelo grande público ou que não tenha seu nome a ela identificado.

Nesta edição, ele referenciará a cantora Aracy de Almeida, designando o troféu com o seu nome. Como se vê a seguir, ao todo serão 15 categorias que, além do "Troféu Aracy de Almeida", receberão um prêmio no valor simbólico de R$ 3 mil, cada uma.

A festa de entrega será no próximo dia 8 de dezembro, às 20 h.

Confira a lista completa dos indicados no link: http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI1272323-EI1267,00.html .

Jornal O Dia

Brasileiras mantêm bossa em alta entre japoneses

Por Carlos Calado

Basta entrar em uma loja de discos de Tóquio para notar o enorme interesse que os japoneses têm pela música brasileira, em especial pela bossa nova. Na megastore HMV, uma das maiores do mundo, a seção de CDs de artistas brasileiros é dividida de forma reveladora, em duas grandes estantes de igual tamanho: MPB e bossa nova.

Mesmo quando não usam uma divisão tão inusitada, outras lojas também destacam a bossa nova em suas estantes. Na Tower Records, o novo álbum do veterano cantor e flautista carioca Bebeto Castilho (ex-Tamba Trio) é exposto com um estardalhaço que dificilmente se verá no Brasil.

Tocada com freqüência em rádios, clubes noturnos, restaurantes ou lojas de qualquer ramo, o estilo soa para grande parte dos japoneses como um gênero musical autônomo, sem origem definida.

Já se acostumaram a ouvi-la não só em português, inglês ou francês, mas também em sua língua. "Muitos japoneses começaram a ouvir bossa nova por causa de Lisa Ono, que fez muito sucesso nos anos 90", observa Katsuaki Hanada, repórter da revista musical "Latina", referindo-se à cantora brasileira descendente de japoneses que se tornou uma espécie de embaixadora da bossa no país.

Mas foi outra a pioneira na introdução desse estilo musical entre o público japonês. A paulista Sonia Rosa tinha só um disco gravado e não completara os 18 anos quando desembarcou em Tóquio, em 1969. Convidada a se apresentar por seis meses no país, não voltou mais. "Me pegaram no aeroporto e já fomos para um clube de jazz, onde fiz uma temporada com o Sadao Watanabe", lembra a cantora.

O aval do jazzista japonês, que na época já apreciava os ritmos brasileiros, foi essencial para deflagrar a carreira de Sonia Rosa no Japão. Meses depois, os dois lançaram um disco de grande repercussão.

Folha de S. Paulo

Houaiss lança dicionário da MPB com 5 mil verbetes

Lauro Lisboa Garcia


Divulgação

Chega às livrarias a versão impressa do website mantido pelo pesquisador Ricardo Cravo Albin, enriquecida com antologia da caricatura na música

SÃO PAULO - Com mais de sete mil verbetes, o website mantido pelo pesquisador Ricardo Cravo Albin há seis anos é um dos três maiores do mundo em música popular. É consultado cerca de 100 mil vezes por mês até por japoneses e americanos, já que tem 300 verbetes em inglês, e acaba de ganhar uma versão impressa. Parceria do Instituto Antônio Houaiss com o Instituto Cultural Cravo Albin, o Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira (Paracatu Editora, 1.176 págs., R$ 159,90) chega ao público em edição vistosa, discografias concisas e mais de 5.300 verbetes.

O livro condensa as cerca de 20 mil páginas do site e ganha 500 ilustrações (cerca de 100 inéditas) de 47 caricaturistas brasileiros, entre eles os célebres J.Carlos e Nássara, a dupla Chico e Paulo Caruso, Lan e Cássio Loredano, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo e responsável pela curadoria das ilustrações. "Isso nos orgulha muito. Loredano fez uma antologia da caricatura brasileira na música popular", elogia Albin.

Segundo Mauro de Salles Villar, diretor do Instituto Antônio Houaiss, "o trabalho consistiu em cortar seletivamente" o material do site para caber num único volume. Foi até criado um manual de estilo para a padronização lexicográfica do texto original.

O trabalho também mobilizou equipes de pesquisadores, coordenadas por Heloísa Tapajós. Enfim, o projeto é sério, embora não satisfaça os mais evoluídos na história da música brasileira por causa de uma série de deslizes. "É um acesso à informação", define Albin. "Pedimos para as pessoas mandarem dados, mas muitas não mandaram e era a única fonte de informação que tínhamos", diz.

É claro que não se esperava uma obra definitiva, até porque "não pode jamais ser concluída", como diz Albin, diante do dinamismo da música popular no Brasil. Mas, ao contrário do que propaga o material de divulgação, nem todos os nomes citados ou fatos apurados são realmente "relevantes". A intenção é lançar uma reedição ampliada e revista a cada quatro anos e corrigir as falhas. Albin, que já está trabalhando na próxima para sair daqui a três anos, reconhece a necessidade de uma revisão e lamenta muitos cortes - como o de instituições como o Museu da Imagem e Som, que ele próprio ajudou a fundar e dirigiu

Um dos casos evidentes de confusão de critérios é o do bloco afro-baiano Olodum, que ganha míseras oito linhas, três das quais ocupadas com a informação de que o grupo tocou com Sandy e a Orquestra Sinfônica Brasileira na Praia de Copacabana em 2005. Como se sabe, o Olodum inventou o samba-reggae, que influenciou até as escolas de samba cariocas, e se fortaleceu como entidade de cunho sóciocultural em Salvador muito antes do incensado AfroReggae no Rio. Além do mais, gravou com Paul Simon e Michael Jackson, entre outros astros internacionais. Nada disso consta do dicionário. Albin justifica dizendo que o show no Revéillon foi "um momento mágico" e que preferiu fechar o dicionário com informações mais recentes.

Vai daí que Ivete Sangalo tem mais espaço do que eles, Tim Maia, Sérgio Mendes, Daniela Mercury, Moraes Moreira e os Novos Baianos, entre muitos outros evidentemente mais capacitados. Há também o registro da apresentação de João Gilberto na inauguração do Credicard Hall em 1999, mas o incidente entre o cantor, que reclamou da má qualidade do som, e parte da platéia que o vaiou, é ignorado. Não era para ser lembrado como um show qualquer.

Ricardo Cravo Albin é um dos pesquisadores mais respeitados de música brasileira. Musicólogo e autor de livros de referência, ele também produziu discos históricos como o registro do show de Elizeth Cardoso com o Zimbo Trio e Jacob do Bandolim, no MIS (Museu da Imagem e do Som), em 1967. Apesar de ter acompanhado todas as etapas do dicionário, diz que não pôde nem quis "meter o bedelho no trabalho de lexicografia". Portanto ganha a técnica de elaboração e perde o conteúdo.

O Estado de S. Paulo

Notas Musicais

Por Mauro Ferreira

Marisa é, por ora, a campeã de vendas de 2006

Com a incerteza que ainda paira sobre o lançamento anual de Roberto Carlos, Marisa Monte (foto à direita) deve fechar 2006 como a campeã de vendas de CDs do ano. Até o momento, a gravadora EMI Music já vendeu 275 mil cópias do disco Universo ao meu Redor e 270 mil exemplares do gêmeo Infinito Particular, totalizando 545 mil unidades já comercializadas. Cada álbum foi lançado em 10 de março com tiragem inicial de 300 mil cópias, que deverá se esgotar com o tradicional aquecimento do mercado fonográfico em dezembro.

Donato regrava 'Manhã de Carnaval' em 'Piano'

João Donato regrava Manhã de Carnaval - o clássico mundial de Luís Bonfá e Antônio Maria, composto em 1959 para trilha de filme baseado na peça Orfeu da Conceição - em seu novo CD, Piano, que tem lançamento programado para janeiro pela gravadora Deckdisc.

Donato (à esquerda em foto de Daryan Dornelles) mistura no repertório temas autorais (como Brisa do Mar e Joana, parcerias com Abel Silva e Ronaldo Bastos, respectivamente) e standars estrangeiros, casos de Invitation (Bronislaw Kaper) e Artistry in Rhythm (Stan Kenton), que abrem o disco.

Blog Notas Musicais

DVD revive a dupla Pena Branca & Xavantinho

Por Mauro Ferreira

Enquanto finaliza DVD com o registro da entrevista concedida em 1974 por Cartola e Leci Brandão ao programa Ensaio, a gravadora Trama põe nas lojas, nos próximos dias, um DVD da dupla Pena Branca & Xavantinho editado na mesma série que vem digitalizando o acervo da TV Cultura. O programa do duo foi gravado em 1991.

Na companhia de Betto Sodré (percussão) e Kapenga (viola), Pena Branca & Xavantinho contaram causos, reviveram músicas ouvidas nos bailes mineiros (Boiadeiro do Norte, entre elas) e apresentaram temas ruralistas como Velho Cartieiro, Casinha de Aço, Felicidade e O Cio da Terra.

Por conta da edição de seu Ensaio, a dupla - das mais genuínas do universo sertanejo brasileiro - chega postumamente ao DVD, pois foi forçosamente desfeita em 1999 com a morte de Xavantinho.

Blog Notas Musicais

Mário Gil faz show acompanhado por Zé Alexandre e Jardel Caetano

Por Verbena Comunicação

O instrumentista e compositor Mario Gil apresenta show composto por músicas de sua autoria, acompanhado pelo baixista Zé Alexandre (baixo) e pelo violonista Jardel Caetano. As apresentações acontecem nos dias 15 e 16 de novembro, quarta e quinta-feira, no Teatro Crowne Plaza, às 21 horas.

No roteiro do espetáculo o artista incluiu composições suas gravadas por cantores da nova geração - como Mônica Salmaso ("Dançapé)", Renato Braz ("Comunhão"), Carmina Juarez ("Caruana") e Consuelo de Paula ("De Flor em Flor") - e que nunca foram gravadas por ele próprio.

Esta é, ainda, a primeira oportunidade para o público ouvir as canções que estarão no seu próximo CD (Comunhão, patrocinado pela Petrobrás), incluindo novas parcerias com Rodolfo Stroeter, Zeca Ferreira e Paulo César Pinheiro.

Músico de formação erudita, Mario Gil é mineiro, de Juiz de Fora, radicado em São Paulo, desde 1983. Foi o terceiro colocado 3º Prêmio Visa MPB - Edição Comp ositores. Dono de uma linguagem particular que funde com maestria simplicidade e sofisticação, Mario vem sendo reconhecido como um talento entre os novos compositores.

Em 1993, lançou o primeiro disco, Luz do Cais, relançado em CD, em 1996. No mesmo ano, fez tournée pela Suíça mostrando a música folclórica do Brasil, o que lhe rendeu convite para gravar um CD e escrever um método de violão, baseado nos ritmos brasileiros.

Em 1998, lançou pela Dabliú o CD Contos do Mar, trabalho temático em parceria com Paulo César Pinheiro, que lhe rendeu o Prêmio Ary Barroso, categoria Compositores.

Serviço:
Show - Mario Gil - www.mariogil.com.br
Dias 15 e 16 - quarta e quinta-feira - às 21 horas
Teatro Crowne Plaza - Rua Frei Caneca, 1.360 - São Paulo - Tel: (11) 3289-0985
Ingressos: R$ 20,00.

Music News

Gravadora Kuarup lança mais de 1.000 músicas em MP3 além de CDs e DVDs e alavanca novo site de vendas

Por Kuarup

Mais de 1.000 músicas à venda em MP3 são o principal atrativo do novo site que a gravadora Kuarup acaba de colocar no ar. O www.kuarup.com.br inaugura assim uma nova forma de produção, circulação e consumo da música, ao oferecer não só artistas emergentes, mas grandes nomes e discos completos e históricos do seu catálogo.

O Brasil de norte a sul está lá: de Elomar a Renato Teixeira, de Sivuca a Xangai, de Vander Lee a Cida Moreira, de Chico Lobo a Pena Branca, passando por cantores e instrumentistas de diversos estilos. E além de importantes peças da música clássica, com destaque especial para Villa-Lobos, estão no ar os pioneiros da música brasileira, como Pixinguinha, Nazareth, Chiquinha, Anacleto e muitos outros.

Os lançamentos em CD, daqui por diante, serão colocados simultaneamente à disposição na Internet. "Esturro da Onça", do cult compositor Helio Contreiras (autor de Estampas Eucalol), é o primeiro da leva. Mais 200 músicas entrarão no ar até o Natal. As faixas podem ser compradas e baixadas sem restrições. É um salto importante na relação com o consumidor.

O MP3 adquirido pode ser copiado para outros suportes, o que diferencia o site da Kuarup da maioria dos que utilizam a venda por Internet no Brasil. Ponto para a gravadora, que assim faz um voto de confiança no seu público fiel. "O consumidor da Kuarup respeita seu artista e nunca abriu mão de ter o disco original, assim como acredito que ele vá preferir um MP3 com selo de qualidade da gravadora, no lugar de um arquivo de péssima compressão", diz Mario de Aratanha, titular da gravadora.

O selo Kuarup foi pioneiro em diversos momentos da indústria. É o mais antigo independente do país. Foi o primeiro a gravar em PCM digital, nos anos 80. Foi a primeira gravadora a ter um site de vendas na Internet, ainda em 95.

E desde 2004 está no iTunes americano. Aratanha aposta no fator multiplicador da venda a vare jo, faixa a faixa. "O universo Kuarup trabalha com a joalheria musical, para um público focado, mas bastante espalhado pelo Brasil e exterior. Não queremos fazer música para todo mundo, mas para o mundo todo. E é através da Internet que estamos chegando até ele", afirma o produtor.

Cada faixa custa R$ 2,00. O pacote mínimo para pagamento é de R$ 10,00, ou seja, 5 faixas. Neste novo site, a cada compra de CD, DVD ou MP3, o cliente é beneficiado por um sistema de pontos que, somados, dão direito a adquirir gratuitamente novos produtos no site. "Os pontos vão dinamizar as vendas no site, e incentivar a volta do cliente para usar seus créditos," completa Aratanha.

Mais informações: www.kuarup.com.br .

Music News

Dicas de Shows

Vários

Nelson Freire toca 50 anos de carreira
Folha de S. Paulo - Por Redação

O pianista Nelson Freire fará hoje, às 20h30, no auditório Ibirapuera (parque Ibirapuera, portão 3, tel. 0/xx/ 11/ 5908-4299) apresentação única na qual tocará músicas de seus 50 anos de carreira. "Pediram-me um programa-surpresa. Vai acabar sendo surpresa para mim também, já que posso decidir só na hora", afirmou o músico em entrevista à Folha. Os ingressos para o espetáculo já foram todos vendidos.

Rei Roberto inicia sua invasão anual
O Estado de S. Paulo - Por Jotabê Medeiros

São apenas quatro shows no Credicard Hall, alguns deles com setores inteiros já esgotados (para o sábado, por exemplo, só sobram entradas para a platéia superior). E olha que o preço não é tão acessível: entre R$ 50 e R$ 180. Sim, é ele de novo, Roberto Carlos Braga, de 65 anos, soberano entre os cantores populares do Brasil, 50 anos de carreira.

Segundo contou ao jornal carioca Extra seu empresário, Dody Sirena, Roberto começa hoje o desembarque anual nos corações e mentes (e bolsos) dos brasileiros. Até dezembro, por exemplo, serão lançadas as duas últimas caixas da coleção Pra sempre, com 28 discos internacionais gravados pelo cantor e compositor ao longo da carreira.

E ele prepara um CD em duetos com vários artistas para o fatídico Natal, só que ninguém sabe muito mais a respeito (nem se ficará pronto a tempo). O especial de TV que o cantor faz todo ano para a Rede Globo, e que geralmente é realizado em São Paulo, este ano será gravado no Claro Hall, no Rio de Janeiro, segundo sua Assessoria de Imprensa.

Em janeiro, ele vai a Madri, Espanha, determinado a gravar durante um show um disco e um DVD com repertório inteiramente em espanhol. 'O lançamento será voltado para o mercado latino-americano', diz Sirena. Segundo conta seu biógrafo, Okky de Souza, Roberto tinha apenas 9 anos quando, sua mãe, dona Laura, sugeriu que ele cantasse na Rádio Cachoeiro de Itapemirim, prefixo ZYL-9, no programa matinal infantil de Jair Teixeira, apresentando naquele dia por Marques da Silva.

Cantou o bolero Amor y más Amor, sucesso de Fernando Borel. Desde então, vendeu mais de 90 milhões de discos, tornou famosas suas excentricidades e manias (nunca usa marrom e roxo, detesta o número 13), fez o papa João Paulo II chorar na frente de uma multidão no Rio. E é a trilha sonora de paixões, amores e desilusões amorosas há mais de quatro décadas.

Estação Música
Bravo! - Por André Pereira

O Centro Cultural Banco do Brasil, em parceria com o Metrô de São Paulo, patrocina uma série de shows na estação São Bento - sempre às sextas, em dois horários: 12h e 17h. A série Estação Música está dividida em duas estapas: a primeira (entre 10/11 e 1º/12/06) tem como tema o samba; a segunda (dias 8, 15, 22 e 29/12/06) trará grupos corais para reforçar o clima de festas de fim de ano.

Os primeiros shows do ciclo trazem as seguintes atrações:

10/11/06 - Fabiana Cozza
17/11/06 - Odair Menezes
24/11/06 - Dona Inah
1º/12/06 - Pau d'Água.

Paula Lima estréia turnê em São Paulo
Sucesso! - Por Thomaz Rafael

A estréia da turnê do álbum "Sinceramente", da cantora Paula Lima, acontece na Festa Saideira do Boteco Bohemia, no Moinho Eventos, em São Paulo. O show será realizado nesta sexta-feira (dia 10), a partir das 23h. A artista paulista tocará acompanhada pela sua banda, composta por Walmir Borges (guitarra, cavaco, banjo, violão e voz), Dudinha (baixo e violão), Samuca (bateria e baixo), Danilo (teclado), Guto Bocão e Beto Vai - Vai (percussões). No novo repertório, destaque para a faixa de trabalho "Novos Alvos".

O CD "Sinceramente", terceiro trabalho de Paula Lima, foi lançado recentemente pela Indie Records. O álbum traz composições inéditas de Arlindo Cruz, Seu Jorge, Ana Carolina, Totonho Villeroy e novos compositores, como Marcus Vinicius (cantor revelado pelo programa de TV Fama), Nilo Pinheiro e Edu Tedeschi.

Leila Pinheiro em encontros inéditos no Rio
Sucesso! - Por Thomaz Rafael

A cantora e compositora Leila Pinheiro receberá convidados em três apresentações inéditas no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro, de hoje (quinta-feira) até sábado. Os espetáculos terão início às 19h30. Com repertórios distintos nas três noites, Leila cantará ao lado de Flavio Venturini (hoje), Zélia Duncan (sexta, dia 10) e Fafá de Belém (sábado, dia 11).

A pequena temporada servirá como dupla comemoração para a artista: Leila completou 26 anos de carreira no mês passado e lançou neste ano o selo Tacacá Music, pelo qual produziu e gravou dois DVDs neste ano. Os shows serão gravados com a direção de Roberto de Oliveira e darão origem a um novo DVD.

No repertório, aparecerão canções inéditas na interpretação de Leila, como "Abismo" (Jorge Vercilo e Ana Carolina) e "Vai Saber" (Marisa Monte e Adriana Calcanhotto). Com Flavio Venturini, Leila cantará os sucessos "Pierrot", "Céu de Santo Amaro" e "Fênix", entre outros. Ao lado de Zélia Duncan, cantará composições da amiga, como "Não Vá Ainda" e "Sentidos" (parcerias com Christiaan Oyens), além de "Doce de Coco" (Jacob do Bandolim/Hermínio Bello de Carvalho).

Com Fafá, relembrará o maior sucesso da artista paraense, "Foi Assim", além de outros clássicos, como "Amigo é pra essas coisas" (Sílvio da Silva Junior/Aldir Blanc) e algumas surpresas.

Entrevista de Djavan ao 'Ensaio' chega ao DVD

Por Blog Notas Musicais - Mauro Ferreira

Depois da Trama e da Biscoito Fino, mais uma gravadora põe nas lojas DVD com registro do programa Ensaio. A Deckdisc inaugura sua parceria com a TV Cultura com a entrevista concedida por Djavan em 1999 ao programa dirigido por Fernando Faro.

Mas o DVD extrapola a dobradinha entrevista / números musicais que pontua a série e virá com trechos do filme Projecto Kalunga, rodado em 1980 em Angola, com imagens de show beneficente feito por Djavan ao lado de astros brasileiros como Clara Nunes, Chico Buarque e Martinho da Vila.

Dos números musicais, o mais inusitado talvez seja 'Passo' Preto (corruptela para Pássaro Preto). Djavan cantarola o tema composto para ele por sua mãe, na infância vivida em Alagoas. Foi através da mãe que Djavan conheceu suas primeiras referências musicais (Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi e os sons da África).

O DVD será lançado ainda em novembro.

Music News

DVD Hermeto Paschoal, Zimbo Trio e Egberto Gismonti (Independente)

Por MUBI - Música Brasileira Independente

Não espere deste trabalho imagens fantásticas, câmeras em ângulos inusitados, making of e outros recursos tecnológicos. O foco aqui é a música, e que música.. Gravado ao vivo em branco e preto na Sala Cecília Meirelles no Rio de Janeiro, que tem uma das melhores acústicas do país, o DVD é uma rara e maravilhosa oportunidade de conferir a performance de gênios da música brasileira.

Este é o primeiro registro ao vivo com imagens dos três artistas, referências da música instrumental brasileira e mundial. Hermeto Paschoal é puro experimentalismo, Zimbo Trio dá novas cores aos clássicos A Felicidade e Aquarela do Brasil e Egberto Gismonti transborda simpatia e musicalidade. Música para a eternidade. Mais informações: www.mubi.com.br .

Music News

Música popular ganha seu "Houaiss"

Por Luiz Fernando Vianna

Com seus 5.322 verbetes, o "Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira" é o maior livro do gênero já produzido no país. Até hoje, a empreitada mais ambiciosa tinha sido a "Enciclopédia da Música Brasileira", lançada em 1977 por Marcos Antônio Marcondes, atualizada em 2000, mas não tão extensa.

Ainda assim, o calhamaço lançado nesta semana tem um gosto levemente amargo para o seu criador, Ricardo Cravo Albin, 65. "É uma dilaceração. A não ser quando ficou pronto esse livro tão bonito, foi mais sofrimento do que prazer, porque significou decepar informações que foram colecionadas ao longo da vida", diz o pesquisador.

O lamento se explica na internet. O site Dicionário Cravo Albin (www.dicionariompb.com.br), no ar desde 2001, tem mais de 7.000 verbetes e espaço ilimitado de texto. Pelos cálculos de Ricardo Cravo Albin, o material virtual equivale a 32 dicionários impressos com o tamanho deste que está sendo lançado - 1.176 páginas.

"O livro é a essência, a súmula. Para ampliar, a pessoa vai no on-line. Eles são complementares", diz. Foi em 1999 que o Instituto Cultural Cravo Albin começou a produzir verbetes. Há cinco anos, com ajuda de uma fundação do Estado do Rio de apoio à pesquisa, a página é atualizada diariamente na internet -no momento, por quatro pessoas.

Para a versão impressa, Cravo Albin se aliou ao Instituto Antônio Houaiss, que montou uma equipe de 11 lexicógrafos responsáveis por padronizar os verbetes e reduzi-los. "Felizmente, sem a minha participação, porque nessa dor eu não fui tão longe", conta o pesquisador. O que coube a ele, anos atrás, foi a concepção dos verbetes: com a maior quantidade possível de informações -em parte extraídas de seu próprio acervo - e sem juízos de valor.

"Nem poderia ser outra coisa. Dicionário não pode ser crítico, não há sentido", afirma. "Não é um trabalho de análise, mas um banco de dados", como lementa Heloísa Tapajós, que assumiu neste ano a coordenação dos pesquisadores no lugar de Júlio Diniz. Mulher do compositor Paulinho Tapajós e irmã dos músicos Dadi e Mú Carvalho, Heloísa teve como uma de suas funções mapear um número grande de instrumentistas, especialmente do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Como muitas vezes eles não têm composições nem trabalhos solo, costumam ficar à margem das obras de referência. "Eles são os patinhos feios da música. Nós os priorizamos", diz Cravo Albin. Outra particularidade do dicionário é sua iconografia. Em vez de fotos, mais de 500 ilustrações, principalmente caricaturas. Cássio Loredano reuniu trabalhos seus, de Nássara, J. Carlos, Luís Trimano, Jaguar, Lan, Chico Caruso e outros grandes desenhistas.

Folha de S. Paulo

Sueli faz CD que deverá ter Bethânia e Simone

Por Mauro Ferreira

Intérpretes fundamentais para a projeção da obra de Sueli Costa nos anos 70, Maria Bethânia e Simone confirmaram presença no disco que a compositora vai gravar ainda este ano.

O repertório é formado por 12 músicas inéditas, feitas por Sueli com parceiros como Abel Silva, Ana Terra, Carlinhos Vergueiro, Fausto Nilo, Luiz Sérgio Henriques e Paulo Mendonça.

Produzido pela cantora Fernanda Cunha, sobrinha de Sueli, o CD será gravado no estúdio Manga Rosa, no Rio, com recursos obtidos com a Lei Municipal Murilo Mendes.

Celso Fonseca, Daniel Gonzaga e a própria Fernanda Cunha também farão participações no disco. Entre os músicos, há nomes como baterista Robertinho Silva e o baixista Jorjão Carvalho. Sueli Costa tocará piano.

Blog Notas Musicais

Baby do Brasil volta à música secular

Por Ronaldo Evangelista

Em teoria, um projeto que se propõe a colocar Baby do Brasil (ex-Consuelo) para cantar estilos diferentes do que está acostumada não faz muito sentido. Baby já cantou rock, samba, choro, pop, forró, blues, reggae e sempre foi adepta d'o que vier eu traço, inclusive nome de seu primeiro disco solo.

Na prática, a idéia vai longe. Ela explica: "A gente canta tanta música na vida, que muitas delas acaba não gravando, porque sabe que não funcionariam naquele momento, naquele disco, naquele show. Para esse projeto, a idéia foi buscar um repertório de músicas que eu não cantaria hoje em um show normal, mas com que tenho uma forte relação afetiva. Foi gostoso escolher esse repertório. Poder cantar essa quantidade de músicas que estão no coração é uma delícia".

Em especial, o projeto Credicard Vozes do Bourbon Street, que conta hoje e amanhã com Baby, tem ainda outro atrativo para o público: a volta de Baby às canções seculares. Adepta antiga da espiritualidade, Baby já viu disco voador, já gritou "rá" para Thomas Green Morton, já fez o caminho de Santiago de Compostela.

E, desde seu último disco, "Exclusivo para Deus", de 2000, que Baby tem se dedicado, como diz o título, exclusivamente à própria religiosidade. Mas era inevitável o momento de voltar, ela conta. "Eu não quero matar minha história por causa da religiosidade", teoriza. "Deus não quer que você destrua o talento que ele te deu, isso seria loucura. Eu só estava esperando o momento certo. Foi legal acontecer o convite para esse projeto agora, porque todo mundo andava me perguntando: "quando você vai cantar?". Eu adoro louvar, é um negócio apaixonante. Foi bom esse tempo para eu me purificar. Mas agora, do início do ano pra cá, comecei a tomar gosto pra fazer um trabalho do que a gente chama de secular".

Então, mais uma faceta de Baby para se ver no show. Além de bossas como "Desafinado", choros como "Apanhei-te Cavaquinho" e Novos Baianos como "A Meni na Dança" e "Tinindo Trincando", além de "Stand by Me", "Divino Maravilhoso", "Summertime" e outras, estarão no repertório do show também canções gospel como "Amazing Grace", já cantada por Elvis Presley, Aretha Franklin e Ray Charles -músicos que nunca tiveram vergonha de expor sua fé, diz Baby.

Folha de S. Paulo

Maria Bethânia na visão das lentes de Andrucha

Por Mauro Ferreira

Já retratada recentemente no filme Música É Perfume, idealizado pelo diretor suíço Georges Gachot e lançado no Brasil em 2005, Maria Bethânia é tema de outro documentário. Pedrinha de Aruanda, de Andrucha Waddington, foca a vida e a obra da cantora com o aval da gravadora Biscoito Fino, que irá editar o filme em DVD em 2007 depois de seu lançamento nas salas de cinema.

A propósito, a gravadora também pretende pôr no mercado - simultaneamente com Pedrinha de Aruanda - um segundo DVD com cópia restaurada de Bethânia Bem de Perto, documentário realizado por Júlio Bressane em 1967.

A idéia da Biscoito Fino era editar os dois DVDs em 2006 - ano em que a intérprete festejou seis décadas de vida - mas, a pedido da própria Bethânia, adiou o lançamento duplo para 2007 para não colidir com a chegada às lojas dos CDs Mar de Sophia e Pirata.

Blog Notas Musicais

Livros discutem Caymmi e Vinícius de Moraes

Por Redação

Acontece hoje (07/11), às 20h, na livraria da Travessa (r. Visconde de Pirajá, 572, Rio de Janeiro, tel. 0/xx/21/3205-9002), o lançamento de dois volumes da coleção Folha Explica sobre os compositores Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes. Editados pela Publifolha, os novos livros são de autoria de Francisco Bosco e Eucanaã Ferraz, respectivamente, e custam custam R$ 17,90 cada um.

Folha de S. Paulo

Caymmi, Calcanhotto e Ná no mar de Jussara

Por Mauro Ferreira

Embora já tenha dedicado um álbum inteiramente à obra de Dorival Caymmi (Canções de Caymmi, 1998), Jussara Silveira incluiu música do compositor baiano, Morena do Mar, em seu quinto CD, Entre o Amor e o Mar, nas lojas em meados de novembro.

A faixa-título é parceria inédita de Luiz Tatit e Ná Ozzetti. Adriana Calcanhotto assina outra inédita do repertório, Meu Coração Só. Do compositor baiano Paquito, Jussara canta Sonhei que Eu Era Feliz. O disco tem produção e arranjos do violonista Luiz Brasil, com quem a cantora dividiu seu último trabalho, Nobreza, lançado no primeiro semestre.

Blog Notas Musicais

Violas, sanfonas e rabecas são destaque em série do CCBB

Por Raquel Cozer

Uma jornada por manifestações da música brasileira leva ao CCBB, a partir de hoje, curiosidades como a viola caipira típica da região retratada por Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas" e a conjunção do acordeom com seu primo portenho, o bandoneon.

A tais violas e sanfonas somam-se rabecas, tambores e pifes na série Artesania Sonora, em que artistas conhecidos por reelaborar sonoridades tradicionais recebem mestres instrumentistas regionais. O violeiro Paulo Freire abre a seqüência unindo o traquejo cultivado na Europa com o que colheu em 30 anos de lições com Seu Manelim, do interior de Minas Gerais, com quem divide o palco.

O trio Carcoarco agrega a sofisticação de seus choros para rabeca ao regionalíssimo fandango do litoral paranaense, base do trabalho dos irmãos Leonildo Pereira e Zé Pereira. O choro também emerge das sanfonas de Toninho Ferragutti e do veterano Antônio Bombarda.

Folha de S. Paulo

Herivelto chega à era do DVD via Biscoito Fino

Por Mauro Ferreira

Compositor da era pré-Bossa Nova, Herivelto Martins (1912 - 1992) em breve vai chegar postumamente ao DVD. A Biscoito Fino negocia com a TV Cultura a edição em DVD da entrevista do compositor ao programa Ensaio.

A gravadora também pretender lançar DVD com a participação de Zé Kéti (1921 - 1999) no mesmo programa, dando continuidade à série iniciada em outubro com o vídeo de Nara Leão, filmado em película em 1973.

Blog Notas Musicais

DVD expõe rico universo cultural de Nara

Por Mauro Ferreira

"Sinto muita saudade de João Gilberto, a personalidade mais fascinante que conheci. Ele realmente era o centro, não somente porque cantava bem, mas pelo fascínio que exercia sobre todo mundo".

O depoimento de Nara Leão (1942 - 1989) sobre o papa da Bossa Nova foi dado em 1973, quando, recém-chegada de Paris, a cantora deu entrevista ao programa Ensaio, dirigido por Fernando Faro.

Filmado em película, com imagens em preto e branco, o programa está sendo editado em DVD pela gravadora Biscoito Fino, que, seguindo os passos da Trama, firmou parceria com a TV Cultura para transpor uma série de entrevistas para o vídeo digital. Programa Ensaio 1973 é o título inaugural da série da Biscoito Fino.

É especialmente importante por ser o primeiro registro de Nara Leão em DVD. Oportunidade imperdível para as novas gerações poderem ver e ouvir essa cantora de jeito introspectivo e fala mansa, mas de grande sabedoria e articulação.

Entre 28 número s musicais, Nara discorre sobre a Bossa Nova, a Tropicália e sobre sua relação com cinema, além de revelar que se recusou a ser lançada como cantora de bolero nos anos 50. A decisão, aliás, seria acertada.

Mais tarde, em 1964, ao gravar o primeiro LP, Nara fez história ao romper com a velha bossa quando e ao decidir registrar músicas de compositores do morro, como Cartola e Zé Kéti. "Descobri que havia fome", resume a cantora na entrevista.

Nara tinha o que dizer. E também o que cantar. Somente sua interpretação a capella de Soneto (Chico Buarque), na abertura do programa, já valeria a parte musical. Mas, acompanhando-se ao violão, Nara desfia músicas de Ary Barroso (Camisa Amarela), Dorival Caymmi (Morena do Mar), João do Vale (Carcará, marco do espetáculo Opinião, feito por Nara antes de ser substituída pela então novata Maria Bethânia) e muitos outros autores.

A edição cuidadosa da Biscoito Fino permite ao espectador ver/ouvir somente as músicas ou até escolher aleatoriam ente cada um dos 28 números. Mas é no conjunto de música e entrevista que o DVD deixa transparecer o rico universo cultural que moldou a obra imortal de Nara Leão.

O Dia

Bethânia interpreta Chico em disco duplo

Por Mauro Ferreira

Na mesma linha da coletânea dupla Gal Costa Interpreta Caetano Veloso, a Universal Music está lançando a compilação Maria Bethânia Interpreta Chico Buarque de Todas as Maneiras com 28 gravações feitas pela cantora entre 1971 e 1999.

Para colecionadores da obra de Bethânia, há três registros ausentes de seus álbuns oficiais: Sobre Todas as Coisas - fonograma de 1999, extraído do Songbook Chico Buarque - e os dois raríssimos pot-pourris do compacto editado em 1973 com sobras do LP ao vivo Drama 3º Ato.

Até então inéditos em CD, os pot-pourris que unem Com Açúcar, com Afeto / Cotidiano / The Archaic Lonely Star Blues / Carolina e Valsinha / Tatuagem / Bom Conselho valorizam a coletânea.

O Dia 

Naná Vasconcelos lança o álbum "Trilhas"

Por Thomaz Rafael

Intitulado "Trilhas" (Azul Music), o novo álbum do percussionista Naná Vasconcelos reúne as melhores composições produzidas pelo artista para filmes, documentários, peças teatrais e espetáculos de dança.

O CD começa com "Corpos de Luz", tema de introdução do balé homônimo para a Cia Dança Vida, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A segunda faixa é o samba "Quase Dois Irmãos", da trilha do filme de mesmo nome, lançado em 2005.

Na sequência, aparecem canções do documentário brasileiro "Nizinga", do espetáculo "Corpos de Luz", do filme "Ori - Canção Pra Aisha", de um espetáculo da Cia Balé de Rua, de Uberlândia, e ainda uma canção inspirada num texto da artista plástica Denise Milan.

Sucesso!

Byington lança disco autoral em Portugal

Por Mauro Ferreira

Depois de regravar Canção do Amor Demais, álbum que fez história em 1958 na voz de Elizeth Cardoso, Olivia Byington lança em Portugal CD com repertório autoral, formado por parcerias da artista com nomes como Geraldo Carneiro, Tiago Torres da Silva, Marcelo Pires e o saudoso poeta Cacaso.

Leandro Braga é o arranjador das músicas, com exceção de duas faixas orquestradas pelo músico lusitano Pedro Jóia. A música de trabalho, que já ganhou clipe filmado em São Paulo, é Areias do Leblon.

O Dia

Som Livre Masters 2 - Francis com Chico

Por Mauro Ferreira

Um dos discos mais importantes de Francis Hime, Passaredo (1977) merecia mesmo uma reedição em CD caprichada como a produzida por Charles Gavin para a coleção Som Livre Masters 2. A reedição anterior, lançada em 1995 na série Cast, tinha som de boa qualidade, mas veio sem as letras e com arte gráfica pobre - se é que se pode falar em arte...

Passaredo flagra Francis no auge de sua parceria com Chico Buarque (atualmente, os dois compositores andam estremecidos). Chico, inclusive, participa do disco, fazendo duetos com Francis em Maravilha e Luisa. A outra convidada, Olivia Hime, sola Meu Melhor Amigo e entoa Carta com o marido.

Mas os destaques do repertório de 13 músicas foram e continuam sendo Passaredo - a faixa-título era alerta ecológico quando nem era moda falar em preservação da natureza e do meio-ambiente - e a obra-prima Trocando em Miúdos, espécie de sucessora de Atrás da Porta.

Enfim, um disco clássico que serve como aperi tivo enquanto a Biscoito Fino não concretiza seu projeto de editar caixa com a obra fonográfica de Francis Hime.

O Dia

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
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