Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Eventos

Por Redação

CD homenageia Itamar Assumpção
Acontece hoje (24/10), às 20h, no CCBB (r. Álvares Penteado, 112, tel. 3113-3651), o coquetel de lançamento do CD "Missa In Memoriam Itamar Assumpção", escrita por Arrigo para homenagear o amigo falecido em 2003. Escrita em latim, a Missa é executada por uma orquestra.

Hermeto Pascoal discute música em bate-papo em São Paulo
O multiinstrumentista Hermeto Pascoal participa nesta quarta-feira (25), às 19h, do projeto "Bate-Papo" da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O evento acontece no mezanino do Centro Cultural Fiesp. O debate abordará temas como a carreira, a música e os últimos trabalhos do músico.

A entrada é franca, mas é necessário fazer reserva antecipada de convites. Hermeto nasceu em Lagoa da Canoa, interior de Alagoas, em 22 de junho de 1936. Nos anos 50 mudou-se com a família para São Paulo e começou a tocar instrumentos como piano, baixo e percussão. Integrou grupos de bossa nova na década de 60. Atualmente, ele mora em Curitiba (PR) e faz dupla com sua esposa, Aline Morena.

Serviço:
Centro Cultural Fiesp - Mezanino (av. Paulista, 1313 - Metrô Trianon-Masp) Quarta-feira (25), às 19h
Quanto: entrada franca.

Folha de S. Paulo

Mariana Baltar se diverte em primeiro CD

Por Beto Feitosa

Cantora carioca junta sambistas clássicos e novos nomes em seu repertório

Depois de ocupar, por vários anos e com sucesso, as noites de sábado do Centro Cultural Carioca, Mariana Baltar lança o primeiro e esperado CD Uma dama também quer se divertir.

A cantora de voz doce representa a nova geração do samba boêmio no Rio. Como os outros artistas de sua turma parte das informações da história da música brasileira para respirar com ares contemporâneos e ventos frescos o seu samba. Nada é sisudo, a leveza da música passa como uma grande diversão, mas levada a sério.

A caprichada produção nasceu sem pressa, ao longo de dois anos. Mariana pode, assim, somar participações especiais e escolher a dedo um repertório que navega entre as glórias do passado e as pérolas atuais. Assim vai de nomes como Assis Valente e Ataulpho Alves até Teresa Cristina e Adryana BB. Passado ainda por consagrados medalhões como Jorge Benjor, João Bosco e Joyce.

Entre regravações e composições inéditas, o CD de Mariana Baltar representa a diversidade do novo samba carioca e põe o público para dançar. Daí a apropriada regravação de Samba da zona, lançada por Joyce em 1996, de onde Mariana tirou o título do CD. Ainda na pista da gafieira, Mariana ganhou de Billy Blanco a inédita O piston do Barriquinha, homenagem ao grande músico carioca.

Expoente dessa nova geração de sambistas, Teresa Cristina comparece com sua composição Vai com Deus, parceria com João Callado. Teresa também participa da faixa dividindo os vocais com Mariana. Prestes a lançar seu primeiro trabalho, Adryana BB traz o coco Dona Biu que, assim como todas as inéditas, ganhou caprichado arranjo do produtor Alfredo Galhões.

Celebrando a história e mostrando conhecimento de causa, Mariana une gerações e promove o encontro de Pedro Miranda e do inconfundível Miltinho em um bem humorado medley que junta Obsessão, Vai, mas vai mesmo e Me deixa em paz. Entre clássicos de décadas passadas, também resgata Deixa comigo, samba pouco conhecido de Assis Valente gravado originalmente por Carmen Miranda.

Entre as poucas músicas já conhecidas, Mariana abre seu trabalho com Pressentimento, parceria de Hermínio Bello de Carvalho e Elton Medeiros defendida por Marília Medalha na I Bienal do Samba, em 1968. Aqui a música ganha participação especial de Zélia e Ana Costa, vozes do lendário grupo vocal As Gatas.

A dama mostra que sabe se divertir, e a alegria de sua voz passa para a música. Seus shows são experiências únicas, no final o público invariavelmente já está de pé sambando com clássicos carnavalescos. Em disco Mariana soube manter a graça e a energia de suas apresentações. Uma dama também quer se divertir agrega diferentes gerações em torno do samba e em prol da boa música. No final, o que importa é aproveitar e entrar a noite cantando e dançando com alegria.

Ziriguidum

Discos

Eduardo Gudin lança sua pequena obra de samba
Por Adriana Del Ré

O paulistano Eduardo Gudin é compositor de samba e bossa nova. Mas o samba é seu forte, a ponto de ser citado como referência dentro desse cenário por uma nova geração de músicos. Por isso, Gudin pôs na cabeça de que faria um CD só de sambas.

Daí nasceu Um Jeito de Fazer Samba - Eduardo Gudin & Notícias Dum Brasil (Dabliú). Não foi tarefa tão fácil assim. 'É que não gosto de deixar nenhuma canção de lado', explica. Mas a partir do momento em que decidiu que o samba seria espinha dorsal do disco, Gudin não encontraria brechas para outro tipo de música.

Ouvir o disco Um Jeito de Fazer Samba remete a um velho estilo de se fazer samba, com o apoio de suaves vocais femininos. Reflexo de uma reformulação de seu conjunto Notícias Dum Brasil, que agora conta com duas vocalistas, Ilana Volcov e Selma Boragian, além de um novo grupo de músicos instrumentais. 'É um grupo menos vocal, eu canto mais que nas outras vezes. As pessoas cobravam isso de mim, mas não tenho coragem de ficar sozinho. As cantoras têm a função de apoio, mas também fazem solos'.

Além de mais cantor, Gudin está mais compositor e violonista. O violão aparece como a base musical de todo o CD. O mesmo vale para as canções de sua autoria - muitas delas, em parceria. Recrutou velhos parceiros, como Paulo César Pinheiro, em Boa Maré, e Elton Medeiros, em Mundo.

Com Paulinho da Viola, assina a segunda parceria da dupla. A primeira foi Ainda Mais, que Paulinho demorou anos para finalizar. Agora, os dois vêm com Sempre Se Pode Sonhar, que o compositor carioca incluiu no repertório de sua temporada de shows em São Paulo, e Gudin, em seu novo trabalho, com participação de Vânia Bastos e do próprio Paulinho.

No Balanço da Rede valoriza a cultura caipira
Por Redação

O CD independente No Balanço da Rede, de Oswaldinho e Marisa Viana, tem sotaque, cheiro e sons de interior. A dupla faz um interessante trabalho de valorização da cultura caipira, sobretudo no que diz respeito a seus ritmos.

Em No Balanço da Rede, há um apanhado de maxixe, toadas, chamamé, samba caipira, folia de Reis e por aí vai. Sem rococó, como é do feitio do legítimo caipira. As canções, inéditas, são assinadas por Oswaldinho e Marisa e contam com participações especiais: Tetê Espíndola, Paulo Garfunkel e do violonista Natan Marques, entre outros nomes.

Em cada uma das músicas, de letras e arranjos propositalmente simples, eles desenham o cenário da vida no interior, seu cotidiano, seus hábitos. Em alguns momentos, é possível até visualizar tal cenário. Para ouvir e se deixar absorver por esse universo.

O Estado de S. Paulo

Mombojó - "Nadadenovo"

Por Guga Azevedo

Com uma apresentação gravada no Itaú Cultural, dentro do projeto "Toca Brasil", o grupo pernambucano Mombojó faz sua primeira investida no mundo dos DVDs.

O registro é de setembro de 2004 e marca justamente a época em que esses jovens recifenses ganhavam seu grande público pelo país. Mesmo com pouca idade e as insistentes comparações iniciais com Mundo Livre e Los Hermanos, o DVD é uma amostra do diferencial criativo deles, que só se potencializou nestes dois anos.

Enquanto isso, os fãs ganham alguns presentes especiais, como o registro ao vivo da música "La Bundaracha", que raramente aparece no repertório da banda, além da versão para "Amor de Muito", de Chico Science e Nação Zumbi, que no DVD conta com a participação da cantora Karina Buhr, do grupo Comadre Florzinha.

Outra surpresa é o arranjo acelerado na versão da música "Anarquia", de Ronnie Von, e a nova cara da clássica "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho, tornando-se um mix de pós-bossa-rock-samba-e-tudo-mais. Completa o material um documentário rodado em Recife, com depoimentos dos integrantes da banda, além das declarações de músicos, produtores e jornalistas como Fred 04, Rogê e Renato L. respectivamente.

Apesar de gravado há 2 anos, esse documentário disfarçado de making of continua atual exceto pela passagem em que citam o Creative Commons, órgão norte-americano que luta pelo fim do copyright e a livre circulação de obras culturais. A Mombojó parece ter esquecido esse espírito logo após ter assinado um contrato com a gravadora Trama em 2005.

UOL

Eventos - Da Idéia à Execução

Por Marília Lima

20 a 24 de Novembro
das 18:30 às 22 horas - próximo ao metrô Paraíso

Investimento: de R$ 400,00 dividido em 2 vezes
Até o dia 30 de outubro R$ 360,00 dividido em até 3 x
ou desconto de 20% a vista.

Informações e inscrições:
mariliadelima@gmail.com - 11- 8106-6737

Facilitadores:
Rose Meusburger – Administradora de empresas, ambientalista - produtora cultural – responsável pela coordenação de projetos da Gaia Brasil Eventos Culturais. Faz parte da comissão gestora da RAC (Rede de agente Culturais - SP) – Especialista em rede de relacionamentos.

Marília de Lima – Administradora de empresas, especializada em eventos, produtora cultural. Responsável pela M.Lima Produções e Eventos. Participante da RAC (Rede de agente Culturais - SP). Editora do Jornal O Toque. Consultora para imagem e carreira.

Produção e organização:
Gaia Brasil Eventos Culturais
M.Lima Produções e Eventos

Apoio:
Cooperativa Cultural Brasileira
Outros Sóis Web
Jornal O Toque

Fátima Guedes revela raros Jobins

Por Beto Feitosa

Depois de cinco anos afastada do disco, Fátima Guedes volta em um projeto de gala. O novo CD da cantora, Outros tons, recupera repertório pré-bossa nova de Tom Jobim. São doze composições praticamente desconhecidas pinçadas pelo produtor Marcus Fernando, idealizador do projeto, e magistralmente interpretados por Fátima Guedes.

Quando apareceu, aos 15 anos, Fátima Guedes se revelou uma compositora de versos afiados. Gravada por nomes como Elis Regina, Simone, Leila Pinheiro e Alcione, com o tempo desenvolveu seu lado de intérprete. Hoje em dia é uma cantora forte, com estilo próprio e especial.

A madura Fátima Guedes é uma artista ainda mais completa e surpreendente. Para reler um Tom Jobim pouco conhecido, Fátima ambientou as músicas em um clima intimista de boate. A formação traz apenas três músicos: Paulo Midosi (piano), Ronaldo Diamante (baixo) e Élcio Cáforo. Mesmo focando em um repertório pré-Chega de saudade, Fátima Guedes revela um Tom Jobim de melodias sofisticadas.

O repertório é praticamente desconhecido, nenhuma das músicas tem mais de uma gravação anterior. Na seleção aparecem parceiros como Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Newton Mendonça. Mas também revela composições ao lado de João Stockler, Paulo Soledade e Armando Cavalcanti.

Os ritmos antes da batida mágica de João Gilberto navegam pelo samba e samba-canção. As músicas, compostas em uma época em que Tom era músico de boate e trabalhava de madrugada, trazem assuntos diferentes de seus grandes clássicos que falam em bares e praia.

"Faz uma semana/Que eu não vejo o meu amor/Faz uma semana que eu não sei aonde estou/De manhã cedo/O sol tão claro/Dói nos meus olhos", diz em Faz uma semana, segunda música gravada de Tom, anteriormente apenas registrada na voz de Ernani Filho.

Pouco antes, no mesmo ano de 1953, o compositor estreava com Incerteza, que também traz versos pouco comuns na obra de Tom: "Na incerteza/Em que vivo meus dias/Ainda espero/O mais claro amanhã". O repertório cantado por Fátima Guedes ilumina um Tom Jobim praticamente desconhecido.

Enquanto os holofotes ficam sempre em cima dos clássicos mundialmente consagrados, pérolas como essas permanecem (injustamente) esquecidas e praticamente desconhecidas. Fátima apresenta seu novo disco no Rio, em temporada no teatro Rival nos dias 19*, 20 e 21 de outubro.

Ziriguidum

Noel, sempre vivo

Por Toninho Spessoto

O pesquisador - e professor de Biologia - Omar Jubran é um abnegado. Estudioso do melhor da música popular brasileira, empreende seríssimo trabalho de garimpo de raridades, sempre buscando conhecer a fundo a obra dos grandes artistas. Em 2000, após treze anos de trabalho, conseguiu lançar a caixa Noel Pela Primeira Vez, com as gravações originais de todas as composições de Noel Rosa (1910-1937), com patrocínio da Funarte em associação com a Velas.

O projeto volta ao catálogo, dentro da estratégia de relançamento do melhor do acervo da gravadora, agora associada à NovoDisc, uma das maiores fabricantes de CDs do Brasil. Os 14 discos vêm dispostos em 7 DVDs duplos, não comercializados separadamente. A obra de Noel está registrada na íntegra. São ao todo 229 canções, apresentadas em rigorosa ordem cronológica nos seus registros originais.

Para se ter uma idéia da complexidade do projeto, Omar Jubran teve que adquirir sofisticados equipa mentos para empreender a difícil tarefa de remasterização. Os originais são na maioria gravações em discos de 78 rotações, obtidos através de extensa garimpagem. Um deles, inclusive, estava quebrado em três pedaços, o que obrigou o pesquisador a um minucioso processo de recuperação, à custa de colas, estiletes e muita paciência.

Jubran não revela qual gravação é a do disco quebrado, deixando para o ouvinte a tarefa de tentar descobrir. O que, digamos, é praticamente impossível... As gravações abrangem período que vai de 1928 a 1992, visto que algumas composições de Noel permaneceram inéditas em disco até a última data.

Entre as canções, clássicos como Com Que Roupa? (que aparece em dois registros com letras diferentes), O X do Problema, Último Desejo, Feitiço da Vila, Palpite Infeliz, Conversa de Botequim, Gago Apaixonado, Seja Breve. O time de intérpretes reúne nomes como Francisco Alves, Mário Reis, Marília Batista, Orlando Silva, Aracy de Almeida (a melhor voz a cantar Noe l em todos os tempos), Grande Othelo, Elizeth Cardoso, Almirante, Sílvio Caldas, Castro Barbosa e o próprio Noel Rosa.

O último CD traz uma canção em homenagem ao compositor: Noel, Rosa do Samba, de Johnny Alf e Paulo César Pinheiro, gravada pelo primeiro em 1997 num CD dedicado ao Poeta da Vila.

Acompanha a caixa um luxuoso livro de 160 páginas com letras e informações técnicas completas de todas as gravações, além de material fotográfico. Um relançamento muito bem-vindo e que abre caminho para a próxima empreitada de Omar Jubran: a caixa Brasil Brasileiro, com 20 CDs trazendo quase na totalidade as gravações originais das composições de Ari Barroso.

O lançamento, também pela Velas, está previsto para o final deste ano.

Jornal Movimento

LHC canta os grandes sambas

Divulgação por e-mail


Foto Alexis de Jesús Flores Pérez

A jornalista, poeta, compositora e cantora carioca Lucia Helena Corrêa estará, agora todo sábado, de 14 às 19 horas, no espaço da Vila Theodoro, interpretando a obra dos grandes autores do samba de todos os tempos, em todas as levadas. Para começar, dia 21, em segunda audição, o show "Cartola, meu amor"

Tetraneta de Joaquim Antônio da Silva Callado, o "pai do chorinho", dona de uma impressionante voz de contralto, LHC será a atração das tardes de sábado, na Vila Theodoro, onde apresentará canções de alguns dos maiores nomes do samba cantado nas diferentes levadas.

Do samba-canção ao partido alto, passando pelos sambas-enredo e de quadra, a série vai de Cartola a Paulinho da Viola, passando por Nelson Cavaquinho, Adoniran Barbosa, Ataulfo Alves, Caetano Velloso, Chico Buarque de Hollanda, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Herivelton Martins, Ismael Silva, João Bosco, Jorge Aragão, Lupicínio Rodrigues, Martinho da Vila, Ney Lopes & Wilson Moreira, Noel Rosa e Zé Kéti, entre outros.

A série de shows tem na produção o jornalista e crítico musical Mauro Dias, que lidera o movimento Clube da Música, em defesa da boa música brasileira, e que agora divide, na Vila Theodoro, o espaço com o Clube Caiubi de Compositores.

"Na galeria dos veteranos, Cartola é o meu predileto e, por isso, começo a série com ele, reprisando, no dia 21 de outubro, o show "Cartola, meu amor". Mas há outras tantas paixões, como Paulinho da Viola, Lupi e Ney Lopes, em particular. Paixões que pretendo revelar ao longo desta temporada, sem dúvida alguma, um ato de respeito aos compositores que produziram e ainda produzem o melhor em matéria de samba no Brasil", diz LHC.

Para honrar a tradição do Clube da Música e do Caiubi, ela promete abrir espaço à nova geração de compositores do samba em todas as modalidades, proposta que tem Mauro Dias reforça. "Em vez da tradicional feijoada com pagode, decidimos fazer algo diferente: a mesmíssima feijoada, temperada com o que existe de melhor em samba produzido pelos grandes nomes, além de dar oportunidade aos novos. Quem estiver disposto a mostrar o próprio trabalho, nessa verdadeira vitrina, só precisa freqüentar as reuniões promovidas pelo Clube da Música, toda terça-feira, a partir das 20 horas, a fim de fazer uma apresentação prévia e inscrever-se", convida o produtor musical.

Serviço
Show "LHC canta os grandes sambas"
Local: Vila Theodoro (Rua Theodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, esquina com Avenida Henrique Shaumann) 
Data: todo sábado
Horário: 14 às 19 horas
Entrada: R$ 7,00 (Bar sem consumação)

Ficha Técnica
Voz e roteiro: Lucia Helena Corrêa
Músicos: Bisdré (violão), Brau Mendonça (violão), Bruno de La Rosa (violão), Roberto Simões (violão), Tato Fischer (teclado) e Valdir Dafonseca (percussão)

"Clave de Som" traz o melhor de Valdir Dafonseca

Divulgação por e-mail

Do mais genuíno samba ao blues, passando pelo rock urbano, entre outros gêneros, o compositor-intérprete-produtor surpreende pela qualidade de canções que revelam romantismo e humor fino

O espaço Lua Nova, no tradicional bairro boêmio do Bixiga, apresenta, todas as quintas-feiras, a partir desta quinta-feira (19/10), um dos mais talentosos e respeitados compositores de São Paulo. Gravado por Beth Carvalho, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Rosa Maria, Tetê Espíndola, Vânia Bastos e Zeca Pagodinho, entre outros, Valdir Dafonseca traz, no show "Clave de Som", canções já conhecidas.

Entre elas, "Outro amor", "Nega" e "Lindo, lindo, lindo". Mas promete surpreender revelando ao público um compositor atualizado e versátil. Do mais genuíno samba ao blues, passando pelo jazz e o rock urbano, no melhor estilo da crônica social, ele destila romantismo e, acima de tudo, sempre, humor fino, impecável.

O estilo alto-astral está na própria história de vida do artista. Há 15 anos, com o lado esquerdo paralisado por um AVC (acidente vascular cerebral), impedido de dedilhar  violão, cavaquinho e bandola, ele transpôs para o teclado a harmonia das canções - dele próprio e de outros compositores.

Hoje, tocando com apenas cinco dedos, Valdir Dafonseca é um espetáculo à parte. O compositor e intérprete sempre começa os shows, na noite de São Paulo, com uma piada sobre si mesmo. "Vocês já ouviram teclado a quatro, oito mãos e até dezesseis dedos. Mas a cinco sou eu só...", diz ele.

Discos e CDs
Os primeiros discos solo como compositor e intérprete são lançados em 1979 e 1984 pelas gravadoras Continental e Lira/Continental, em 1979 e 1984, respectivamente. Valdir tem músicas gravadas por artistas como Leny Andrade, Caçulinha, Déo Lopes, Neuber e Iranfe, Di Melo, Grupo Raízes, Rosa Maria, Branca di Neve, Beth Carvalho, Vânia Bastos e Délcio Carvalho, entre outros.

Em 1987, lança, pelo Projeto Bom Tempo, da gravadora Copacabana, o LP "Lindo Lindo Lindo", com as participações especiais do parceiro Heitorzinho dos Prazeres, além do maestro arranjador e multinstrumentista Filó Machado e da intérprete Rosa Maria.

Serviço
Show "Clave de Som"
Local: Lua Nova - O Recanto dos Cantadores
Rua Conselheiro Carrão, 451, esquina com a Rua 13 de Maio, Bela Vista (Bixiga)
Tel.: (11)3253-1609
Data: todas as quintas-feiras
Horário: 21 horas

Cordel do Fogo Encantado lança CD no Citibank Hall

Por Redação

Em única apresentação, dia 18 de outubro, o Cordel do Fogo Encantado lança "Transfiguração", terceiro disco da banda, no Citibank Hall.

O show traz as inéditas "Aqui" (ou Memórias do Cárcere), "O Sinal Ficou Verde" (ou Além do Bem e do Mal), "Pedra e Bala" (ou Os Sertões) e "Sobre as Folhas" (ou O Barão nas Árvores), que já estão disponíveis em download gratuito no site oficial (www.cordeldofogoencantado.com.br), além das já conhecidas "Chover", "Antes dos Mouros", "A Matadeira", "Na Veia" e "Tempestade", entre muitas outras.

Apesar da mudança na sonoridade do último trabalho, a formação continua a mesma: o frescor de uma percussão contemporânea vinda das mãos de Emerson Calado, Rafa Almeida e Nego Henrique, a pegada de um violão turbinado com efeitos sonoros de Clayton Barros e todo o carisma de José Paes de Lira nos vocais.

O disco, que tem partocínio da Petrobrás, é uma produç ão independente assinada por Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza, com mixagem de Scotty Hard.

Com origem nas artes cênicas, o Cordel do Fogo Encantado tem como diferencial suas apresentações ao vivo, sempre impactantes e envolventes.

O grupo inova mais uma vez trazendo novos elementos cênicos em seu mais novo espetáculo.

Serviço:
Cordel do Fogo Encantado
Local: Citibank Hall - Av. Jamaris, 213 - Moema - São Paulo
Site: www.citibankhall.com.br
Telefone para informações: (11) 6846-6040
Venda a grupos: (11) 6846-6166 / 6232
Temporada: dia 18 de outubro
Horário: quarta-feira, às 21h30.

Max Press

Aquarela do Samba - vários artistas (Deckdisc)

Por Marcos Paulo Bin

Lançado em 2003 para funcionários de uma empresa, o CD Aquarela do Samba somente agora chega às lojas, pela Deckdisc.

Os produtores Paulão 7 Cordas e Paulo César Figueiredo reuniram, em um estúdio carioca, os bambas Monarco, Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara, Xangô da Mangueira, Walter Alfaiate e Wilson Moreira para regravarem, cada um, dois de seus sucessos.

O tema das músicas é o amor, narrado de uma forma poética que só os sambistas tradicionais (ou "de raiz", como preferem alguns) sabem fazer.

Em meio a tantas canções brilhantes e compositores inspirados, Monarco (Foi uma Noite Linda e Jardim da Solidão) e Luiz Carlos da Vila (Pra Fazer um Samba Novo e O Show Tem Que Continuar) destacam-se por suas vozes e interpretações magistrais.

Mas o CD inteiro é ótimo. Uma obra-prima dessas não merecia ficar restrita a escritórios.

Universo Musical

Dicas de Shows

Por Divulgação

Naná compõe trilha e faz pocket show
O percussionista Naná Vasconcelos, que compôs a trilha sonora do espetáculo "Corpos de Luz", da Cia. Dança Vida, aproveita as apresentações do espetáculo que acontecem hoje e amanhã (05 e 06/10), às 21h, no Teatro Santa Cruz (r. Orobó, 277, tel. 0/xx/11/3024-5191; de R$ 30 a 40), para lançar com um pocket-show o CD "Trilhas".

Carlos Navas - Algumas canções da Arca 
As músicas que Vinicius de Moraes dedicou às crianças
06/10, sexta-feira, às 17 h
Entrada Franca
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000
 
Marcello Lessa e Paulinho Tapajós
Show de lançamento do novo cd "Par ou Ímpar" (Kuarup). Com eles, estarão Cesar Machado (bateria), Joe Lima (Baixo), Marcelinho Tapajós (violão aço), Dodô Moraes (teclados), Aline Anandi, Gerli Goldfarb e Lozinha Tapajós (vocais). Participação especial de Cláudia Telles.
06/10 (às 19 h), 07 e 08/10 (às 20 h)
Sala Baden Powell
Av. N. Sra. de Copacabana, 360 - Copacabana

Vanessa Bumagny  
Também no palco o violonista e guitarrista Zeca Loureiro e o percussionista Mauro Sanches
06/10,  sexta-feira, às 21 h
Villaggio Café - Praça Dom Orione, 298 - Bixiga - São Paulo

Espaço Tom Jobim recebe Teresa Cristina e Grupo Semente
Para o show, foram escolhidas músicas de vários parceiros de Tom como Chico Buarque, Edu Lobo, Vinícius de Moraes, entre outros, e, claro, canções do próprio maestro. O Grupo Semente, que acompanha Teresa Cristina há quase 10 anos, é formado por Pedro Miranda (pandeiro e voz), Bernardo Dantas (violão), João Callado (cavaquinho) e Trambique (percussão).
Projeto Sábados Musicais: Teresa Cristina e Grupo Semente
Espaço Tom Jobim – Cultura e Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
07/10, sábado, às 17 h
Rua Jardim Botânico, 1008

Moraes Moreira e Davi Moraes
No show "Pais e Filhos", a dupla apresenta um repertório que inclui composições do grupo Novos Baianos, peças instrumentais, choros, frevos, além de sucessos que marcaram a carreira de Moraes Moreira, estabelecendo um diálogo entre a juventude e a experiência. Teatro.  Dia(s) 07/10 e 08/10. Sábado, 21h. Domingo, às 19h. SESC Santana
 
Almir Sater e Banda 
07/10, sábado, às 21 h
Palácio Popular da Cultura
Campo Grande - MS
Informações Telefone: (67) 3326 – 0105
 
Lucia Helena Corrêa - Cartola, meu amor
07/10, sábado, às 22 horas
Vila Theodoro - Rua Theodoro Sampaio, 1229
Telefone (11) 3814-7581

Fernanda Cunha, Cristóvão Bastos e Sueli Costa
13 e 14/10 às 22 h
Tom Jazz - São Paulo

Músico Alexandre Grooves apresenta seu primeiro disco em São Paulo
O multiinstrumentista, cantor e compositor Alexandre Grooves faz uma série de shows no Blen Blen, em São Paulo, durante o mês de outubro/06. A base do repertório das apresentações é o seu primeiro CD, Amanhã Eu Não Vou Trabalhar. Os shows trazem também composições de grandes músicos: Stevie Wonder, Seu Jorge, Gilberto Gil, Jamiroquai, Djavan, Lenny Kravitz e outros. O primeiro show da série (em 05/10/06) terá canja de Wilson Simoninha.
Blen Blen - rua: Inácio Pereira da Rocha, 520, Vila Madalena, São Paulo Tel. 0++/11/3815-4999. Dias 5, 11, 19 e 26/10/06.   

[ Travessia - ver cantos anteriores ]



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Pão e Poesia - Simone

"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
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