Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Chico, Céu, Moacir Santos: é o Brasil no Grammy Latino

Por Redação

Foi anunciada anteontem a lista do 7.º Prêmio Grammy Latino, que será entregue no dia 2 de novembro em festa no Madison Square Garden, em Nova York. 

Entre os principais prêmios, concorrem 11 brasileiros. Sergio Mendes, por seu registro com o grupo de hip-hop americano Black Eyed Peas da canção Mas Que Nada, disputa o prêmio de gravação do ano.

A cantora paulistana Céu disputa o prêmio de revelação com o disco Céu (selo Ambulante). Seus concorrentes são Calle 13, Inês Gaiume, Lena e Pamela.

Curioso embate 'praieiro' será travado na categoria cantor/compositor: Chico Buarque, com Carioca, disputa com Ivan Lins, pelo álbum Acariocando - os outros concorrentes são Leon Gieco, Joaquín Sabina e Pablo Milanés.

O maestro Moacir Santos, morto no dia 6 de agosto deste ano, aos 80 anos, tem seu disco Choros & Alegrias (produção de Mário Adnet e Zé Nogueira) concorrendo na categoria instrumental, ao lado da também brasileira Banda Mantiqueira e dos honoráveis Paquito D'Rivera, Bebo Valdés e Luis Salinas.

Na categoria jazz latino, outros dois brasileiros emparelham seus trabalhos: Ed Motta, com o disco Aystelum, e Jovino Santos Neto, com Roda Carioca (os outros que disputam são Eddie Palmieri, Gonzalo Rubalcaba e Dave Valentin).

A categoria Álbum Infantil Latino estão os discos de Xuxa e Adriana Calcanhoto.

'As indicações deste ano verdadeiramente refletem a dinâmica e vibrante comunidade de fazedores de música, incluindo artistas, produtores, engenheiros, compositores e todo mundo envolvido no processo criativo', disse Gabriel Albaroa, presidente da Academia Latina.

O Estado de S. Paulo

Chega de saudade: o melhor de Vinicius vira caixa com 5 CDs

Por Beatriz Coelho Silva

A celebração a Vinicius de Moraes prescinde de data ou motivo, como bem mostra a caixa com cinco CDs que a Seleções Reader's Digest acaba de lançar, Vinicius de Moraes & Amigos.

É a sexta coletânea que a revista lança com artistas brasileiros (sétima, se contarmos a de Roberto Carlos, só para Portugal, Espanha e México), mas desta vez há gravações lendárias, raramente encontradas fora das mãos de colecionadores.

Um exemplo: A Felicidade com Agostinho dos Santos. Outro, Só Danço Samba, com Silvinha Telles. Mais um: Água de Beber, em que o poetinha ensina à cantora Anna Lúcia (quem seria?) as minúcias da melodia de Tom Jobim. De brinde, um texto biográfico de Sérgio Augusto, que destrincha a obra do poeta.

'Quem seleciona os artistas e o repertório é nosso público', conta o organizador da coletânea, Luiz Carlos Laureano, que já lançou caixas de Milton Nascimento, Elis Regina, Fagner, Toquinho, Chico Buarque, todas com vendagens su periores a 30 mil exemplares.

'Pesquisamos entre leitores da revista de que artistas eles queriam ter uma caixa. Como são sempre cinco discos, com 14 faixas, tem de ser alguém com obra consistente e ampla. Na montagem do repertório vamos atrás da gravação original ou das raras'.

No caso de Vinicius, a dificuldade foi se ater às 70 músicas, por isso, a divisão por temas ficou meio frouxa. O disco das grandes interpretações tem Tom Jobim em Garota de Ipanema, na gravação do show que ele fez no CCBB do Rio em 1990, para lembrar os dez anos sem o poeta, Maysa cantando Se Todos Fossem Iguais a Você, Zé Renato em Serenata do Adeus, Chico Buarque em Gente Humilde, Emílio Santiago em Olha Maria e a já citada A Felicidade são fundamentais em qualquer discoteca.

Já Chega de Saudade com Elizeth Cardoso (atenção ao violão de João Gilberto) e Rosa de Hiroshima, com Ney Matogrosso (ainda dos Secos e Molhados) marcaram gerações. Toquinho merece dois discos, pois foi o parceiro mais constan te de Vinicius, o que mais shows fez com ele.

E eles visitaram todos os temas, da filosofia de Como Dizia o Poeta a São demais os Perigos Desta Vida, às canções de amor como Onde Anda Você e O Filho Que Eu Quero Ter (afinal o poeta não cantou só para as mulheres), das humorísticas como A Tonga da Mironga do Kabuletê (com preciosa participação de Monsueto), às francamente políticas como Samba de Orly (que tem também o dedo de Chico Buarque), Marcha da Quarta-Feira de Cinzas e Paiol de Pólvora.

Esta reaparece depois de décadas. Feita para a novela O Bem Amado, em 1972, foi censurada e só aparecia nos capítulos na versão instrumental, embora sua letra corresse de mão em mão (num tempo sem internet). Por isso, sua regravação é bem-vinda.

O Estado de S. Paulo

Maracatamba, o ritmo que o Brasil precisa conhecer

Por Vinicius Mesquita

O artista brasileiro e o jazz constroem com bastante freqüência uma relação anárquica entre eles. Não é difícil, por exemplo, encontrar algum instrumentista da noite paulistana ou carioca que afirme sem acanhamento que o brasileiro seja incapaz de tocar o tal do jazz.

Seguindo os estereótipos manjados, esse mesmo músico bate no peito, orgulhoso, dizendo que não existe cidadão por este mundo que consiga reproduzir o samba ou a bossa nova com a perfeição de um brasileiro. Se levássemos tudo isso muito a sério, imagino a dificuldade que teríamos para enquadrar o trompetista Barrosinho, um dos fundadores da histórica banda Black Rio e, 'acidentalmente', um exímio executante do jazz, porém brasileiro.

Barrosinho, que já gravou até CD ao vivo no Montreux Jazz Festival (1988) para apresentar seu maracatamba, o estilo musical criado por ele para experimentar a rica fusão harmônica entre samba, jazz e maracatu, está voltando aos estúdios par a elaborar novo álbum com composições próprias.

A intenção é comemorar os 20 anos de existência do maracatamba, uma experiência pouco conhecida entre os brasileiros. 'Acho que o baião, o forró e o frevo, por exemplo, não dão mais espaço para introduzir algo novo na música. Foi no maracatu que consegui encontrar espaços na construção rítmica para criar algo diferente. A pulsação do jazz, do samba e do maracatu tem pequenos repousos que possibilitam a introdução de novas idéias e o desenvolvimento de improvisos', disse Barrosinho, que deverá lançar o novo CD, ainda sem nome definido, em novembro.

Em tempos de resgate da memória da música instrumental brasileira, Barrosinho escolheu o momento certo para gravar o novo CD. Nos últimos quatro anos, artistas como o pianista Dom Salvador, o trombonista Raul de Souza, o maestro Moacir Santos e o compositor Marcos Valle foram celebrados após longo período de alheamento.

E Barrosinho, trompetista nos moldes dos americanos Clifford Brow n e Freddie Hubbard e do cubano Arturo Sandoval, tem uma história tão farta para contar quanto os nomes supracitados.

O Estado de S. Paulo

A fábrica criativa de Tom Zé em debate

Por Mauro Ferreira

Filme de Decio Matos Jr., Fabricando Tom Zé será exibido de sexta-feira, 29 de setembro, a domingo no Festival do Rio, com direito a debate sobre o documentário - focado na vida e na obra do compositor baiano, a partir de turnê feita pelo artista na Europa em 2005.

O debate acontece na sexta-feira, às 15h, na Tenda da Cinelândia, logo após a sessão programada para as 13 no cinema Odeon Br.

O Dia

Marília canta Carmen em DVD com CD

Por Mauro Ferreira

Dirigido por Maurício Sherman, o musical em que a atriz Marília Pêra interpreta sucessos de Carmen Miranda será lançado em disco pela EMI, em edição dupla que agrega DVD e CD.

O roteiro do espetáculo - registrado na íntegra somente no DVD - condensa 43 músicas do repertório da Pequena Notável em 24 números.

Na Batucada da Vida, As Cinco Estações do Ano, Uva de Caminhão, Me Respeite, Ouviu?, Lullaby of Broadway, Voltei por Morro, E o Vento Levou e Cidade Maravilhosa estão entre os números de Marília Pêra Canta Carmen Miranda.

O Dia

Sincera, Paula Lima retoma seu caminho

Por Mauro Ferreira

É sintomático que este terceiro disco solo de Paula Lima se chame Sinceramente. É como se a cantora paulista - revelada no coletivo Funk Como Le Gusta em fins dos anos 90 - já avisasse sutilmente no título que, desta vez, ela não se deixou manipular pela indústria fonográfica e fez um CD com a sua verdade e o seu balanço.

Tudo o que não aconteceu no anterior, Paula Lima (2003), gravado pela Universal Music, que contratou a artista, tentou popularizar seu som (havia até versão de Moonlight Serenade no repertório) e depois a descartou. Se tinha eventual balanço naquele equivocado trabalho, em alguns bons momentos, faltava a verdade, a sinceridade exposta já no título do atual álbum.

Contratada pela Indie Records, Paula Lima repõe sua discografia nos trilhos com Sinceramente. A primeira faixa - Novos Alvos, pop miscigenado e radiofônico composto por Mart'nália, Zélia Duncan e Ana Costa - até dá a impressão de um novo trabalho eclético. Mas, a partir da segunda, fica claro que Paula Lima dança essencialmente conforme a música de seu primeiro e incensado disco, É Isso Aí (2001).

A tal segunda faixa, Como Diz o Ditado, é samba cheio de suingue de Edu Tedeschi, o compositor projetado por Maria Rita com a inclusão de Conta Outra no CD Segundo. O suingue é mesmo a marca mais forte de Paula Lima. E ela acerta ao transitar por samba-rock, sambalanço, soul e funk.

Até um partido alto supostamente tradicional de Arlindo Cruz, Tirou Onda (parceria com Acyr Marques e Maurição), ganha molho black na voz da artista. Arlindo, aliás, é o compositor mais presente no repertório. E suas outras duas composições - Já Pedi pra Você Parar e Tudo Certo ou Tudo Errado - mostram balanço mais envenenado do que o da habitual produção autoral do bamba carioca.

Ou talvez seja a própria Paula Lima que ponha suingue e veneno em tudo o que canta. A ponto de harmonizar em sua divisão parceria de Ana Carolina com Totonho Villeroy (Eu Já No tei), neobossa de Seu Jorge (Let's Go, parceria com Tatá Spalla), releitura da lavra de João Donato (Flor de Maracujá) e funk ensolarado de Marcus Vinicius (Negras Perucas).

Isso para não falar de Saudações, a bonita música inédita de Leci Brandão que fecha o disco, como que selando o compromisso de Paula Lima com sua luta, com sua verdade.


O Dia

Pra chorar de alegria

Por Maria Luiza Kfouri

Está lá, no Dicionário Houaiss, no verbete "choro": "10 MÚS gênero de música popular urbana originário do Rio de Janeiro, provavelmente na década de 1870, cuja formação hoje compreende um bandolim, um ou dois violões de seis cordas e outro de sete cordas, um cavaquinho, um pandeiro e, eventualmente, um ou mais instrumentos de sopro (É forma de música passível de ser executada em diversos ritmos, como a polca, a valsa, o xote etc.)". E é do Rio de Janeiro que, desde sempre, nos chegam os grandes sons do choro, assim como vêm de lá os grandes trabalhos de recuperação e de reconstrução da história deste gênero que, para muitos (eu, inclusive) é um dos mais ricos e sofisticados da música mundial. E sendo, como diz o dicionário, um gênero que pode ser tocado nos mais diversos ritmos, por isso mesmo o choro carioca é música difundida e praticada em todo o Brasil.

E esse é o título do mais novo lançamento da Acari Records: "Choro Carioca - Música do Brasil". São nove CDs que mapeiam o choro por todas as regiões do país, com 132 obras de 74 compositores, todos eles nascidos até 1905. A produção deste imenso e fundamental trabalho é dos músicos Luciana Rabello e Maurício Carrilho os mesmos que, em 2002, produziram e lançaram - numa parceria entre a Acari e a Biscoito Fino - a coleção de 15 CDs intitulada "Princípios do Choro", com 215 músicas de 50 compositores de choro nascidos entre 1830 e 1880. Portanto, como se vê, "Choro Carioca - Música do Brasil" é uma continuação de "Princípios do Choro", trabalho originado em pesquisa iniciada pelos violonistas Maurício Carrilho e Anna Paes em 1999, intitulada "Inventário do Repertório do Choro (de 1870 a 1920)" que revelou um universo de mais de 8.000 obras de compositores de choro em todo o Brasil. Os nove discos da atual coleção vêm acompanhados de um libreto com dados biográficos de cada um dos 74 compositores cujas obras estão nos CDs.

Neste libreto, a cavaquinista Luciana Rabello ressalta que "nossa proposta aqui é realizar uma leitura contemporânea dessa música, sem a pretensão de reproduzir fielmente a maneira como se tocava choro no Brasil do início do século XX. Desta forma, trazemos para os dias de hoje o trabalho de tantos artistas - profissionais ou amadores - que contribuíram para o enriquecimento da música popular do Brasil". Entre os 74 compositores estão desde os mais conhecidos, como Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Heitor Villa-Lobos, Nelson Alves, Américo Jacomino - o Canhoto, Bonfiglio de Oliveira, Erothides de Campos e Octávio Dutra até compositores que fizeram fama em seus estados de origem e permaneceram desconhecidos para o resto do país.

Não fosse este já um excelente motivo para a doce empreitada de ouvir os nove CDs, os arranjos e os músicos que participam das gravações - assim como já foi em "Princípios do Choro" - são um espetáculo à parte. Para quem conhece e acompanha a música instrumental b rasileira, bastam os nomes de Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Nailor Proveta, Toninho Carrasqueira, Cristóvão Bastos, Paulo Aragão, Quarteto Maogani, Pedro Amorim, Pedro Paes, Pedro Aragão, Rui Alvim, Paulo Sérgio Santos, João Lyra, Celsinho Silva, Jorginho do Pandeiro, Jayme Vignoli, Márcio Almeida, Marcelo Bernardes, Eduardo Neves, Oscar Bolão e Naomi Kumamoto, entre muitos outros com participações eventuais. Em dois dos discos, a participação do grupo Os Matutos, formado por jovens estudantes de música da cidade fluminense de Cordeiro. O grupo é um contundente resultado do trabalho de Maurício, Luciana e companhia à frente da Escola Portátil de Música que, como o próprio nome indica, leva o ensino da música às pessoas que não teriam acesso de outra forma.

O grupo Os Matutos já lançou um CD, intitulado "Meninos de Cordeiro". "Choro Carioca - Música do Brasil" é uma coleção imperdível realizada por grandes músicos que, não contentes com isso, lançam-se a trabalhos acadê micos de pesquisa e de transmissão do conhecimento musical. Eu, particularmente, os admiro como músicos excelentes que são e como pessoas que vivem aquilo que pensam e engrandecem este país tão carente de bons exemplos. "Choro Carioca - Música do Brasil" é um lançamento da Acari Records: www.acari.com.br .

Comentários com a jornalista: marialuizakfouri@musicnews.art.br .

Music News

A unidade dentro da diversidade

Por Marcos Paulo Bin

Um dos compositores mais interessantes e requisitados da MPB atual, o mineiro Vander Lee faz um resumo de sua carreira no DVD Pensei Que Fosse o Céu - Ao Vivo (Indie Records), também lançado em CD. O primeiro tem 20 faixas, mais duas nos extras, e o segundo, 14. A gravação do DVD, o primeiro de Vander Lee, chegou a ser anunciada para o ano passado, no Canecão, mas só aconteceu em junho de 2006.

O local também mudou: em vez da tradicional casa de shows carioca, o músico preferiu o imponente Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. "Acho que falou mais alto o meu lado mineiro. Quis prestigiar o público que me acompanha desde os primeiros discos", conta Vander Lee, que, antes de ver abertas as portas do sucesso, com o estouro de seu terceiro CD, Ao Vivo, divulgava os dois álbuns anteriores em bares de Minas Gerais.

O novo trabalho ao vivo chega após o quarto CD de Vander Lee, Naquele Verbo Agora, o primeiro gravado em estúdio a ter repercussão nacional. Embora boa parte daquele álbum sirva como base para o repertório de Pensei Que Fosse o Céu, especialmente a versão em CD, o músico preparou um novo espetáculo para a gravação do DVD.

Além de resgatar canções dos primeiros e obscuros CDs, Vanderly e No Balanço do Balaio, o cantor e compositor apresenta seis canções inéditas: Pensei Que Fosse o Céu, Pra Ser Levada em Conta, Do Brasil, Chilique, O Dedo do Tempo no Barro da Vida e Bangalô.

"Este show foi especial. Incluí músicas inéditas e valorizei todos os meus projetos anteriores, buscando uma unidade dentro da diversidade", explica Vander Lee, que, no DVD, segue o objetivo, já explicitado em Naquele Verbo Agora, de reforçar junto ao público seu lado cantor.

"O DVD mostra que tem gente interessada em me ver no palco, não apenas no quartinho compondo. Ele apresenta um lado mais amadurecido do cantor Vander Lee, já que as vozes que se ouvem são as mesmas do show, sem pós-produção". Por falar em palco, o Vander Lee que se vê na tela, em Pensei Que Fosse o Céu, é bem diferente ao que se tornou conhecido nacionalmente na turnê do CD Ao Vivo.

O estilo banquinho-e-violão - cena que ilustrava a capa daquele disco - foi praticamente trocado por um som mais pesado e a imagem de um performer. Vander Lee agora toca de pé. Seu instrumento ainda é o violão, mas na banda também há guitarra, baixo, bateria, percussão, teclado e instrumentos de sopro.

Universo Musical

Vida de Raul vira documentário em 2007

Por Mauro Ferreira

Além de Elza Soares, que terá sua trajetória recontada em documentário de Izabel Jaguaribe, outra estrela da música vai ter sua vida transformada em filme em 2007. Raul: O Início, o Fim e o Meio é um documentário que será gravado e lançado no próximo ano, em co-produção da Globo Filmes com Locall Equipamentos e Estúdios Mega.

Com título extraído de verso da música Gita (1974), o documentário vai reconstituir os passos de Raul Seixas, do nascimento na Bahia em 1945 até a morte no Rio de Janeiro em 1989, passando obviamente pela fase de sucesso, conquistado na primeira metade dos anos 70.

O Dia

Discípulos relembram Magda Tagliaferro

Por João Luiz Sampaio

Gilberto Tinetti, Cristina Ortiz, Fábio Caramuru, Eduardo Monteiro, Flávio Varani e Paulo Góri. Seis dos principais pianistas brasileiros sobem hoje à noite ao palco do Teatro Cultura Artística. O motivo da inusitada reunião? Homenagear Magda Tagliaferro.

 A idéia serve a dois propósitos. De um lado, relembra a artista, símbolo do piano brasileiro, nos 20 anos de sua morte. De outro, dá mais uma prova de que ainda hoje sua presença é bastante forte na vida musical brasileira: todos os nomes acima foram seus discípulos e, hoje, ajudam a passar adiante aquela que talvez seja a grande escola do nosso piano.

Caramuru abre o programa com uma criação sua, Moods 50th. Em seguida, Tinetti toca a Sonata K. 570, de Mozart, a Suíte para Piano, de Debussy, e, ao lado de Paulo Gori, as Six Epigraphes Antiques, do mesmo autor, e Jeux d'Enfants, de Bizet.

Na segunda parte, o primeiro a subir ao palco é Eduardo Monteiro, que faz o Noturno Op. 10, de Leopoldo Miguez, e a Morte de Isolda, transcrição para piano feita por Liszt a partir da célebre obra de Richard Wagner.

Na seqüência, Flávio Varani interpreta Chopin (Improviso nº 3 Op. 51) e Liszt (Reminiscências Sobre a Ópera Don Giovanni). Quem encerra a noite é Cristina Ortiz, com Chopin (Estudos Op. 25 nºs 5 e 7), Brahms (Intermezzo Op. 118 nºs 1 e 2) e mais Debussy (Reflets dans l'eau e L'isle joyeuse).

Com a renda obtida com o concerto, será lançado um álbum duplo com duas gravações inéditas de Magda Tagliaferro: sua estréia no Town Hall, de Nova York, em abril de 1940, e um recital gravado em janeiro de 1983, no Wigmore Hall, em Londres.

O dinheiro arrecadado com os discos vai para o programa de bolsas de estudo aqui e no exterior, mantido pela Fundação Magda Tagliaferro.

O Estado de S. Paulo

Aracy é homenageada em prêmio carioca

Por Mauro Ferreira

Aracy de Almeida (1914 - 1998) vai ser a homenageada da 5ª Edição do Prêmio Rival de Música, dedicado à produção fonográfica independente. A cerimônia de entrega dos troféus - nesta edição batizados com o nome da cantora, uma das maiores intérpretes de samba da década de 30 - foi agendada para 6 de dezembro, no Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro. Na ocasião, serão conhecidos os premiados das 15 categorias.

O Dia

Pianistas homenageiam Magda Tagliaferro

Por Redação

Em homenagem aos 20 anos de morte de Magda Tagliaferro, alguns de seus discípulos, entre eles Gilberto Tinetti, Cristina Ortiz e Flávio Varani, realizam uma apresentação especial no teatro Cultura Artística (r. Nestor Pestana, 196, tel. 0/xx/11/ 3258-3344), hoje, às 21h. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 40 e a renda obtida financiará o lançamento de dois CDs de gravações inéditas da pianista.

Folha de S. Paulo

Zeca Baleiro lança primeiro CD ao vivo

Por Mauro Ferreira

Zeca Baleiro já lançou vários registros de shows (Vô Imbolá, Líricas, Pet Shop Mundo Cão), mas até então somente no formato de DVD. A gravação de seu último espetáculo, Baladas do Asfalto & Outros Blues, será a primeira a ser editada também em CD - no caso, o primeiro CD ao vivo do artista. No repertório, músicas autorais e releituras de Retalhos de Cetim (sucesso de Benito Di Paula nos anos 70) e Palavras (música de Roberto e Erasmo Carlos).

O Dia

Vander Lee mostra "MPB para o povo" em seu 1º DVD

Por Redação

O cantor e compositor Vander Lee apareceu para o grande público timidamente, no final dos anos 90. Agora, com o lançamento de seu primeiro DVD, Pensei que Fosse o Céu: ao Vivo, ele mostra que a promessa virou realidade. O disco, que sai também em CD, foi gravado em Belo Horizonte e condensa a parte mais famosa da obra do artista mineiro. "Sou um cronista do cotidiano, um poeta das coisas práticas", diz, resumindo seu estilo.

E é esse justamente essa habilidade em narrar - e escolher acordes e arranjos simples, mas eficientes - que tem cativado o públivo. "Tem pouca gente na música brasileira atual com essa simplicidade", analisa. "A MPB entrou em algo sofisticado, virou bem classe média", segue o autor de obras como Meu Jardim e Iluminado, que abre o novo trabalho.

Além da sutileza, a obra - e o DVD - de Vander Lee mostra outra faceta: a timidez. Ela é tão anunciada quando o romantismo de canções como Esperando Aviões e Breu. "Sou tímido mesmo. Bastante. Nos shows, me concentro no cantar. Já fiz apresentações aflitivas por focar outras coisas, uma luz, alguém na platéia", fala Vander.

Pensei que Fosse o Céu: ao Vivo foi gravado no dia 14 de junho de 2006 no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. E conta ainda com o atrativo do maranhense Zeca Baleiro, que participa de momento especial em Bangalô. "Nunca havíamos criado algo em parceria. Antes de entrar no palco (ambos dividiram os microfones em Passional), ficamos acertando a composição e tocando no camarim. A cena acabou registrada no DVD", narra Vander.

Para fechar o novo trabalho, há O Dedo do Tempo no Barro da Vida, música feita especialmente para o encerramento do projeto do cantor que, com 40 anos de vida, chega às duas décadas de canções.

Terra

Mais do que samba e bossa nova: o Brasil na Popkomm 2006

Por Jornal Deutsche Welle - Nele Jensch

O Brasil não é somente o maior país da América do Sul e o berço do carnaval. "Brasil" se tornou uma tendência mundial. Segundo o ministro Gilberto Gil, o país quer se tornar o líder mundial em matéria de música. Verde grama e amarelo canário é a combinação de cores que mais se encontra: em bonés de beisebol, biquínis, canetas e em bandeirinhas sobre capôs.

As cores alegres e vivas do Brasil invadiram a Europa - e também a área de feira da Popkomm. Elas são encontradas nas camisetas dos funcionários da feira e até mesmo impressas sobre o piso, indicando o caminho para o refúgio brasileiro.

Comparando com outros espaços do Centro Internacional de Convenções (ICC) de Berlim, o pavilhão 16 é pequeno. Ele engloba uma área de 200 metros quadrados e se parece justamente com aquilo que poderia se chamar de um templo da música pop: circular, guarnecido de colunas e pintado, do teto aos assentos, em um branco virginal.

Neste cenário, o Brasil se apresenta como primeiro parceiro não-europeu da Popkomm. Não se trata somente de música: catálogos turísticos de praias com coqueirais e areias brancas estão espalhados nos estandes, um ao lado do outro, e no bar são servidos café espesso grátis e salgadinhos brasileiros. Mais do que qualquer outro país, o Brasil consegue faturar com a associações que desperta no exterior.

Devido à sua relativa estabilidade política dentro da América do Sul, o Brasil avança como um procurado destino de viagem. A animação das festas de carnaval, mulheres bonitas e bons jogadores de futebol: o Brasil comercializa não somente férias e música, mas um estilo de vida - a alegria absoluta de viver.

Da esperada selva tropical, entretanto, pouco se nota no Popkomm, cuja atmosfera, acompanhada de suaves sons de bossa nova, parece quase caseira se comparada aos padrões da feira. "A Popkomm é uma boa oportunidade para encontrar outros artistas e apresentar minha música a um público internacional", a firma Cacau Brasil.

De fato, ele não se parece com aquilo que se poderia chamar de uma estrela brasileira: ele usa óculos e tem um ar pensativo, caprichos de estrela lhe passam ao largo. Em sua música, ele une elementos brasileiros tradicionais com a música pop moderna. Isto é típico da cena musical brasileira, explica Iris Vobbe, funcionária da Popkomm e conhecedora do Brasil.

"A música brasileira é bastante multifacetada, o espectro vai do samba, passando pelo reggae e pelo funk, até o rock", afirma Vobbe. Os diferentes estilos misturam-se entre si e com influências de diferentes países. Segundo Vobbe, esta é uma das razões para o boom da música brasileira nos Estados Unidos e na Europa.

UOL

Cidade Negra: inéditas em CD/DVD ao vivo

Por Redação

Sai no fim do mês "Cidade Negra Direto", CD/DVD do Cidade Negra registrado durante uma apresentação da banda na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Nesse show, a banda contou com participações especiais de Lulu Santos e do Paralamas do Sucesso. Além do registro do show, foram incluídas três músicas inéditas, gravadas em estúdio, nesse material.

Revista Dynamite

Tudo sobre os três séculos de choro

Por Beatriz Coelho Silva

O choro é um dos poucos gêneros musicais que mantém popularidade através de três séculos. Para contar essa história que vem de 1870 (ano que se convencionou como de seu nascimento) até hoje, o bandolinista Afonso Machado (do grupo Galo Preto) e o jornalista Jorge Roberto Martins escreveram o livro Na Cadência do Choro (Novas Direções, R$ 80), que será lançado hoje à noite no Arte Sesc Flamengo (Rua Marquês de Abrantes, 99).

O livro segue a linha de Na Cadência do Samba, de Haroldo Costa, lançado no início desta década, e conta, com farta e interessante ilustração, como surgiu, quem foram os maiores e quem são os chorões do século 21, num texto ágil, simples e esclarecedor.

'É um livro para leigos, que pode ser lido aos pedaços e não pretende esgotar o assunto', avisa Jorge Roberto Martins, que tem dois programas na Rádio MEC, Ao Vivo, às terças-feiras, e Sala de Música, aos domingos e quartas. Ele é filho do compositor Roberto Marti ns (dos clássicos Renúncia, Beija-me e Cai Cai)e conhece bem o meio musical de hoje e de antigamente.

'O choro virou moda nos anos 90, mas o mais importante é que os jovens aderiram ao gênero, estudam, tocam e compõem muito. Há Clubes de Choro espalhados por todo o País. É dos poucos estilos que consegue ser, a um só tempo, popular e sofisticado.'

Afonso Machado concorda e comemora o bom momento para os músicos chorões 'que estão trabalhando sem parar nos bares da Lapa, no Rio, e também nas outras cidades ', comenta. Seu grupo, o Galo Preto, é um veterano que completou 31 anos em 2005, mas ele não confiou na experiência para contar a história, pesquisou muito nas fontes disponíveis.

'Não existe muito material específico sobre o choro e até partituras são difíceis, embora tenha melhorado com a internet', conta. Como quem vive do/e para o choro, Afonso admite não ter sido imparcial. 'Até tentei, mas a gente não foge às preferências. Pixinguinha, por exemplo, ganhou um capítulo inteiro porque é o maior de todos os músicos brasileiros. Meu instrumento, o bandolim, tem um capítulo maior que os outros.'

O Estado de S. Paulo

Naná Vasconcelos lança novo CD na Livraria da Vila, terça, dia 26

Por Azul Music

"Trilhas", título do mais recente álbum do percussionista Naná Vasconcelos, é composto por uma seleção das melhores trilhas produzidas pelo artista, destinadas à filmes, documentários, peças teatrais e espetáculos de dança.

Verdadeiras poesias sonoras, onde percussão, voz e arranjos orquestrais se fundem na mais pura expressão musical e cultural brasileira. O artista, eleito 8 vezes o melhor percussionista do mundo pela revista Downbeat, estará apresentando e autografando seu CD num pocket show imperdível com coquetel na Livraria da Vila.

Serviço:
Naná Vasconcelos
Livraria da Vila - Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena - São Paulo - SP
Quando: Dia 26, Terça-feira, 19:45 às 21:30
Telefone: (11) 3814-5811
Mais informações: www.livrariadavila.com.br .

Music News

A voz de Carol dança leve com Adolfo

Por Mauro Ferreira

Em 1998, ao lançar o disco Dança da Voz, Carol Saboya dedicou sua estréia fonográfica ao pai, Antonio Adolfo, por ele ter lhe mostrado "a força e a beleza da música brasileira". Mas, naquele CD, Saboya derrapou na pretensão de querer impressionar como a grande cantora que, de fato, ela é.

Discos melhores vieram, mas este Ao Vivo - gravado com seu pai, o pianista Antonio Adolfo, em 8 de outubro de 2005, em show no festival da Universidade de Miami (EUA) - é especial na obra de Saboya por expor toda a graça e delicadeza de sua voz, as qualidades que Lenine, entusiasmado, apontara em texto escrito para aquele álbum de estréia que não cumpriu sua expectativa.

Adolfo mostra o grande músico que sempre foi nas versões jazzísticas de Carinhoso (com citação de Bambino, de Ernesto Nazareth) e Insensatez. Mas o brilho maior é de Saboya, que - com a voz livre, leve e solta - navega segura pelas ondas de Wave (com scats desnecessários no fim), d á show de divisão em Canto de Ossanha e entra para ganhar na Corrida de Jangada.

Um ouvinte mais atento percebe a evocação do repertório de Elis Regina - homenagem admitida por Adolfo em texto escrito para o encarte do disco. Mas Saboya não cai na tentação de imitar o canto da Pimentinha. E o fato é que o CD tem um frescor que permeia temas como Passarim (cantado a capella para desaguar em Chovendo na Roseira), De Onde Vem o Baião? e a versão em inglês de Bonita.

Tom Jobim, claro, é o compositor mais presente no roteiro deste show aparentemente registrado sem aparatos de estúdio e que nasceu intitulado Bossa Nova Forever. Quando entra em cena, cantando Fotografia em atmosfera rarefeita construída apenas pelo baixo do venezuelano Gabriel Vivas, Carol Saboya já sinaliza que, neste bem-vindo Ao Vivo, ela vai impressionar em sua mais elegante dança da voz, com toda a força e beleza da música brasileira.

O Dia

Maria Rita - "Segundo ao Vivo"

Por Fernando Kaida

"Segundo ao vivo" traz o show que divulga o segundo disco de Maria Rita, lançado no ano passado. Gravado no Rio de Janeiro, em março deste ano, o DVD conta com 19 canções de sonoridade acústica e suave, que habitam o território entre a MPB, a bossa, o pop e o jazz.

No palco, que tem iluminação discreta, Maria Rita canta à frente da banda e aproveita o espaço livre para dançar à vontade de um lado para o outro e conversar com o público entre as músicas que fazem parte da apresentação.

No repertório estão faixas de seus dois trabalhos solo, como "Muito Pouco", "Conta Outra", "Recado" e "Casa Pré-Fabricada", entre outras, e versões para músicas como "Todo Carnaval Tem Seu Fim" e "Cara Valente", dos Los Hermanos, "Sobre Todas as Coisas", de Edu Lobo e Chico Buarque, e "O Que Sobrou do Céu", do Rappa.

O DVD traz ainda uma apresentação feita em setembro de 2005, no estúdio Toca do Bandido, onde "Segundo" foi gravado. Registro de um moment o intimista e espontâneo, o curto show é um belo presente para os fãs da cantora.

UOL

Coletânea reúne as várias vozes de Chico

Por Mauro Ferreira

Não satisfeita com os lucros das (boas) vendas das quatro caixas com os 12 DVDs da série Chico Buarque, produzida pelo diretor Roberto de Oliveira para o canal DirecTV, a gravadora EMI lança a coletânea As Canções de Chico Buarque Cantadas por...para faturar um pouco mais com a volta do compositor à cena musical com o CD e o show Carioca. Como o óbvio título já anuncia, a compilação reúne músicas de Chico nas vozes de outros intérpretes. Entre eles, Djavan (A Rosa, em dueto com o próprio Chico), Paulinho da Viola (Sonho de um Carnaval), Francis Hime (Atrás da Porta), Maria Bethânia (Com Açucar, com Afeto), Clara Nunes (Morena de Angola), Simone (Gota d'Água), Elizeth Cardoso (Sabiá), Milton Nascimento (O que Será, com participação de Chico) e Mário Reis (A Banda). As surpresas da seleção são Gil (a ex-vocalista da Banda Beijo, com regravação de Tatuagem) e Vanessa Barum (Mil Perdões).

O Dia

Pepeu Gomes comanda aula-show sobre sua guitarra, abrindo nova série do Sala do Professor Buchanan's

Por Luciana Branco Comunicação

A série de aulas-show Sala do Professor Buchanan's chega na segunda fase em grande estilo. Na terça-feira (26/09), no Bourbon Street, em São Paulo, o músico e apresentador Daniel Daibem recebe Pepeu Gomes, um dos dez melhores guitarristas do mundo, para uma aula sobre a história da música moderna brasileira, dos Novos Baianos, de como se aprende a tocar violão apenas escutando, enfim, do swing de quem entende de cordas. A casa abre às 20h. Os ingressos custam R$ 20,00.

"Pepeu tem muita história para contar. É um dos maiores guitarristas da América Latina, vai do rock ao baião, da música instrumental ao chorinho com naturalidade. O guitarrista dos Novos Baianos apresentou-se mais de seis vezes no festival de Montreaux, o mais importante do mundo. Só isso rende conversa para mais de hora", afirma o cicerone Daniel Daibem, que comanda a atração, transmitida ao vivo pela Rádio Eldorado no 92.9 FM.

A aula-show será realizada das 21h às 2 2h e, depois de um intervalo de uma hora, Pepeu Gomes volta ao palco acompanhado de sua banda para apresentar um show completo. No repertório, uma mistura de sons instrumentais acústicos e elétricos, com clássicos de Pixinguinha a Jimi Hendrix, passando por Ary Barroso e músicas próprias, com violões, guitarras e cavaquinho.

O show terá participação especial de Davi Moraes, o filho de seu "compadre" e parceiro musical, Moraes Moreira.

Serviço:
Sala do Professor Buchanan's - ao vivo, no Bourbon Street
Com: Pepeu Gomes
Data: 26.09 (terça-feira)
Horário: a partir das 20h
Local: Bourbon Street (Rua dos Chanés, 127 - São Paulo)
Couvert artístico: R$ 20,00
Informações: (11) 5095 6100
Site: www.bourbonstreet.com.br

Music News

Rádio Cultura transmite ao vivo Jazz Sinfônica e Francis Hime

Por Retrato Assessoria em Comunicação

Seguindo a antiga tradição do rádio, a Cultura AM e FM faz, nesta quarta-feira, a transmissão ao vivo do concerto da Orquestra Jazz Sinfônica, diretamente do Memorial da América Latina. O espetáculo dedicado à obra de Francis Hime, terá como atração especial a Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião, regida pelo próprio autor.

"Quem pensa que Francis Hime é apenas um compositor de canções, vai ter a oportunidade de ouvi-lo regendo uma grande orquestra numa obra sinfônica de grande porte", diz o maestro João Maurício Galindo, regente da Jazz Sinfônica. Além dela, serão apresentadas a suíte Meu Caro Amigo Francis, uma homenagem de Marcelo Ghelfi a Francis Hime com regência de João Maurício Galindo, e o clássico Atrás da Porta, com arranjo e interpretação de Fernando Corrêa na guitarra.

Participam desse concerto os cantores Adriana Mezzadri, Ana Luiza, Edson Montenegro e Rubinho Ribeiro. "A transmissão ao vivo de grandes espetáculo s musicais preserva a emoção e o calor destes eventos. Esta tradição, que era uma marca do rádio, está sendo retomada hoje pela Cultura", diz José Roberto Walker, diretor das rádios.

A Cultura AM e FM tem transmitido ao vivo diversas apresentações de música popular e erudita, como os shows de Maria Rita e Jane Monheit, com a própria Jazz Sinfônica.

Serviço: Cultura ao Vivo
Cultura FM (103,3 MHz)
Cultura AM (1200 KHz)
Quarta-feira, 27 de setembro
21 horas

Music News

Os 40 anos de estrada do MPB4

Por Luiz Zanin Oricchio

São 40 anos de estrada e, nesse trajeto, o MPB4 ajudou a fazer a trilha sonora de, pelo menos, duas gerações de brasileiros. O quarteto, que se celebrizou por suas apresentações com Chico Buarque, fez um show comemorativo de aniversário e, dele, saiu o DVD MPB 40 Anos - Ao Vivo, agora disponível.

Entre as músicas, alguns sucessos obrigatórios como Amigo É pra Essas Coisas, Refém da Solidão, Morena dos Olhos d'Água, Cicatrizes. Outras surpresas, como a standard Conceição, com participação especial de Cauby Peixoto, ou Cebola Cortada, com Milton Nascimento. Zeca Pagodinho participa de Olê, Olá e Chico Buarque de Roda Vida.

Para resumir: o DVD é um fino biscoito, uma viagem nostálgica para quem já é fã do conjunto, uma boa iniciação para quem for muito jovem e não o conheceu de outros carnavais. O MPB4 é exemplo de sobrevivência musical. Após 40 anos, continua vivo e forte, com apenas uma mudança em relação à formação original, com Magro, Aquiles, Miltinho e agora Dalmo Medeiros no lugar de Ruy.

'Com o Dalmo Medeiros, a personalidade vocal do MPB4 se mantém intacta, preservada para cantarmos tanto os antigos sucessos como os arranjos atuais, criados pelo Magro, desde sempre o nosso diretor musical', diz Aquiles Rique Reis. E, de fato, a qualidade sonora do conjunto está perfeitamente preservada, como pode conferir quem seguiu a carreira deles desde o começo.

Alguns arranjos soam mais modernos em comparação com aqueles dos anos 60 e 70, mas nada chocante para quem se acostumou ao som tradicional. Quer dizer, o MPB4 soube tornar o molho contemporâneo sem romper com o seu passado. 'O MPB4 muda sem parecer que mudou', confirma Aquiles.

O MPB4 surge em meados dos anos 60, na época de ouro dos conjuntos vocais como Os Cariocas e o Quarteto em Cy (que, aliás, participa do DVD com Falando de Amor, de Tom Jobim). Era o auge da música brasileira moderna, tanto no plano estético como em seus desdobramentos políticos.

E a essa onda se incorporaram os quatro músicos, vindos de Niterói. Em São Paulo conhecem o compositor Chico de Assis, que cria um pot-pourri de sambas antigos para que eles cantassem junto com o Quarteto em Cy. Dessa forma se aproximam do mitológico programa da Record, O Fino da Bossa, comando por Elis Regina e Jair Rodrigues.

O Estado de S. Paulo

Zé Geraldo mostra novo DVD em São Paulo

Por Thomaz Rafael

O cantor e compositor Zé Geraldo segue em turnê pelo Brasil, apresentando os sucessos de seu primeiro DVD, "Um Pé no Mato - Um Pé no Rock" (Sol do Meio Dia/Unimar Music), trabalho também lançado em CD (o 15º de sua carreira). No próximo domingo (dia 17), o artista mineiro se apresentará no Palco da Orquestra Mágica do Sesc Itaquera, em São Paulo, a partir das 15h.

Zé Geraldo estará acompanhado por Jean Trad (violão e guitarra), Estevan Sinkovitz (violão e guitarra), Carlito Rodrigues (baixo acústico e baixo elétrico), Danilo Santana (acordeão e teclados) e Carneiro Sândalo (bateria e percussão). No repertório, sucessos dos 30 anos de carreira do cantor e compositor, como "Senhorita", "Rio Doce", "Cidadão", "Lua Curiosa", "Terceiro Mundano" e "Milho aos Pombos".

O DVD foi gravado no Teatro do Sesc Pompéia, na capital paulista, no ano passado. Destaque para as participações especiais de Nô Stopa (na faixa "Terceiro Mundano") e Alexandre Lima, da banda Manimal (em "Como Diria Dylan", sucesso presente no segundo disco de Geraldo, "Estradas", de 1980).

Sucesso!

Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira

Por Camargo e Balbino Assessoria de Imprensa

Chega às livrarias, em outubro, o Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira (Paracatu Editora), que reúne as biografias e dados relevantes sobre 5.322 autores, intérpretes, grupos, agremiações, blocos e estilos musicais brasileiros urbanos e apresenta o repertório conciso da obra de 1.500 e a discografia de 1.953 grandes nomes e grupos da MPB.

Esta será a versão impressa do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, hoje o maior banco de dados on-line do mundo em música popular, inaugurado pelo Instituto Cultural Cravo Albin (I.C.C.A) na Internet em 2001. Terá 1.200 páginas e 5.000 verbetes.

O trabalho de mais de uma década do historiador, crítico e um dos maiores pesquisadores musicais brasileiros - Ricardo Cravo Albin. A experiência e o esmero na confecção de dicionários do Instituto Antônio Houaiss.

E a curadoria de um dos mais importantes caricaturistas do país - Cássio Loredano - que reuniu, pela primeira vez numa publicação, o maior número de desenhos de profissionais do traço da imprensa brasileira: 500 ilustrações de 34 notáveis caricaturistas.

Mais informações: www.dicionariompb.com.br .

Music News

Kléber Albuquerque mostra o CD Desvio no Crowne Plaza

Por Verbena Comunicação

O cantor e compositor Kléber Albuquerque - acompanhado de Estevan Sinkovitz (guitarra, violão e bandolim) e Olívio Filho (acordeon) - apresenta o repertório do seu quarto CD, Desvio. As apresentações acontecem nos dias 14, 21 e 28 de setembro, no Teatro Crowne Plaza, às 21 horas.

O show inclui também um apanhado de canções dos discos anteriores, além de músicas inéditas que farão parte do novo álbum, a ser lançado dezembro de 2006. Cada show terá ainda convidados especiais surpresas.

Serviço:
Kléber Albuquerque - www.kleberalbuquerque.com.br
Músicos: Kléber Albuquerque (voz e violão), Estevan Sinkovitz (violão e guitarra) e Olívio Filho (acordeon)
Dias 14, 21 e 28 de setembro - quintas-feiras - às 21 horas
Teatro Crowne Plaza - R. Frei Caneca, 1.360 - Cerqueira. César - São Paulo - Tel: (11) 3079-4915
Ingressos: R$ 20,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre - 153 lugares.

Music News

Cordel do Fogo Encantado se reinventa em Transfiguração

Por Beto Feitosa

Com sua mistura particular de música, teatro, poesia e performance, o grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado se reinventa no terceiro CD, Transfiguração, nas lojas pela Distribuidora Independente.

O que sempre funcionou bem no palco, conquistando legiões de fãs, nem sempre teve química para chegar ao disco. O problema foi resolvido no ano passado quando o grupo lançou seu primeiro registro ao vivo em DVD.

Mas ainda tinha o grande desafio do estúdio. Que foi vencido em Transfiguração. Para isso o grupo inverteu o processo. Ao invés de registrar o que nascia no palco, dessa vez as músicas vieram antes do espetáculo. O grupo conseguiu inverter a própria história do ovo e da galinha e se reinventou. Só tem a ganhar.

O conceito particular que conquistou seu público ainda está presente. Os versos do vocalista Lirinha, a percussão bem presente e o desempenho teatral. O Cordel do palco funciona também em disco como um produto final interessante.

As impactantes apresentações do Cordel do Fogo Encantado serviram de passaporte para o grupo sair da pequena cidade de Arcoverde e viajar por todo o interior do Pernambuco entre 1997 e 98. Em 1999 o grupo chegou ao famoso Festival Rec-Beat, no Recife.

A música ganhou importância maior no espetáculo com a adesão dos percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida, que trouxeram informações da cultura negra brasileira. A curiosa formação percussiva com a harmonia do violão de Clayton Barros e as letras de Lirinha viajaram Brasil formando em pouco tempo o público do Cordel e arrematando fãs como Naná Vasconcellos, que produziu o primeiro disco do grupo.

A história agora ganha um novo e importante capítulo. Como que se reinventando, o Cordel do Fogo Encantado descobre o processo do estúdio, de criar sua música longe do palco.

O resultado é mais coeso sem deixar de lado a característica do grupo. Inquieto, o Cordel do Fogo Encantado inverte, com coragem e sabedoria, o seu processo para chegar a um novo resultado, mas ainda no mesmo e interessante caminho.

O novo show estréia no Circo Voador (Rio) no dia 16 de setembro de 2006. A turnê continua dia 29 em Brasília e, em 6 de outubro, chega ao Recife.

Ziriguidum

O Mato Grosso do Sul e suas gerações musicais

Por Redação

Muita gente não sabe, mas o Mato Grosso do Sul é muito maior que o Pantanal e uma de suas maiores riquezas está na música e numa mistura muito particular de moda de viola, toada e ritmos dos países vizinhos como Paraguai, Argentina e Uruguai.

Tal encontro não é de hoje, claro, e nem pára por aí como bem mostra o CD Gerações (independente). Produzido por Márcio De Camillo com patrocínio da Petrobras, o CD reúne em 14 faixas artistas de formações e gerações das mais diversas em torno de uma sonoridade sul-matogrossense contemporânea.

Ao todo estão presentes 28 artistas que vão desde grupos de rock e blues como Olho de Gato, Bando do Velho Jack, Filho dos Livres e Bêbados Habilidosos até alguns membros do famoso clã musical dos Espíndola (Alzira, Jerry, Celito, Gilson e Tetê), passando pela cantora lírica Clarice Maciel, a dupla caipira Amambay & Amambaí, e instrumentistas como Gabriel e Rodrigo Sater (filho e irmão de Almir Sater, respectivamente), Elinho do Bandoneon e Marcelo Loureiro.

Entre uma polca e um chamamé, uma toada e um blues, uma guaraná e uma balada, destacam-se "Colisão" (Jerry Espíndola e Ciro Pinheiro), "Polka outra vez" (Geraldo Roca), "Overdose" (Alzira Espíndola e Alice Ruiz) e "Piraretã" (Celito Espíndola e Tetê Espíndola), além das instrumentais "Doma" (Almir Sater e José Gomes) e "Linda" (Brancão) e novas versões para os clássicos como "Recuerdos de Ypacaraí" (Zulema de Mirkin e Demétrio Ortiz) e "Flor matogrossense" (Anacleto Rosas Jr.).

Gafieiras

Elza volta ao passado seguro do samba

Por Mauro Ferreira

Depois de ousada e consistente incursão pelo universo da música eletrônica em disco (Vivo Feliz, 2003) de pouca repercussão comercial, Elza Soares faz o caminho de volta e se refugia na segurança do samba mais tradicional.

O próximo projeto fonográfico da cantora deverá ser um registro ao vivo, em CD e DVD, de seu novo show, Beba-me, recém-estreado em São Paulo. Estruturado com base em pesquisa de Rodrigo Faour, o roteiro reúne sambas gravados pela artista ao longo da carreira.

Será a estréia da intérprete no formato do DVD. O lançamento deverá acontecer em 2007, ano em que chegará aos cinemas o documentário de Izabel Jaguaribe sobre Elza.

O Dia

Quinteto em Branco e Preto na Trama

Por Mauro Ferreira

Através do portal TramaVirtual, que virou selo, a gravadora Trama conheceu e contratou o grupo Quinteto em Branco e Preto. Formado em 1997, em São Paulo (SP), o quinteto é dos melhores grupos de samba em atividade.

Com a bênção de Beth Carvalho, a turma já lançou dois CDs pelo selo CPC-UMES, Riqueza do Brasil (2000) e Sentimento Popular (2003).

O Dia

Livro traz canções de Carlos Gomes

Por Irineu Franco Perpetuo

"Tão longe, de mim distante/ Onde irá, onde irá teu pensamento?" Os versos são de "Quem Sabe?", já gravada por intérpretes tão distintos como Ney Matogrosso, Agnaldo Timóteo, Nelson Ayres e Cristina Maristany, e item mais célebre entre a porção menos conhecida da produção do compositor campineiro Antônio Carlos Gomes (1836-1896): as canções.

Se, no teatro Municipal do Rio, há uma estátua dele na entrada, no de São Paulo sua efígie mira fixamente o público, acima do palco -e não por acaso. Com uma carreira de sucesso na Itália, Carlos Gomes foi essencialmente um compositor de óperas, e os acordes da abertura de sua criação lírica mais renomada, "Il Guarany", estreada no Scala de Milão, em 1870, ecoam até hoje no prefixo do noticioso "Voz do Brasil".

Na Sala São Paulo, o sinal da chamada para o público vem da "Alvorada" de outra ópera de Carlos Gomes, "Lo Schiavo". Participante, no papel de Ceci, da primeira gravação do "Guarany", em 1959, a soprano Niza de Castro Tank, 75, natural de Limeira (cidade próxima a Campinas), e uma das principais intérpretes do compositor, resolveu resgatar sua produção para canto e piano. "Minhas Pobres Canções" traz as partituras das 41 modinhas e canções que compreendem a produção do autor no gênero.
Caprichada, com revisão musical do pianista e compositor Achile Picchi, a edição traz comentários estilísticos, técnicos e musicais de Niza sobre cada uma das obras. Professores de italiano foram consultados para a versão final dos poemas, já que Carlos Gomes chegou a empregar textos em dialeto vêneto e milanês. O livro é acompanhado por um CD duplo, no qual as obras são interpretadas por Tank e mais seis cantores, acompanhados por Picchi, nas tonalidades originais para as quais foram escritas.

"Eu não podia cantar tudo", diz Niza. "Sou soprano, até posso tentar a linha de mezzo-soprano, mas não dava para encarar as obras para baixo", brinca. Picchi e ela participaram, em 1986 , de iniciativa análoga, que contemplou uma edição "quase completa" do cancioneiro do compositor, pela Funarte.

Para além dos três álbuns publicados pela editora Ricordi, de Milão, nos anos 80 do século 19, as obras encontravam-se dispersas; além de Campinas, cidade natal do compositor, e Belém do Pará, onde ele morreu, elas foram reunidas em pesquisas no Rio de Janeiro e Curitiba.

Folha de S. Paulo

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
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