Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Rosa Passos na cidade, depois de quase 5 anos

Por Lauro Lisboa Garcia

Faz quase cinco anos que Rosa Passos não se apresenta em São Paulo. Hoje e amanhã ela está de volta no Teatro do Sesc Pompéia, para marcar o lançamento do CD Rosa (Telarc/Universal).

No álbum, gravado só com a voz e o violão da própria cantora, ela voltou a dar vazão a seu lado autoral e reinterpreta de maneira muito pessoal clássicos como Sentado à Beira do Caminho (Roberto e Erasmo Carlos) e Olhos nos Olhos (Chico Buarque), sempre com inclinação para fundir jazz e bossa.

Dos momentos mais relevantes do CD, Rosa vai reproduzir o sucesso de Roberto e Erasmo, faixa que a gravadora americana, da qual é contratada, está trabalhando no exterior. A canção estará num bloco em que ela canta acompanhada de seu violão e do contrabaixo de Paulo Paulelli, seu "filhote" musical.

Na maior parte do show, ela conta com apoio de um quinteto formado, além de Paulelli, por Fábio Torres (piano), Celso Almeida (bateria), Marcos Teixeira (guitarra) e Ro drigo Ursaia (sax). "Meu momento com Paulinho é outra coisa dentro do show. Tenho viajado bastante com ele; fizemos 23 shows em 7 países para lançar Rosa", conta.

No domingo, Rosa fez no 8º Festival de Jazz de Ipatinga (MG) o primeiro show do que ela considera a retomada de sua carreira no País. Foi quando botou mais de 800 pessoas para cantar com ela o refrão de Sentado à Beira do Caminho. "É a primeira vez que sou convidada para um festival de jazz no Brasil", diz a cantora baiana, que tem no currículo passagens pelos mais importantes eventos internacionais do gênero.

"É um momento de grande alegria para mim retomar o meu trabalho no Brasil. Domingo até brinquei com o público dizendo que não acreditava que estava de novo falando português."

O Estado de S. Paulo

Novidades musicais? Abre a 23ª Expomusic

Por Redação

Começou a 23ª Expomusic - a maior Feira de Música da América Latina. Já estão confirmadas as presenças de artistas como Seu Jorge, Sepultura, Paralamas do Sucesso, Skank e Frejat (Barão Vermelho), entre outros.

Os organizadores prometem uma extensa programação de workshops, shows e tardes de autógrafos, além do 4ª Expomusic Fest, festival de novos talentos.

De hoje a 3/9, 165 expositores nacionais e internacionais mostrarão os últimos lançamentos das 13h às 21h.

R$ 10 (grátis para membros da Ordem dos Músicos do Brasil).
Expo Center Norte.
Rua José Bernardo Pinto, 333, 6226-3100.
Informações: www.expomusic.com.br .

Jornal da Tarde

Grammy Latino: César Camargo Mariano receberá Lifetime Achievement

Por Thomaz Rafael


César Camargo e o filho Pedro Mariano

O presidente da Latin Record Academy (Grammy Latino), Gabriel Abaroa, anunciou nesta quarta-feira (dia 30) os nomes das personalidades que serão agraciadas com o Latin Recording Academy Lifetime Achievement Award. Os artistas escolhidos pelo conjunto da obra serão homenageados numa cerimônia especial no histórico Rainbow Room, em Nova York, no dia 1º de novembro (quarta-feira).

O pianista, compositor e produtor brasileiro César Camargo Mariano está entre os nomes lembrados neste ano. Os outros homenageados serão o cantor e compositor argentino León Gieco, a cantora cubana Graciela, a dupla afro-caribenha Rickie Ray & Bobby Cruz, a cantora espanhola Paloma San Basilio, o cantor e ator mexicano Alberto Vázquez e o cantor dominicano Johnny Ventura.

Segundo Gabriel Abaroa, todos os homenageados tiveram conquistas extraordinárias em suas carreiras: "A paixão destes artistas por seu trabalho criou um grande legado para a música latina ", afirmou.

Sucesso!

Mais um 'Grande Nome' chega ao DVD

Por Mauro Ferreira

Depois de Elis Regina e de Rita Lee, chegou a vez de Paulinho da Viola ter editado em DVD seu especial na série Grandes Nomes, dirigida por Daniel Filho para a Rede Globo no início dos anos 80.

O programa do compositor, Paulo César Baptista de Faria, foi ao ar em 1981. Será o primeiro DVD de show de Paulinho, cuja videografia digital inclui apenas o documentário Meu Tempo É Hoje.

Assim como os especiais Elis Regina Carvalho Costa e Rita Lee Jones, o programa Paulo César Baptista de Faria chegará ao DVD em edição da gravadora Trama.

O Dia

Arismar do Espírito Santo - "Foto do Satélite" (Maritaca)

Por MUBI - Música Brasileira Independente

Foto do Satélite é o terceiro trabalho solo do multiinstrumentista Arismar do Espírito Santo. O legal do Arismar é a ousadia que investe nas suas produções, reinventando ritmos e timbres com o frescor de sua alma de criança.

A diversidade musical brasileira ganha cores vivas nas mãos mágicas de Arismar e como música é energia, e energia não tem fronteiras, Arismar atrai para si, a fina flor da música brasileira.

Jane Duboc dá show em [Brincadeira de Criança], Dominguinhos dá as cartas em [Cadê a Marreca] um labirinto sonoro que mistura com rara sutileza baião e jazz.

Tem ainda espaço para a doçura juvenil de [Serena]. Mais a canção que talvez sintetize o espírito do CD é [O Filme] um free jazz onde o brilho mais intenso é a perfeita interação dos diálogos entre o sax tenor de Vinicius Dorin,o baixo de Thiago do Espírito Santo e o violão 7 cordas de Arismar.

Música sem vaidade, sem fronteiras, música brasileira. Mais informações: www.mubi.com.br .

Music News

Teresa Cristina & Grupo Semente no Auditório Ibirapuera

Por Thomaz Rafael

A cantora carioca Teresa Cristina se apresentará pela primeira vez no Espaço TIM, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 1º e 2 de setembro (sexta e sábado), às 20h30.

O repertório do espetáculo é baseado em seu último CD/DVD, "O Mundo É Meu Lugar" (Deckdisc), e no novo disco do músico Pedro Miranda (parceiro de Teresa e integrante do grupo Semente), "Coisa com Coisa".

Uma novidade será a primeira apresentação ao vivo da música "Delicada", parceria de Teresa com Zé Renato.

Sucesso! 

Pernambucanos do Quinteto Violado fazem show em Portugal

Por Lusa

(Porto) - O Quinteto Violado, grupo pernambucano de MPB, vai se apresentar em uma casa de shows na cidade de Porto em 14 de setembro. O espetáculo terá uma interpretação jazzística da música do nordeste brasileiro, contou à Agência Lusa Marcelo Melo, vocalista, guitarrista e porta-voz do grupo.

O músico explicou que a idéia do show resultou do contato com um grupo de jazz holandês em um festival de música de Olinda. A partir do som dos jazzistas europeus, os pernambucanos se inspiraram a reinterpretar a música nordestina através da linguagem do jazz.

O grupo já soma 35 anos de trabalho. Logo no seu primeiro disco, impressionou o público e a crítica com o tratamento sofisticado dado aos ritmos e temas folclóricos, apoiado em um instrumental acústico (constituído por guitarras, flauta, baixo e bateria) repleto de efeitos típicos da música do Nordeste brasileiro.

O Quinteto Violado é considerado pelos maiores nomes das diversas geraçõe s da música brasileira, desde Caetano e Gilberto Gil até Chico César ou Lenine, como "separador das águas no desenvolvimento da música popular brasileira".

Além de Melo, compõem o grupo atualmente Ciano (violão), Dudu (teclado), Fernando Filizola (viola e sanfona), Roberto Medeiros (percussão) e Toinho Alves (voz e contrabaixo).

UOL

Paulinho da Viola inaugura teatro e faz temporada em SP

Por Redação

O cantor e compositor Paulinho da Viola volta aos palcos para inaugurar, em setembro, o Teatro Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), em São Paulo. Após 17 anos, o carioca fará temporada de quatro semanas, de quinta-feira a domingo, a partir do dia 13. Ainda não foram divulgados os horários e preços dos ingressos.

No show, preparada especialmente para a inauguração do teatro, além dos clássicos, Paulinho da Viola fará homenagem a alguns nomes que considera fundamentais na sua formação artística, como Cartola e Nelson Cavaquinho.

Depois de Paulinho, os convidados para subir ao palco do Teatro Fecap são a cantora Mônica Salmaso e Toninho Ferragutti, no dia 12 de outubro. A dupla mostra o espetáculo que estreou no Rio de Janeiro, com canções de Tom Jobim, Chico Buarque, José Miguel Wisnik, Adoniran Barbosa, Assis Valente e Joyce, entre outros.

O objetivo do Teatro Fecap é se tornar um centro de referência da MPB. Para is so, além de auditório, o complexo conta com um estúdio de som de alta tecnologia, uma biblioteca, galeria de exposições e rádio virtual, além de oferecer um curso de extensão universitária voltado para a gestão de show business.

Folha Online

Funarte coloca acervo na internet

Por Raquel Cozer

O Projeto Pixinguinha, organizado pela Funarte (Fundação Nacional de Artes), deu pano para manga desde que surgiu, em 1977, tanto por trazer novos nomes da música nacional, como Djavan e Cássia Eller, quanto por promover memoráveis (e improváveis) encontros no palco, como Johnny Alf e o grupo A Cor do Som.

Os shows foram interrompidos em 1997, voltaram em 2004, e, de lá para cá, seus registros em fitas cassete resistiram ao tempo nos arquivos da Funarte. Nunca lançado em disco, o material passa direto para a era virtual. Mais de 4.000 canções interpretadas no projeto poderão ser ouvidas a partir de hoje no portal Canal Funarte, no endereço www.funarte.gov.br.

Na página, terão vizinhos igualmente nobres, também saídos do acervo da instituição. Entre o mais de um milhão de itens que a Funarte adquiriu em 30 anos, foram selecionadas cerca de 20 mil imagens e 23 mil músicas. O portal sediará preciosidades como os prestigiados 65 álbuns da Coleção Funarte, com composições de gente como Garoto e Custódio Mesquita em interpretações de Ney Matogrosso, Marlene e outros, e fotos de peças de teatro montadas no Rio dos anos 40 aos 80 (veja destaques ao lado).

O Canal Funarte, diz Vitor Ortiz, diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte (Cepin), foi criado para ajudar no cumprimento de uma das finalidades da instituição: difundir a produção cultural do país. "Significa que uma parcela da arte nacional que até então estava restrita a quem ia pessoalmente à nossa sede, no Rio, estará ao alcance do mundo inteiro", diz Ortiz.

A exemplo do que acontece em outros acervos sonoros virtuais, como o do Centro Cultural São Paulo (CCSP) e o do Instituto Moreira Salles (IMS), as músicas ficarão disponíveis apenas para audição, e não para download. Isso acontece em respeito aos direitos autorais dos artistas envolvidos nas gravações - a Funarte assinou um contrato com a Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) para pagar os direitos referentes a cada música. Estas entrarão aos poucos na programação da rádio, que será atualizada semanalmente.

Levar o material para a internet é o movimento final de um trabalho  -ainda em andamento - que inclui a digitalização e catalogação do acervo. Para isso e para a criação do portal, a Funarte recebeu um patrocínio de R$ 2 milhões da Petrobrás via lei de incentivo. "A parte mais difícil é tratar, digitalizar e catalogar. Muitos dos negativos, por exemplo, estavam em envelopes sem nenhuma informação", conta Paulo Cesar Soares, coordenador artístico do Canal Funarte.

O portal deve servir ainda como instrumento de pesquisa. "Ele terá um papel de prestação de serviços, incluindo dados sobre leis de incentivo Brasil afora e informações sobre teatros no país", diz Antônio Grassi, presidente da Funarte.

Folha de S. Paulo

Rio recebe festival gratuito de música

Por Redação

Com apresentações gratuitas de 250 músicos brasileiros e estrangeiros, começa hoje o 12º Rio International Cello Encounter. Idealizado pelo primeiro-violoncelista da Orquestra Sinfônica Brasileira David Chew, o festival oferece 65 concertos e oficinas até 26/8.

Além de Wagner Tiso e Egberto Gismonti, participam do evento o sueco Mats Lidström. Mais informações podem ser obtidas no www.riocello.com .

Folha de S. Paulo

Luhli revê o passado de olho no futuro

Por Dafne Sampaio

Luhli já foi Luli e também, por 25 anos, Luli & Lucina. Parceiras, amigas, irmãs, cantoras e compositoras, a dupla se separou há seis anos. Cada uma para o seu lado, sem ressentimentos.

No tempo que estiveram juntas as duas gravaram muito, e sempre de forma independente, mas ficaram mais conhecidas por terem músicas suas interpretadas por figuras como Ney Matrogrosso (tanto solo quanto na época do Secos & Molhados), Nana Caymmi, Rolando Boldrin e Frenéticas.

Este é o passado presente em Luhli (Flautim/Atração Fonográfica, 2006), seu primeiro disco solo. Passado de sucessos como "O vira" (Luhli e João Ricardo), "Bandolero" (Luhli e Lucina) e "Fala" (Luhli e João Ricardo) que voltam em arranjos intimistas com violão, guitarra, baixo e percussão. A produção musical do disco ficou à cargo de um fã de Luhli, Ney Marques, guitarrista do sertanejo Leonardo, que conferiu ao disco uma sonoridade regada em blues.

No mais, Luhli se mostra uma intérprete muito segura em registros vocais dos mais diversos e joga luz em seu futuro ao mostrar composições solo ("Jeito gris" e "Quase festa"), uma inédita de Itamar Assumpção (a sensacional "Na face da terra"), uma parceria com Lucina ("Banquete"), boas novas parcerias (por exemplo, "As horas", de Luhli e Alexandre Lemos), uma ótima de Alzira Espíndola ("Lê") e até uma versão para o clássico "Cry me a river" (Arthur Hamilton) que Luhli transformou em "Chore-me um rio".

Os outros novos parceiros de Luhli nesta jornada são Tatiana Rocha ("Vida manera") e Danilo Lemos ("Antiga").

Gafieiras

Izabel Padovani promove bom CD no Rio

Por Mauro Ferreira

Vencedora do Prêmio Visa 2005 na categoria Edição Vocal, a cantora Izabel Padovani confirmou seu talento de intérprete em Desassossego, disco em que faz - com personalidade -releituras de músicas Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Paulinho da Viola, entre outros compositores.

O CD já é o quarto título na discografia da artista. Mais conhecida em São Paulo, Padovani vai promover o disco no Rio de Janeiro com pocket-show agendado para quinta-feira, 10 de agosto, às 19h, na loja Saraiva Mega Store do Shopping Rio Sul, em Botafogo. Em setembro, a artista - que viveu dez anos em Viena - parte para turnê por países como Áustria e Alemanha.

O Dia

"Música É Perfume" tem olhar de fora

Por Luiz Fernando Vianna

(Rio) - Consta que o francês Georges Gachot ficou tão impressionado ao ver um show de Maria Bethânia nos anos 90 que decidiu fazer um documentário sobre a cantora. Concluída em 2005, a missão se chama "Maria Bethânia - Música É Perfume", agora em DVD.

O olhar espantado do diretor marca o filme. Neófito em Brasil, ele ressalta os nossos contrastes, mostrando, por exemplo, mulheres com vestes de candomblé em uma igreja de Santo Amaro da Purificação, cidade baiana de Bethânia. E exibe a beleza natural avassaladora do Rio, vizinha à miséria social também chocante.

O texto subjacente é que Bethânia é a voz do país, por ser tantas em uma só, por conciliar rural e urbano, popularidade e sofisticação. Mas incomoda um pouco a gratuidade de imagens como as de pessoas dentro de ônibus. Parece um clipe da "gente simples brasileira".

O documentário vale mais pela incursão que faz aos bastidores do trabalho de Bethânia, logo ela que é tão reservada e não cede ao exibicionismo do mundo do entretenimento. Há momentos especialmente comoventes, como quando a câmera acompanha a cantora ensaiando "Bom Dia, Tristeza" (Adoniran Barbosa/Vinicius de Moraes). Ela vai "entrando" na música e, de repente, a tristeza toma conta de tudo, por obra e graça de sua força de intérprete.

Os depoimentos de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Nana Caymmi não chegam a ser reveladores, ao menos para quem conhece a trajetória de Bethânia. Alguns são didáticos, pois dirigidos a um estrangeiro.

Mas há boas falas, como a de dona Canô, delicadíssima, dizendo que está com a filha através de orações, dada a distância entre Santo Amaro e o Rio. Ou a de Chico classificando "Brasileirinho" como a idéia de um país possível, esse que espantou Gachot e espanta todos nós.

Maria Bethânia - Música É Perfume
Direção: Georges Gachot
Distribuidora: Biscoito Fino
Quanto: R$ 50 em média.

Folha de S. Paulo

Em nome de Jorge

Por Sylvia Colombo

É de Santo Amaro da Purificação, e não de Londres ou Nova York, que virão os sons e as palavras mais disputados pelo público que comparecerá à Festa Literária Internacional de Parati. Evento cujo modelo é importado de festivais de literatura estrangeiros, a Flip começa na quarta-feira, às 21h30, com um show da cantora baiana Maria Bethânia - a primeira atração da programação a ter os ingressos esgotados.

A apresentação será na tenda da Matriz, no centro histórico da cidade fluminense. "O fato de o espetáculo ser em um lugar fechado e climatizado limita um pouco, mas não tem importância, porque Parati vale", disse a cantora em entrevista à Folha, por telefone. O show, assim como a festa propriamente dita, vai homenagear o baiano Jorge Amado (1912-2001).

Bethânia, que considera o autor uma das principais influências de sua geração, deve ler alguns trechos das obras que começou a conhecer por meio do pai, que gostava de ler seus textos em voz alta, e da escola, em Santo Amaro da Purificação, cidade onde cresceu, na Bahia. "Depois, já dona de minha vida, fui gostando dele mais e mais..."

Folha de S. Paulo

Marina lança CD, volta a estudar canto e diz estar feliz com sua voz

Por Clarice Spitz

(Rio) - Aos 50 anos, Marina Lima lança CD "Lá nos Primórdios" com músicas inéditas e diz que quer voltar não ao começo, mas à essência das coisas. "É um reflexo de tudo. Desse momento no Brasil, do mundo. Não somos mais índios vivendo no paraíso (...) Gosto das coisas mais enxutas, não gosto de retóricas nem de enfeites".

O CD, produzido no estúdio montado em sua ex-casa na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro, traz dez faixas sendo cinco inéditas e sucessos antigos. Além das novas composições "Três", "Valeu", "Anna Bella", "Difícil", "Entre as Coisas" e "Que Ainda Virão", ela inclui também "Vestidinho Vermelho" (Beautiful Dress), uma versão em português de Lauri Anderson, e "Dura na Queda", de Chico Buarque.

O irmão Cícero Dias está na parceria de três novas canções "Anna Bella", "Difícil" e "Três", além de "$ Cara". O CD é, nas palavras de Marina, conceitual. Com guitarra, bateria e sintetizadores, as melodias e arranjos têm densidade . O lançamento traz a mesma formação do show realizado no ano passado em São Paulo: Dudu Trentin (teclados), Fernando Vidal (guitarra), Edu Martins (baixo), Alex Fonseca (bateria) e Otávio Fonseca (vocais).

A chegada aos 50 trouxe a Marina ao menos duas coisas: a segurança para encarar as críticas e a certeza de que a época de crise ficou para trás. "Se teve uma crise na minha vida foi com quarenta e poucos. Essa coisa de envelhecer eu comecei a gostar porque estou menos agoniada, mais segura. Eu tenho mais tempo de vida, as pessoas podem me respeitar".

A cantora diz ter voltado a estudar canto e que tem buscado tornar a preocupação com a voz um cuidado diário. "A voz é como se fosse um músculo, é como malhar. Eu voltei com personal vocal. Muita água, não ter ar condicionado, dormir um pouco, praticar. Agora estou feliz com a minha voz e estas canções. Tô feliz com o trabalho vocal, tô feliz de defender esse trabalho."

Folha Online

Livro reúne o melhor da MPB

Por Guilherme Bryan

"Os 100 Melhores CDs da MPB", do filósofo e musicólogo André Domingues, busca listar discos fundamentais da música brasileira. Mas não se trata dos discos mais revolucionários, mesmo que alguns deles estejam presentes, caso de "Tropicália ou Panis et Circensis", "Clube da Esquina", "Acabou Chorare", dos Novos Baianos, e "Afrociberdelia", de Chico Science & Nação Zumbi. Nem se trata das obras mais vendidas. Afinal, não estão presentes trilhas de telenovela e nem recordistas da música sertaneja ou axé music.

O livro foi realizado a partir da consulta a personalidades como os cantores Luiz Melodia, Maria Alvim e Théo de Barros, os compositores Carlos Rennó e Victor Martins, e os jornalistas Arley Pereira e Rui Moraes. Com certeza, eles não têm a mesma opinião que você, leitor, e, por isso, muitos de seus preferidos devem ter ficado de fora. O que impera no livro é a diversidade de artistas e de ritmos musicais.

Estão ali, por exemplo, desde Cartola, Carmen Miranda, Noel Rosa, Dorival Caymmi e Adoniran Barbosa até os mais contemporâneos Carlinhos Brown, Ed Motta, Daniela Mercury, Lenine e Titãs. Já os ritmos vão do experimentalismo de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti ao samba de Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, passando pela bossa nova de Tom Jobim e João Gilberto. Não ficam de fora artistas consagrados como Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan, Raul Seixas e Rita Lee, entre tantos outros.

Outro grande trunfo de "Os 100 Melhores CDs da MPB" são as seleções de alguns termos do texto que são explicados com concisão e objetividade nos cantos das páginas. Pode-se lamentar, porém, o fato de que as explicações se repetem bastante, quando poderiam ter sido enriquecidas com detalhes mais variados.

Eis aqui, portanto, uma leitura envolvente, que provavelmente o fará ter uma vontade incontrolável de tirar da estante alguns dos discos comentados por André Domingues ou então para querer adquiri-los em sebos e lojas especializadas.

Sucesso!

Xangai -

Por Marco Aurélio Canônico

Composto por um show gravado no ano passado, no Rio de Janeiro, e uma "entrevista musicada", o primeiro DVD do cantor e compositor baiano Xangai, um dos mais destacados representantes da música do agreste, registra este vaqueiro cantador apresentando alguns de seus principais sucessos, como "Galope à Beira Mar Soletrado", "Que qui Tu Tem Canário?" e "Matança".

A parte das entrevistas acaba assumindo um clima de "Globo Rural" meio estranho, mas que ajuda a conhecer melhor o artista e seu estilo de vida interiorano, que tem reflexos em sua música. Os fãs de longa data talvez sintam falta de alguns sucessos como "Nóis É Jeca Mais É Jóia", "Alvoroço" e "Luz Dourada", mas pelo menos agora podem ter um raro registro de Xangai para assistir em casa.
Gravadora: Kuarup.

Folha de S. Paulo

Voz de Chico fecha o filme 'Zuzu Angel'

Por Mauro Ferreira

Uma nova gravação de Angélica - feita por Chico Buarque especialmente para o filme Zuzu Angel - já pode ser ouvida no encerramento do longa-metragem do diretor Sérgio Rezende, em cartaz em circuito nacional a partir desta sexta-feira, 4 de agosto.

Angélica foi composta por Chico nos anos 70 - em parceria com Miltinho (do MPB-4) - em tributo à estilista, morta em circunstâncias misteriosas depois de enfrentar o governo militar para encontrar o corpo de seu filho, Stuart Angel, assassinado pela ditadura.

E por falar na trilha de Zuzu Angel, quem abre o filme - com interpretação mais pesada de Dê um Rolê, sucesso de Gal Costa em 1971 no show Fa-Tal - é Roberta Sá. A gravação conta com a adesão de Pedro Luís e a Parede.

O Dia

Bom samba em dois grandes shows

Por Livia Deodato

Dois grandes shows do bom e velho samba ocorrem nesse fim de semana e prometem esquentar as frias noites paulistanas. A velha guarda mais uma vez abre alas para os novos talentos passarem pelo Auditório Ibirapuera, no show A Gosto do Samba, que estréia hoje e vai até domingo. Os sambistas consagrados Nei Lopes, Monarco da Portela e Almir Guineto convidam Leci Brandão, Fabiana Cozza, Paulão 7 Cordas e Quinteto em Branco e Preto para dividir o palco nos três dias.

Já no Sesc Pompéia, somente hoje e amanhã, ocorre também um grande show em homenagem a três gerações do samba: a dupla Bide e Marçal (1902-1947), Mestre Marçal (1930-1994) e Marçalzinho, que será acompanhado por percussionistas e compositores do peso de Wilson das Neves, Moacyr Luz e Wanderley Monteiro. A bela e suave voz da cantora Juliana Amaral vai dar o tom, nos dois dias, em canções como Agora É Cinza e Violão Amigo, de Bide e Marçal, e Meu Sofrer, de Noel Rosa.

O reper tório, todo escolhido por Wanderley Monteiro, passeia por muitas das canções gravadas pelo "coroa" de Marçalzinho, como ele se refere ao pai - músicas de Sereno, Arlindo Cruz, Sombrinha e Candeia, entre outros bambas. "Desde sexta-feira passada, quando fizemos um ensaio no Rio, a minha adrenalina está alta por causa da responsabilidade que é fazer esse show", diz Marçalzinho.

A homenagem, não só ao pai como ao avô, nasceu a partir de uma conversa com um amigo em comum entre todos os outros bambas, o produtor Augusto Diniz. "Tenho de agradecer a ele pelo resto da vida, principalmente pelo carinho que ele tinha pelo 'coroa'."

Essas lendas do samba, mais uma vez, frisam o orgulho e a felicidade que sentem ao ver jovens na platéia cantando verso a verso de músicas que datam de alguns vários anos atrás. "É uma satisfação imensa fazer um show para essa garotada que gosta de ouvir e cantar músicas da época em que nem pensavam ainda em nascer", diverte-se o carioca radicado em São Paulo há 37 anos, Almir Guineto.

Cada músico que se apresentará no Auditório Ibirapuera vai cantar de cinco a seis temas sozinho e, logo em seguida, passará a bola para o próximo convidado, podendo ou não fazer um dueto. Nei Lopes, por exemplo, vai apresentar Fabiana Cozza e, antes de ele deixar o palco, cantarão juntos. "Para mim, estar no palco com todos esses grandes nomes é motivo de muito orgulho", diz a cantora, que atualmente defende os candidatos Renato Epstein, de São Paulo, e Leandro Medina, do Pará, na 9º edição do Prêmio Visa.

O Estado de S. Paulo

Músico defende maior envolvimento do governo no combate ao jabá

Por Agência Brasil - Redação

 

 
O músico Marcelo Yuka defendeu hoje a participação de outros ministérios, juntamente com o da Cultura, no combate ao chamado jabá (execução de música em rádio mediante pagamento). Segundo ele, apesar de o Ministério da Cultura "não estar presente" no combate a essa prática, "pelo menos já está começando a discutir com a gente". "O ministro da Cultura (Gilberto Gil) é músico. Em algum momento, uma gravadora pagou para que ele tocasse nas rádios. Ele sabe muito bem o desgaste que o jabá produz na cultura nacional. Agora precisamos atrair outros ministérios. Nesse momento, várias concessões estão sendo negociadas", disse Yuka, ex-baterista e compositor da banda O Rappa e atualmente no F.UR.T.O., sigla para Frente Urbana de Trabalhos Organizados.

A avaliação foi feita durante audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro sobre a criminalização do jabá. O projeto de lei estadual é de autoria dos deputados Gilberto Palmares e Carlos Minc, ambos do PT. Segundo os parlamentares, a proposta é complementar ao projeto do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), que também pretende punir rádios que se utilizem desse recurso.

A presidente da associação Jabasta, Bia Grabois, disse que é preciso conscientizar os cidadãos contra o jabá. "Rádios e TVs são concessões públicas, não podem cobrar para tocar músicas. Isso prejudica não só o artista, mas todo o país, que fica com a sua cultura subordinada a interesses econômicos, a quem pode pagar", justificou. Ela afirmou que as rádios utilizam várias formas para disfarçar a cobrança. "Algumas têm tabela, outras trocam execuções pela bilheteria de vários shows do músico e ainda disfarçam o recebimento do dinheiro dizendo que é uma campanha de marketing com a gravadora".

Segundo o músico Lobão, o jabá sempre existiu, mas foi consolidado nos anos 80. "Até essa época ainda havia execuções espontâneas e esporádicas. A partir do governo do ex-presidente José Sarney, quando se doaram muitas concessões, tudo mudou. Hoje, 99% do que toca nas rádios, com exceção das culturais e comunitárias, é pago. Só escapam alguns ritmos que vêm da internet e funks, que entram pela janela por serem muito populares".

O representante do Ministério da Cultura, Adair Rocha, rebateu as críticas de omissão. "O que ele (Gilberto Gil) está querendo propor é a discussão, saber o que significa exatamente isso (jabá), como funciona na sociedade, para estabelecer políticas". Pressionado a se posicionar sobre a prática, Rocha disse que o ministério é contra, mas frisou a necessidade de uma boa definição do que é jabá ou não.

Terra

Música independente é foco da Feira da Música
Por Dégagé Assessoria de Imprensa

Falta uma semana para começar a quinta edição da Feira da Música, evento que tem como foco a música independente. Pioneira no Nordeste e uma das mais conceituadas do Brasil, a Feira da Música tem se destacado como um evento estratégico para o desenvolvimento do mercado da música do Nordeste e do Brasil, abrindo espaço para intercâmbio entre músicos e produtores de todo o País e gerando mais oportunidades de negócios na área da cultura.

Este ano, a Feira acontece de 9 a 12 de agosto em quatro pontos de Fortaleza, todos na Praia de Iracema. No Centro de Negócios do Sebrae/CE estará o pavilhão de exposições de equipamentos, instrumentos musicais, acessórios, instrumentos artesanais, sebos, entre outros artigos. Lá também acontecerá o Encontro Internacional da Música, com oficinas, painéis, entre outras atividades.

A Feira ocupará dois pisos, para receber também shows e cortejos. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura receberá também parte da programação da Feira. Diariamente no Palco sob a Passarela haverá shows a partir das 19 horas, com a passagem do cortejo que sai do Sebrae, apresentação de grupos de projetos sociais, seguindo com show de música instrumental e de raiz.

A Feira da Música inova com a inserção da programação também no Poço da Draga, próximo ao Centro Dragão do Mar. No local, "batizado" de Poço Musical, dois palcos receberão grupos de hip hop, de música de raiz, rock, entre outros gêneros. O local terá ainda área com pista de skate e rampa de BMX.

A decoração do Poço Musical será toda assinada por adolescentes da comunidade do Poço da Draga, que participam de oficina com o artista plástico José Tarcísio, utilizando material reciclável, madeira entre outros. Além disso, mais de 30 moradores estarão à frente da praça de alimentação do Poço Musical, com cardápio preparado a partir de oficina de culinária promovido pelo Senac.

Esta integração com a comunidade do Poço da Draga é uma das açõe s de responsabilidade social da Feira da Música. Para fechar o circuito, a Feira chega também ao Aterro da Praia de Iracema, onde estará a programação de shows da Mostra Rock é Rock Mesmo, com bandas de rock, pop rock, hard rock e outras vertentes do bom e velho rock'n roll, do Ceará e outros estados.

O rock terá um dia especial na Feira da Música, será o sábado, 12, quando acontecerá um painel com a participação de músicos, radialistas, pesquisadores, produtores e outros profissionais do ramo. A idéia é promover uma rica discussão sobre o que gira em torno dessa música, que atravessa gerações com suas tradições, influências e experimentações, além de mensagens dos mais diversos teores e propósitos.

Mais informações: www.feiramusica.com.br .

Music News

Marcus Tardelli recria Guinga em estréia solo

Por Dafne Sampaio

Não fui eu e muito menos o editor deste site que afirmou que "Marcus Tardelli é o maior violonista que o Brasil produziu em todos os tempos. É um violonista que o mundo precisa conhecer, entender e finalmente se curvar".

Esta torrente de elogios partiu de ninguém menos que Guinga, violonista e compositor que constantemente recebe elogios do mesmo calibre. Agora, quando se sabe que foi Guinga quem produziu o disco de estréia de Tardelli, ex-Quarteto Maogani, e que o disco foi feito em cima de composições suas (e que Guinga ainda ofereceu uma inédita em homenagem a Tardelli!)... tudo começa a soar meio forçado.

Mas é impossível não assinar embaixo de afirmações tão categóricas após uma audição de Unha e carne (Biscoito Fino). Marcus Tardelli ganha todas as notas e revela outras tantas de dentro das composições habitualmente complexas de Guinga e mostra toda a possível riqueza de um disco de violão solo.

Tardelli e Guinga, unha e carne , vivem muito bem sem outros instrumentos, e pode incluir aí a voz e as letras. É no violão onde tudo começa e, provavelmente, termina. Basta ouvir as interpretações de Tardelli para "Baião de Lacan", "Mingus samba", "Cheio de dedos", "Cine Baronesa", "Igreja da Penha (Carta da Pedra)", "Constance" e "Capital". É simplesmente muita beleza que nasce do encontro de seis cordas e dez dedos.

Gafieiras

"Letra e Música", da Rádio Cultura AM de São Paulo, presta homenagem a Adoniran Barbosa

Por Assessoria de Imprensa da RTV Cultura

 

Na terça-feira (08/08), às 18h, o programa "Letra e Música", da Rádio Cultura AM (1200 KHz), comandado pelo professor Pasquale Cipro Neto, faz uma homenagem a Adoniran Barbosa, que se estivesse vivo completaria 96 anos.

Nesta edição, Pasquale faz comentários sobre a obra de Adoniran e mostra características peculiares presentes nas composições Pogréssio, Tiro ao Álvaro, Abrigo de Vagabundos, As Mariposa, Saudosa Maloca, Trem das Onze, Iracema, Torresmo à Milanesa e Samba Italiano.

João Rubinato, o saudoso Adoniran Barbosa, nasceu no dia 06 de agosto de 1910 em Valinhos, no interior paulista. O compositor viveu em fazenda e exerceu diversas profissões como entregador de marmita, ajudante de serviço, encanador, serralheiro e garçom.

A família Rubinato enfrentou várias dificuldades financeiras e tentou a vida em várias cidades, entre elas Jundiaí e Santo André. Em 1932, o compositor mudou-se para São Paulo e foi trabalhar como vendedor de tecidos. Na metrópole, participou de vários programas de calouros.

Já trabalhando na rádio, adotou o pseudônimo de Adoniran Barbosa e tornou-se um compositor que melhor traduziu o cotidiano do paulistano. A segunda apresentação do programa será dia 12 de agosto, às 13h.

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