Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Maria Bethânia é a grande campeã do Prêmio Tim 2006

Por Jornal O Dia Online - Redação


A grande vencedora da quarta edição do Prêmio Tim, que ocorreu na noite desta terça-feira no Teatro Municipal, foi a cantora Maria Bethânia. A "Abelha Rainha" faturou nas categorias Melhor Cantora de MPB, Melhor Disco de MPB (Que Falta Você me Faz) e Melhor DVD (Tempo, tempo, tempo, tempo).

Zeca Pagodinho e o Grupo Barão Vermelho vieram em seguida com duas premiações cada. Na Categoria Samba, o Melhor Disco foi À Vera, de Zeca Pagodinho, que também venceu como Melhor Cantor. O Melhor Grupo foi o Arranco de Varsóvia, com o álbum Na cadência do samba.

A "Marrom" Alcione venceu como Melhor Cantora, com o CD Uma Nova Paixão. O rock foi representado com força pelos prêmios conquistados pela banda Barão Vermelho, que venceu em Melhor Disco (MTV Ao Vivo) e Melhor Grupo na categoria Pop Rock. Lulu Santos foi eleito o melhor cantor e Zélia Duncan a melhor cantora.

Na categoria Voto Popular os cantores escolhidos pelo público foram Daniela Mercury e Jorge Vercilo. Já em Canção Popular, a melhor cantora foi a baiana Gil, com "O Canto da Sereia" e o melhor cantor, Roberto Carlos.

O Prêmio de Melhor Cantor de MPB foi para Ney Matogrosso e o grupo Barbatuques venceu como Melhor Grupo de MPB. Em homenagem aos artistas vindos de outras regiões do país, a ênfase ao Nordeste trouxe premiações para o forró.

O Melhor Disco foi para o álbum Nove de Fevereiro, de Antonio Nóbrega. A Melhor Dupla eleita foi Elba Ramalho e Dominguinhos e Alceu Valença venceu como Melhor Cantor. O Melhor Grupo foi o Forróçacana, com o disco O melhor do forró do mundo ao vivo.

Terra

Mutantes ganham elogios do "New York Times"
Por Redação

Em artigo no jornal norte-americano "The New York Times", o prestigiado crítico de música Jon Pareles descreveu o show dos Mutantes em Nova York como "a volta da psicodelia dos anos 60".

A nova formação da banda, com os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, Ronaldo Leme e Zélia Duncan - substituindo Rita Lee -, se apresentou na última sexta, no Webster Hall.

Pareles descreveu a performance dos Mutantes como a volta das "ambições, ecletismo e virtuosismo com o espírito da genuína rebeldia dos anos 60".

Folha de S. Paulo

João Donato: trilha de minissérie e CD com Paulo Moura
Por Thomaz Rafael

O compositor e pianista João Donato vai compor músicas para a trilha sonora da minissérie "Amazônia, de Galvez a Chico Mendes", que será exibida pela Rede Globo em janeiro de 2007. O convite foi feito pela autora Glória Perez, que pretende homenagear o estado do Acre com a minissérie.

Tanto Gloria quanto Donato são acreanos. As filmagens terão início no mês de setembro. Compositor, instrumentista e arranjador, João Donato gravou recentemente um álbum com o clarinetista Paulo Moura.

O CD, intitulado "Dois Panos Para Manga", traz parcerias inéditas da dupla e sucessos de Frank Sinatra e Dick Farney.

Sucesso!

Jobim e Horn na seleção de Diana Krall
Por Mauro Ferreira

Depois de um disco de cunho mais autoral em que gravou parcerias com o marido Elvis Costello (The Girl in the Other Room, 2004) e de um álbum natalino (Christmas Songs, 2005), Diana Krall volta aos standards em From This Moment on.

O novo CD da cantora e pianista tem lançamento previsto para setembro. No repertório, How Insensitive (a versão em inglês de Insensatez, o clássico de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), I Was Doing All Right (do repertório de Fred Astaire), You Can Depend on me (gravada por Shirley Horn) e Isn't This a Lovely Day? (pérola de álbum de Frank Sinatra e Duke Ellington).

O Dia

Festival de jazz em Manaus se destaca pela qualidade

Por Carlos Calado

Jazz em Manaus? Muita gente se surpreendeu ao saber da realização do 1º Festival Amazonas Jazz, que encerrou no domingo uma programação de quatro dias de shows, workshops e mostras de filmes e pinturas. Mas quem teve a chance de acompanhar os concertos no palco e na área externa do teatro Amazonas presenciou um festival que não deve nada em organização e qualidade musical a eventos similares no país ou no exterior.

A noite de estréia já começou em alta temperatura com a exibição da Amazonas Band. Comandada pelo maestro e arranjador Rui Carvalho, diretor artístico do festival, a big band manauense brilhou tocando temas de Arturo Sandoval, Moacir Santos e Tom Jobim com garra e senso de conjunto. Sem falar na técnica perfeita do norte-americano Steve Mostovoy, trompetista convidado.

Depois entrou em cena o quinteto de feras do saxofonista paulista Vinicius Dorin, que exibiu composições próprias e longos solos jazzísticos. Escalados par a substituir o norte-americano Terence Blanchard, o flautista carioca Carlos Malta e seu grupo Pife Muderno foram a maior surpresa da noite: seus pífanos e improvisos calcados em ritmos do Nordeste excitaram a platéia.

O ecletismo da estréia estendeu-se às noites seguintes. O destaque da sexta-feira foi o baterista nova-iorquino John Hollenbeck e seu Claudia Quintet, que exibiu um jazz bem criativo e próximo da música contemporânea de vanguarda. Bem-humorado, ao ouvir o pedido para que tocasse um standard do jazz, o compositor demonstrou personalidade: "Vou tocar um standard meu". Já o veterano Gaudêncio Thiago de Mello, manauense radicado nos Estados Unidos, decepcionou aqueles que não o ouviam há muito tempo. Nem as presenças de bons músicos do Rio de Janeiro, como o saxofonista Idriss Boudrioua e o pianista Haroldo Mauro, salvaram a desalinhavada apresentação do percussionista, que não se deu ao trabalho de ensaiar seus sambas.

Folha de S. Paulo

Nona edição do Búzios Jazz & Blues esquenta o inverno de Búzios
Por Redação

A nona edição do Búzios Jazz & Blues acontece entre os dias 26 e 29 de julho em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. Os músicos se apresentarão nos palcos do Chez Michou, do Pátio Havana e na Praça Santos Dumont, no Centro da cidade. Participam do festival Eric Gales, Blas Rivera, Bobby Lyle, Marcos Valle e Big Joe Manfra, além dos grupos, Azymuth, Funk Como Lê Gusta, Bossacucanova, Memphis La Blusera e Garrafieira. O 9º Búzios Jazz & Blues aposta na diversidade musical e apresenta, além do jazz e do blues tradicional, releituras do samba-jazz-funk-soul. As apresentações no Chez Michou e na Praça Santos Dumont são gratuitas. Para os shows no Pátio Havana, a reserva deve ser feita com antecedência pelo telefone (22) 2623-2169. O festival acontece desde 1998. Criado e organizado pelo grupo Chez Michou, apresentou, ao longo de suas oito edições, músicos como Stanley Jordan, Fito Paez, Vernon Reid, Kurt Brunus, Ray Moore, Berna rd Purdie, Celso Blues Boy, Yamandú Costa e Ed Motta, entre outros importantes artistas nacionais e internacionais. O 9º Búzios Jazz & Blues conta com o patrocínio da TIM. Realização do Grupo Chez Michou. Veja a programação em: http://www.gentepraias.com.br/exibe_subnoticia.php?codcol=237&id=FarfalFaFarfalFa .

Max Press

Última chance para o LG Music Festival
Por Laboratório Pop - Redação

Vai até o dia 5 de agosto o prazo para inscrições no 1º LG Music Festival. Bandas e DJs de todo o Brasil podem se inscrever no site do evento para as categorias pop/rock e música eletrônica, respectivamente. Ao todo, três etapas classificatórias, em São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro vão definir os finalistas.

A cada etapa, cinco pré-selecionados de cada categoria se apresentam e dois DJs e duas bandas se classificam para a final. A banda vencedora da categoria pop/rock vai abrir o show de uma grande banda nacional e ainda ganha a gravação de um CD e um Home Theater Wireless.

Já o DJ vencedor da categoria música eletrônica ganha uma viagem com acompanhante para Londres, a gravação de um CD e um Home Theater Wireless. O segundo e terceiro lugar de ambas as categorias leva um Home Theater e um MP3 player de 1 GB.

Confira o calendário de festival:
05/08 - Último dia para inscrições.
10/08 - Divulgação dos pré-selecionado s
16/08 - Classificatória São Paulo, no Tom Brasil.
26/08 - Classificatórias Rio de Janeiro, no Claro Hall.
13/09 - Classificatórias Porto Alegre, no Bar Opinião.
30/09 - Final, em São Pauo, no Credicard Hall.
Site para inscrições: www.lgmusicfestival.com.br .

Music News

Screening Meeting do Grammy Latino em São Paulo
Por Thomaz Rafael

Na última segunda-feira (dia 24), jornalistas e experts na área de produção musical se reuniram no Hotel Trianon Paulista, em São Paulo, para a realização do Screening Meeting do Grammy Latino 2006. A reunião contou com cerca de 20 profissionais, incluindo Gabriel Abaroa (foto), presidente do Grammy Latino.

O chairman do meeting foi o jornalista Antonio Carlos Miguel. Luis Antonio Giron, Helio Costa Manso, Marco Mazzola, Alexandre Wesley e João Marcello Bôscoli estiveram entre os participantes. Já o jornalista Toninho Spessoto foi o chairman da categoria gospel, cujos artistas inscritos tiveram suas categorias verificadas por Joel Sant'Ana, Ricardo Carreras, Laudeli Leão e Mauricio Soares.

No Screening Meeting, todos os produtos inscritos para o Grammy Latino são conferidos, a fim de que haja a confirmação de que foram selecionados nas categorias corretas. Em agosto, os mais de 4 mil membros votantes do LARAS escolherão os indicados para o Grammy Latino 2006. O anúncio dos indicados será feito em setembro e a grande festa da música latina será realizada então no dia 2 de novembro, no Madison Square Garden, em Nova York.

Sucesso!

Ed Motta, bem jazzista, no projeto Vozes

Por Adriana Del Ré

O jazz está enraizado na formação musical do carioca Ed Motta. É uma de suas tantas influências. E o músico finalmente vai poder explorá-lo do seu jeito dentro da série Credicard Vozes, no show que apresenta hoje e amanhã, no Bourbon Street.

A essência do projeto é justamente essa: deixar o artista convidado livre para escolher o repertório que bem desejar e, de preferência, nunca apresentado por ele em show algum.

Ed Motta está adorando a idéia. Segundo o músico, este será um terceiro formato de show seu. Ou um projeto paralelo aos dois que já tem na manga. "É que no Brasil eu sempre faço um show mais pop e, desde 1992, tenho um outro tipo de projeto para turnês no exterior", detalhou ele, em entrevista por telefone ao Estado, direto de Londres, na semana passada.

"Fora do Brasil, apresento um espetáculo mais ligado aos discos Aystelum (seu mais recente, lançado no ano passado) e Dwitza (de 2001). Canto músicas sem letras, uso a voz como instrumento. É um formato de show muito bem aceito pelo público estrangeiro", confirmou Ed.

O cantor estava na Inglaterra, prestes a retornar para o Brasil, depois de uma temporada de dois meses de shows pela Europa. Aproveitou este ano para rodar também pelas cidades do interior da Inglaterra, o que o tornou mais conhecido por aquelas bandas. "Está pop total, estou precisando usar óculos escuros", brincou. "Não tem essa de óculos escuros, me recuso a usá-los", fez questão de retratar-se na seqüência.

Ed acabou ficando na Inglaterra mais tempo do que planejava, por conta dos constantes cancelamentos dos vôos da Varig, companhia área com a qual voltaria ao Brasil. O que lhe causou prejuízos. "Tem uma loja de discos aqui perto do hotel e vou lá todo dia", justificou Ed, assumidamente um consumidor voraz de LPs e CDs.

Mas com a banda já entrosada, ele disse não estar preocupado com ensaios para o show. "Já está tudo ensaiado." E outra: a essência do jazz é o improviso. No repertório para o show no Bourbon, já previa algumas músicas básicas, como Maiden Voyage, de Herbie Hancock, Goodbye Pork Pie Hat, de Charles Mingus, Naima, de John Coltrane, Invitation (clássico dos anos 40, de autoria do compositor russo Bronislaw Kaper, radicado nos EUA), entre outros standards do jazz.

"Invitation é um dos temas mais tocados pelos pianistas, hoje em dia, no mundo todo, e eu gosto dessa coisa dos pianistas também".

O Estado de S. Paulo

Até Elis homenageia Jair Rodrigues

Por Redação

(Rio) - Cantor versátil, Jair Rodrigues, 67, será reverenciado por artistas de vários gêneros e idades hoje à noite, no Teatro Municipal do Rio, na entrega do Prêmio Tim de Música. A lista dos 16 cantores dirigidos pelo maestro Rildo Hora vai de Rappin" Hood a Dona Ivone Lara.

Além de uma especial: Elis Regina (1945-1982). "Graças à tecnologia, Elis e Jair cantarão juntos "Upa, Neguinho'", conta Hora. "Ele é o vozeirão do Brasil. Canta tudo e tem um dó natural lá em cima". Rappin" Hood mostrará sua versão para "Zig Zag". Lulu Santos vai de "Deixa Isso pra Lá".

Os outros convidados atuarão em duplas, como a de Zeca Pagodinho com a cantora e instrumentista Nilze Carvalho. Eles cantarão "Tristeza". "É um hit internacional. O "lalaiá" de "Tristeza" é conhecido no mundo todo", diz Carvalho.

Entre os encontros de gerações, está o de Roberta Sá, 25, com o sambista paulista Germano Mathias, 72. Eles cantarão "Guarde a Sandália Dela", música de Mathias que Jair transformou em sucesso. "O que acho mais interessante é homenagear um intérprete masculino, algo que nem existe na minha geração. Normalmente, os compositores são homenageados", afirma Sá.

Alcione, que fará par em "O Conde" com o jovem Diogo Nogueira, filho de João Nogueira, vê Jair quase como padrinho. "Jair foi me ver cantar na noite de São Paulo e me chamou para gravar. Eu disse que queria morar fora um tempo. Ele falou que eu podia procurá-lo quando voltasse. Fiz isso e, graças a ele, fiz meu primeiro disco."

Mart'nália dividirá "Orgulho de um Sambista" com Dona Ivone Lara, a quem conhece desde criança, época em que também foi apresentada a Jair. "Ele é a felicidade acima de tudo. Mesmo em uma canção triste, ele mostra um sorriso". Os filhos do cantor também participarão do show: Jair de Oliveira, com Simoninha, e Luciana Mello, com Toni Garrido. A outra dupla é Chitãozinho & Xororó. Jair terá um bloco próprio no fim da festa.

Folha de S. Paulo

Tom Jobim homenageado com livro-agenda
Por Beto Feitosa

Depois do sucesso dos livros-agendas Vinícius de Moraes e Chico Buarque, Tom Jobim foi o escolhido para a edição 2007 da coleção Anotações com arte. O projeto criado pelo empresário e produtor artístico Fred Rossi já completa quatro anos. Um dos motivos para a escolha de Tom Jobim é também o fato de 2007 marcar os 80 anos do nascimento do nosso maestro soberano. O lançamento está marcado para setembro.

Ziriguidum

Claudio Celso - "Swell A Brazilian Cool Jazz Experience"

Por MUBI - Música Brasileira Independente

O que as lendas do jazz Jaco Pastorius, Chet Baker e o baterista Billy Hart tem em comum? Todos eles já tiveram o auxilio luxuoso do guitarrista Claudio Celso. Durante 25 anos, Cláudio morou nos Estados Unidos, onde construiu sua carreira e forjou o seu estilo, uma fusão perfeita de técnica impecável com raizes profundas no jazz, sensibilidade a flor da pele e antenas ligadíssimas nos sons do Brasil e do mundo.

[Swell] tem tudo isso e muito mais. Composições próprias inspiradas e releituras beirando a perfeição. A faixa título e [Tudo Azul em Monicaland] vem com sutis toques de bossa nova, [Bye Bye Brasil] composição de Chico Buarque, ficou sensacional, banhada na águas do Be-Bop. Outra boa surpresa de [Swell] está na faixa [Hades] com clima misterioso e melodia linear evidenciando os arpejos da guitarra de Cláudio. O CD tem ainda convidados muito especiais. Léa Freire(flauta), Swami Junior(violão), Daniel D'alcantara(flügelhorn) e Beto Caldas(vibrafone). [Swell], lindo e arrebatador.

Mais informações: www.mubi.com.br .

Music News

Prêmio TIM presta hoje tributo a Jair Rodrigues
Por Beatriz Coelho Silva

O cantor Jair Rodrigues era só felicidade, semana passada, nos ensaios do 4º Prêmio TIM de Música, que será entregue hoje no Teatro Municipal do Rio. Ele é o homenageado deste ano e vai cantar com os filhos, Jairzinho e Luciana Menezes, sozinho e, graças à tecnologia, fará dueto com Elis Regina em Upa, Neguinho.

Além disso, Lulu Santos fez uma versão para Deixa isso pra lá, e cantoras de várias gerações, de Dona Ivone Lara a Roberta Sá e Nilze Carvalho, vão cantar seus sucessos. Alcione, Rapipn'Hood e Chitãozinho e Xororó também estão no roteiro e o maestro Rildo Hora trabalha há meses nos arranjos.

"É a primeira vez que homenageamos um cantor. Nas outras edições foram sempre compositores (Ary Barroso, Lulu Santos e Baden Powell). Jair Rodrigues foi escolhido por seus mais de 40 anos dedicados à música brasileira de todos os gêneros, do samba ao sertanejo", justifica o criador do prêmio e diretor da festa, José Maurício Michline. "Além disso, é muito alto-astral. Se fosse para defini-lo em uma palavra, eu diria que seu nome é alegria".

Quanto às 35 categorias do prêmio, críticos e músicos que formam o júri concordaram com o público e dois cantores populares, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho, são campeões de indicações, quatro cada um. Ele com o CD À Vera, de músicas inéditas, e ela com o CD Que Falta Você me Faz, com músicas de Vinícius de Moraes, e o DVD Tempo Tempo Tempo Tempo, que comemorou seus 40 anos de carreira.

Foram 700 CDs e 104 DVDs inscritos. Desses saíram três finalistas para cada categoria. O melhores serão conhecidos hoje à noite.

O Estado de S. Paulo

Novo disco de Marina já está no forno...

Por Mauro Ferreira

Esta é a capa do novo disco de Marina Lima, Lá nos Primórdios, nas lojas a partir de 4 de agosto, com distribuição da EMI. Gravado em estúdio, o CD teve origem no incensado show Primórdios, apresentado pela cantora no ano passado, em São Paulo, com direção de Monique Gardenberg. Marina mistura no álbum releituras de seu próprio repertório ($ Cara, Difícil, Meus Irmãos), regravação de um samba de Chico Buarque (Dura na Queda), cinco inéditas (Que Ainda Virão, Ana Bella, Valeu, Três e Entre as Coisas) e versão de música de Laurie Anderson (Beautiful Red Dress, rebatizada Vestidinho Vermelho). Trata-se do primeiro trabalho fonográfico da artista desde seu fracassado Acústico MTV, editado em 2003.

O Dia

Tutu só toca MPB
Por Lauro Lisboa Garcia

Quem quer dançar música brasileira em São Paulo encontra poucos DJs e casas noturnas interessados em investir na excelência e diversidade do repertório nacional. As opções são festas fechadas, como o Projeto Nacional - A Nova Música do Brasil, que o Studio SP (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, tel. 11 3817-5425) realiza às quintas, com o DJ Tutu.

Codinome de Arthur de Moraes Batusanschy, 29 anos, Tutu faz da discotecagem um projeto de educação musical. "A resistência parte da ignorância em relação à música", diz Tutu. "O mauricinho e a patricinha que acham que entendem de música vêm com aquele papo: 'Ah, você toca música brasileira, então tem que tocar Seu Jorge'. Não, eu não tenho que tocar Seu Jorge." Os menos informados pedem o óbvio de Tim Maia e Jorge Ben. "É um trabalho de formiguinha formar público, mas hoje vejo o resultado."

Paulistano, psicólogo formado pela PUC, Tutu começou gravando fitas cassete para toca r nas festas da faculdade. "Quis provar que é possível fazer uma festa só com música brasileira e não se entediar, evitando a vulgaridade do axé, pagode e funk carioca", diz Tutu, que também abomina o trash 80's. "Bato o pé em relação à qualidade." Seus favoritos: Clara Nunes, Marcos Valle, João Donato e Gal Costa.

Jornal da Tarde

Zé Geraldo entre o mato e o rock
Por Beto Feitosa

Conhecido nos festivais de música dos anos 70, o cantor e compositor Zé Geraldo lança o primeiro DVD de sua carreira, Um pé no mato um pé no rock. Em dois momentos distintos, o show mostra a dupla face da música de Zé Geraldo, uma de caráter mais caipira, outra ligada ao rock.

Gravado no teatro do Sesc Pompéia em 2005, o DVD passa a limpo 30 anos de carreira em 19 músicas. O conjunto vale como dois shows. No primeiro a música caipira de sua terra natal, zona da mata de Minas, domina em arranjos que privilegiam instrumentos como os violões, a flauta e o acordeão.

Zé Geraldo recebe para uma participação especial o compositor Renato Teixeira, que canta com ele Lua curiosa. Quando põe o pé no rock as guitarras tomam conta e marca o reencontro com Aroldo Santarosa, que acompanhou Zé Geraldo durante muito tempo e está radicado nos Estados Unidos, de onde veio especialmente para participar da gravação.

O cantor ainda recebe visitas de Alex andre Lima (banda Manimal) e de sua filha, a cantora Nô Stopa, em Terceiro mundano. "Se você pensa que eu to batido, malandro, eu vou é começar do zero", anuncia antes de engatar a inédita To zerado.

A voz rouca, característica de Zé Geraldo, passeia pelo mato e pela cidade revivendo 30 anos de carreira. O DVD Um pé no mato um pé no rock é o primeiro lançamento do selo criado pelo compositor, Sol do Meio Dia, com distribuição Unimar Music.

Ziriguidum

Intérpretes roubam a cena dos compositores

Por Redação

O 9º Prêmio Visa de Música Brasileira, realizado pela Rádio Eldorado, é dedicado aos compositores, mas quem ganhou relevo na segunda eliminatória, anteontem no Sesc Vila Mariana, foram os intérpretes. Ceumar, Fabiana Cozza, Mariana Nunes, Celso Sim e Ilana Volcov deram brilho e colorido especial às canções de Leandro Medina, Vitor Santana e Mário Sève.

O toque de contraste ficou com Totonho e os Cabra, não apenas no quesito vocal, mas pela sonoridade mais tosca, com programação eletrônica e guitarra, e pelo senso de humor. Antes mesmo de se apresentar, Totonho já chegou fazendo troça quando a mestre-de-cerimônias Roze de Oliveira lia seu currículo, em que consta que ele fora vendedor de buchada de bode na infância. Depois de um tempo nessa função, ele acabou bodeado.

"Porque tinha um código em casa: quem não vendesse tinha de comer a buchada", disse provocando gargalhada geral. Sem perder o fio da navalha verbal, foi rápido na respo sta quando Roze perguntou sobre seu processo de criação, fazendo trocadilho com a produção dos caprinos.

"Componho muito a partir das palavras, vou tangendo elas, vou formando rebanhos, mas nenhuma ovelha pula a minha cerca, porque passo a peixeira nelas", arrematou. Já no show, provocou nova onda de risos quando, por exemplo, soltou um mugido no meio daquela que apresentou como "uma música triste": Abalada. Totonho e seus "cabra" (violão, baixo, guitarra e programações eletrônicas) abriram o set com o coco eletrônico sideral Jaspion do Pandeiro.

Nas outras, o compositor expôs sua verve poética inusitada em versos como "os tubarões de Pernambuco não toleram surfistas" (da ciranda Nhén Nhén Nhén) ou "o curandeiro é o hospital mais perto de um brasileiro" (do rock funkeado Pajé).

Antecedendo as apresentações, o programa começou com a voz de Roze em off dizendo um texto em homenagem ao ator Raul Cortez (morto na noite anterior) e um único foco no centro do palco onde ele repres entou Rei Lear.

A parte musical abriu com belas vozes femininas, interpretando canções de Leandro Medina. Com graça e doçura contagiantes, a mineira Ceumar foi a primeira a pisar no palco e depois se confessou nervosa com a responsabilidade de ser a primeira da noite.

Cantou lindamente Não Sai de Mim (que traz referência a Chega de Saudade) e Mina Banto, abrindo caminho com delicadeza para Fabiana Cozza, muito à vontade, receber o santo em Xangô te Xinga e Pretinha, cheias de uma sensualidade baiana, com voz firme, encorpada e macia ao mesmo tempo.

O Estado de S. Paulo

Todas as Notas

 

Programa "Ensaio" apresenta as histórias e a musicalidade de Rolando Boldrin, no sábado (22/07)
Por Assessoria de Imprensa da RTV Cultura

O programa "Ensaio", da TV Cultura, apresentado por Fernando Faro, que irá ao ar no sábado (22/07), às 23h45, recebe o apresentador do Sr. Brasil, Rolando Boldrin. No programa, Boldrin conta como a música o acompanha desde os sete anos de idade, quando morava em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. O apresentador fala ainda sobre suas origens musicais e literárias, como Guimarães Rosa e Vinicius de Moraes, e relembra de suas parcerias com grandes compositores populares brasileiros, incluindo Adoniran Barbosa e Chico Buarque. Também ressalta a admiração por Catulo da Paixão Cearense e pela literatura de cordel de Patativa do Assaré. "Tamborim", do amigo Plínio Marcos, foi a primeira peça de teatro em que atuou. Quando fala de música de raiz, defende a música brasileira pura, em todos os sentidos, e alerta para a diferenciação que deve haver entre música caipira e sertaneja de alto consumo. Boldrin também comenta sobre seu pro grama que, segundo ele, mostra o universo maior que é o cantador brasileiro. Mais informações: www.tvcultura.com.br .

Music News

Festival chega à sua maioridade entretendo seis capitais brasileiras
Por Primeira Página Assessoria de Comunicação e Evento

Quando o Jazz Festival surgiu, em 2001, seu alcance era restrito à cidade de Belo Horizonte. Agora, em sua edição 2006, o evento leva o jazz de raíz a seis capitais brasileiras: Curitiba (Teatro Regina Vogue, 15 e 16 de agosto), Brasília (Teatro Nacional, de 15 a 17), Belo Horizonte (Palácio das Artes, 17 a 19), Recife (Teatro Santa Isabel, 19 e 20), Rio de Janeiro (Teatro Carlos Gomes, 21 a 23) e São Paulo (Teatro das Artes, de 21 a 23). Entre suas atrações figuram estrelas como Ray Gelato Giants, que tocou no casamento de Paul McCartney; Judy Carmichael, rainha do swing ao piano; a música negra dos argentinos do Antigua Jazz Band; a harmonia e o humor do Perfect Gentleman; a interpretação das divas pela uruguaia Maria Noel Taranto; e o swing dos anos 20 e 30 do All Stars Band. Confira a programação completa Jazz Festival e serviço pelo site: www.jazzgerais.com.br .

Music News

João Donato no programa Todamúsica da Rádio Cultura AM (1200 KHz)
Por Assessoria de Imprensa da RTV Cultura

O jornalista e apresentador Vilmar Bittencourt mostra a segunda parte da entrevista que João Donato concedeu ao programa Todamúsica. Neste programa, João Donato fala de sua trajetória na música, com passagem nos Estados Unidos, onde tocou em boate com músicos latinos e gravou vários álbuns. Com mais de 50 anos de carreira, João Donato também se mostra um artista atento à música de seu tempo, ao falar do pop nacional e das parceiras realizadas com Marisa Monte, Marcelo D2 e Fernanda Abreu. "Eu gosto de música pop também. Esses que eu gosto de ouvir também gostam de mim. Fernanda Abreu me telefona pra gravar, Marcelo D2 também, a Marisa Monte... (João Donato)".

Serviço:
Programa Todamúsica - Quarta-feira - 26.07.2006 - 18h
Rádio Cultura AM de São Paulo (1200 KHz)
Reapresentação: sábado, 29 de julho, às 15h
Apresentação e produção: Vilmar Bittencourt Mais informações: www.tv cultura.com.br/radioam/ .

Music News

Manaus estréia seu 1º festival de jazz
Por Carlos Calado

Palco de concertos sinfônicos e óperas, o centenário teatro Amazonas vai se abrir para a modernidade dos improvisos do jazz. Começa hoje, em Manaus, a primeira edição do Festival Amazonas Jazz, que exibe até domingo atrações internacionais e instrumentistas do primeiro time nacional. Mesmo com o cancelamento da vinda do trompetista norte-americano Terence Blanchard, a programação do evento inclui nomes conceituados na cena jazzística. Além do pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, destacam-se também duas revelações do jazz nova-iorquino: o baterista e compositor John Hollenbeck, líder do Claudia Quintet, e o saxofonista Jimmy Greene, que vai se apresentar pela primeira vez no Brasil. Quem abre a noite de hoje, no teatro Amazonas, é o trompetista norte-americano Steve Mostovoy, que se apresenta com a Amazonas Band. O programa inclui ainda o quinteto do saxofonista paulista Vinicius Dorin e o Pife Muderno, grupo liderado pelo flautista ca rioca Carlos Malta, convocado à última hora para substituir Terence Blanchard. O elenco destaca também a Banda Mantiqueira, os violões do Duofel, o trio do baterista gaúcho Nenê e o percussionista amazonense Thiago de Mello, que vive há décadas nos EUA, além de várias atrações locais. Todos os concertos do festival, tanto no largo de São Sebastião, ao ar livre, como no teatro Amazonas, são gratuitos. Organizada pelo maestro Rui Carvalho, a programação do evento oferece também uma série de workshops e palestras, que se dirigem a instrumentistas, estudantes e professores de música, além de uma mostra de filmes de cineastas como Clint Eastwood e Spike Lee, que abordam o universo do jazz. "Queremos abranger uma certa transversalidade inerente ao discurso jazzístico", explica o diretor artístico e pedagógico do evento, referindo-se também à exposição "Inspired by Jazz", que vai exibir pinturas do norte-americano Stephen Henriques inspiradas na linguagem desse gênero musical. Prod uzido pela Secretaria Estadual de Cultura, o festival não pretende apenas introduzir a cidade de Manaus no roteiro dos festivais internacionais de jazz. Busca também promover o Estado do Amazonas como destino cultural. "Há um movimento musical e artístico efervescente no Estado. E o jazz é mais um ponto para ampliarmos essa ação", diz Robério Braga, secretário da Cultura, observando que o festival integra um conjunto de eventos regulares realizados em Manaus, como os festivais de ópera, cinema e quadrinhos.

Folha de S. Paulo

Todas as Notas II

Festival traz tropa de choque de sopros
Por Irineu Franco Perpetuo

Campos do Jordão recebe, nesta semana, a tropa de choque da melhor orquestra do mundo. O Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim faz duas apresentações no Festival Internacional de Inverno. Hoje, eles são convidados da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob a batuta de seu regente titular, o suíço Karl Martin. Sem a flauta de Michael Hasel (porque a peça só tem quatro instrumentos solistas), o grupo toca a "Sinfonia Concertante K. 297b", do compositor-tema do festival, Mozart. O programa é complementado por duas sinfonias de compositores russos (já que a música daquele país é outro tema do festival): a "Clássica", de Prokofiev, e a "Sinfonia em Dó Maior", de Stravinski. No sábado, já com a formação completa, o conjunto se apresenta no Palácio Boa Vista. No programa, mais obras do mestre do classicismo austríaco, cujo 250º aniversário é celebrado neste ano: ao lado de autores russos como Edison Denissov (1929-1996) e Andr ei Rubtsov, de 24 anos de idade, serão executadas transcrições de Hasel de peças de Mozart para órgão mecânico. "Como Mozart não escreveu obras originais para nossa formação, apelamos para transcrições", explica o clarinetista Walter Seifarth. "O festival nos pediu também obras da Rússia, o que não foi fácil, porque o repertório deles para quinteto de sopros é muito pequeno". Chamada de "Três Estados de Espírito", a peça do jovem Rubtsov é constituída por três movimentos de título sugestivo: "Vazio", "Tristeza" e "Frivolidade". O grupo travou conhecimento com ela durante uma turnê pela Venezuela.

Folha de S. Paulo

Leny Andrade, Romero Lubambo e a bossa
Por Redação

A cantora Leny Andrade e o violonista Romero Lubambo já se cruzaram em muitas esquinas, norte-americanas inclusive (onde Leny morou e Romero ainda mora), mas somente em 1994 registraram o primeiro trabalho conjunto, Coisa fina (Perfil Musical). Mais de dez anos depois surge uma nova parceria, Lua do Arpoador (Biscoito Fino, 2006), outro belo passeio pelas ruas, avenidas e paisagens da inesgotável bossa nova, onde se fundem o canto jazzístico e noturno de Leny e violão discreto e virtuosístico de Romero. Responsável pela escolha do repertório do disco, Leny chamou o passado clássico, mas não esqueceu de buscar novidades. Dos compositores da primeira geração da bossa nova, Leny e Romero recriaram Tom Jobim ("Triste"), Carlos Lyra ("Influência do jazz") e Baden Powell ("Violão vadio", cuja letra é de Paulo César Pinheiro). Vieram a seu reboque uma parceria rara entre Ivan Lins e Gonzaguinha ("Desenredo (G.R.E.S. Unidos do Pau Brasil)") , Toots Thielemans ("Bluesette"), Toninho Horta ("Aqui, oh!") e Moacyr Luz ("No pedaço", letra de Sérgio Natureza, e "Mandingueiro", letra de Aldir Blanc). No mais, o CD traz as inéditas "Beijo distraído" (Durval Ferreira e Regina Werneck), "Assim não dá" (Kleber Jorge e Regina Werneck), "Lua do Arpoador" e "Quando você não vem" (ambas da dupla Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza).

Gafieiras

Chico Buarque começa turnê de "Carioca" em 30 de agosto
Por Redação

Chico Buarque estreará a turnê de seu novo disco, "Carioca", no dia 30 agosto, no Tom Brasil - Nações Unidas, em São Paulo. A princípio, a excursão deverá seguir até junho de 2007, incluindo outras sete capitais brasileiras, entre elas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Recife. Nos últimos 30 anos, o cantor e compositor realizou apenas quatro temporadas. Nesta, deverá privilegiar o repertório do novo trabalho, que inclui as canções "Subúrbio", "Outros Sonhos" e "Ela Faz Cinema", além de músicas de sua autoria nunca antes interpretadas ao vivo, como "Mambembe". Em São Paulo, Chico Buarque permanecerá em cartaz durante três semanas, de quinta a domingo. A venda de ingressos começa no próximo dia 24, e os preços variam de R$ 80 (setor 3) a R$ 160 (camarote). Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteria do Tom Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio), de seg. a sáb., das 12h às 22h, e dom. e f eriados, das 12h às 20h; ou pelo telefone 0/xx/11/2163-2000. Outros pontos-de-venda e compra pela internet podem ser consultados nos sites www.tombr.com.br e www.ingressorapido.com.br .

Folha de S. Paulo

Chico inicia turnê em agosto por Sampa
Por Mauro Ferreira

No embalo do lançamento do CD Carioca, Chico Buarque já agendou sua volta aos palcos em turnê nacional que passará, em princípio, por sete cidades brasileiras. A estréia nacional do show Carioca será em 30 de agosto, na casa Tom Brasil, em São Paulo. No repertório, além das músicas do disco, temas que o compositor nunca cantou ao vivo - como Mambembe, da trilha do filme Quando o Carnaval Chegar (1972) - e uma canção de Lamartine Babo, Voltei a Cantar, que abre o roteiro anunciando o retorno de Chico aos palcos. A banda que acompanhará Chico (à esquerda, em foto de Bruno Veiga) é a mesma de sua última turnê, estreada no Rio de Janeiro em 1999 com o show As Cidades: o maestro, arranjador e diretor musical Luiz Claudio Ramos (violão), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros). Hélio Eichbauer e Maneco Quinderé a ssinam, respectivamente, cenário e iluminação do show. Marcelo Pies, os figurinos. A temporada do cantor na casa Tom Brasil será, em princípio, de três semanas. Os ingressos começam a ser vendidos na segunda-feira, 24 de julho.

O Dia

Klébi Nori no Crowne Plaza

por Assessoria de Imprensa

Nos dias 03 e 10 de agosto (quinta-feira), Klébi Nori estará no Teatro Crowne Plaza (São Paulo) apresentando show com sucessos dos seus 4 CDs e músicas inéditas.
  
Teatro Crowne Plaza
Rua Frei Caneca, 1360 - SP
Reservas:(11) 3289-0985 |
Ingressos:R$ 20,00 (estudantes e maiores de 60 anos pagam meia)
Horário: 21 h
   
Acesse o site oficial de Klébi, ouça todas as músicas e assine o livro de visitas

Fraude em tom maior

Por Sérgio Martins

Em outubro do ano passado, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) anunciou a criação do Concurso Internacional de Piano Villa-Lobos. Com prêmios de até 30.000 dólares, o concurso atraiu a atenção de pianistas do mundo inteiro.

Em meados de maio, os vinte finalistas foram anunciados. Mas agora, às vésperas das audições que vão determinar o ganhador, surgem indícios de que a seleção foi um processo fraudulento, em que o talento dos participantes ficou em segundo plano.

Antigos amigos e colaboradores, o pianista israelense Ilan Rechtman, ex-diretor do festival, e o maestro brasileiro John Neschling, diretor artístico da Osesp, agora trocam acusações. A história que emerge desse tiroteio é feia: mostra que o sigilo das inscrições foi quebrado, que alguns músicos foram protegidos e que notas foram manipuladas para que se criasse um time de competidores que parecia "adequado" à organização do evento.

O processo de escolha dos finalistas teve início em abril. O musicólogo americano Jeffrey Moidel e o pianista brasileiro Gilberto Tinetti foram contratados para analisar cerca de 100 gravações. Eles concluíram essa avaliação por volta do dia 20 - e logo em seguida começou a confusão.

A Osesp demitiu Ilan Rechtman de seu cargo no dia 23 e, numa nota oficial divulgada na quinta-feira passada, diz que Rechtman incorreu em graves irregularidades: mudou a ordem da classificação feita por Tinetti e ainda telefonou para os candidatos brasileiros Luiz Gustavo Carvalho, Sérgio Monteiro e Nivaldo Tavares dizendo a eles, antes do anúncio oficial, que estavam na finalíssima (o que no fim não aconteceu).

Em entrevista a VEJA, Rechtman confirma que mexeu na lista de Tinetti. Mas acrescenta que fez isso porque o veterano pianista brasileiro confessou ter privilegiado amigos. Segundo Rechtman, Tinetti sabia de quem eram várias gravações que, em tese, deveriam ser identificadas apenas por um código. "Por outro lado , ele pôs em posição muito baixa pianistas que já ganharam algumas das maiores competições do mundo", diz Rechtman.

Outro conflito envolve o americano Jeffrey Moidel. Depois do anúncio oficial dos finalistas, ele comparou os nomes com suas anotações. "Percebi que meu trabalho não foi levado em conta. Pianistas a quem eu dei pontuação baixíssima estavam entre os finalistas", diz Moidel. Ele aponta um fato escandaloso: o CD da candidata russa Irina Chkourindina tinha indícios de que a gravação foi editada. Por causa disso, ela deveria ter sido eliminada - mas se classificou.

Neschling diz que desconsiderou o trabalho de Moidel por dois motivos: ele se hospedou no apartamento de Ilan Rechtman em São Paulo, o que o poria em suspeita, e deixou de cumprir com todas as formalidades do processo de seleção.

Veja

Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc e Vinicius Dorin lançam CD no SESC Vila Mariana

Por Redação


Lançado em 2005 no Japão, o CD Glow, de Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc e Vinícius Dorin, terá distribuição no Brasil a partir de julho. E para comemorar, eles se apresentam no Teatro do SESC Vila Mariana, dentro da Série Lançamentos, com a participação especial do cantor Jay Vaquer.

Feito sob medida para produtores europeus, o projeto teve início em 2004 quando os três músicos ficaram durante 10 dias em um sítio trabalhando na escolha do repertório, nos arranjos e na concepção. O resultado mistura diferentes gêneros musicais, trazendo composições próprias e novos arranjos e interpretações para canções como If I Ever Lose My Faith (Sting), Tears in Heaven (Eric Clapton e Will Jennings) e Mercy Street (Peter Gabriel).

Entre as composições próprias, serão tocadas Life is Still Around (Arismar do Espírito Santo e Jane Duboc), Children (Vinícius Dorin e Jane Duboc) e Foreign Forest (Vinícius Dorin e Jane Duboc), entre outras.

Jane Duboc (voz, piano e violão), Vinícius Dorin (saxofones, flauta e piano) e Arismar do Espírito Santo (violão 7 cordas, guitarra e piano) serão acompanhados pelos músicos Thiago Espírito Santo (baixo e violão), Alex Buck (bateria, percussão e piano) e Cleber Almeida (bateira e percussão).

Serviço:
SESC Vila Mariana
Glow - CD de Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc e Vinícius Dorin
Dia 18/07. Terça, às 21h
Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana - São Paulo Informações: (11) 5080-3000
www.sescsp.org.br
0800 11 8220.

Max Press

Chico César e o Quinteto da Paraíba fazem show no SESC Santana
Por ArtePlural Comunicação

O cantor e compositor Chico César leva para o palco do Teatro do SESC Santana a parceria com o Quinteto da Paraíba nos dias 22 e 23 de julho, sábado às 21 horas e domingo às 19 horas. O encontro entre os artistas já resultou no CD De uns tempos pra cá, lançado por Chico em outubro de 2005 (Biscoito Fino).

O repertório do show é baseado neste 6º CD, que comemora 10 anos de carreira do cantor e compositor nascido em Catolé do Rocha, na Paraíba. No show, assim como o CD, o mix entre música popular e erudita se mantém e a banda se apresenta com dois violinos (Yerko Tabilo e Ronedilk Dantas), uma viola (Samuel Spinoza), um violoncelo (Raiff Dantas) e um baixo acústico (Xisto Medeiros), além de Chico César nos vocais e violão.

Durante a apresentação, as canções do repertório formam um roteiro que leva o espectador a um passeio pela música, poesia e trajetória de Chico César. Há composições mais antigas, como Utopia, feita na década de 80, nos tempos em que Chico freqüentava a faculdade de jornalismo em João Pessoa.

Já De uns tempos pra cá, que dá nome ao disco, é mais recente, de 2003. Há ainda a sua releitura para Cálice, de Gilberto Gil e Chico Buarque. Entre uma canção e outra, Chico César recita no show trechos de seu livro, Cantáteis - Cantos Elegíacos de Amozade, lançado também no fim de 2005, pela Editora Garamond. O texto é um único longo poema, que remete ao estilo dos cordéis, escrito em 1993, inspirado na cantora e compositora paulistana Tata Fernandes.

Serviço:
Teatro do SESC Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana - São Paulo
Fone: (11) 6971-8700
Mais informações: www.sescsp.org.br .

Music News

Cumpadre Boldrin: Aquele que mostra os nossos ‘cantadô’
Rosa Minine

Um dos artistas mais autênticos representantes da arte verdadeiramente popular brasileira, Rolando Boldrin, tirou o Brasil da gaveta e está apresentando, pela TV Cultura de São Paulo, o Sr. Brasil, um programa em que aparecem artistas brasileiros, interpretando a mais autêntica música brasileira, de norte a sul do país. O programa revela artistas cujos trabalhos não aparecerem nos programas promovidos pelos monopólios de TV, rádio, e grandes teatros.

Artística e profissionalmente, este ‘cantadô' tem mais de quarenta anos como violeiro, compositor, cantor, ator, apresentador de TV e escritor. Boldrin — que é hoje uma feliz instituição brasileira — tem como seu trabalho favorito o de apresentador de TV, condição que lhe permite fazer aquilo que mais gosta: revelar o Brasil através da arte, mais precisamente, da música, da poesia, da literatura em geral. Atualmente, incorporou no seu trabalho mostras de peças da arte popular brasileira, produzidas por anônimos que esbanjam criatividade.

Nos anos oitenta tornou-se admirado pelo povo com o programa Som Brasil. Mesmo a mais poderosa e sisuda TV ianque — entre as que monopolizam as emissões televisivas em nosso país, a Globo —, por um bom período teve que se render ao talento de Boldrin.

Seu nome, trabalho e o tema de abertura, Vide vida marvada, de sua autoria, permaneceram intactos, inclusive na memória do povo. Praticamente os programas só mudaram de nome, independente das emissoras por onde tenha passado. Foi Empório brasileiro, na Bandeirantes em 1984; Empório Brasil, no SBT, 1989; Estação Brasil, TV Gazeta, 1997; e agora Sr. Brasil, que com menos de um ano de exibição, já ganhou o prêmio de Melhor Programa da Televisão Brasileira, conferido pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes.

Filho de proletários — o pai, operário mecânico e sua mãe, uma dona de casa —, Rolando nasceu em 1936, na cidade de São Joaquim da Barra, SP. Aos dezesseis anos desembarcou na capital paulista para “tentar a vida de artista”. Depois de muita “cabeçada pra cá e trombada pra lá” como diz, trabalhando como sapateiro, garçom, frentista de posto de gasolina e um ano prestando serviço militar, chegou o momento de darem uma chance ao “capiau magrela” do interior, no dizer dele próprio, pleno de humor contagiante.

O primeiro emprego foi na Rádio Tupi, em 1958. Conforme conta, ficou “mostrando os dentes” pelos corredores e fazendo de tudo um pouco, até assinar um contrato profissional para atuar como ator de rádio e TV, na hoje extinta Tupi.

Rolando não parou mais de trabalhar nessa área. Foram várias peças de tele-teatro; do teatro — participando inclusive dos Arena e Oficina, dois importantíssimos projetos brasileiros de teatros na década de sessenta —; novelas na televisão e dois filmes reconhecidos em vários festivais no Brasil e no exterior, rendendo para Rolando o prêmio de melhor ator coadjuvante, em ambos os trabalhos.

Assim, Doramundo, 1978, narra a opressão sofrida por ferroviários. Vinte anos depois o mesmo diretor do primeiro filme, João Batista de Andrade, o convidou para fazer o seu segundo trabalho no cinema, O Tronco, título homônimo do romance de Bernardo Élis, uma história passada no interior de Goiás, em 1919, narrando a disputa pelo poder entre grandes coronéis feudais. Boldrim interpretou um desses poderosos coronéis.

— Sempre fui muito envolvido emocionalmente com as coisas da minha terra, o Brasil, com a fala do homem simples, do brasileiro de todas as regiões: Norte, Sul, Leste, Oeste. Fiz esses filmes porque tratavam de assuntos brasileiros, com personagens tipicamente nacionais — declara.

— É claro que já trabalhei em peças de autores estrangeiros no teatro, como Máximo Gorki, e da mesma forma na televisão, quando atuava como ator profissional que é escalado para um espetáculo ou uma novela. Mas sempre me aprofundei mais quando se tratava de um personagem e uma história que falasse de Brasil e do seu povo — acrescenta.

— Fui o primeiro ator a fazer, na televisão, TV Tupi, o Odorico Paraguaçu, de O Bem Amado, de Dias Gomes. Era mês de junho e a prefeitura de São Paulo havia construído uma cidade colonial no Parque do Ibirapuera, para a realização das festas juninas da cidade. Então, o diretor Benjamim Catan resolveu aproveitar o cenário, onde tinham: prefeitura, fórum, delegacia, bar, e tudo que ele precisava para filmar, em tele-teatro, como se ali fosse um estúdio de televisão. Assim fizemos a primeira externa da televisão brasileira, ainda em preto e branco — revela Rolando.

Desde então

(Continuação)

Rolando conta que desde “menino pequeno”, a partir dos sete anos de idade tem se dedicado à música e mantido um grande interesse pela mais autêntica cultura popular e que não saberia explicar o que poderia fazer na vida, além disso.

— Somente, eu entre meus irmãos, nasci com esse “dom” de artista — ele é o sétimo entre doze irmãos. — Cheguei, inclusive, a formar uma dupla caipira com um deles, quando éramos garotos. Só que ele não prosseguiu, não gostava. Mas não premeditei nada. Fui trabalhando e as coisas acontecendo, sempre com um intenso envolvimento com a cultura popular de um modo geral, não só na música — conta.

— Com dez anos, já me interessava em ler Catulo da Paixão Cearense e outros poetas nacionais. Mas nunca me prendi ao regionalismo. Misturava os escritores mineiros, como Guimarães Rosa, com os nordestinos, como Catulo, que era maranhense e o poeta paraibano Zé da Luz. Assim também na música, com os ritmos: cantava um samba de Moreira da Silva, outras vezes Jorge Veiga, também uma música de Orlando Silva, ou de uma dupla caipira — continua.

— Nunca gostei de ser somente um caboclo do interior, dito caipira, que ficou gostando de música caipira somente. Eu canto e falo muito de minha terra, mas quando falo isso, não estou me referindo à região onde nasci, mas do Brasil inteiro. O caboclo da minha terra, que eu digo, é o homem brasileiro dos interiores. Gosto das coisas brasileiras de todas as partes. Isso pode parecer inexplicável para muitos, mas para mim é bem simples: costumo dizer que sou um encarregado de divulgar o Brasil para o brasileiro — acrescenta.

Esse seu modo se revela principalmente nos programas de televisão e nas músicas que já fez e gravou. Recentemente lançou, pela Intercd, um apanhado de sua carreira: uma ‘gaveta' contendo oito CDs, o que dá um total de noventa musicas e 18 declamações, intitulada Vamos Tirar o Brasil da Gaveta, onde se pode encontrar ritmos diversos, entre as modas de viola, cateretês, toadas e sambas. São composições próprias e de autores conhecidos.

— O meu trabalho é muito diversificado. Gravo um samba de Ary Barroso do mesmo jeito que uma moda de viola, Noel Rosa e também Adoniran Barbosa. Na hora de compor, é assim também: misturo tudo. Isso acontece, acredito, porque tenho um amor e um respeito pelo meu país, pelo meu povo, que ultrapassa os limites da paixão comum. Sou fanático pelo meu povo — confessa Rolando.

— No Som Brasil, por exemplo, eu estava sempre falando ‘minha terra', ‘meu país', e costumava declamar poemas que falavam do amor à terra chão, como um versinho do Catulo, que dizia que depois de Deus, era a terra o ente que ele mais amava. Tratava com tais extremos a terra, sempre boa e agradecida, que aos seus sempre implorava que quando deixasse a vida fosse enterrado de bruços, para estar sempre em soluços, beijando a terra querida — fala Rolando.

Por quase dez anos seu programa esteve fora do ar. Nesse período fez outros trabalhos, shows, mas o programa, o que mais gosta de fazer, ficou na gaveta. Já não queria prosseguir porque, acreditava, tinha feito a sua parte. Até que, de repente, como diz, resolveu tirar o Brasil da gaveta. E esse Brasil não é somente o do Som Brasil ou Sr. Brasil, mas também o Brasil país, da arte escondida pelo monopólio estrangeiro dos meios de divulgação.

O Sr. Brasil

(Continuação)

Segundo Rolando, Sr. Brasil é um programa amplo, aberto e receptivo. Mostra os ritmos e temas regionais brasileiros que a maior parte do Brasil não tem oportunidade de conhecer. Seu grande compromisso é que tudo seja genuinamente brasileiro e bom.

— O programa foi elaborado para cantar o Brasil, sem bairrismos. Com ele, eu quis mostrar, do meu ponto de vista, que a música brasileira não é somente o samba do Rio de Janeiro, por exemplo, que eu respeito muito e também gravo. A arte brasileira consegue ser bem maior, muito mais rica. O Brasil produz muito mais que isso — diz Boldrin.

— Nós tivemos o Luis Gonzaga, que era do Nordeste, e que fez tanto sucesso nas grandes capitais, como qualquer samba de Noel Rosa. Nós temos compositores e cantores no Sul, em Goiás, no Nordeste e em toda parte do país. É isso que eu quero mostrar, não ficar preso às grandes capitais e esquecer o que tem fora delas — argumenta.

— Observo, por exemplo, que por mais aceito que seja o escritor, com todo o respeito que eu tenho a eles, que são maravilhosos, o Nelsinho Motta, o Sérgio Cabral e outros, sempre dão o enfoque para o Rio de Janeiro, como se a música brasileira estivesse somente no Rio. Assim acredito que cometem um erro — continua.

— O mesmo acontece na literatura: o enfoque fica em torno de dois ou três escritores, como se a literatura brasileira se resumisse neles, perdendo-se a noção da grandiosidade da nossa literatura, da nossa cultura popular. Falam de Guimarães Rosa, que foi mesmo maravilhoso, ou de Jorge Amado, e se esquecem que tivemos e temos grandes contistas, poetas, muitos outros escritores estupendos, espalhados pelo resto do país — fala Rolando.

— Por esse motivo, veio o título Som Brasil. Minha intenção era deixar claro que o programa mostraria o som do Brasil, na arte de uma forma geral, em toda a sua amplitude de cultura brasileira. Como não pude manter o nome Som Brasil em outra emissora, hoje é Sr. Brasil, mas o programa é o mesmo — esclarece.

O cenário Brasil

Rolando conta que a novidade que surgiu com Sr. Brasil é o cenário montado com objetos de arte feitos pelo povo, artistas anônimos. A idéia de aproveitar até o cenário para mostrar a arte brasileira em toda a sua plenitude, é antiga, e a de agora é um aprofundamento extremamente oportuno, um detalhe esplêndido da cenógrafa e também produtora do programa, Patrícia Maia.

O fato é que o programa conta com o apoio de muita gente do povo que assiste o trabalho de Boldrin. Porque, quem assiste não apenas gosta, mas se torna um sincero defensor dessa sua linha de trabalho.

— O cenário da Patrícia é montado inteiramente com esses objetos, que nós recebemos de toda parte do país. Ele é nosso, levamos para o estúdio, gravamos e depois guardamos em nosso escritório. Todos os objetos são feitos por artistas populares, até os de alguns deficientes físicos, que produzem essas obras com os pés ou com a boca. Com esse cenário o programa ficou ainda mais rico — diz Boldrin com autoridade.

— São objetos lindíssimos. Entre eles, temos um chapéu, que veio lá de Tocantins, feito de capim dourado que é belíssimo e muito usado para fazer bolsas, brincos e uma infinidade de objetos, muitas vezes vendidos na Europa, enquanto por aqui pouca gente sabe sequer que esse capim existe — explica.

— No natal passado colocamos um ‘papai Noel caboclo', que recebemos, para abrir o programa. Ao invés de chegar conduzindo um trenó, o nosso “papai Noel” vem sentado em uma canoazinha. A imagem tradicional do “papai Noel” não tem nada a ver com Brasil — relata animadamente.

— O programa é o Brasil. Então, lá dentro está o Brasil, em suas expressões culturais de vários tipos, na música, na poesia, no teatro, nas esculturas, nos objetos de arte feitos pelo povo, com muita criatividade. Alguns, produzidos com material reciclável, outros com coisas da natureza, como o coco que é usado para fazer um carro de brinquedo e o capim dourado, um capim que brilha maravilhosamente sem nenhum tratamento — acrescenta.

— O Brasil cantado, o Brasil representado, o Brasil das poesias, o Brasil dos objetos de arte, dos artistas anônimos, dos grandes nomes; é isso que eu gosto de mostrar. Vou alinhavando tudo no programa, fazendo uma colcha de retalhos, como costumo dizer — define Boldrin.

Tem mais: Boldrin e Patrícia fizeram do estúdio um palco de teatro, onde as portas ficam abertas para atores apresentarem monólogos ou encenar parte do seu espetáculo no palco do Sr. Brasil.

— Se alguém quiser apresentar uma peça, desde que tenha a ver com Brasil, é muito bem vindo. Outro dia levei o grande ator Renato Consorte para fazer um monólogo do Paulo Vansoline. Também o Tuca Andrada foi ao programa e encenou uma parte da peça que ele faz sobre a vida de Orlando Silva. Pedi para ele cantar duas músicas do espetáculo e foi maravilhoso. Se o Oscarito estivesse vivo eu o chamaria, com certeza, para se apresentar no palco do programa — fala Rolando com firmeza.

— E falando em Oscarito, não entendo porque fazem esses bonecos do Gordo e o Magro, personagens estrangeiros, para vender em lojas por aqui, enquanto temos os nossos próprios artistas, que igualmente fizeram muita gente rir. Ao invés desses bonecos , por exemplo, poderíamos encontrar um do Oscarito ou do Mazzaropi — diz Rolando.

O povo, seu território, símbolos nacionais consagrados, tudo está presente nos mais variados aspectos do programa, inclusive nas cores da bandeira nacional, usadas para compor o cenário, aparecendo, entre outros, na cortina que abre para começar o espetáculo e na imensa lua azul, ao fundo, lembrando a bola que fica no centro da bandeira brasileira.

Tem uma fala, muito especial para ele, de sua autoria, feita especialmente para o programa, que declama com um sorriso nos lábios:

— Minha terra é a criança pura, boa, inocente, é também o sofrido adolescente, ou então o jovem combativo e sonhador. Em tempo novo, redivivo, eis que o meu país se prepara em tom definitivo, para ser tratado de senhor: senhor Brasil.

O grande trunfo

(Continuação)

Apesar de gostar muito de declamar e cantar, Boldrin deixa claro que o grande trunfo do seu programa não é a sua figura de apresentador ou ‘cantadô', mas os artistas e aquilo que é apresentado por eles.

— Na época do Som Brasil, a Globo me cobrava cantar mais, aparecer mais como o comandante do navio. Eu achava, e continuo achando, que não é assim. Acredito que a minha função é alinhavar um programa onde devo mostrar o melhor da nossa cultura. Sendo assim, não sou eu quem vai ficar aparecendo, como fazia, há anos, o apresentador Moacyr Franco, que tinha o seu programa onde só ele cantava —(risos) — A minha intenção é outra. Na verdade, é mais que uma intenção: é um projeto de vida — expõe.

Ele fica impressionado como o público entende o projeto, o seu programa. Isso aparece na imensa quantidade de correspondências que recebe todos os dias, de pessoas elogiando, dando sugestões e fazendo todo tipo de comentário a respeito do Sr. Brasil.

— A correspondência que nós recebemos hoje é três vezes mais do que no tempo da Globo. Quase todo mundo fala a mesma coisa: “Esse é o verdadeiro Brasil; isso faltava na televisão; parabéns a quem trouxe esse programa de volta”, e muito mais coisas maravilhosas. Isso nos dá ânimo, estamos no caminho certo. Com a quantidade de artistas que tenho para apresentar, dá para fazer mais três programas iguais. No tempo do Som Brasil, eu ia preparando os programas de acordo com os meus conhecimentos, chamando os artistas que já conhecia, tendo que procurar outros... Atualmente, muitos deles nos procuram. Enviam DVDs, CDs, fitas, uma infinidade de materiais gravados — explica.

— Percebo também que estamos no lugar certo: na TV Cultura, que nos dá mais liberdade para trabalhar. Foi bom ter sido lançado pela Globo, porque tem uma penetração muito grande. Mas o programa agora está como se fosse um pássaro em seu habitat, o que na Globo não estaria. Costumo dizer que o passarinho posou no galho certo — acrescenta Boldrin.

Boldrin conta que vários programas têm imitado os moldes da sua criação, em diversas partes do país. Mas para ele isso é maravilhoso, porque acredita que quanto mais gente se inspirar em trabalhos como o Som Brasil, maiores serão os espaços para os artistas da música brasileira, poetas do povo, e todo tipo de artistas populares autênticos aparecerem. E também haverá mais um bom programa na televisão brasileira para o povo assistir.

Elevar o nível

Se tem uma coisa que Rolando Boldrin se preocupa é com o nível, infalível, do seu programa. Há que ser algo popular. Ter qualidade, se elevar para ser merecedor do povo brasileiro. Boldrim já foi obrigado a barrar muitos “artistas”, estrelas apadrinhadas no monopólio da indústria fonográfica e televisiva. Esses, de fato, não cantam músicas verdadeiramente brasileiras, mas fazem ruídos claramente alienados, jingles, barulho colonizado, outras vezes se vestem com peças que fazem parte da cultura de subjugação nacional. Neste caso, estão incluídas as chamadas duplas sertanejas, como Chitãozinho e Xoxoró, e similares.

— O público se identifica com um programa que mostra o nosso Brasil, e dessa forma eu não posso pôr uma pessoa para cantar músicas de Paul McCartney, por exemplo, quando essas duplas sertanejas até isso fazem. E se justificam dizendo que a música é universal. Concordo: é universal, mas justamente porque dentro dessa universalidade cada povo tem a sua cultura, cada povo tem que valorizar a sua cultura — desfere sua lógica certeira.

— Músicas comerciais nunca tocaram em meus programas. Não apresento essas “músicas” de forma alguma, embora não tenha nada contra os seus intérpretes, mas contra o produto que eles vendem. Também não posso receber em meu programa um artista vestido de cowboy americano, porque estaria traindo o público que não merece isso de forma alguma — dispara firme novamente.

Novela América...

(continuação)

— Outro dia me encontrei em um bar, por acaso, com o Bruno, da dupla Bruno e Marrone, e expliquei exatamente isso para ele. Eu nem o conhecia pessoalmente, mas nos apresentamos e começamos a conversar. Eu disse que a imagem dele não é brasileira. É uma imagem de country americano — explica solidário Boldrin.

— Isso também ocorreu com o Sérgio Reis. Ele me cobrou por não ser chamado para cantar no meu programa. Eu então o convidei para fazer meia hora comigo, desde que ele viesse vestido normal, como anda no seu dia-a-dia. Uma camisa, uma calça; enfim, roupa normal de brasileiro, e não o visual texano que usa, para se apresentar em público,— (muitos risos) — e ele não aceitou. Ai não deu, porque não é nada contra ele — que o considero amigo e um grande intérprete, com uma voz linda, suave, e que gravou coisas importantes, e nem contra o seu visual de uma forma geral — mas contra o seu visual no programa. Não posso levar uma imagem de texano para um programa que se propõe a mostrar o Brasil. Ando com roupa normal, então não entendo porque o Sérgio Reis não pode ir vestido normal, como pessoa, como artista — fala convicto.

Segundo Rolando, essa influência cowboy, texana, — que acontece com as tais duplas sertanejas, e com alguns artistas individualmente —, é marcante nos rodeios pelo Brasil, que deixou de ser um encontro de simples caipiras.

— Em Barretos, por exemplo, onde acontece um dos mais famosos rodeios, a festa já não é brasileira, virou americana. Todo mundo vestido de faroeste, por causa da influência americana. Os peões aparecem todos de cowboys, com fivelas enormes, chapelões texanos e tudo mais. Nada característico do peão brasileiro — relata Boldrin.

— Uma vez fiz um desafio a um amigo que insistia em dizer que o peão brasileiro usa esse visual texano, em seu dia-a-dia, principalmente a camisa xadrez, típica americana. Como eu não concordo de jeito nenhum, e tenho certeza que não é verdade, o desafiei a irmos até onde poderíamos encontrar uns peões e assim constatarmos a realidade — conta.

— Sendo assim, uns amigos nos levaram até uma fazenda, onde havia cerca de uns quinze homens envolvidos em um curral, com animais, enfim, em pleno trabalho. E eu ganhei a aposta, porque não tinha um sequer com camisa xadrez. Nem com fivela, chapéu de vaqueiro ou botas de cowboy. Estavam com: camisa simples; chapéu de caipira, com abas pequenas; botinas comuns, chamadas por eles de ‘botinas de gomeira', que são aquelas que tem elástico dos lados, e calça de brim, porque muitos caipiras não usavam nem o jeans que, inclusive, invadiu mais as cidades que o campo — contiunua Boldrin, com seu imenso bom humor.

O artista combate

— Há os artistas que gravam qualquer coisa ruim, comercial, importado, porque não têm compromisso com a cultura, ou porque pensam somente no dinheiro e no sucesso. Infelizmente é assim. Mas existem também outros que resistem mesmo. Lutam em favor da música brasileira, não mudam de forma alguma e impõe seus trabalhos — afirma.

Apesar de muitos pensarem que cultura é sinônimo do que não faz sucesso, daquilo que não vende, de atividade restrita a uns poucos, Boldrin insiste que dá para viver de arte séria. Mas é preciso ser muito bom, artista de fato, dar combate, defender a arte do seu povo, defender sua gente. Ele acaba se impondo sem vender o povo e a autêntica cultura popular. Porque esse é o único caminho brasileiro. E é preciso entender que o povo procura seus artistas verdadeiros, de sua inteira confiança — e que sempre serão os melhores artistas.

— Muitos dos que resistem bravamente, não se tornando submissos para sobreviver, têm gravado de forma independente e vão à luta, distribuindo seus CDs onde se apresentam. É claro, não são conhecidos, mas entram nos espaços possíveis e vão seguindo. Aos poucos, se tornam conhecidos e, assim, eles impõem os seus trabalhos — continua.

E mesmo já aconteceu de um artista fazer um trabalho muito comercial para entrar no mercado fonográfico, onde as cifras falam mais alto. Mas, depois, mostrou a sua verdadeira identidade.

— Foi assim com a Elis: quando começou sua carreira teve que gravar disco com bolero e musiquinhas “jovens” que nada tinham a ver com a grande artista que era. Mas tão logo se firmou, ela resistiu e botou a Elis Regina para fora — recorda.

— Há os que resistem, cantando a música brasileira aqui e lá fora, porque no exterior a nossa música é respeitada. Conheço artistas que já foram umas dez vezes ao Japão cantar música brasileira. Eu mesmo assisti a um show do Milton Nascimento e um outro da Elba Ramalhado, na Europa. Maravilhosos. A Elba cantando com a casa cheia, impondo ritmos nordestinos para os que estavam lá ouvir. Foi sensacional — finaliza Rolando Boldrin.

O programa Sr. Brasil é exibido pela TV Cultura de São Paulo, todas as terças-feiras, às 22 h e aos domingos às 11 h.
Para falar com o programa: www.rolandoboldrin.com.br
Para enviar objetos de arte: Av. José Felix de Oliveira, 1148 - sala 6 - Granja Viana - Cotia - São Paulo. CEP: 06708-415
Tel/Fax: (11) 4702-9134 e 4612-4614.
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1990958

Festival premia novos talentos do rock

por Redação

A LG Eletronics em parceria com a CIE-Brasil lança o primeiro LG Music festival. As inscrições podem ser feitas até 5 de agosto no site www.lgmusicfestival.com.br que traz todas as informações e o regulamento.

Em sua primeira edição o evento conta com etapas classificatórias e premiará bandas e DJs nas categorias pop rock e música eletrônica.

O Estado de S. Paulo

Caetano Veloso lança inéditas em agosto

por !Oba Oba - Thiago Braga

Depois de seis anos sem lançar um disco de inéditas, Caetano Veloso vai quebrar o jejum no fim de agosto deste ano. Ele está terminando as gravações de seu próximo álbum, que duraram dois meses, e se prepara para viajar para Europa, onde fará uma série de shows e participará de um trabalho do compositor italiano Ennio Moricone.

O último trabalho lançado por Caetano contendo músicas inéditas foi "Noites do norte" (2000). Depois, o cantor baiano colocou no mercado "Noites do norte ao vivo" (2001), "Eu não peço desculpa" (2002) em parceria com Jorge Mautner, "A foreing sound" (2004) de standarts anglo-americanos e uma trilha do balé "Onqotô", do Grupo Corpo.

UOL

Novo DVD de Tom tem show e entrevista

por Mauro Ferreira

Através do selo Jobim Biscoito Fino, a gravadora Biscoito Fino promete para agosto o lançamento do DVD Tom Jobim ao Vivo em Montreal, que - além de show realizado pelo compositor no Canadá, em 1986, com a Banda Nova - trará uma entrevista concedida pelo maestro (à esquerda, em foto de Fernando Rodrigues) em 1981.

Com o aval dos herdeiros de Jobim, a Biscoito Fino promete uma edição muito mais caprichada do que a do DVD Tom Jobim Los Angeles - Tour 1987, recém-lançado no mercado brasileiro pela gravadora Movieplay. Neste (desleixado) DVD, o saboroso diferencial é a participação de Gal Costa em cinco das 15 músicas do roteiro.

O Dia

Novo CD de Chico Buarque é o 4º mais vendido em Portugal

por Lusa

(Lisboa) - O disco "Carioca", novo trabalho de Chico Buarque, entrou nesta semana na lista dos mais vendidos da Associação Fonográfica Portuguesa. O álbum - vendido junto com um DVD com os bastidores da gravação no Brasil - aparece em quarto lugar em Portugal.

O trabalho marca a volta de Chico em um disco com inéditas depois de oito anos, desde "As Cidades" (1998). Com arranjos e direção musical de Luiz Cláudio Ramos, maestro de Chico desde os anos 70, e produção de Vinícius França, o CD reúne 12 faixas, sendo que nove são de nova safra. "Carioca", que também é o apelido do cantor na época em que era adolescente e viveu em São Paulo, marca a estréia do músico na gravadora Biscoito Fino.

Outro disco brasileiro, "Balé Mulato", de Daniela Mercury, que já passou pela lista, voltou nesta semana, só que abaixo do 20º lugar. No topo do ranking continua o CD da versão lusa da telenovela "Floribella".

Folha Online

Davi Moraes se apresenta no Sesc Vila Mariana

por Redação

O cantor, compositor e instrumentista Davi Moraes apresenta na próxima terça-feira (11), no Sesc Vila Mariana, o repertório dos discos "Papo Macaco" e "Orixá Mutante", além de novas composições que estarão em seu terceiro disco, ainda em processo de criação. Davi mostra seu trabalho empunhando guitarra, violão e bandolim em um roteiro que traz pop, choros e sambas.

No set lista há "Na Massa" (parceria com Arnaldo Antunes), "Na Medida do Amor" (Davi Moraes) e "Café com Pão" (Jalperi). Também tem releituras de clássicos da música brasileira como "Na Baixa do Sapateiro" (Ary Barroso), "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim) e "Como é Grande o Meu Amor por Você" (Roberto Carlos).

Folha Online

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