Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
A arte e o design da Bossa Nova

Mônica Cavalcanti

A bossa nova revolucionou a música brasileira. Isso todo mundo sabe. O que nem todos sabem é que esse estilo renovador ultrapassou as fronteiras das notas musicais para influenciar diretamente o design das capas dos discos brasileiros. Fotógrafos e designers, unidos sob a inspiração da bossa, criaram, a partir da década de 50, uma coleção de capas que traz a marca de um tempo novo, em que a estética se transformava à medida que a bossa evoluía. Esse universo de capas e estilos, que mudou o visual da indústria fonográfica no Brasil, pode ser apreciado no livro Bossa Nova e Outras Bossas – A Arte e o Design das Capas dos LPs, de Charles Gavin e Caetano Rodrigues, lançado pela Petrobrás, no dia 17 de março, na Modern Sound.

Bossa Nova e outras bossas será distribuído a bibliotecas públicas, escolas de design, universidades e outras instituições. Numa iniciativa do músico Charles Gavin, 500 livros foram doados ao Viva Rio, que está vendendo cada exemplar por R$ 199,99. O dinheiro arrecadado irá para a Campanha do Desarmamento Infantil. O público poderá adquirir o livro nas lojas do Viva Rio ou pelo site www.comerciosolidario.com.br .

"Estamos felizes por termos conseguido contribuir para a preservação do nosso imenso patrimônio cultural e também por contar com a colaboração, seriedade e credibilidade do Viva Rio", diz o baterista do Titãs. Amante do jazz e da bossa nova, o pesquisador Caetano Rodrigues possui um dos maiores acervos de discos de bossa nova do mundo, com mais de 1.500 LPs colecionados desde a década de 50. O livro reúne parte desse acervo.

Freqüentador das rodas de música da época e entusiasta da arte gráfica dos LPs de bossa nova, Caetano Rodrigues conheceu Charles Gavin, através de um sebo de livros em São Paulo e, em pouco tempo, surgia a idéia de publicar um livro e compartilhar esta preciosidade com o público. Gavin, que se dedica a um projeto de resgate, pesquisa, divulgação e relançamento em CD de LPs da música popular brasileira dos anos 60 e 70, e Caetano saíram em busca do que acreditam ser um precioso documento da história da bossa nova.

Os dois encontraram na Petrobrás o parceiro patrocinador para levar o projeto adiante. E convidaram o jornalista Ruy Castro para escrever os textos. "A produção deste livro consumiu anos de trabalho e pesquisa. Não saberia dizer hoje quanto tempo passamos discutindo formato, conteúdo e objetivo do projeto. Mas não poderia ter sido diferente levando-se em consideração a potência artística do fenômeno musical que começou a se formar no Rio de Janeiro na segunda metade dos anos 50", lembra Charles.

Bossa Nova e outras bossas, a primeira publicação que resgata uma parte importante da memória gráfica e artística brasileira das capas de disco, contém mais de 700 capas de LPs, sendo que muitas delas já não são mais encontradas. Várias gravadoras independentes desapareceram sem deixar rastro.

"Felizmente conseguimos chegar bem perto do que idealizamos. No livro pode ser encontrado capas e dados de quase todos os long plays de bossa nova lançados no planeta. Escrevemos textos e restauramos digitalmente belíssimas imagens que contam um pouco da história de um dos períodos mais importantes da música popular brasileira. Ficamos felizes com o resultado final. Valeram a pena todos os esforços", orgulha-se Gavin.

Uma das preciosidades do livro é, por exemplo, a capa histórica de Bossa é bossa, da Turma da Bossa, da qual fazia parte Roberto Menescal, com apenas 21 anos. Este disco registra a primeira vez em que a expressão bossa apareceu numa capa. O livro é ilustrado com reproduções de capas de LPs de Bossa Nova produzidos nos anos 50, 60 e 70 no formato de 30x30 cm (o formato de um LP) e textos que trazem a ficha técnica das capas e gravações, informações, detalhes e curiosidades sobre os discos e os músicos.

Como adquirir:

Bossa Nova e Outras Bossas – A Arte e o Design das Capas dos LPs:
No site http://www.comerciosolidario.com.br
Loja: Shopping Rio Plaza - Av. Venceslau Braz, 97 - Loja 186 - Botafogo - Tel:21-2244-2058
Show Room: Rua do Russel, 76 - Glória - Sede do Viva Rio - Tel: 21-2555-3777

Viva Rio

Único solo de Vanzolini será reeditado

Por Mauro Ferreira

Autor de clássicos da música brasileira como o samba-canção Ronda e o samba Volta por Cima, o compositor paulista Paulo Vanzolini terá seu primeiro e único disco solo, Por Ele Mesmo, reeditado em julho na série Memória Eldorado, que trará para o formato digital títulos raros do acervo da gravadora Eldorado.

Por Ele Mesmo foi originalmente lançado em 1981. Seu repertório inteiramente autoral reúne 13 músicas de Vanzolini. Entre elas, Bandeira de Guerra, Raiz, Falta de mim, Cravo Branco, Samba Erudito, Capoeira do Arnaldo e Samba Abstrato.

O Dia

Produtor Solano Ribeiro comanda programa na Rádio Cultura AM de São Paulo

Por ABMI - Associação Brasileira da Música Indepedente


Capa do livro Prepare seu Coração: a História dos Grandes Festivais - Solano Ribeiro

Ainda sem data ou nome definidos, a Rádio Cultura AM de São Paulo, através do produtor Ruy Moraes, irá lançar um programa dedicado exclusivamente à música independente brasileira.

O programa será comandado por Solano Ribeiro, saudoso criador dos festivais de música brasileira nos anos 60, que também comandou o último festival da TV Cultura, realizado no ano passado.

A informação é da ABMI (Associação Brasileira da Música Indepedente).

Mais informações: www.abmi.com.br e ruydemoraes@yahoo.com.br .

Music News

Mona Gadelha relança CD "Tudo se Move" nas Terças Musicais

Por Brazilbizz Press

No próximo dia 16 de maio, terça, às 20 horas, o Teatro Popular do SESI recebe a cantora e compositora cearense Mona Gadelha no Projeto "Terças Musicais".

Acompanhada por um quinteto formado por Álvaro Fernando (bateria), Norberto Vinhas (violões e guitarra), Lucas Vargas (piano, teclados, acordeon e samplers), Pixú Flores (percussão) e Paulo Bira Brioschi (baixo), Mona mostrará o repertório do CD "Tudo se Move", terceiro de sua carreira, trabalho que a posicionou como uma das vozes representantes da moderna canção brasileira, que mescla sonoridades da música eletrônica, do jazz, MPB, samba, bossa nova e rock em busca de um estilo próprio.

Mona consegue seu intento, graças a voz aveludada, escolha certeira do repertório e peculiaridades de suas letras, ou no dizer do crítico Marco Frenette, "uma melancolia densa". O show conta também com exibição de imagens editadas ao vivo, pela VJ Mrs e participação especial de Moisés Santana.

Mais informações: www.brazilbizz.com.br e www.monagadelha.com.br .

Music News

Baleiro lança DVD do show 'Vô Imbolá'

Por Mauro Ferreira

Zeca Baleiro já contabiliza quatro DVDs em sua videografia. Depois de Líricas, Pet Shop Mundo Cão e Raimundo Fagner / Zeca Baleiro, é a vez de Vô Imbolá chegar às lojas, via MZA Music, com o registro do show do segundo e homônimo álbum do artista. Além de releitura de Disritmia, sucesso de Martinho da Vila, o roteiro inclui músicas como Bandeira, Lenha, Samba do Approach e Heavy Metal do Senhor.

O Dia

Duo Quase Acústico apresenta Show do CD Alvorada

Por FASCS - Fundação das Artes de São Caetano do Sul

A Série Instrumental, um projeto da Escola de Música da Fundação das Artes de São Caetano do Sul, apresenta no próximo sábado, dia 13 de maio, às 21h, o Show do CD Alvorada, com o Duo Quase Acústico, composto pelos professores da Fundação das Artes, Eder Sandoli, na guitarra acústica e violão de aço e Renato Santoro, no violão de nylon e aço.

A entrada é franca e a apresentação acontecerá no Saguão da Fundação das Artes. No CD Alvorada o que chama atenção é a sensação de liberdade transmitida pelas interpretações: fluentes, ousadas, limpas e seguras.

As composições próprias do Duo Quase Acústico, como "Fogueira" e "Alvorada", mostram autores originais e sofisticados que, felizmente, não sucumbiram à tentação de fazer música "difícil", pelo contrário, o disco deixa transparecer uma constante preocupação para que tudo seja melodioso, "cantável".

A obra também traz duas releituras do inigualável Pixinguinha, Lamentos e Vou Vivendo, que comprovam o talento de Renato Santoro e Eder Sandoli como arranjadores. Nos dois casos, as músicas ganharam dimensões, climas e tensões diferentes, sem, contudo, perderem sua maior qualidade: serem choros de Pixinguinha!

Aí está, talvez, um dos maiores segredos do Duo: a conciliação da modernidade estética com o respeito à linguagem e à tradição musical brasileira. Mais informações: www.fascs.com.br .

Music News

Lenine no Palco Pernambuco e Acústico MTV

Por Thomaz Rafael

A quarta edição do Projeto Palco Pernambuco será realizada no Citibank Hall, em São Paulo, no dia 19 de maio (sexta-feira). A abertura do espetáculo será realizada pelo músico Antônio Nóbrega.

O apresentador da noite será o cantor e compositor Lenine, que dividirá o palco com grandes nomes da música brasileira, como Adriana Calcanhotto, Gabriel O Pensador e Maestro Spock. Depois desta apresentação em São Paulo, o projeto seguirá para o Rio de Janeiro (no Circo Voador) e Recife.

O Palco Pernambuco surgiu há quatro anos, em Recife, idealizado pelos empresários Silvio Pontual e Danilo Mendonça. As duas primeiras edições aconteceram na capital pernambucana. Devido à repercussão posivita, o projeto ganhou os palcos paulistas e cariocas no ano passado.

Pela segunda vez, Lenine será o mestre de cerimônia da festa. No palco, o pernambucano estará acompanhado por Jr. Tostoi (guitarra), Guila (baixo) e Pantico Rocha (bateria). Por falar em Le nine, o artista deve gravar CD e DVD para a série "Acústico MTV" no mês que vem.

Sucesso!

Bebeto homenageia subúrbio com baile samba rock

Por Cláudia Freitas Assessoria de Imprensa

O cantor Bebeto esta lançando o seu primeiro DVD Ao Vivo, interpretando conhecidas canções em dueto com os amigos Seu Jorge, Zélia Duncan, Zeca Baleiro e Davi Moraes. A nova turnê do artista homenageia e segue o ritmo dos bailes das décadas de 70 e 80, especialmente os que eram realizados nos subúrbios cariocas, onde Bebeto ficou consagrado como o Rei dos bailes e chegou ao auge do seu sucesso.

Bebeto também era conhecido como o "cantor de preto", por ter sido um dos pioneiros a fazer show em favelas, foi aos poucos emprestando seu suingue aos bailes black da periferia. As pessoas dançavam samba como se fosse rock, era uma mistura perfeita com a batida suwingada de Bebeto, dando origem ao samba-rock.

Pilotando o ressurgimento do samba-rock, Bebeto volta em cena com seus grandes sucessos. E quem não lembra da famosa Carolina? E ainda tem os hits Como?, Segura a Nega, Praia e Sol, Hey Neguinha, Jéssica, Monalisa e mais as inéditas.

Serviço:
SESI
Local - Ginásio do Sesi Clube Vicente de Carvalho. Av. Pastor Matin Luther King Jr, 6475
Data - 12 de maio (Sexta-feira) Horario - 21horas
Ingressos - R$ 15,00 (antecipado)/ R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Informações: (21) 3301-4727.

Music News

"The New York Times" traz matéria sobre forró

da Folha Online

O principal jornal norte-americano, "The New York Times", publicou neste domingo (7) uma matéria sobre o forró, descrito como um ritmo "ao mesmo tempo sensual e espasmódico, uma combinação que só poderia ter surgido da cultura brasileira caipira".

A reportagem "Forró no Brasil: sob a lua cheia, dançando na batida da zabumba", publicada no caderno de turismo do jornal, aborda as idas e vindas do forró no gosto do grande público. "Samba e bossa nova são a face internacional da música brasileira, e o funk das favelas pode dominar o Rio de Janeiro, mas mesmo clubes da moda não resistem a tocar um ou dois forrós ao longo da noite", afirma o repórter Seth Kugel.

O repórter recomenda as cidades de Caruaru (PE), Campina Grande (PB), Recife (PE) e Natal (RN) para os americanos que quiserem conhecer o ritmo. "No nordeste, o forró é rei", afirma.

A reportagem aborda como o forró surgiu no sertão nordestino e se espalhou pelo resto do país nos anos 1940, levado pelo sucesso do sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989), até chegar aos anos 90, quando surgem o forró universitário e as estilizações pop do tipo Calcinha Preta.

Entre os entrevistados, estão os músicos Sérgio e Chiquinha Gonzaga, sobrinho e irmã de Luiz. Aos 80 anos, Chiquinha continua a tocar forró.

O repórter encerra o texto descrevendo suas desajeitadas tentativas de dançar forró. Num clube em Natal, conta, Kugel ouviu de uma brasileira que seus quadris "simplesmente não sentiam a zabumba".

Folha de S. Paulo

Karla Sabah lança volume 2 de "Drum 'n' Bossa"

Por Thomaz Rafael

A cantora Karla Sabah está lançando seu novo CD, "É com Esse que Eu Vou - Drum 'n' Bossa 2" (LGK/EMI). No repertório, composições e sucessos de nomes como Marcos e Paulo Sérgio Valle, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Roberto e Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor, Roger Rocha Moreira (Ultraje a Rigor) e Djavan, entre outros.

O CD traz participações especiais de Carlos Lyra, Luiz Melodia, Durval Ferreira e Roberto Menescal.

Sucesso!

Salomon dedica 'Geminiana' a Menescal

Por Mauro Ferreira

Dedicado a Roberto Menescal, homenageado na faixa Pro Menesca, o terceiro CD de Márcia Salomon, Geminiana (capa à esquerda), está sendo lançado esta semana pela Dabliú Discos.

Produzido por Alexandre Fontanetti, o álbum reúne músicas de Vinicius de Moraes (Onde Anda Você?, parceria do Poetinha com Hermano Silva), Gonzaguinha (Recado) e Jean & Pauo Garfunkel (Não Vale a Pena, regravada por Maria Rita em seu primeiro CD).

Mas é o compositor J. C. Costa Netto que domina o repertório, assinando, sozinho ou em parceria, oito das 14 músicas. Entre elas, inéditas como Tons de Outono, Bar do Alemão, Adriana e Gatinho com Novelo de Lã.

O Dia

Para entender a riqueza do violão

Por João Luiz Sampaio

Ele já foi tratado como o mais popular instrumento do século 20. Na música brasileira, seja ela qual for, é personagem de honra. Mas, para além das generalizações, é sempre bom ouvir de perto um panorama que mostre exatamente o porquê do violão ser um instrumento tão atraente ao público e, mais, parte importante da história da composição recente.

E é isso que propõe, a partir de amanhã, um projeto conjunto do Centro Cultural Banco do Brasil com o Auditório Ibirapuera. No CCBB, o projeto ganhou o nome de Panorama do Violão. Quem explica é Claudio Dauelsberg, diretor artístico da série: "Queremos oferecer um panorama sobre as diversas escolas do violão construídas ao longo da história. Assim, mostraremos a transformação do instrumento, apresentando também as influências que se inseriram no violão brasileiro, determinando uma forma particular de interpretação pelos nossos músicos."

E isso será feito pelas mãos de alguns dos principais intérpretes do instrumento. A começar por Fábio Zanon, o primeiro a se apresentar na série, amanhã, às 13 horas. Ele vai interpretar um programa dedicado a Canhoto, Dilermando Reis e Villa-Lobos, entre outros, para mostrar o surgimento da escola brasileira de violão. Também amanhã, às 19h30, Marco Pereira toca Baden Powell, Egberto Gismonti e Chico Buarque para revelar a utilização do violão na música popular brasileira.

Já no dia 16, a atração é o Duo Assad, composto pelos irmãos Sergio e Odair, figuras de destaque do cenário internacional. O tema? As obras compostas para dois violões e as especificidades deste tipo de repertório.

A série vai até o dia 30 de maio, apresentando ainda Maurício Carrilho e Pedro Amorim (dia 23, com show sobre o violão no Choro carioca), Paulo Bellinati, Israel de Almeida e Daniel Murray (dia 23, com a apresentação O Violão Paulista), Fraz Halasz (A Escola Espanhola, dia 30) e Turíbio Santos (O Violão na Música Latino-Americana, dia 30).

Para o Auditório Ibirapuera, foi programada uma apresentação única. Juntos vai reunir no mesmo palco Yamandú Costa, Fábio Zanon e os músicos do Duo Assad. São três tipos de abordagem diferente do instrumento, entre o clássico e o erudito - e eles prometem, além de apresentações individuais, propor diálogos e conversas entre seus estilos. Se a idéia era mostrar a riqueza do universo sonoro do instrumento, então é difícil pensar em uma solução mais eficaz.

O Estado de S. Paulo

Vinicius de Moraes - "Vinicius" (Universal)

Por Marcos Paulo Bin

Coletâneas de Vinicius de Moraes existem várias no mercado, mas esta, organizada por Ricardo Moreira e Julio Bar, é a melhor. Isso porque, além do cuidadoso trabalho de arte, que abrange um belo projeto gráfico, biografia, fotos e as letras das músicas, o álbum duplo mostra as duas faces do Poetinha: o intérprete e o compositor.

O CD 1 traz gravações antológicas de Vinicius sozinho (Pela Luz dos Olhos Teus, Berimbau, Deixa, Samba da Bênção), com seu mais constante parceiro, Toquinho (Onde Anda Você, Samba da Volta, Samba de Orly e outras), o Quarteto em Cy (Minha Namorada e Carta ao Tom 74, também com Toquinho) e a cantora Odette Lara (Samba em Prelúdio), com quem gravou seu primeiro LP, em 1963.

No CD 2, diversos intérpretes da MPB cantam as composições do Poetinha, em gravações novas e antigas. O disco atravessa gerações, indo do clássico Canto de Ossanha, imortalizado por Elis Regina, até a versão recente de Pedro Mariano, filho da cantora, para Tem Dó. Prova concreta de que a música de Vinicius não segue o conceito que ele tinha do amor. Sua obra é literalmente eterna.

Universo Musical

Primeiro solo de Brito volta em julho

Por Mauro Ferreira

Guilherme de Brito, o primeiro disco solo do mais importante parceiro de Nelson Cavaquinho, será reeditado em julho na série Memória Eldorado, que vai repor em catálogo títulos do acervo da gravadora Eldorado. Produzido por J. C. Botezeli, o Pelão, O álbum foi gravado em 1979 e lançado em 1980. No repertório, parcerias menos conhecidas da obra de Brito e Cavaquinho. Entre elas, Traço de União, O Bem Querer, Me Esquece, Minha Paz e Mulher sem Alma. Sozinho, Brita assina Meu Dilema.

O Dia

Linguagem universal

Por Toninho Spessoto

Cris Delanno é norte-americana, do Texas. No Brasil, desde sempre, integrou-se totalmente à paisagem musical do país e tornou-se intérprete cultuada por um número de fás ainda pequeno. Infelizmente, diga-se. Dona de belíssimo timbre,é presença obrigatória em shows e eventos que envolvem o melhor da MPB.

Produzido por Alex Moreira e gravado ao vivo em estúdio, o novo disco da cantora deixa transparecer a mais pura espontaneidade. O repertório, escolhido com critério, propicia a Cris mostrar toda sua criatividade e qualidade. A maioria dos arranjos é assinada por Roberto Menescal.

Entre as canções, Canoeiro (Dorival Caymmi), Me Liga (Herbert Vianna), Consolação (Baden Powell/Vinícius de Moraes), Receita de Samba (Joyce/Paulo César Pinheiro), O Ronco da Cuíca (João Bosco/Aldir Blanc) e até dois clássicos pop, Crazy Little Thing Called Love (do Queen) e We've Only Just Begun (de Paul Willians, eternizado pelos Carpenters). De alta qualid ade.

Music News

Tributo a Vinicius de Moraes

Divulgação por e-mail

Espetáculo Poético-Musical

Clarisse Abujamra & Carlos Navas
Ronaldo Rayol (violão)
Guga Machado (percussão)
11 de Maio - Quinta - 21 h
Teatro do Club Athletico Paulistano
R. Honduras, 1400 - São Paulo

Site Oficial: www.carlosnavas.com.br

Os 60 anos de Beth Carvalho

Por Mauro Ferreira

Beth Carvalho faz hoje 60 anos e merece os parabéns por sua discografia coerente

Beth Carvalho completa hoje 60 anos. O presente será dado futuramente ao seu público com o lançamento de documentário que o cineasta Silvio Tendler está começando a rodar. Por ora, a data serve de pretexto para saudar a mais importante intérprete de samba das últimas quatro décadas.

Se as gravadoras tratassem o samba com o devido respeito, uma caixa com a obra da cantora estaria sendo lançada esta semana para que novas gerações pudessem ouvir uma das discografias mais ricas e coerentes da música brasileira. Beth tem (justa) fama de difícil nos bastidores da indústria fonográfica. Mas é inegável o rigor com que escolhe seu repertório e monta a ficha técnica de seus álbuns. Todos são bons.

Alguns são dignos de qualquer antologia da música brasileira. Sempre gravou o melhor samba produzido no Rio de Janeiro sem nunca se dobrar aos modismos ou deixar que o vírus do brega contaminasse sua obra. E não pensem que nunca tentaram...

Seu primeiro disco, Andança, saiu em 1969. Logo em seguida, no início dos anos 70, a garota que ouvia Bossa Nova abraçou definitivamente o samba, subiu o morro e ingressou na pequena gravadora Tapecar para fazer três bons discos (Canto por um Novo Dia, Pra Seu Governo e Pandeiro e Viola) que lhe deram popularidade e alguns sucessos.

Em 1976, em ascensão no mercado, Beth migrou para a antiga RCA, consolidou sua obra e iniciou uma de suas fases de maior sucesso artístico e comercial - da qual o LP De Pé no Chão (1978) é marco por apresentar o samba renovado que era produzido na quadra do Cacique de Ramos.

Foi daquele quintal, projetado nacionalmente pela cantora, que brotaram nomes como Fundo de Quintal (amadrinhado por Beth desde o primeiro disco, editado em 1980) e - mais tarde - Zeca Pagodinho, revelado pela sambista em 1983 no dueto feito no samba Camarão que Dorme a Onda Leva, destaque do disco Suor no Rosto.

Em Beth, álbum de 1986, a artista sintetizou a efervescência pagodeira que tomou conta do Brasil naquele ano de euforia econômica e musical. Fora da RCA, Beth ingressou na PolyGram (hoje Universal Music) para fazer discos primorosos como Alma do Brasil, Saudade da Guanabara e Intérprete - os três inexplicavelmente fora de catálogo depois de esgotadas suas respectivas tiragens iniciais em CD.

O Dia

Brincando com as palavras - Madan

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Buscando tratar a criança com respeito e inteligência, a Lua Music dá prosseguimento a sua série infantil com o CD Brincando com Palavras, no qual o cantor e compositor Madan coloca melodias nos inventivos poemas do paulista José Paulo Paes (1926 – 1998).

Entre as músicas estão: O Bife, Barriga Cheia e Gato da China , criativos e inteligentes jogos de palavras, que certamente vão cativar e despertar o interesse dos pequenos pela beleza da poesia brasileira. Os arranjos são do conceituado pianista Keco Brandão e o disco ainda conta com a participação vocal do cantor Thomas Roth na faixa Raridade, um verdadeiro manifesto contra a extinção de uma de nossas mais bela aves.

Madan nasceu em São Paulo. Desde 1981 desenvolve trabalho musical a partir de textos de diversos autores. Tem mais de 120 composições em parceria com Adélia Prado e Augusto de Campos, dentre outros. Possui dois CDs-solos Madan (1997) e A Ópera do Rinoceronte (1999), além de trabalho coletivo Umdoumdoum (2001). A pesquisa com a obra de Paes começou no final do anos 90, quando criou o grupo musical Lé Com Cré, voltado ao público infantil, embrionário do CD Brincando com Palavras. José Paulo Paes, além de poeta, foi tradutor, crítico e pesquisador paulistano. Os versos de Paes (1926 - 1998) traduzem com respeito o universo infantil. Entre seus livros publicados temos: Olha o Bicho (1989), Uma letra puxa a outra (1992) e Um passarinho me contou (1996).

Hoje – quinta feira - às 19:45, Madan estará na ALL TV (http://www.alltv.com.br), no programa do André Domingues, falando sobre o CD, que está sendo um sucesso de crítica e de público, foi pré-selecionado para o Prêmio TIM (http://www.premiotim.com.br) e pode ser conhecido em http://www.uol.com.br/madan .

Clique aqui para comprar o CD:

Brincando com Palavras
01.Convite (Madan e José Paulo Paes) 
02.O Bife (Madan e José Paulo Paes) 
03. Letra Mágica (Madan e José Paulo Paes)
04.Patacoada (Madan e José Paulo Paes)
05.Emprego (Madan e José Paulo Paes) 
06.Gato da China (Madan e José Paulo Paes)
07.Atenção, Detetive (Madan e José Paulo Paes)
08.Profissões (Madan e José Paulo Paes)
09.Barriga Cheia (Madan e José Paulo Paes)
10. Paraíso (Madan e José Paulo Paes)
11. Dicionário (Madan e José Paulo Paes)
12. Raridade (Madan e José Paulo Paes)

"CONVITE"
José Paulo Paes

Poesia é brincar com palavras
Como se brinca com bola, papagaio, pião

Só que bola, papagaio, pião
De tanto brincar se gastam

As palavras não:

Quanto mais se brinca com elas
Mais novas ficam

Como a água do rio
Que é água sempre nova

Como cada dia que é sempre um novo dia

VAMOS BRINCAR DE POESIA?

Lançamento de CD

Divulgação por e-mail

Lucina
A música em mim
Teatro Rival
16/05 às 19h30
Reservas: (21) 2524-1616

Lanna Rodrigues nos SESC

Por Assessoria de Imprensa

Lanna Rodrigues no Sesc de São João de Meriti
12/05 às 20 h

Entrevista na Band Canal 7 - Programa Câmera em Foco
12/05 às 13h20

Sorteio de ingressos do show do Sesc
Revista MPB:  http://www.revistampb.com.br

Contatos Produção 021 - 9619-7300
Email : contatos@lannarodrigues.com.br
Site : www.lannarodrigues.com.br

Bruno Brasil
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NOVO SHOW!!!
19 DE MAIO

Cantor, Violonista, Compositor e Estudante de psicologia, aos 21 anos Bruno Brasil torna-se alvo de muitos comentários provindos de professores e alunos de faculdades e cursinhos pré - vestibulares do Brasil e outros paises como Itália e México. A condição de alvo vivida pelo cantor é fruto de sua musicalidade que parece aguçar a curiosidade de músicos ligados ao Samba - Rock, Reggae, Jazz, Rock, Forró e outros Ritmos presentes no cenário musical brasileiro. No repertório há novas leituras de clássicos de Tim Maia, Djavan, Jorge Vercilo, Jair Rodrigues... muitos sons de Seu Jorge, Vanessa da Mata e também musicas de bambas do samba rock como Jorge Bem, Branca di Neve, Bebeto, Originais do Samba e outros percussores do balanço.

Novo destaque no cenário musical brasileiro.

Para ouvir as músicas, acesse :

 


Aguarde maiores informações !!!

Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5791009

Para se descadastrar do mailing de Bruno Brasil, responda esse e mail.

TACTI Produções Artísticas
www.tacti.com.br
Buscando, Inovando e Surpreendendo !!!
Produção Bruno Brasil
Sarau Lítero Musical Yá-lé

Divulgação por e-mail

Em parceria com o poeta e escritor Claudinei Vieira, Karine Cunha apresentará o sarau lítero musical Yá-lé interpretando canções próprias e conhecidas da MPB que retratam o universo feminino. O título é uma palavra tirada do dialeto africano yorubá e significa mulher favorita. Yá-lé também é o título de uma das canções de Karine que trata o tema mulher com sensibilidade, ironia, poesia, delicadeza e realismo.

São canções que falam dos sentimentos, atitudes, manias e cotidiano da mulher. A maioria das letras inéditas, procuram não somente ressaltar qualidades femininas, mas levar todos (homens e mulheres) a uma reflexão tendo em vista as particularidades do universo feminino, os papéis que a mulher vêm assumindo na sociedade e as transformações sociais e afetivas que vêm ocorrendo como resultado destes. Isso se dá através de canções que exploram o universo feminino através do humor, da poesia, das histórias cotidianas, dos mitos e realidades que Karine vive como mulher e registra como compositora nas suas canções.

Em "Bichinho Mulher" usa de ironia e bom humor para falar de vaidade, inveja e ciúmes; em "Bijoux, balangandãs" e "Vestido de Chita" os personagens são roupas e acessórios. Além de canções inéditas de Karine Cunha, o repertório revisita grandes compositores da MPB que exaltaram a mulher de forma única como Pixinguinha, Edu Lobo e Chico Buarque, Caetano Veloso e Dorival Caymmi.

Samba, baião, valsa e toada, são alguns dos ritmos que dão ao show Yá-lé uma brasilidade refinada e intimista. Nas duas edições do sarau Yá-lé, Karine será acompanhada pelo acordeonista Clairton Rosado - gaúcho radicado em São Paulo. Além das intervenções musicais de Karine, o sarau terá a presença e leituras dramáticas de Claudinei Vieira(poeta e escritor); Yara Maria Camillo (atriz e escritora) e Ana Rüsche (poetisa).

O sarau lítero-musical Yá-lé será apresentado nos seguintes locais:

Dia 13/05 - 19h na Livraria da Esquina (R. Caetés, 489) com cobrança de couvert artístico. Informações no www.livrariadaesquina.com.br .

Dia 18/05 - 19h na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37) com entrada franca.

Nosso Trio toca Edu e Milton em DVD

Por Mauro Ferreira

Formado a partir da união de músicos da banda que acompanha João Bosco, o Nosso Trio está lançando pela gravadora Delira Música um DVD gravado em show (sem público) no Teatro Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro (RJ).

O DVD, que traz depoimentos de Bosco e Leny Andrade, vem também com um CD feito em estúdio. O Nosso Trio é integrado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria).

No repertório do DVD (capa à direita), o grupo toca temas de Edu Lobo (Vento Bravo, letrado por Paulo César Pinheiro), Roberto Menescal & Ronaldo Bôscoli (O Barquinho), Tom Jobim & Vinicius de Moraes (Eu Sei que Vou te Amar) e Milton Nascimento (Vera Cruz, com Márcio Borges).

Também vendido separadamente, o CD tem repertório ligeiramente diverso, trazendo temas como Lagoa Santa e Partindo pro Alto.

O Dia

Fnac no Parque

Por Fnac

Em maio, a Fnac Brasília, traz a 3ª edição do Fnac no Parque. O mês será dedicado especialmente às novas tendências para mostrar o que há de novo e o que representa o moderno na música brasileira. Para isso convidamos as promessas da música brasileira e alguns nomes já consagrados, trazendo pocket shows e debates sobre as novas tendências na MPB.

O mês chega com várias atrações, nomes como Bois de Gerião, com o seu tão esperado segundo Cd, Nunca Mais Monotonia. Temos ainda a sensação paulistana Cansei de Ser Sexy - grupo que se destacou no Trama Virtual, comunidades no Orkut , blogs, fotologs- e de quebra gravou um Cd e foi contratado para o casting fixo da Trama.

E a movimentação do nosso fórum de eventos não para por aí... Nação Zumbi vem à Fnac para um bate papo mediado por Marcos Pinheiro (Cult 22). O grupo pernambucano falará sobre sua trajetória na música, parcerias, suas influências, o recente trabalho Futura.

Marcelo D2 traz a batida perfeita na sua mistura de samba com hip hop e promete sacudir a Fnac com o CD O Meu Samba é Assim. E as bandas de Brasília, como ficam nesta história? Selecionamos três bandas da cidade que estão com trabalho recente - por enquanto possuem demos - mas que a Fnac aposta como novas tendências, como Lafusa, Patuléia e Piramidi.

Para fechar o evento três grupos promissores no cenário nacional e local da música popular brasileira. Respaldada pela boa repercussão de seu trabalho no exterior, sobretudo na Europa, a cantora paulistana, Céu, conquista a platéia brasileira aos poucos, deixando todos hipnotizados com sua voz calorosa e levemente rouca.

Ela apresenta pela primeira vez em Brasília no Fnac no Parque, para entoar seu "canto tipicamente cool". Mombojó, a grande estrela da Feira de Música Independente no ano passado, com sucesso de vendas do seu primeiro trabalho independente, lança em primeira mão o seu novo CD Homem - Espuma, pela Trama, no Fnac no Parque.

E a banda que é unanimidade em Brasília, Móveis Coloniais de Acaju, que tem tudo e mais um pouco para estourar, porque não há quem não se encante e não se anime com o som vibrante de André Gonzáles & Cia.

Serviço:
FNAC Brasília
De 10 à 29 de maio
ParkShopping - Entrada C1
SAI/SO - Area 6580
Brasília - Distrito Federal
Tel.: (61) 2105 2003

Confira a programação no site: www.fnac.com.br .

Music News

Feira da Música de Fortaleza completa 5 anos

Por RPS Assessoria e Promoção de Eventos

O Nordeste, mais uma vez, será palco para a indústria musical brasileira. Os principais personagens, agentes e produtores da indústria fonográfica do Brasil estarão presentes na 5ª edição da Feira da Música de Fortaleza, que acontece de 9 a 12 de agosto de 2006, no Centro de Negócios Sebrae.

Promovida pela Prodisc - Associação dos Produtores de Discos do Ceará e RPS Eventos, a feira pretende promover a integração desses setores, funcionando também como um grande centro de negócios.

O evento conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Ceará, Sebrae, Sesc; apoio institucional da ANAFIM - Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais, ABEMUSICA - Associação Brasileira da Música e patrocínio da COELCE - Companhia Energética do Ceará.

Durante os quatro dias de feira, mais de 60 expositores e cerca de 30 mil visitantes passarão pelo Centro de Negócios Sebrae. Representantes dos principais segmentos da indústria musical vão expor seus produtos, tecnologias, lançamentos e novidades.

Profissionais autônomos, produtores independentes e artistas terão espaço garantido no evento. Shows de pequeno e médio porte, palestras, oficinas, workshops, mostra de novos talentos, lançamentos de cds e livros, prometem agitar a Terra do Sol.

A 5ª Conferência Internacional da Música, permanece com fóruns sobre a produção musical em todo o mundo, debates e mesas-redondas sobre temas de interesse do setor. Mais informações: contato@rpsfeiras.com.br .

Music News

RoRo já é oficialmente da Indie Records

Por Mauro Ferreira

Ângela RoRo já pertence oficialmente ao elenco da gravadora Indie Records. Na foto acima, clicada por Marcelo Jesuíno na assinatura de contrato, a cantora e compositora posa com Edison Junior, gerente do departamento artístico da companhia. RoRo - que não grava desde 2000, quando apresentou o pouco inspirado Acertei no Milênio - vai fazer CD de inéditas e DVD. O contrato também prevê a edição de suas novas músicas pela editora Indie Publishing, ligada à gravadora.

O Dia

Reynaldo Bessa "O Som da Cabeça do Elefante" (Devil Discos)

Por JC Online - Ondas Sonoras - Toninho Spessoto

O cantor e compositor potiguar Reynaldo Bessa lança seu quarto CD, O Som da Cabeça do Elefante, e confirma o talento como um dos melhores e mais inspirados criadores da moderna música popular brasileira. Melodista inspirado e letrista de qualidade, produz grandes canções falando de amor ou analisando problemas do cotidiano.

Uma das faixas, Por Amor, já é conhecida do público. Foi gravada pelo Ira! no Acústico MTV e é parceria com Zé Rodrix. A leitura de Bessa tem um ar mais folk, que valoriza versos e melodia.

Outros grandes momentos são Ismália (poema de Alphonsus de Guimarães musicado pelo artista), Se Deus Quiser Falar Comigo, canção sentida com letra muito forte, Devastador (Bessa/Marcelo Abud), dueto com Rita Ribeiro, Viajante Incógnito, libelo sobre a humildade, e Retrato Do Beijo Quando Morto, que tem como tema a saudade.

Violonista de qualidade e cantor sensível, Reynaldo Bessa faz desses predicados preciosos complementos ao seu enorme talento de compositor. Um dos grandes discos de 2006. A propósito, o título do CD faz referência ao mapa do Rio Grande do Norte.

Music News

Sopro definitivo

Por Radiola Urbana - Alê Duarte

Nos últimos anos de vida, Stan Getz foi convidado para realizar um antigo sonho: recriar no palco e ao vivo, durante toda uma turnê, a maravilhosa música que foi criada em estúdio no ano de 1961 e lançada no disco "Focus", em 1962, pelo selo Verve.

O músico declinou dizendo que o tempo para isso já havia passado, e o álbum só foi mesmo apresentado ao vivo em um único concerto da época, realizado em 23 de outubro de 1963. As sete músicas compostas e arranjadas por Eddie Sauter e conduzidas por Hershy Kay para o disco "Focus" foram gravadas em diferentes sessões de julho a outubro, em uma fase turbulenta - já que se diz muito que foi durante essas sessões que a mãe de Stan Getz morreu.

A obra é um disco único na história do gênero e o preferido pelo próprio músico em toda a sua prolífica carreira. Apresenta uma coisa que já estava sendo tentada há algum tempo por músicos como Stan Kenton, Gil Evans e até mesmo por Miles Davis (princip almente nas parcerias com Evans) e que se convencionou chamar de "third stream": a mistura perfeita entre a música clássica e o jazz moderno. Esses precursores lançaram ótimos discos nessa linha mas puxavam o som mais para um lado do que o outro - pendendo, normalmente, para o jazz.

"Focus" alcançou esse equilíbrio. Getz já era um saxofonista conhecido e um dos maiores representantes do chamado west coast ou cool jazz. Seu som sempre se destacou por apresentar uma tonalidade lírica e suave e, apesar de ser sem dúvida um dos grandes sax tenores da história, ele sempre foi de certa forma econômico e criou um estilo único, inspirado em seu grande ídolo, Lester Young.

Suas notas soavam quase etéreas, o que atendia prontamente às pretensões, às composições e aos arranjos de Eddie Sauter. Sauter tinha uma formação clássica, mas também ganhou experiência no jazz trabalhando como arranjador da orquestra de Benny Goodman e ainda para Artie Shaw.

Além disso, a fixação com um estilo de jazz sinfônico vinha crescendo entre o final dos anos 50 e início dos 60 - a década que marcou uma explosão criativa sem igual dentro do gênero, com o surgimento das mais diversas linhagens de jazz, todas modernas, mas nem todas de vanguarda. Nesse cenário de ebulição, "Focus" tem seu lugar por apresentar uma sonoridade nova e pouco imitada.

Music News

Festival de música Mada começa amanhã em Natal

Por Redação

O festival Música Alimento da Alma (Mada), de Natal (RN), chega à sua oitava edição reunindo 25 bandas e 18 DJs. O evento segue até o dia 6 na arena do hotel Imirá Plaza (Via Costeira, Natal; ingr. de R$ 15 a R$ 40). Entre as atrações, estão as bandas Pavilhão 9, O Rappa, Pitty, Cansei de Ser Sexy e Relespública.

A programação completa está no www.festivalmada.com.br .

Folha de S. Paulo

Pery Ribeiro faz show no BIS com repertório do CD 'Cores da minha Bossa'

Por Um por Todos Comunicação Integrada

O cantor Pery Ribeiro é a atração do BIS Espaço Musical nos dias 5 e 6 de maio, às 21h30. No repertório estão composições de seu último CD "Cores da Minha Bossa", lançado nos Estados Unidos no ano passado. A seleção musical do show vai desde clássicos dos anos 40 até canções inéditas. Entre os autores estão Tom Jobim, Ivan Lins, Gilberto Gil, Billy Blanco e Edu Lobo. Pery Ribeiro estará acompanhado pelos músicos Fernando Merlindo (teclado), Paulinho Criança (bateria), José de Arimatéia (trompete) e João Carlos Guimarães (contrabaixo).

O "Cores Da Minha Bossa" é 31º álbum da carreira de Pery Ribeiro, um importante intérprete da bossa nova que gravou pela primeira vez sucessos como 'Garota de Ipanema', 'Barquinho', 'Rio', 'Berimbau', entre outros. Com uma carreira internacional desde os anos 60, Pery trabalhou com Sérgio Mendes, Burt Bacharach, Johnny Mathis, Sérgio Mendes, Errol Garner, Herb Alpert e Henri Mancini. Recentemente, entr e 2004 e 2005, Pery excursionou quatro vezes à Europa, se apresentando com Leny Andrade em importantes Festivais de Jazz, ao lado de nomes como George Benson, Herbie Hancock, Pat Metheny, Ernie Watts and Keith Jarret.

Serviço:
Bis Espaço Musical
Dias 5 e 6 de maio, 21h30
Rua Frei Leandro nº 20 - 2º andar - Jardim Botânico - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2226-1038.

Music News

Crítica/Disco

Arthur Nestrovski - Articulista da Folha

Izabel Padovani canta os triunfos do "Desassossego"

Abrir o disco cantando "Circuladô de Fulô" seria um gesto de loucura, se não fosse de sabedoria. Que uma e outra coisa se tocam é um dos temas, aliás, da insólita canção de Caetano Veloso, que devolve o texto das "Galáxias" de Haroldo de Campos à sua condição musical de origem. É esse repente transcendental sobre o "circulador de flores" que se reinventa agora na versão de Izabel Padovani, chegada triunfalmente de volta ao país, depois de quase dez anos na Áustria.

Falar em triunfo não é exagero, para quem ganhou o Prêmio Visa em 2005. A produção do novo disco, "Desassossego", consagra outras interpretações que Izabel cantou durante o concurso, como "Frevo Diabo" (Edu Lobo/Chico Buarque) e "Retalhos de Cetim" (Benito di Paula). Que essas duas possam estar lado a lado só faz sentido dentro da trama que a cantora foi capaz de tecer, alinhavando tudo com o fio da voz.

O disco consagra ainda os instrumentistas que a acompanham, com destaque para o pianista Marcelo Onofri, com quem ela vem trabalhando desde a década de 80, e destaque todo especial para o baixista Ronaldo Saggiorato, um virtuose do baixo de seis cordas, seu parceiro no corajoso disco "Tons", que a dupla lançou no ano passado (selo Gillard).

Na cronologia coincidental das coisas, "Tons" virou um prefácio interessantíssimo para o "Desassossego". No segundo, é como se explodisse boa parte da carga musical do primeiro, favorecida ainda pelas artes do clarinetista Anderson Alves, da violoncelista Lara Ziggiati, do acordeonista Alessandro Kramer e do baterista Nenê. Alguém vai reclamar dos interlúdios jazzísticos, mas cabe ver aí um impulso de mudança nos moldes da relação entre canto e acompanhamento, justificado pelo nível instrumental a que se chegou nessa música popular de câmara. A voz de Izabel, de sua parte, já é um capítulo da nossa música popular, com seu registro acastanhado de meio-soprano e sua ciência do que são vogais e consoantes.

Num e noutro disco, ela gravou parcerias dos portugueses Mário Laginha e Maria João. No disco novo, foi a vez de "Pés no Chão", um "tour-de-force" da prosódia, que arrebata os ouvidos com sua etnolíngua imaginária ("pári todos os di á dê sum ná"), dizendo tudo o que é preciso para que se entenda o que não é preciso dizer.

O CD inclui ainda coisas como o "Dueto" de Chico Buarque, que ela canta com Renato Braz: a língua brasileira circulando flores muito além do que pode sugerir o arranjo das cordas. Pena que nem tudo tenha o mesmo acento de inevitabilidade, num disco que quer definir um repertório pessoal. Mas a aposta é boa e os achados sustentam, com sobra, os perdidos.

O disco termina na "Suissa", sem acento e com dois "ss", como pede a letra do velho samba de Janet de Almeida e Haroldo Barbosa. "Vielen dank für die Blumen", diz um verso no fim: "Muito obrigado pelas flores" -flores que amarram o irônico laço na ordem circular do disco. E a gente então volta a "Circuladô de Fulô", para continuar, de imediato e para sempre, escutando a cantora que voltou do frio.

Desassossego
    
Artista: Izabel Padovani
Lançamento: Eldorado
Quanto: R$ 30, em média

Folha de S. Paulo

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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