Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Marcos Valle e Vander Lee no programa Vozes do Brasil

Por Programa Vozes do Brasil - Patrícia Palumbo

 

No Vozes desta terça feira, 2 de maio, duas entrevistas: Marcos Valle e Vander Lee. Os dois passaram por São Paulo e falaram com o Vozes do Brasil.

Marcos Valle é o compositor de Samba de Verão junto com seu irmão Paulo Sérgio - música gravada por Bebel Gilberto e Caetano Veloso entre tantos outros. Vander Lee é mineiro, autor de Contra o Tempo, e nesse programa canta junto com Elza Soares.

Mas, antes das participações especiais tem Seu Jorge e Mart'nália; Pedro Luís e a Parede com Lenine; o maracatu eletrônico do Zuco 103; Elis Regina em gravação rock'n roll da década de 70; Mutantes; Zeca Baleiro em parceria com Mathilda Kóvack; e ainda Dj Dolores e aparelhagem e uma linda ciranda cantada por Isaar.

Mais informações: www.vozesdobrasil.com.br e www.radioeldoradofm.com.br .

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Funk Como Le Gusta - "Funk Ao Vivo Como Le Gusta"

Por ST2 Records

Qual foi a última vez que você dançou e cantou durante o show de uma banda na íntegra? Agora você pode aproveitar - ou reviver - um dos melhores shows dos mensageiros do balanço, gravado em alta definição nos dias 2 e 3 de setembro de 2005 no Sesc Pompéia, em São Paulo.

Através de um repertório variado e arranjos caprichados, o Funk Como Le Gusta levou o público ao delírio executando seus clássicos, versões e sucessos atuais. Em seu primeiro DVD, a banda faz uma apresentação inesquecível com muito funk, soul, swing e samba rock, repleta de temperos latinos e brazucas.

O repertório apresenta diversas músicas que sobrevoam os dez anos de atividade da banda: as recentes "SOS" e "Vertiplano", clássicos do Funk Como Le Gusta como "16 Toneladas" e "Zambação", além de interpretações inéditas, como "Balanço" de Tim Maia, e "Funk Brother Soul", de Gerson King Combo. Inclui ainda uma sessão de extras com cenas de bastidores, galeria de fotos além de depoimentos da banda e de personalidades do meio artístico.

"Isso aqui é soul, isso aqui é funk, isso é Funk Como Le Gusta!"

Mais informações: www.st2.com.br .

Music News

Sandra Peres e Paulo Tatit - "Pé com pé"

Por MCD

Com o primoroso álbum duplo Pé com Pé, Sandra Peres e Paulo Tatit lançam o décimo CD do selo Palavra Cantada, e mais uma vez demonstram o enorme talento na concepção de projetos com a música infantil, gênero que eles elevam a um patamar superior.

A diversidade temática das composições, os toques poéticos e os retoques bem humorados, o cuidado com os arranjos e interpretações, enfim, todo o trabalho artesanal deste álbum, assim como nas produções anteriores, buscam uma expressão que se poderia chamar universal ou atemporal, na medida em que toca a todos indistintamente e dura no tempo independente dos modismos de época.

Dois discos
Este lançamento tem por tema uma viagem pela imensa profusão dos ritmos brasileiros. Dentro desse espírito, foram criadas 15 canções que formam o repertório do primeiro CD do álbum, também chamado Pé com Pé, Mas a grande surpresa fica por conta do segundo CD Pé na Cozinha, onde as mesmas faixas são reinter pretadas apenas instrumentalmente, colocando as bases percussivas em primeiro plano, destacando e aprofundando dessa forma os ritmos implícitos nas canções cantadas.

Acompanha o álbum um libreto com 56 páginas ricamente ilustradas, com as letras das canções e comentários do etno-musicólogo Paulo Dias sobre cada um dos ritmos empregados.

Mais informações: www.mcd.com.br .

Music News

Boca Livre de volta

por Beto Feitosa


Grupo remonta formação original e se apresenta no Rio

Um dos grupos vocais de maior sucesso comercial nos anos 80, o Boca Livre está de volta com uma única apresentação no Canecão (Rio) hoje, 27 de abril. O público carioca vai poder ver, depois de 15 anos, a formação original do grupo reunida novamente.

Formado em 1978, o grupo lançou no ano seguinte seu primeiro LP, gravado de forma independente. O incrível sucesso para um disco sem apoio das grandes gravadoras tomou rádios e vendeu mais de 100 mil cópias. Formado por por Maurício Maestro (contrabaixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal), Cláudio Nucci (violão e vocal) e David Tygel (violão e vocal), o Boca Livre colecionou vários sucessos e sempre esteve na estrada, porém com outras formações.

O repertório para a nova reunião, decidido em reuniões na casa de Zé Renato, lembra antigos sucessos, obrigatórios depois de tanto tempo longe dos palcos. Passa pelas inevitáveis Toada, Mistérios, Quem tem a viola e outros. Mas vislumbra uma estrada pela frente e já insere repertório inédito nessa história, como a música que abre o show, Eu no futuro, do compositor Lula Queiroga.

Entre as novidades também ganharam uma nova composição de Carlos Lyra sob poema de Machado de Assis. Releituras de Vitor Ramil, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Tom Jobim serão apresentadas ainda no show.

O show do Canecão é o ponta-pé inicial dessa nova fase do Boca Livre. Sempre primando pela qualidade do repertório e dos arranjos, o grupo agora concilia suas apresentações com as carreiras de seus integrantes.

Serviço:
Grupo Boca Livre
Dia 27 de abril às 21h30
Local: Canecão
Av. Venceslau Brás , 215 - Botafogo. Tel.: (21) 2105-2000
Preços: entre R$ 50,00 e R$ 80,00

Ziriguidum

Cambada Mineira vai de Milton a Skank

Por Mauro Ferreira

Formado em 1998 por mineiros radicados no Rio de Janeiro, o grupo Cambada Mineira gira em torno da produção musical das Geraes em seu novo disco, Meu Recado. Produzido por Luis Filipe de Lima, o CD reúne convidados como Wagner Tiso, Toninho Horta, Zé Renato, Victor Biglione e Simone Guimarães.

O repertório vai de sucessos de Milton Nascimento (Clube da Esquina II, Canção da América, Cavaleiros do Céu, Caçador de mim) a hit do Skank (Resposta), passando por temas de autoria de músicos do grupo (São João Del Rey, Cateretê).

A curiosidade é Cachorro Urubu, lado B da obra do baiano Raul Seixas.

O Dia

Chico nas internas

Por Luiz Fernando Vianna

Chico Buarque compra músicas de compositores anônimos e assina como suas. "Geralmente eu compro dos mesmos, que já conheço há mais tempo", conta. Suas canções femininas são feitas por uma moça. Há fornecedores em decadência, o que o leva a procurar gente nova, como um tal Ahmed, autor oculto de uma das faixas do CD "Carioca", que será lançado no início de maio. "Cobrou caro pra cacete! Mas, como eu estava precisando, e ele sabia que eu estava na pior, eu paguei, né?", lamenta Chico, que diz ter sido obrigado por Ahmed a dar mais e mais dinheiro até receber a música completa. "Eu não componho, não, mas trabalho pra cacete", defende-se.

A história acima é, obviamente, uma brincadeira. Uma das muitas que Chico gosta de inventar e que fazem parte de "Desconstrução", DVD a que a Folha assistiu nesta semana e que poderá ser comprado juntamente com "Carioca" -R$ 60, em média, o pacote; R$ 40 só o CD. Apesar do título algo pretensioso, o DVD é o oposto dos que estão nas lojas, resultantes dos especiais de TV dirigidos por Roberto de Oliveira.

Em vez de belas cidades européias, apenas o estúdio da gravadora Biscoito Fino como cenário. Em vez de entrevistas, só declarações colhidas informalmente e muitas brincadeiras como a de Ahmed. "A idéia era que o material viesse dele, Chico. Procurei interferir o mínimo possível", diz o diretor, Bruno Natal, 28, que começou a filmar, autorizado pela gravadora, sem saber que o material viraria um DVD e sem que Chico soubesse o que aquela câmera digital portátil fazia atrás dele.

É a primeira vez que os bastidores das gravações de um disco de Chico são amplamente registrados - 42 horas de material bruto, colhidas de setembro de 2005 a março passado. Em seu último CD de inéditas, "As Cidades", de 1998, ainda engatinhavam no Brasil câmeras digitais e DVDs. "Quando vi a cena com o Jorge Helder, eu percebi que tinha algo especial, que só tinha acontecido ali e não dava para ser refeito", conta Natal, delimitando o momento em que o DVD começou a nascer.

A "cena com o Jorge Helder" é uma das melhores seqüências dos 58 minutos do documentário e resume sua espontaneidade. Chico arma uma surpresa para seu baixista: sem avisá-lo antes, vai mostrar a letra que fez para uma melodia entregue por Helder. Quando começa a perceber a armadilha, o músico fica lívido e com vergonha da câmera. "Por favor, bicho, pára aí. Pô, vou pagar um mico aqui."

Antes de chorar, sai do estúdio. Volta de cara inchada, tremendo: "Me dá um calmante, qualquer coisa". Ganha um copo d'água e o riso frouxo de Chico, que se diverte com a emoção de Helder. "Eu não mereço isso, não!", comove-se por se tornar parceiro do amigo/ídolo.

Folha de S. Paulo

Ângela RoRo assina com a Indie Records

Por Mauro Ferreira

Sem gravar desde 2000, quando lançou o disco Acertei no Milênio pela Jam Music, Ângela RoRo vai voltar ao mercado fonográfico ainda este ano. A cantora e compositora vai assinar contrato com a Indie Records na próxima semana. O projeto da companhia é lançar um álbum de inéditas de RoRo e - logo em seguida - um DVD (o primeiro da artista) com o registro de um show da autora de Só nos Resta Viver e Fogueira, entre outros sucessos.

O Dia

Francis Hime faz som básico na contramão

Beatriz Coelho Silva

Com 10 inéditas, em Arquitetura da Flor maestro e compositor deixa de lado recursos sinfônicos e investe em quarteto

Francis Hime resolveu que menos é mais. O maestro e compositor, que usou os recursos de uma sinfônica em discos anteriores, reduziu seus músicos em Arquitetura da Flor, que acaba de sair pela Biscoito Fino. Em vez da orquestra, ele chamou quatro feras de estúdio (o baixista Jorge Helder, o violão de Ricardo Silveira, Kiko Freitas para a bateria e Marcelo Costa na percussão) e gravou 12 canções, dez das quais inéditas, compostas nos últimos dois anos. Gravaram todos juntos, como se fosse um show, um disco em que o samba predomina, com tratamento de bossa nova, quase jazzístico.

"Este disco começou a nascer quando ainda fazia Brasil Lua Cheia e quis andar na contramão. Em vez da robustez de uma orquestra, o som básico de um quinteto. E no lugar de escrever minuciosamente cada arranjo, deixei espaço para os músicos improvisarem. Foi uma novidade completa", conta. "Com exceção de A Dor a mais, uma parceria antiga com Vinicius de Moraes, e Palavras Cruzadas, rara letra de Toquinho, todas as faixas são poemas musicados. Recebi a letra para compor. Sem Saudades (letra de Cartola entregue pela família do sambista) foi complicada porque gosto de mexer nas letras, mas neste caso era impossível. Acabei começando de um jeito e terminando de outro."

Se tem Cartola, Vinicius e Toquinho, além de letras de Olívia Hime e Simone Guimaraes, metade é de Geraldo Carneiro, com quem Francis troca figurinhas há tempos. "Temos escrito compulsivamente, umas 50 canções, e foi difícil escolher as que iam entrar. O produtor Mug Canazio ajudou. Se deixar com a gente, fazemos um disco com 20, 30 músicas", diz o compositor, que também reconhece que as canções são quase todas de amor. "Isso é coincidência. Não predeterminamos os assuntos, mas disco é assim mesmo. Você começa com uma idéia e acaba indo para caminhos que não tinha pensado antes."

Embora o número de músicos seja reduzido, a música de Arquitetura da Flor é sofisticada e elaborada como Francis sempre fez. Além do grupo básico, sempre há um comentário musical, seja no trombone de Vitor Santos, ou no cello de Hugo Pilger. Há também as vozes de Zélia Duncan e Nina Becker (cantora da Orquestra Imperial), em faixas separadas. Talvez pela novidade, o compositor sinta um desafio maior com um grupo menor. "Com poucos instrumentos, cada um fica mais em evidência. É o caso do piano, que eu quis fazer meio à Tom Jobim, econômico. Ficou difícil na hora da mixagem, mais complicada com poucos instrumentos."

Arquitetura da Flor vira show no início de maio, com estréia no Mistura Fina, do Rio, para chegar em no Sesc Pompéia no fim do mês. "Quero fazer com quatro músicos, como na gravação, se possível com estes que tocaram no disco", adianta Francis. Por enquanto ele tem viajado em shows-solo pelo interior de São Paulo, como um aquecimento. Ele nega que a economia de um grupo pequeno tenha pesado na escolha. "De início, só queria algo diferente, experimentar mesmo. Este show terá quase todas as músicas do disco e aquelas que o público sempre cobra, como Meu Caro Amigo, Atrás da Porta, Trocando em Miúdos."

O Estado de S. Paulo

Caixa reúne DVD, camiseta e imã de Elis

Por Mauro Ferreira

A gravadora Trama criou novo produto a partir do DVD Elis Regina Carvalho Costa, editado no ano passado com a gravação do programa da cantora na série Grandes Nomes, exibido em 1980 pela Rede Globo. Trata-se de uma caixa que reúne o DVD, uma camiseta e uma cartela de imãs com imagens da Pimentinha. É para quem veste realmente a camisa de Elis Regina...

O Dia

Chico César faz show inédito no Auditório Ibirapuera dias 21, 22 e 23

Por Chita Produções Artísticas

O compositor e cantor Chico César lançou em novembro de 2005, o sexto CD de sua carreira "De uns tempos pra cá", pela gravadora Biscoito Fino e apresenta seu repertório e outras composições de sua carreira ao público em show inédito no Auditório do Ibirapuera acompanhado pelo Quinteto da Paraíba, Simone Soul e Simone Julian, nos dias 21, 22 e 23 (sexta, sábado e domingo).

Com 12 faixas, "De uns tempos pra cá" traz canções autorais compostas por Chico desde a década de 80, num formato camerístico com o Quinteto da Paraíba: dois violinos (Yerko Tabilo e Ronedik Dantas), uma viola (Samuel Spinoza), um violoncelo (Raiff Dantas) e um baixo acústico (Xisto Medeiros).

Serviço:
Auditório Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2 do Parque do Ibirapuera
Dias 21, 22 e 23 de abril
Horário: 20h30

Mais informações: www.auditorioibirapuera.com.br .

Music News

Céu canta no segundo CD do Mombojó

Por Mauro Ferreira

O segundo álbum do grupo pernambucano Mombojó, Homem-Espuma, tem lançamento previsto para maio pela gravadora Trama. A cantora Céu participa de Tempo de Carne e Osso, uma das 14 músicas inéditas do disco, produzido por Daniel Ganjaman e Lúcio Maia (da Nação Zumbi).

O sucessor de Nada de Novo (2004) traz também Tom Zé na faixa Realismo Convincente. Já DJ Marcelinho da Lua e Fernando Catatau são os convidados de Swinga.

O Dia

Tom Zé 70

Por Cesar Giobbi

Tom Zé está em cartaz na cidade, de hoje a domingo, no Sesc Santana. Ele tem um monte de fãs, mas, por mais que sejam, serão sempre poucos em comparação com o seu talento e a importância de sua colaboração para a contemporaneidade da música brasileira.

Isso é sabido aqui, mas fora também. Na New Yorker da semana passada, que pode ser encontrada nas livrarias La Selva dos aeroportos paulistas, há um artigo de Sasha Frere-Jones sobre ele, que fala de sua relação com David Byrne que o lançou nos Estados Unidos nos anos 90, da estrutura de sua música, o cobre de elogios e pede pelo amor de Deus que algum americano o chame para tocar lá de novo.

Bom presente pelos seus 70 anos.

O Estado de S. Paulo

Choro marca encontro de Dominguinhos e Yamandú Costa no Tom Jazz

Por Arteplural Comunicação

Os instrumentistas e compositores Dominguinhos e Yamandú Costa fazem no Tom Jazz uma viagem musical por ritmos brasileiros e apresentam a leitura da dupla para composições marcantes do choro, sempre com muito improviso.

No repertório, o gaúcho Yamandú e o pernambucano Dominguinhos tocam Modulando (choro de Britinho), Carinhoso (Pixinguinha), Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) e uma versão diferente, que ainda está em ensaio, de Asa Branca (Luiz Gonzaga), além de versões para canções de Baden Powell e Radamés Gnatalli, entre outros.

No show, o violão de Yamandú lembra canções, como Brejeira (Ernesto Nazareth), Flamengo (Bonfiglio de Oliveira), além de composições próprias, como Mariana e Aurora. Já o acordeon de Dominguinhos parte para sucessos como Eu Só Quero um Xodó (Dominguinhos e Anastácia), Retrato de Vida (em parceria com Djavan) e De Volta pro Aconchego (em parceria com Nando Cordel), entre outras.

Serviço:

Tom Jazz
Av. Angélica 2331 - Higienópolis -
Telefone (11) 3255-3635
Dias 21 e 22 de abril, as 22:00 horas.

Mais informações: www.tomjazz.com.br .

Music News

Repertório delicioso e produção azeitada sustentam disco solo de Pedro Miranda

Por Mauro Ferreira

Integrante do Cordão do Boitatá e do Grupo Semente, Pedro Miranda não é um cantor especialmente imponente. Ao contrário. Sua voz é até trivial. Mas conseguiu fazer um excelente primeiro disco solo, Coisa com Coisa, graças a uma inspirada pesquisa de repertório que lhe possibilitou tirar do baú jóias do alto quilate de Caixa Econômica, parceria de Nássara com Orestes Barbosa.

Escorado na produção eficiente de Paulão Sete Cordas, Miranda passeia por diversas vertentes do samba. Do Recôncavo Baiano, vem a deliciosa e inédita Chula Cortada, de autoria de Roque Ferreira, craque na cadência da região.

Das ruas carnavalescas do Rio, o artista pescou a marcha Vírgula, gravada afetivamente com o Cordão do Boitatá. As surpresas vão se sucedendo.

Ora é um Chico Buarque desconhecido (Doze Anos, samba da triha da Ópera do Malandro), ora é uma valsa de Alberto Ribeiro e João de Barro (Ciúme sem Razão), ora é um samba irreverente de Ary Monteiro Z é da Zilda (Dona Joaninha, em dueto afetivo com Teresa Cristina, mulher de Miranda e co-autora de Cumplicidade, um samba amaxixado à moda dos anos 20).

Tem até embolada (O Sapo no Caco, de Jararaca). O samba é o dom de Pedro Miranda, como ela reafirma ao regravar a quase homônima obra-prima de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro.

Daí que o manifesto radicalmente nacionalista de Heitor dos Prazeres em Nada de Rock Rock caiu muito bem em sua voz simpática. É por essas e outras que vale correr atrás de Coisa com Coisa.

O Dia

Corta Jaca - "Corta Jaca" (Independente)

Por MUBI - Música Brasileira Independente

A música instrumental brasileira vive um dos seus melhores momentos. A maior oferta de espaços para música ao vivo, o aumento de escolas, eventos e festivais do estilo têm colaborado muito para esse crescimento.

Mas o fator chave neste crescimento é mesmo a conscientização da riqueza musical brasileira por músicos da nova geração. Mergulhando no passado, eles voltam ao presente banhados nas águas santificadas de mestres como Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Garoto e outros gênios.

O Corta Jaca é um desses grupos com o coração no passado e a mente no futuro. Em seu CD independente de estréia, os 6 jovens instrumentistas desfilam um repertório delicioso de choros, polcas e maxixes. Estão aqui as homenagens aos mestres.

"Amor e Medo" é uma polca-choro pouco conhecida de Zequinha de Abreu, "Gaúcho" de Chiquinha Gonzaga é um clássico do choro (destaque nesta versão para a dupla flauta/fagote que dão um brilho ainda maior a melodia).

Tem ainda as composições próprias. A singela "Amandinha" é do violonista Agostinho Paolucci, "Os Matutos" é um choro composto pelo cavaquinhista do grupo, Eduardo Macedo.

O grupo acerta também ao diversificar os arranjosque vão da sofisticação ao despojo como na ótima "Maxixando" que abre o CD, que conta ainda com as participações especiais de Maurício Carrilho, Rui Alvim e o excelente bandolionista Rui Kleiner. Ótima estréia.

Mais informações: www.mubi.com.br .

Music News

'Mulheres em Pixinguinha' comemoram aniversário do músico em dia do choro na Sala Baden Powell

Por Monica Ramalho Assessoria de Imprensa

É incrível como as melodias de Pixinguinha continuam em pauta 109 anos depois de seu nascimento e 33 anos após sua morte. A atualidade do compositor, saxofonista e flautista é comprovada em espetáculos como este 'Mulheres em Pixinguinha', que reúne as habilidades musicais de Daniela Spielmann (sax e flauta), Sheila Zagury (piano) e Neti Szpilman (voz).

O próximo encontro com o público será na Sala Baden Powell, em Copacabana, nos dias 22 e 23 de abril, às 20h. O show de domingo promete emocionar: além de comemorar os aniversários de Pixinguinha e Neti Szpilman, elas também celebram o Dia Nacional do Choro, gênero do qual o maestro é apontado como um dos principais fundadores.

O próprio trio feminino se encarrega de resumir o show: "O que fizemos foi uma colcha de retalhos bem singular com as músicas de Pixinguinha", define a cantora. "Apesar de bem conhecido, o diferencial do repertório está nos arranjos, que são exclusivos", emenda Dani. "A idéia não era apenas revisitar o cancioneiro dele, mas o que imaginamos como se fosse sua própria casa", arremata Sheila, enquanto dedilha algumas harmonias no instrumento.

Há anos que este show atrai apaixonados pela sensibilidade do autor dos choros ' Carinhoso' (parceria com Braguinha) e 'Naquele Tempo' (com Benedito Lacerda) aos teatros do Rio de Janeiro, de Niterói, Paraty, Campos e Macaé, entre outras cidades. O show ' Mulheres em Pixinguinha' virou disco em meados de 2001, através do selo CPC-Umes e, à exemplo da longevidade das composições do artista, permanece nos palcos com fôlego redobrado.

No roteiro, constam os legendários ' Ingênuo' (letra de Paulo César Pinheiro), 'De mal a pior' (com o parceiro Hermínio Bello de Carvalho), 'Mundo melhor' (cujos versos foram escritos pelo poeta Vinicius de Moraes), mais 'Página de dor', dele e Cândido das Neves "Índio", e 'O gato e o canário' , em duo com Benedito Lacerda, entre outras preciosidades nascidas sob a ba tuta do grande Pixinguinha.

Serviço:
Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360, em Copacabana, Rio de Janeiro
22 e 23 de abril (sábado e domingo), às 20h Telefone: (21) 2548-0421
Mais informações: cidaclf@globo.com .

Music News

Zé Paulo Becker apresenta choros inéditos

Por Beto Feitosa

O CD Um violão na roda de choro dá à luz 14 composições inéditas, mas acompanhando a tradição do gênero, para serem tocadas em encontros informais entre amigos. Como é o caso. A animada roda de choro é comandada pelo violão de Zé Paulo Becker, membro do Trio Madeira Brasil que já acompanhou artistas do quilate de Leila Pinheiro, Baden Powell, Ney Matogrosso entre outros.

Autor de todas as músicas, Zé Paulo lança em paralelo um livro de partituras chamado Pra tocar na roda. "A idéia do novo CD surgiu a partir de composições pensadas para serem tocadas nas rodas de choro", explica o músico. "São músicas de estrutura tradicional, em geral em três partes, de harmonia simples, sendo relativamente fáceis de serem acompanhadas", completa.

Em seu violão Zé Paulo dá a linha básica do trabalho, deixando a harmonização para o grupo de base. "Nas rodas esse papel de solista geralmente é desenvolvido por instrumentos de caráter mais melódico com o flauta, clarinete ou bandolim", explica Zé Paulo no texto encartado no CD.

Ainda no encarte, Zé Paulo dedica esse seu terceiro trabalho solo a Canhoto da Paraíba. No repertório quem também recebe homenagens é o compositor Guinga, com duas músicas batizadas como Guinguiniana.

A roda de choro de Zé Paulo Becker só acrescenta a história do gênero. Soma mais 14 composições inéditas a um repertório que, por mais que revisite e reverencie os mestres do passado, também não deixa de produzir suas novas obras.

Ziriguidum

Barão Vermelho faz show no "Bem Brasil"

Por Assessoria de Imprensa TV Cultura

O anfitrião do programa Bem Brasil, Wandi Doratiotto, recebe no sábado (29/04), às 17h, uma das bandas de maior sucesso do rock nacional: o Barão Vermelho. O show, que será exibido pela TV Cultura, foi gravado neste mês no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo.

Durante o show, o grupo formado por Roberto Frejat (guitarra e voz), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Santos (baixo), Guto Goffi (bateria) e Peninha (percussão) toca, entre outros hits, o clássicos "Maior Abandonado", "Pro Dia Nascer Feliz", "Pense e Dance", "Codinome Beija-Flor" e "O Poeta Está Vivo".

O show com o Barão Vermelho terá uma segunda exibição no Bis Bem Brasil, na terça-feira, dia 02 de maio, à 01h30.

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Uma dupla de tirar o fôlego: Celso Pixinga e Giba Favery

Por Paulinas-COMEP

O que pode resultar da união de um dos maiores contrabaixistas do mundo com um igualmente renomado baterista? Depois de oito anos tocando juntos, experimentando e recriando caminhos musicais, Celso Cláudio Cascarelli, o Celso Pixinga, e o baterista Giba Favery decidiram brindar seus fãs com o CD Dupla Dinâmica.

É um instrumental que mistura funk, samba, jazz, fusion e salsa, justamente para mostrar o entrosamento e a mágica musical em diferentes estilos dos dois músicos. "Além de uma grande amizade, rolou uma incrível afinidade musical depois de tanto tempo tocando juntos.

"Giba é minha alma gêmea musical", define o contrabaixista, com a experiência de 25 anos de convívio com músicos nacionais, como Gal Costa, Ângela Ro Rô, Wanderléa, Jane Duboc, César Camargo Mariano, e estrangeiros, como o baterista Dave Weckl, o pianista Gonzalo Rubalcaba, o guitarrista Taj Mahal, e o guitarrista e violonista Romero Lubambo.

As dez composições for am pensadas de forma a permitir à dupla interagir em estúdio para favorecer o desenvolvimento da relação musical baixo-bateria, característica que os dois músicos conseguem mostrar bem claramente quando tocam juntos.

As composições e arranjos são de autoria do próprio Celso Pixinga e de grandes amigos músicos como Mozart Mello (Piazzola), Tato Andreatta (Samba do Tato), José Carlos Godoy (Canelada) e Fábio Santini. Mais informações: www.paulinas.org.br .

Music News

Novo disco de Chico Buarque em pré-venda

Por Redação

 

"Carioca", novo disco de canções inéditas de Chico Buarque, já está em pré-venda no site da gravadora Biscoito Fino. A pré-venda é tanto para o CD simples (R$36,90) quanto para a edição CD + DVD, com vídeos dos bastidores da produção (R$54,90).

Desde 1998, com "As Cidades", o compositor não lança um disco de músicas novas. "Carioca" terá 12 faixas, incluindo "Porque era ela, porque era eu", composta para a trilha sonora do filme "A Máquina", do diretor João Falcão. Outras músicas que farão parte do novo disco são "As Atrizes", "Ela Faz Cinema" e "Sempre", outra música composta para a trilha sonora, desta vez para o próximo filme de Cacá Diegues, "O maior amor do mundo".

Chico Buarque apresenta também algumas canções em parceria com artistas como Ivan Lins, Carlinhos Vergueiro, Jorge Hélder e Edu Lobo, além da inédita "Imagina", canção composta por Tom Jobim em 1947 e que recebeu letra de Chico Buarque em 1983.

Além das parcerias nas composições, o disco conta também com as participações especiais de Dominguinhos, Mônica Salmaso e Daniel Jobim, direção musical do maestro Luiz Cláudio Ramos e produção de Vinícius França.

UOL

Centro Cultural acomoda acervo de Tom Jobim

Beatriz Coelho Silva

Obra e documentos do artista estão disponíveis ao público a partir de hoje

O acervo de Tom Jobim encontra, enfim, um porto seguro. Hoje, às 16h30, será inaugurado o Centro Tom Jobim de Cultura e Meio Ambiente, projeto acalentado há anos por seus herdeiros e amigos, instalado em galpões dentro do Jardim Botânico, do qual ele foi vizinho e freqüentador assíduo.

Lá, pesquisadores, músicos ou fãs terão acesso ao acervo digitalizado do autor de Garota de Ipanema, com cerca de 30 mil documentos, entre partituras, manuscritos, cartas, fotos, bilhetes e anotações que o maestro fazia em cadernos esparsos.

Esse material, que começou a ser organizado antes da morte de Tom, em dezembro de 1994, brevemente estará disponível também na internet. O site está pronto, mas seu lançamento depende de autorizações de parceiros e intérpretes de suas músicas.

O acervo físico está guardado na casa em que Tom Jobim morou nas redondezas, mas a idéia é levá-lo para o centro, assim que ficarem prontos os quatro galpões cedidos à instituição. Hoje, os ministros da Cultura, Gilberto Gil, do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Casa Civil, Dilma Roussef, vão inaugurar a sala de exposições, o auditório e a sala de pesquisa, com quatro computadores à disposição dos usuários.

O teatro ainda demora um pouco para ficar pronto. No seu lugar, há uma tenda com 300 metros quadrados, equipamento de som e luz para shows. O primeiro, hoje mesmo, será com o Trio Jobim, formado por Paulo e Daniel Jobim, filho e neto de Tom; Paulo Braga, que foi seu baterista; e o baixista Kiko Villas. "É o um trio de quatro", brinca Paulo.

Além do show, haverá mostra sobre o projeto do centro criado por Paulo, que também é arquiteto, e exibição em telões, do site oficial do centro, com fotos, vídeos e filmes de Tom Jobim ou de outros músicos interpretando sua obra.

"A vantagem de ter o Paulinho Jobim à frente do conselho do centro é que ele, além de músico e arquiteto, entende de computador. É ótimo nas três coisas", elogia o presidente do centro, João Fortes.

A proposta de levar o acervo de Jobim para local público e colocá-lo na internet vem de 2001, quando seus herdeiros fundaram o Instituto Tom Jobim. Naquela época, como agora, a família recebia inúmeras solicitações de partituras e outras informações do mundo inteiro e não dava conta de atendê-las.

"As músicas começaram a ser organizadas e a ter as partituras recuperadas quando se lançou o Cancioneiro Jobim, no fim da década passada. Algumas não estavam completas e partimos da versão original ou cotejamos duas ou três gravações diferentes", disse ele na época. "As músicas mudam com o tempo e é preciso ter o registro do compositor."

Fortes explica que a questão do meio ambiente associada ao centro é decorrência do pensamento e da obra do compositor. "Ele entendia que a cultura não se separava da preservação ambiental e é essa idéia que queremos disseminar."

Ele conta que a digitalização do acervo e a instalação do centro custam R$ 400 mil, pagos pela Petrobrás, com recursos da Lei Rouanet. "Agora, viramos uma Oscip, que nos permite maior mobilidade com a iniciativa privada e o poder público."

O Estado de S. Paulo

Tropicália agora

Por Marcelo Rezende

Infinito Particular e Universo ao Meu Redor buscam vencer o tempo


Marisa Monte almeja um diálogo amigável com a tradição musical do Brasil
Foto Murillo Meirelles

Bons artistas se ocupam de seu tempo, enquanto o público parece estar desatento para sentir o que se passa de decisivo ao seu redor. Excelentes artistas se ocupam do futuro, mas apenas os grandes conseguem dar conta do hoje e do amanhã.

O tempo é uma matéria-prima, e se torna o principal elemento para Marisa Monte em Universo ao Meu Redor e Infinito Particular. É com ele, com aquilo que foi deixado e pode ou deve ser recuperado que Marisa procura construir um espaço no qual a música brasileira poderia estar livre das exigências do “bom gosto” e da culpa de ser “popular”. Um território onde pudesse ser mais uma vez feliz.

A festividade, a abolição de fronteiras de classe, o caldeirão onde tudo cabe é, claro, um projeto musical tropicalista e uma presença feroz, por vezes opressiva, por outras salvadora, da cultura nacional. O Tropicalismo, para uma geração de artistas surgidos após a década de 70, tem servido muitas vezes apenas como desculpa.

Para Marisa Monte, parece ser uma causa. Universo ao Meu Redor, com produção de Mario Caldato Jr. e dela mesma, conta com os suspeitos de sempre entre seus parceiros (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes), e também com Adriana Calcanhotto (Vai Saber?), David Byrne e Paulinho da Viola (Para Mais Ninguém), que toca violão em algumas faixas. Trata-se de um álbum com “atmosfera” de samba, segundo a própria Marisa.

Um trabalho voltado para o samba, mas com uma ambição maior. Caldato e Marisa preparam surpresas, uma na qual o gênero é invadido por samplers (“pedaços” de diferentes sons utilizados para criar uma nova obra a partir do que já existe) e momentos surpreendentes, como a harpa em Perdoa, Meu Amor, presente ao lado de pratos, sinos e lixa de unha “executados” pela própria Marisa, ou a narração de “o homem na lua” pela Voz da América em Universo ao meu Redor. O que Marisa parece dizer é que se o samba está em uma caixinha de fósforos, pode estar em outros lugares.

Resta ainda Infinito Particular, o álbum de canções. Treze delas com produção de Marisa e Alê Siqueira, participação do norte-americano Philip Glass em alguns arranjos e a presença de Nando Reis e Seu Jorge nas composições. O resultado, alguns momentos felizes (Aconteceu) e outros bem menos, como A Primeira Pedra.

O que é surpresa em um CD, no outro é apenas repetição. Marisa Monte se apropria bravamente do tempo, da história da música brasileira em Universo ao Meu Redor para que algo lhe escape das mãos em Infinito Particular.

Bravo! Online

Voz e imagem do "dono da voz"

Por Redação


Chico Buarque em Paris, cidade onde foram gravadas cenas da série de DVDs

Enquanto "Carioca", o novo disco, não vem - está prometido para a primeira semana de maio -, pode-se repassar os melhores momentos de uma carreira superlativa, que há 40 anos se confunde com a cultura brasileira contemporânea.

Na terceira caixa da série "Chico Buarque", mais três DVDs, respectivamente dedicados à canção de amor ("Romance"), à presença do esporte das multidões ("O Futebol") e à relação entre música e literatura ("Uma Palavra"). No conjunto, uma centena de composições.

Em "Romance", primeiro DVD da caixa e sétimo da série retrospectiva da obra do cantor e compositor, gravado em Paris, Chico fala sobre a natureza dos sentimentos amorosos e, em cenas com a participação de Elis Regina, Daniela Mercury e Edu Lobo, interpreta canções como "Eu te Amo", "Atrás da Porta" e outras - entre elas a inédita "Outros Sonhos".

Em "O Futebol", segundo DVD da caixa e oitavo da série, gravado no estádio do Maracanã e na confeitaria Colo mbo, no Rio, ele fala do esporte em sua vida, ele que é "dono" de um time, o Politheama. Entre encontros com jogadores de exceção, como Pagão e Pelé, peladas em vários locais, seleção de jogadas e gols memoráveis de supercraques, Chico interpreta canções que falam do futebol e seus temas ("Meu Caro Amigo", "Pelas Tabelas" etc.).

Por fim, em "Uma Palavra", terceiro DVD da caixa e nono da série, o bate-bola entre música e literatura, nas canções e nos livros. Com cenas gravadas em Lisboa, Paris e Budapeste, que emprestou o título a seu terceiro romance, ele mostra em que as duas linguagens se diferenciam e mutuamente se influenciam.

Entre as canções, "Almanaque" e "Fado Tropical". Para os fãs, muitos, um prato cheio.

"Chico Buarque"
Brasil - 2006.
Direção: Roberto de Oliveira
Distribuição: EMI

Valor Econômico

Maogani une violões às vozes de Salmaso e Braz

LUIZ FERNANDO VIANNA - DA SUCURSAL DO RIO

O quarteto de violões Maogani já participou de shows de Mônica Salmaso e Renato Braz e já recebeu os cantores em apresentações suas. Mas a temporada de amanhã a domingo, no auditório Ibirapuera, é a primeira em que todos se unem oficialmente para costurar um espetáculo.

O Maogani, que em 11 anos de carreira se firmou como uma das melhores formações instrumentais do país, fica no palco durante todo o show. Do seu último CD, "Água de Beber" (2004), quase todo dedicado a Tom Jobim, os músicos devem tocar a faixa-título, "Frevo de Orfeu", "Lamento no Morro" e, com Salmaso, "Insensatez" e "Correnteza".

"O arranjo de "Correnteza" é diferente do que está no nosso CD", diz Paulo Aragão, que forma o Maogani com Carlos Chaves, Marcos Alves e Mauricio Marques. O grupo carioca passou a contar com o gaúcho Marques em junho passado, depois da saída de Marcus Tardelli, que faz carreira solo. "Por ser do Sul, ele tem uma pegada diferente, que influencia o nosso jeito de tocar", diz Aragão.

Com Salmaso, o Maogani também interpreta "Imagina", que ela gravou com Chico Buarque para o novo CD dele, e "Cabrochinha" (Maurício Carrilho/Paulo César Pinheiro), do último dela. Com Braz, tocam "Na Ribeira do Rio" (Dori Caymmi/Fernando Pessoa), "Ave Maria" (Erothides de Campos), "Cantiga do Sapo" (Jackson do Pandeiro/ Buco).

Serviço:
Quarteto Maogani e Convidados
Quando: sexta (14) a domingo (16), às 20h30
Onde: auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2 do parque)
Quanto: R$ 30

Folha de S. Paulo

O samba e o dom de Fabiana Cozza chegam ao Rio

Por Joaninha Produções

A Joaninha Produções apresenta ao público do Rio de Janeiro a cantora Fabiana Cozza, atração desta quinta-feira no Trapiche Gamboa. Acompanhada de Humberto Araújo (sopros), Lenildo Gomes (cavaquinho), Marcelo Menezes (violão) e Regina Café (percussão), a cantora paulistana vai mostrar parte do repertório que fez seu primeiro disco, O Samba é Meu Dom, ser indicado ao Prêmio Tim e ao Prêmio Rival em 2005.

O jornalista Paulo Roberto Pires presenciou o primeiro encontro da cantora Fabiana Cozza com os músicos cariocas e fez um relato em sua coluna no site NoMinimo: "Meninos, eu ouvi: o que vem por aí é bom de dançar e melhor ainda de ouvir. Pois além de emendar Ivone Lara, Luis Carlos da Vila, Dorival Caymmi e até Jerônimo (a deslumbrante "É d'Oxum") para não deixar ninguém parado, Fabiana suínga como as melhores cantoras de jazz, improvisa sem exagero e, se bobear, faz até chorar".

Os cariocas que não vão viajar já tem programação impe rdível para esta véspera de feriado: sambar com Fabiana Cozza, e conferir porque ela agrada tanto aos já que puderam ver e ouví-la cantar!

Serviço:

Trapiche Gamboa
Rua Sacadura Cabral 155 - Praça Mauá
Tel.: (21) 2516-0868
Início: 20h 30min
Couvert: R$ 12.

Mais informações: www.joaninha.pro.br .

Music News

Nelson Sargento - "Nelson Sargento 80 Anos"

Por Rob Digital

Para comemorar os 80 anos do compositor mangueirense Nelson Sargento, a Rob Digital lança uma caixa com 4 CDs originas: Sonho de um Sambista (1979), Encanto da Paisagem (1986), Só Cartola (1998) e Flores em Vida (2001).

Destaque para os sucessos "Agoniza mas não morre", "Falso amor sincero", "Primavera" e "Idioma esquisito". Inclui livreto especial com texto biográfico, depoimentos e mais de 60 fotos do arquivo pessoal do artista.

Mais informações: www.robdigital.com.br .

Music News

Viola Minha Viola Vol. 2 - vários artistas

Por Atração Fonográfica

Programa apresentado por Inezita Barroso, a rainha da música caipira de raiz, é voltado a modas de viola, música de raiz, lendas e danças folclóricas. Em meio a um cenário que reproduz o centro de uma cidade típica do interior do Brasil, a música de raiz mistura-se a grupos folclóricos e artistas regionalistas.

E, para comemorar os 25 anos de Viola, a Atração, desde o fim do ano de 2005, está com o projeto de lançar cinco CDS para retratar os anos de sucesso do programa.

Mais informações: www.atracao.com.br

Music News

Milton, sem rótulos, iguala-se aos figurões do jazz

CARLOS CALADO - ESPECIAL PARA A FOLHA

Um fã desavisado poderia se surpreender ao ver Milton Nascimento cantar um clássico do jazz, dedilhando um baixo acústico. Foi exatamente assim que o compositor abriu seu show de anteontem pela série Credicard Vozes, no Bourbon Street, em São Paulo. Como outros artistas que já participaram desse projeto, Milton aceitou o desafio de interpretar um repertório diferente do habitual. Ou de reler seus sucessos num formato musical diverso do que o consagrou.

Acompanhado por seu sexteto, ele foi direto ao assunto: já entrou em cena vocalizando a melodia de "Work Song" (de Nat Adderley), clássico do soul-jazz dos anos 60. E, sem largar o contrabaixo, emendou uma versão descontraída de outra pérola do gênero: "Far More Blue" (de Dave Brubeck).

Quando tudo indicava que a seleção de clássicos do jazz continuaria, Milton virou o jogo. Trocou o baixo pelo violão e, com aquela voz sublime que emociona platéias há quatro décadas, relembrou a bela "Outubro" (parceria com Fernando Brant), lançada por ele em seu disco de estréia, em 1967.

Para quem acompanha de perto a trajetória do carioca mais mineiro da MPB, esse foi o verdadeiro início do show. A relação de Milton com o jazz o segue desde cedo e transparece em boa parte de sua obra, especialmente na maneira de tratar melodias e harmonias. Mesmo sem ser um jazzista literal, Milton é um adepto do improviso como método de criação.

Não foi à toa que ele incluiu no roteiro outras canções da fase inicial de sua carreira. Como a pungente "Tarde" (parceria com Márcio Borges), recriada com pulso de samba, em arranjo bem jazzístico. Ou a solar "Canção do Sal", que ressurge em versão mais vibrante do que a original.

Também não é à toa que Milton escolhe para sua banda músicos com formação jazzística, como o tecladista Kiko Continentino, o guitarrista Wilson Lopes ou o baterista Lincoln Cheib, que já o acompanham há anos. Esse know-how ficou bem evidente na longa versão de "Vera Cruz" (parceria com Marcio Borges), repleta de improvisos, como numa "jam session".

Outro momento conectado com o jazz veio com "Lilia", tema instrumental lançado originalmente no lendário álbum "Clube da Esquina" (1972), que Milton compôs em homenagem à sua mãe. A nova versão ganhou um sotaque oriental, insinuado pelo expressivo solo de Widor Santiago ao sax soprano.

Para a alegria dos fãs mais ortodoxos, o cantor também não deixou de fora sucessos como "Para Lennon e McCartney" e "Nos Bailes da Vida", acompanhado pelos vocais e palmas da platéia. E relembrou a delicada "Ponta de Areia", num singelo solo de sanfona.

Mesmo quem esperava por mais standards do jazz no repertório, não deve ter saído decepcionado. Milton mostrou que sua relação com o jazz passa mais pela liberdade sonora do que pelo vocabulário desse gênero.

Não foi por outra razão que jazzistas como Wayne Shorter e Pat Metheny se renderam à originalidade de sua música. Milton pode até recusar o rótulo de jazzista, mas não deve nada aos figurões desse gênero.

Folha de S. Paulo

A Lumiar, responsável por uma das maiores bibliografias musicais do país, ressurge com coletâneas

Por Sérgio Barbo

Fundada em 1986 pelo carioca Almir Chediak, a editora e gravadora Lumiar criou um padrão sem igual para songbooks no Brasil. Criterioso, Chediak, ele próprio um músico, conferia as cifras, os acordes e as letras das músicas diretamente com os autores. Prestou um grande serviço à nossa memória cultural, produzindo uma coleção de 21 songbooks de importantes nomes da música brasileira como Ary Barroso, Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Marcos Valle, Caetano Veloso, Rita Lee, entre outros.

Contudo, o futuro da Lumiar se tornou incerto após o falecimento de Almir, em 2003. Sob a direção de seu irmão, Jesus Chediak, a produtora toma agora novo impulso. Em co-produção com a Trama, parte do acervo é relançado em cinco volumes na Coleção Songbook.

A seleção é variada e o enfoque é dado a nomes do porte de Dorival Caymmi, Braguinha, Chico Buarque, Tom Jobim, Vinicius, Gilberto Gil, que têm, por sua vez, suas obras revisitadas por arti stas de renome. Mesmo respeitando as características primordiais das canções, Chediak costumava dar grande liberdade para o intérprete.

O que se ouve são belas e personalíssimas versões de "Chiquita Bacana" (de João de Barro e Alberto Ribeiro) na voz de Lucinha Lins, "Flor de Liz"(Djavan) com Beth Carvalho, "Arrastão" (Edu Lobo e Vinicius) com a dupla Hermeto Paschoal e Itamara Koorax, "A Rosa" (Chico Buarque) com o piano e voz de Johnny Alf, para citar algumas releituras.

A coleção funciona, igualmente, como introdução a um rico acervo que, além de discos, engloba partituras, livros e métodos.

Music News

FESTIVAL DA NOVA CANÇÃO BRASILEIRA - CUT

Portal SESC

O Festival da Nova Canção Brasileira, organizado pela Central Única dos Trabalhadores - CUT, propõe valorizar a produção musical no país, a estimular a inclusão sociocultural e propiciar o intercâmbio entre músicos e compositores de diferentes regiões. Promovido em parceria com o Sindicato dos Artistas e com o Patrocínio da Petrobrás. Apresentação de 12 finalistas, com o show de encerramento de Chico César e Quinteto da Paraíba no dia e 29 e de Jair Rodrigues no dia 30. Teatro.

Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir do dia 25/03.
R$ 6,00; R$ 4,00 (usuário matriculado). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). Sindicalizados mediante apresentação de carteirinha R$3,00. Dia(s) 29/04, 30/04

Sábado, às 21h e domingo, às 19h

SESC Pinheiros

Índios e negros

Por Tárik de Souza

Raízes mais profundas da MPB são esquadrinhadas na coletânea de ensaios Músicas africanas e indígenas do Brasil (Editora UFMG, 360 págs.), organizada por Rosângela Pereira de Tugny e Ruben Caixeta de Queiroz.

O livro vem acompanhado de dois CDs com extratos sonoros sobre debates, oficinas e exemplos de congo, moçambique, candombe, músicas dos kamayurá, krenak e huni kuin.

Jornal do Brasil

Zélia é a nova vocalista dos Mutantes

Por Mauro Ferreira

Nem Fernanda Takai, como cogitado inicialmente, nem Rebeca Matta, que chegou a ensaiar com o grupo e acabou fora do projeto. Zélia Duncan é a vocalista que vai ocupar o posto recusado por Rita Lee nos shows que marcarão a volta do grupo Os Mutantes em Londres, Estados Unidos e Brasil.

E que provavelmente serão gravados para gerar DVD e CD ao vivo. Parceira de Rita em músicas como Pagu, Zélia tem muito a ganhar com a exposição de seu nome no exterior.

Mas, no mercado nacional, essa junção com o grupo nada soma a uma carreira que vem conquistando elogios unânimes da crítica a partir dos discos Eu me Transformo em Outras (2004) e Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band (2005).

O detalhe mais surpreendente é que foi a própria Zélia que correu atrás da vaga...

O Dia

No tempo de Max

Por Tárik de Souza

Com o título provisório de Balanço das horas (Trama), Max de Castro engata disco novo. São dez composições dele que trazem o tempo no enredo.

Em Samba raro, Max gravou sozinho, Orchestra Klaxon e Max de Castro contaram com vários convidados, mas o disco atual, em fase de mixagem, teve um único convocado, João Donato, que toca em Programa.

Nas demais faixas, Max atuou com a banda que o acompanha desde o ano passado: Robinho (baixo), Guto Bocão Vai x Vai (percussão), Samuel Franga (bateria) e Will (trombone e flugel horn).

Jornal do Brasil

Ná vai lançar DVD no segundo semestre

Por Mauro Ferreira

Uma das melhores cantoras brasileiras, Ná Ozzetti vai poder enfim ser vista e ouvida em DVD. A intérprete e o pianista André Mehmari lançarão no segundo semestre o DVD do show Piano & Voz, gravado em São Paulo em apresentações feitas nos últimos dias 7 e 8 de abril.

Além das músicas do CD homônimo editado em 2005 (Pérolas aos Poucos, Rosa, O Ciúme, Gabriela, Os Povos), o DVD traz no repertório Feitiço da Vila (Noel Rosa), A Voz do Morto (Caetano Veloso), Clube da Esquina (Milton Nascimento e Márcio Borges) e Astoriana (Manuel Falla), entre outros temas.

O Dia

Final do 1º Festival da Nova Canção Brasileira

Por Acontece Comunicação e Notícias

Chico César e Jair Rodrigues na grande final do 1º Festival da Nova Canção Brasileira

Chico César e Jair Rodrigues serão as atrações especiais da grande final do 1º Festival da Nova Canção Brasileira, promovido pela Central Única dos Trabalhadores, com o apoio do Sindicato dos Artistas e patrocínio da Petrobrás. Na noite de 29 de abril, quando ocorre a primeira etapa da finalíssima, o espetáculo será do cantor e compositor Chico César.

O show de Chico César levará para o palco uma parceria do artista com o grupo de cordas Quinteto da Paraíba. Esse encontro já resultou no belíssimo disco "De uns tempos pra cá", lançado em outubro de 2005 pela gravadora Biscoito Fino. Já no dia 30 de abril, é o mestre dos festivais Jair Rodrigues quem abrilhantará o palco do SESC Pinheiros, em São Paulo, antes da apresentação dos concorrentes.

Representantes de todas as regiões do país estão entre os grandes finalistas do 1º Festival da Nova Canção Brasileira, promovido pela Central Única dos Trabalhadores em parceria com o Sindicato d os Artistas e patrocínio da Petrobrás.

Os classificados saíram de etapas classificatórias em seis diferentes regiões, método utilizado para garantir a diversidade cultural da música do Brasil. Nos próximos dias 29 e 30 de abril será, finalmente, conhecido o grande vencedor entre os candidatos de São Paulo/SP (são dois), Santa Catarina, Paraná, Tocantins, Distrito Federal, Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais (dois) e Pará (dois).

A intenção do 1º Festival da Nova Canção Brasileira é revelar novos talentos, com músicas inéditas. A melhor música ganhará R$ 10 mil, a segunda colocada R$ 5 mil, a melhor letra leva R$ 5 mil e o melhor intérprete, bem como a preferida do júri popular, receberão R$ 3 mil cada.

O público poderá votar na melhor música via internet pelo Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br) e em urnas colocadas no próprio Teatro do Sesc Pinheiros. Mais informações e a lista completa dos finalistas: www.cut.org.br .

Music News

Vander Lee no Teatro Crowne Plaza

Por Eliane Verbena Assessoria de Imprensa

Depois de encantar platéias por todo o país, Vander Lee apresenta seu show acústico no Crowne Plaza. O cantor e compositor mineiro interpreta suas baladas, sambas, reggaes, xotes e outros balacobacos com emoção e performance únicas.

No repertório, "Meu Jardim", "Breu" e "Iluminado", do mais recente CD, "Naquele Verbo Agora", além de sucessos dos discos anteriores como "Esperando Aviões", "Românticos" e "Onde Deus Possa Me Ouvir", gravada por Gal Costa.

Compositor visceral, sem fronteiras e de olhar despretensioso sobre o cotidiano, Vander Lee conquistou a admiração de Elza Soares (juntos fizeram shows pelas maiores capitais Brasileiras), Luiz Melodia (seu padrinho no Projeto Novo Canto-RJ) e de cantoras que gravaram suas canções, como Rita Ribeiro, Emilinha Borba e Alcione, entre outras.

Com um currículo de intensa atividade, Vander Lee tem quatro CDs lançados: Vanderly (1997), No Balanço do Balaio (Kuarup/1999), Vander Lee Ao Vivo (Indie Record's/2003) e Naquele Verbo Agora (Indie Record's /2005).

Show solo: Vander Lee (voz e violão)
Teatro Crowne Plaza - Rua Frei Caneca, 1360 - SP - tel (11) 3289-0985
Dias 12, 19 e 26 de abril - quartas-feiras - às 21 horas
Ingressos: R$ 30,00.

Music News

Miúcha e

Por Redação

A cantora Miúcha fará duas apresentações no Teatro do Sesc Santana, em São Paulo, neste final de semana (dias 15 e 16, sábado e domingo). A artista mostrará o espetáculo "Uma Cantora e Três Cariocas", que traz no repertório composições de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque, justamente os três autores mais gravados por ela.

Destaque para uma composição inédita do Poetinha, "Georgiana", homenagem de Vinicius a sua filha. No sábado, o show terá início às 21h. No domingo, às 19h.

Entre uma melodia e outra, Miúcha conta histórias sobre suas parcerias com os três compositores cariocas e relembra histórias ligadas às canções do show.

No palco, a irmã de Chico Buarque é acompanhada por Leandro Braga (piano), Jamil Juanes (baixo) e Ricardo Costa (bateria e percussão).

Sucesso!

Quarteto Maogani recebe Monica Salmaso e Renato Braz no Auditório Ibirapuera

Por Auditório Ibirapuera

Nos dias 14 a 16 de abril, o Quarteto Maogani apresenta-se às 20h30 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, e traz parte do repertório do disco "Água de Beber", homenageando Tom Jobim ao lado de clássicos de Ary Barroso, Baden Powell, Jackson do Pandeiro e Chico Buarque.

Além disso, contará com as ilustres participações de duas das mais belas vozes da nova geração da música brasileira: Mônica Salmaso e Renato Braz. O Quarteto Maogani, de violões, foi formado em 1995 no Rio de Janeiro por jovens músicos de formação clássica e com grande vivência na música popular.

Carlos Chaves, Paulo Aragão, Marcos Alves e Mauricio Marques são considerados atualmente um dos grupos instrumentais mais conceituados no cenário musical popular brasileiro, trabalhando uma nova concepção de interpretação musical e de elaboração de arranjos, através de uma formação instrumental pouco explorada e até certo ponto inusitada no cenário popular.

E é justamente esta versatilidade que vem encantando a crítica especializada, o público em geral e importantes personalidades do meio musical, que colocam o Maogani como herdeiro e continuador da melhor tradição violonística no Brasil.

O quarteto foi vencedor de diversos prêmios (entre eles o Prêmio TIM como melhor grupo instrumental em 2005), o Maogani tem se apresentado com freqüência no Brasil e no exterior, em importantes festivais como o Open String (Alemanha, 2004) e o TIM Festival (São Paulo, 2004).

Em seus shows e gravações, o quarteto interpreta de Chico Buarque a Ernesto Nazareth, de Garoto a Baden Powell, de Pixinguinha a Egberto Gismonti, entre outros. Viajam pelo choro tradicional e moderno, pelo samba, bossa nova, baião e valsa.

O Maogani já se apresentou em alguns dos principais palcos brasileiros ao lado de artistas como Leila Pinheiro, Época de Ouro, Guinga, Miúcha e Galo Preto.

Mais informações: www.auditorioibirapuera.com.br

Music News

Marcel Powell - "Aperto de Mão"

Por Rob Digital

Apontado como jovem mestre do violão brasileiro, herdeiro incontestável do talento de seu pai, Baden Powell, Marcel lança seu primeiro CD solo no Brasil. Produzido por João de Aquino, o disco traz um repertório cuja escolha baseou-se unicamente na emoção do intérprete.

A faixa título, homenageia Jaime Florence, o Meira, professor de seu pai, co-autor da música com Horondino Silva, o Dino 7 Cordas e Augusto Mesquita. O patriarca é homenageado em "Saudades de Baden" e em "Itanhangá", choro canção que evoca o bairro onde a família morou no Rio.

"Prelúdio das diminutas" é uma homenagem a Villa Lobos, feita aos 11 anos em parceria com Baden. O disco traz ainda músicas de João Bosco, Ivan Lins, Johnny Alf, Noel Rosa, Nelson Ferreira e Thelonious Monk.

Mais informações: www.robdigital.com.br .

Music News

Rosa com violão

Por Tárik de Souza

Conceituada como um João Gilberto de saias, a (também) baiana Rosa Passos sai pelo selo americano Telarc (Universal), num disco onde igualmente canta e toca violão.

O formato de Rosa é inédito em sua carreira, com 15 canções arranjadas pela própria cantora. Seis delas exibem sua pouco explorada face autoral, nas parcerias com letristas Demasiado blue (Fernando de Oliveira), Inverno (Walmir Palma), Sutilezas (Sérgio Natureza), Desilusion(Santiago Auserón).

E há standards tipo Duas contas, Eu não existo sem você e Olhos nos olhos.

Jornal do Brasil

Casa de Jobim abriga vozes irregulares

Por Mauro Ferreira

Nos anos 90, a diretoria da gravadora PolyGram (hoje Universal Music) teve a feliz idéia de regravar sambas de várias épocas com duplas formadas especialmente para o projeto por cantores de estilos diversos. Nascia a série Casa de Samba, que rendeu quatro discos e gerou projetos similares (e não tão bem-sucedidos) como Casa da Bossa e Casa do Forró.

Dez anos depois, a companhia retoma o projeto com o CD e DVD Casa da Bossa - Homenagem a Tom Jobim, gravados ao vivo em Canelas (RJ), no ano passado, durante a Festa Nacional da Música. Refinada na sua aparente simplicidade, a música de Tom Jobim costuma pôr à prova a afinação e a extensão vocal dos cantores que se aventuram a recriá-la.

É quando aparecem as deficiências evidentes em Casa da Bossa. O time de 17 intérpretes recrutado pela Universal - com o produtor Otávio de Moraes - peca pela irregularidade. E nem dá para culpar os arranjos do violonista Oscar Castro Neves, reverentes à obra de Tom e tocados por virtuoses como Leandro Braga (piano), Marcelo Mariano (baixo), Carlos Bala (bateria), Teco Cardoso (sopros) e o próprio Castro Neves ao violão.

A bonita capa do CD evoca o espírito da obra de Tom. As interpretações, nem tanto. Se os veteranos dão o habitual banho de segurança (basta ouvir a leitura exuberante de Leny Andrade para Se Todos Fossem Iguais a Você), os novatos deixam a desejar.

Sandy & Junior, por exemplo, se arriscam a cantar Águas de Março, mas a voz dela assume tom assustadoramente infantil quando incursiona pelo universo da MPB. Quando adolescente, Sandy era cantora afinada e graciosa. Mas sua voz não acompanhou seu crescimento (e sua salutar tentativa de navegar por outras águas) e insiste em soar... adolescente. Pena!

E o que dizer de Isabella Taviani, over acima de qualquer limite razoável?? Ela consegue transformar Caminhos Cruzados num tema brega e sentimental. Cantar Jobim é mesmo para poucos. Até Pedro Mariano, bom cantor, se mostra sofrível em Só Tinha de Ser com Você.

Claro que há acertos. Fora da cena eletrônica, Fernanda Porto até consegue valorizar Modinha em registro vocal contido. Paula Lima explora acertadamente o suingue de Só Danço Samba. Já Orlando Morais comprova sua afinação e sensibilidade em Por Causa de Você. E Roberta Sá confirma sua intimidade com o mundo do samba em Brigas Nunca Mais, ainda que sem reeditar o frescor vocal exibido em seu disco Braseiro.

O Dia

Programa Vozes do Brasil mostra o CD de Izabel Padovani, vencedora do prêmio Visa

Por Vozes do Brasil - Patrícia Palumbo

No Vozes desta terça feira, dia 11 de abril, o programa mostra entrevista com a cantora Izabel Padovani e seu novo cd. Arranjos muito interessantes e um repertório inusitado. Vale a pena conferir.

E ainda um especial que saiu meio sem querer sobre relacionamentos amorosos. Do começo, da paquera, até aquele cotidiano que pode desandar... sempre através das canções, é claro.

Nessa onda tem Domenico, Fernanda Abreu, Moska, Mundo Livre e Sandra de Sá. Pra fechar, Jussara Silveira e Céu, duas cantoras de gerações e estilos diferentes e que cantam lindamente. Composições de Beto Villares e Mauricio Pacheco.

Mais informações: www.vozesdobrasil.com.br e www.radioeldoradofm.com.br .

Music News

Delanno canta Bosco, Caymmi e Donato

Por Mauro Ferreira

Já chegou às lojas o disco que marca a estréia de Cris Delanno na gravadora Deckdisc. O CD Cris Delanno sai também na Europa e na Ásia. O repertório mistura, em 12 faixas, músicas de João Bosco e Aldir Blanc (O Ronco da Cuíca, samba também regravado recentemente por Céu em seu primeiro disco), Dorival Caymmi (Canoeiro), João Donato (Gaiolas Abertas, parceria com Martinho da Vila), Baden Powell & Vinicius de Moraes (Consolação) e Herbert Vianna (Me Liga).

A cantora gravou também Bem Longe - inédita parceria de Gabriel O Pensador com Marcos Valle - e um hit dos Carpenters (We've Only Just Begun), além de uma música de Freddie Mercury (Crazy Little Thing Called Love).

O Dia

Veredas de Freire

Por Tárik de Souza

Prêmio Sharp de 1996 na categoria revelação instrumental, o CD Rio abaixo, do violeiro Paulo Freire celebra dez anos remasterizado com novo encarte, fotos inéditas e músicas comentadas. ''O romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, completa 50 anos agora em 2006 e foi este livro que me fez morar no sertão do Urucuia, no norte de Minas.

Ali aprendi a tocar viola e Rio abaixo foi fruto dessa experiência'', conta ele, filho do escritor, jornalista e psicanalista Roberto Freire. Algumas músicas fizeram parte da série sobre o livro de Rosa, da TV Globo (Mosquitão), que também o utilizou como trilha de matérias do Globo rural, (Seca, Dona Júdica, Menino peão ). Outras (Inhuma da Taboca), ele desenvolveu com o violeiro local Manoel Neto de Oliveira, o Manelim, personagem ''rosiano'' que lhe ensinou vários toques de viola.

Jornal do Brasil

Em DVD, toda a história e música do Grupo Rumo

Por Dafne Sampaio


Acima, a reunião do grupo em 2004, e abaixo, todos jovens nos anos 80

A mídia DVD é uma caixinha de surpresas. Tanto pode reacender a produção de banais "ao vivo" como eterniza momentos históricos, em som e imagem. O caso do DVD Rumo - Show 2004 (Cultura Marcas/Distribuidora Independente) está, obviamente, neste segundo caso.

Um dos grupos mais originais da música brasileira, o paulistano Rumo surgiu em 1974, mas só começou a lançar discos em 1981 e durante os dez anos seguintes soltaram seis discos no mercado.

O impacto da produção do Rumo foi imenso dentro da música feita em São Paulo, tanto que é um dos pilares da chamada "vanguarda paulistana", mas foi pouco ouvido em sua época, ou pouco compreendido, no resto do país. O DVD serve muito bem como introdução e revelação da grande importância do grupo para a música brasileira (e como se não bastasse revelou artistas como Ná Ozzetti, Luiz Tatit, Paulo Tatit e Hélio Ziskind).

O tal "Show 2004" foi uma reunião de todos os integrantes, mais de dez anos a pós o último show juntos, para comemorar o lançamento de uma caixa com todos os CDs do grupo.

Filmado no Sesc Pompéia e em estúdio, é registro dos mais emocionantes, pois não só traz alguns dos clássicos do grupo, tais como "Ah!", "Banzo", "Ladeira da Memória" e "Trio de efeitos", além das interpretações de Noel Rosa ("Seja breve", entre outras) e Sinhô ("Canjiquinha quente"), como mostra que o conceito do 'canto falado' continua moderno e foi sendo ampliado nas carreiras solo de Ná Ozzetti e Luiz Tatit, e nos trabalhos com música infantil de Hélio Ziskind e Paulo Tatit (ao lado de Sandra Peres, no Palavra Cantada).

Entre os extras do DVD, depoimentos de todos os integrantes, quatro videoclipes históricos feitos na década de 1980 pela produtora Olhar Eletrônico (sendo que um deles, o melhor, é "Bem alto", dirigido por um jovem Fernando Meirelles) e um show ao ar livre, também na década de 80, na Praça Benedito Calixto, bem perto do histórico bar e casa de shows Lira Paulista na. Enfim história que não acaba mais em um registro indispensável.

Em tempo: a formação original do Rumo é Ná Ozzetti (voz), Geraldo Leite (voz), Hélio Ziskind (voz, sax, flauta e violão), Luiz Tatit (voz e violão), Pedro Mourão (voz e violão), Paulo Tatit (voz e guitarra), Zecarlos Ribeiro (voz e percussão), Ciça Tucori (piano e xilofone), Akira Ueno (baixo) e Gal Oppido (bateria).

Em 1985, com a saída de Ciça Tucori (recentemente falecida) entraram Ricardo Breim (piano e teclado) e Fábio Tagliaferri (viola). Os discos do grupo são Rumo (1981), Rumo aos antigos (1981), Diletantismo (1983), Caprichoso (1985), o infantil Quero passear (1988) e Rumo ao vivo (1992), além da coletânea O sumo do Rumo (1989).

Gafieiras

Para matar a 'Sodade Matadeira' de Sater

Por Mauro Ferreira

Compositor, cantor e violeiro que alcançou projeção popular na época da novela Pantanal, em 1990, Almir Sater volta ao mercado fonográfico via Som Livre. Chega às lojas neste mês de abril o CD Um Violeiro Toca, que reúne os maiores sucessos de Sater.

Além da faixa-título, a seleção inclui Chalana, Varandas, Sodade Matadeira, Doma, Rasta Bonito, Estradeiro e Cabecinha no Ombro, entre outras músicas. Uma coletânea de Sater até estava fazendo falta no mercado, mas o ideal seria que a Som Livre bancasse um disco de inéditas do artista.

O Dia

Ivan 10 cordas

Por Tárik de Souza

Dez cordas é o título do novo disco do violeiro mineiro Ivan Vilela, pelo novo selo Kalamata, do produtor Antoine Kolokatis, de Campinas. A marca, que foi inaugurada com o CD do II Prêmio Syngenta de Música instrumental de Viola, em janeiro, lança o CD do I Prêmio (de 2004) e reedita Paisagens, de Ivan Vilela.

''Dez cordas refere-se à utilização dos pares de cordas separadamente na mão direita, técnica que venho desenvolvendo há alguns anos'', explica Ivan. A base do disco será solo, mas haverá eventuais intervenções de sax soprano, flauta, baixo.

''Nunca mais que dois em cada música, exceto Ponteio (Edu Lobo/ Capinam), arranjado para quarteto de violas'', decupa. A nova técnica poderá ser avaliada ainda em Valsinha (Vinicius de Moraes/ Chico Buarque), Eleanor Rigby (Lennon & McCartney), Doma (Almir Sater), Pescador(Xisto Bahia), Folia do Alecrim (Anacleto Conceição), Chora viola (Tião Carreiro) e Whyle my guitar gentle weeps (G eorge Harrison).

Jornal do Brasil

Tributo a Maysa mostra suas várias facetas

DA SUCURSAL DO RIO

Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977) era apenas Maysa quando cantava. Mas existiam várias Maysas, não só a intérprete de músicas de fossa, faceta que a estigmatizou. Um show em sua homenagem procura mostrar, de hoje a domingo, no Sesc Pompéia, a diversidade da cantora e compositora.

No palco, haverá jovens do universo pop (Moska e Paula Lima) recriando seu repertório. E sambas alegres de sua autoria que são pouco conhecidos, como "Escuta, Noel" e "Nego Malandro do Morro" -ambos serão cantados por Virgínia Rodrigues.

"Esses são sambas da Lapa [carioca] mesmo. Ela transitava bem entre os sambas da Lapa e os de Ipanema", diz Léa Freire, diretora musical do show, que aposta na variedade de estilos para surpreender o público. "Os cantores e arranjadores são muito diferentes entre si", diz. Laércio de Freitas, Proveta e Bocato estão entre os arranjadores.

Paula Lima interpretará "Eu e a Bossa" (Johnny Alf), "Dindi" (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira" e "Resposta", uma das mais belas canções de Maysa. Moska está escalado para "Por Causa de Você" (Tom Jobim/Dolores Duran), "Bom Dia, Tristeza" (Adoniran Barbosa/Vinicius de Moraes) e "A Mesma Rosa Amarela" (Capiba/ Carlos Pena Filho).

Já Peri Ribeiro, contemporâneo de Maysa, cantará "O Barquinho" (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli), que os dois lançaram na mesma época, e "Ne me Quitte Pas" (Jacques Brel), um dos maiores sucessos da cantora. "Ele tinha um bom gosto enorme, e não só para músicas tristes. Quando a gente se aprofunda, vê como era uma mulher danada", diz Freire.

Maysa
Quando: hoje e amanhã, às 21 h, e dom., às 18h
Onde: Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, tel. 3871-7700)
Quanto: entre R$ 8 e R$ 20

Folha de S. Paulo

Ana Lee mostra composições de Chico Buarque no projeto "Jazz na Caixa Cultural"

Por Redação



A cantora Ana Lee é a atração desta sexta-feira, dia 7 de abril, da terceira edição do projeto" Jazz na Caixa Cultural", uma série de shows gratuitos que acontecem toda sexta-feira, às 18h30, no Grande Salão do Edifício Sé (Praça da Sé, 111).

Ana mostra canções de seu primeiro CD, produzido por André Magalhães, com composições de Chico Buarque, Zé Miguel Wisnik e Walter Garcia. A entrada é franca. Desde sua primeira edição, em 2004, o Projeto Jazz na Caixa Cultural vem se firmando como uma das boas opções de espetáculos musicais gratuitos no Centro da cidade.

Com a proposta de apresentar um jazz não ortodoxo, aberto a várias tendências - de música instrumental à vocal - o projeto já programou instrumentistas como Bocato, Proveta, Danilo Brito e Zeli, e cantoras como Mona Gadelha, Olívia e Laura Finnocchiaro, estas na edição de 2005. Idealizado pela produtora e selo musical Brazilbizz, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, o pro jeto retornou em março com o tema "Compositores".

Serviço:
Caixa Cultural, Edifício Sé (Praça da Sé, 111), no Grande Salão
Lugares: 150 - Grátis
Informações: tel.: (11) 3107-0498.

Max Press

Sonoridade da região amazônica no Itaú Cultural

Livia Deodato

Um encontro inédito e gratuito ocorre hoje e amanhã, às 19h30, no Itaú Cultural (Av. Paulista, 149, tel. 2168-1776). O cantor e compositor paraense Nilson Chaves convidou cinco artistas do Norte do País para mostrar a sonoridade que permeia a região amazônica.

O espetáculo Gente da mesma Floresta vai reunir Bado, de Rondônia, Célio Cruz, da Amazônia, Eliakim Rufino, de Roraima, Graça Gomes, do Acre, e Zé Miguel, do Amapá, além do próprio Chaves, curador do evento.

"Vamos apresentar juntos a canção inédita que leva o nome do espetáculo, que fizemos especialmente para a ocasião", conta Chaves. Ritmos indígenas e caribenhos, toadas de bois-bumbás e canções ribeirinhas não vão faltar no espetáculo que ainda contará com a participação, na base, da percussão do Trio Manari e dos músicos Adeubert Carneiro (baixo e direção musical), Esdras de Sousa (sopros) e Davi Amorim (violão de aço, guitarra e banjo).

"Precisamos resgatar músicas ricas em poesia. Muitas pessoas já estão cansadas de músicas comerciais e isso serve como incentivo ao amadurecimento dos músicos", opina.

O Estado de S. Paulo

Pedro Luís e a Parede se une a Roberta Sá

DA SUCURSAL DO RIO

Ao lado do grupo carioca, cantora se apresenta no fim de semana no Auditório Ibirapuera

O primeiro CD de Roberta Sá, lançado em março de 2005, tem como faixa-título uma música de Pedro Luís, "No Braseiro". De hoje a domingo, no auditório Ibirapuera, será oficializado em show algo que já aconteceu informalmente em algumas apresentações: um encontro no palco entre Roberta e Pedro.

A cantora fará a primeira parte do show, sendo substituída por Pedro Luís e A Parede, o conjunto que o compositor carioca criou há nove anos. No final, eles se unirão para interpretar, entre outras, "Dê um Rolê", música de Moraes Moreira e Galvão que foi sucesso nas vozes de Gal Costa e Zizi Possi, e "Girando na Renda", canção de Pedro que Roberta defendeu no Festival Cultura.

"Eles [Pedro Luís e A Parede] são uma referência no Rio para todos da minha geração. Fazem uma sonoridade diferente e estão envolvidos em várias coisas, como o Monobloco", diz Roberta, 25, referindo-se ao bloco de Carnaval criado pelo grupo.

A minitemporada deste fim de semana é uma chance para Roberta, uma das melhores vozes surgidas no país nos últimos anos, tornar-se um pouco mais conhecida em São Paulo -ela só fez, no ano passado, três apresentações no Sesc Vila Mariana.

O público paulistano já verá um show um pouco diferente daquele que Roberta estreou no Rio no início de 2005. Um dos motivos da mudança é uma curta temporada que ela fez, ao lado de Zé Renato, do Trio Madeira Brasil e de vários músicos, no Clube dos Democráticos, na Lapa (centro do Rio), um lugar apropriado para dançar.

"Adorei esse clima de baile, de cantar para uma platéia dançante. Acho que o meu show está mais baile", acredita ela.

No repertório predominam músicas do CD, como "A Vizinha do Lado" (Dorival Caymmi), que integrou a trilha da novela "Celebridade", "Casa Pré-Fabricada" (Marcelo Camelo), que tem tocado em rádios do Rio, e "Pelas Tabelas" (Chico Buarque). Mas há novidades como "Por um Minuto" (Rodrigo Maranhão) e o samba "Pressentimento" (Elton Medeiros/Herminio Bello de Carvalho).

"Ainda não estou pensando no próximo disco porque ainda há muito o que se fazer com o primeiro. O bom é que as coisas estão caminhando bem", diz Roberta, que ganhou o prêmio Rival BR na categoria revelação.

Ela conta que, em 2003, quando ainda procurava esquecer ter participado do "Fama", da TV Globo, e não tinha à mão a possibilidade de gravar um CD, ela já cantava uma música de Pedro Luís nos shows. Quando se apresentou a ele, ganhou "No Braseiro" e um parceiro constante.

Nos shows, a "Plap", como os integrantes de Pedro Luís e A Parede chamam o grupo, tocará músicas de toda a sua carreira, sintetizada no CD "Seleção 1997-2004", lançado no ano passado. "Quebra-Quilos", "Vida de Cão", "10 de Queixo" e "Caio no Suingue" estão previstas.

"Nós também devemos cantar juntos "Imantra", que está só na "Seleção'", adianta Roberta, citando a música de Pedro Luís e Antonio Saraiva que não tinha registro no Brasil (só no Japão) antes do ano passado. (LFV)

Pedro Luís e A Parede/Roberta Sá
Quando: hoje a domingo, às 20h30
Onde: auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, pq. Ibirapuera)
Quanto: R$ 30

Folha de S. Paulo

Natura Musical completa 1 ano de existência com a realização de projetos musicais variados

Por Paulo Marra Assessoria de Comunicação

Ao completar um ano de existência, o Natura Musical, programa de patrocínio cultural da Natura, comemora a conquista de diversos resultados e anuncia novidades para 2006.

Criado com o objetivo de identificar e apoiar a música brasileira - alinhada às tendências artísticas do mundo globalizado -, contempla projetos de diferentes formatos.

Neste ano, as inscrições, gratuitas, acontecerão de 04 de abril a 16 de junho de 2006. Além disso, o Programa Natura Musical 2006 será voltado tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas.

"Em um ano, o Natura Musical possibilitou a realização de projetos ligados à música que se estenderão para as futuras gerações.

O programa realiza um trabalho de disseminar por todo o país a pluralidade de cada estilo musical", afirma Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

Dentre as ações já realizadas, estão projetos de homenagem a grandes compositores da música brasileira, cujas obras for am revisitadas e repaginadas, ganhando novos arranjos.

Outro resultado do Programa foi possibilitar que diversos expoentes da nossa música, antes restritos ao eixo São Paulo - Rio de Janeiro - Minas Gerais, chegassem a outras regiões do Brasil.

Desta forma, ampliou-se o alcance de suas artes. O programa incentivou, ainda, a realização de projetos em que alguns estilos nacionais se fizeram presentes, entre eles, o frevo, o jongo, o samba e o choro.

Por outro lado, garantiu a continuidade de encontros musicais típicos, como a entoada praticada durante o trabalho dos camponeses do sertão e do recôncavo baiano.

Também em 2005 possibilitou a concretização de projetos de resgate de memória, como o trabalho envolvendo o levantamento e a edição de partituras do século XVIII; a realização de um álbum sobre a memória do samba; o resgate e registro da tradição afro-brasileira em um CD-livro.

Deu oportunidade a novos talentos, abrindo portas para bandas que misturam gêneros, unindo a mú sica folclórica do cariri com o punk rock; o reggae com o hip hop, entre outras.

Mais do que um programa de produção de CDs e de patrocínio de shows e apresentações, o Programa Natura Musical permitiu também a realização de projetos que envolveram trabalhos sócio-culturais.

Dentre eles estão a criação de oficinas ligadas à música para comunidades da Bahia e Minas Gerais, e também para crianças de famílias de baixa renda, possibilitando a reinserção social por meio da música.

O Natura Musical estará sempre à procura de projetos que não se encerrem em si, mas sim que abram cabeças e caminhos, dialoguem com todos os cantos do Brasil e primem pela criatividade presente na essência de todos brasileiros.

Mais informações: www.natura.net/patrocinio .

Music News

Veja a capa e o repertório completo de 'Carioca', o aguardado disco de Chico

Por Mauro Ferreira

Esta é a capa de Carioca, o aguardado CD de Chico Buarque, o primeiro de inéditas desde As Cidades (1998). Pela ordem, as 12 faixas são Subúrbio (choro do compositor sobre os bairros cariocas da Leopoldina), Outros Sonhos (tema em que toca o sanfoneiro Dominguinhos), Ode aos Ratos (parceria com Edu Lobo, feita para o musical Cambaio e já gravada por Chico no CD com a trilha da peça), Dura na Queda (samba feito em homenagem a Elza Soares para a peça Crioula), Por que Era Ela, Por que Era Eu (tema do filme A Máquina), As Atrizes (música inspirada nas divas do cinema), Ela Faz Cinema (outra faixa motivada pela Sétima Arte), Bolero Blues (inédita composta em parceria com o baixista Jorge Helder), Renata Maria (primeira parceria com Ivan Lins, já gravada por Chico em dueto com Leila Pinheiro), Leve (parceria com Carlinhos Vergueiro, já gravada por Carol Saboya), Sempre (canção-tema do novo e ainda inédito filme de Cacá Diegues, O Maior A mor do Mundo) e Imagina (valsa de Tom Jobim, letrada por Chico em 1983 para a trilha do filme Para Viver um Grande Amor).

Em Imagina, o cantor faz dueto com Mônica Salmaso. A ausência sentida no repertório (nem todo inédito, afinal) é Embebedado, a obra-prima composta por Chico com José Miguel Wisnik, em sua primeira parceria com o compositor paulista. A única gravação (excelente, por sinal) é a feita por Gal Costa em seu recente disco Hoje. Outra surpresa é o fato de Chico ter incluído Ode aos Ratos, uma das poucas músicas de Cambaio que ele já gravara no disco com a trilha do musical (outras, igualmente ótimas, permanecem inéditas em sua voz). A concepção da capa e do encarte de Carioca é da dupla de designers Raul Loureiro e Cláudia Warrak. Na capa, mapas do Rio são projetados sobre o rosto e o corpo de Chico. O CD chegará às lojas entre a última semana de abril e a primeira de maio, via Biscoito Fino. Sairá em versão simples e em dualdisc, que inclui DVD com documentário sobre o processo de composição e gravação do repertório de Carioca.

O Dia

Nosso Trio - DVD e CD

Por Delira Musica

Acaba de sair o DVD do Nosso Trio. Formado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria), virtuoses em seus instrumentos, que dialogam de forma fluente e improvisam sobre temas próprios e clássicos como 'O Barquinho', 'Vera Cruz' e 'Vento Bravo'. O DVD foi gravado sem público no teatro Maria Clara Machado e além do show de 83 minutos o DVD traz depoimentos de João Bosco, Leila Pinheiro e Leny Andrade, fotos e biografias dos músicos.

A boa notícia é que o DVD é uma embalagem dupla que traz junto o CD "Vento Bravo". São dois produtos em um só. O CD "Vento Bravo", do trio, também pode ser encontrado separadamente.

Mais informações: www.deliramusica.com .

Music News

Espetáculo sobre Ary Barroso ganha registro

Por Dafne Sampaio

Apresentado pela primeira vez em 1994, em Campinas, o espetáculo Ary, o brasileiro nasceu da união do Grupo Bons Tempos com o jornalista Sérgio Cabral, que no ano anterior havia lançado No tempo de Ary Barroso (Lumiar). O objetivo era homenagear um dos mais importantes compositores brasileiros indo além de um mero tributo ou um simples show.

Para cantar Ary Barroso também era necessário contá-lo e foi assim que surgiu o espetáculo que alterna suas canções, interpretadas pelo quinteto e convidados, com textos históricos. Depois de rodar o país em mais de 50 shows, o espetáculo fez parte, em 2003, das comemorações do centenário de nascimento de Ary e de cinqüenta anos da patrocinadora Petrobas.

Em agosto de 2005 o show foi registrado onde tudo começou, Campinas, para finalmente Ary, o brasileiro chegar ao CD e DVD. Formado há mais de vinte anos por Caco Piccoli (voz e percussões), Newton Gmurczyk (violão de sete cordas e vocais), Alfe u Julio (cavaquinho e vocais), Chiquinho Perissinot (pandeiro e vocais) e Elder Muzetti (timba e vocais), o Grupo Bons Tempos montou, ao lado de Sérgio Cabral, um espetáculo dinâmico onde músicas como "Morena boca de ouro", "Folha morta", "Na Baixa do Sapateiro", "Aquarela do Brasil", "Pra machucar meu coração", "É luxo só" e "Eu dei" são intercaladas com momentos da história de Ary Barroso na interpretação do ator Fábio Sampaio.

Detalhe: no DVD estão 21 músicas de Ary, enquanto no CD, apenas 14.

Gafieiras

Hermeto Pascoal e Grupo - "Mundo Verde Esperança"

Por Rob Digital

Este disco marca o retorno do "bruxo" ao lado de seu grupo musical, depois de um intervalo de 12 anos. Para incrementar este encontro, o disco traz ainda a participação da Itiberê Orquestra Família, comandada por Itiberê Zwarg ( baixo) e formada basicamente por jovens músicos.

Todas as músicas do CD são inéditas e de autoria do próprio Hermeto, que presta uma homenagem a seus netos e bisnetos. As 15 faixas levam nomes de seus descendentes, com exceção da música Victor Assis Brasil, dedicada ao brilhante saxofonista falecido precocemente em 1981.

Apresentando as mesmas características experimentais que o tornaram conhecido e apreciado, neste CD Hermeto se utiliza dos mais diversos instrumentos, com improvisos e ritmos contagiantes.Os arranjos elaborados e surpreendentes e uma musicalidade esfuziante reafirmam a postura vanguardista de Hermeto Pascoal,um músico excepcional, sempre à frente de seu tempo.

Mais informações: www.robdigital.com.br .

Music News

Artistas revivem a Jovem Guarda no Avenida Club

Por Redação

Para os fãs de carteirinha pouco importa que a Jovem Guarda tenha feito 40 anos redondos em 2005. O que interessa é manter acesa a chama do iê-iê-iê. E é isso o que pretendem fazer Wanderley Cardoso, Vanusa, Deni e Dino e outros artistas que participaram da gravação do CD e DVD “Jovem Guarda Para Sempre”, hoje, às 22h, no Avenida Club. Av. Pedroso de Morais, 1.036, Pinheiros, tel. 3031-3290. Ingressos a R$ 20 (homens) e R$ 15 (mulheres)

Diário de S. Paulo

Duofel na Livraria da Vila

Por Livraria da Vila

O Duofel traz em suas canções arranjos, harmonias, melodias e a conexão do encontro dos sentidos com a criatividade em experiências vividas principalmente nas viagens que realizam pelas diversas cidades brasileiras. Donos de uma linguagem sonora inusitada e intuitiva os auto-didatas Fernando Melo e Luiz Bueno comemoram seus 27 anos de carreira com pocket show do repertório do oitavo CD "Precioso" (lançamento Fine Music) nesta sexta-feira, 07 de abril, às 19h45, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 Tel: (11) 3814-5811.

Mais informações: www.livrariadavila.com.br .

Music News

Pato Fu lança CD em Portugal

Por Redação


O álbum mais recente do Pato Fu, "Toda Cura Para Todo Mal" (Rotomusic/Sony BMG), acaba de ser lançado em Portugal. Algumas emissoras do país têm tocado a faixa "Boa Noite Brasil", que conta com a participação de Manuela Azevedo, vocalista da banda Clã, da cidade do Porto. A banda mineira pretende voltar a Portugal (esteve na Terrinha em 2003) para divulgar o álbum e fazer shows. Por falar em espetáculos, o Pato Fu se apresentará no SESC Itaquera, em São Paulo, no próximo domingo, dia 09 de abril, a partir das 15h.

Pato Fu releases album in Portugal

Pato Fu's latest album "Toda Cura Para Todo Mal" (Rotomusic/Sony BMG) has just been released in Portugal. Some radio stations in that country have played the track "Boa Noite Brasil", featuring Manuela Azevedo, lead singer of Clã, a band from Porto. Pato Fu plans to return to Portugal (the band has been to that country in 2003) to promote the album and to perform. Speaking of concerts, the band from Minas Gerais will perform at SESC Itaquera, in São Paulo, next Sunday, April 9th, at 3 o'clock PM.

Sucesso News!

Na Ozzetti e André Mehmarti em show e gravação de DVD

Por MCD

Você tem mais uma grande oportunidade para conferir a performance ao vivo da cantora Ná Ozzetti e do pianista André Mehmari no elogiadíssimo show "Piano e Voz". Eles se apresentam no Teatro Santa Cruz para gravação do DVD nos dias 7 e 8 de abril, as 21horas. Não Perca!

Teatro Santa Cruz - telefone: (11) 3024.5191, em São Paulo.
Mais informações: www.mcd.com.br .

Music News

O samba perde Seu Jair do Cavaquinho

Por Dafne Sampaio


Para sempre: Seu Jair e seu cavaquinho

Morreu nesta quarta-feira (05/04), aos 83 anos, o músico Jair do Cavaquinho, integrante da Velha Guarda da Portela. Seu Jair estava internado na Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo, em Campo Grande (zona oeste do Rio de Janeiro), desde o último dia 29 de março. De acordo com boletim médico, o músico morreu com um quadro de arritmia cardíaca, uma anormalidade nos batimentos cardíacos. O corpo será enterrado na amanhã (07/04), às 10 horas, no cemitério do Irajá, na zona norte.

Carioca do dia 26 de abril de 1922, Jair de Araújo Costa nasceu e cresceu em Madureira e desde criança freqüentava a quadra da Portela, chegando a ser o seu primeiro mascote e sócio número 1 da escola. Autodidata, aprendeu sozinho a tocar tamborim e cavaquinho, o instrumento que estaria para sempre ligado a seu nome. Trabalhou como contínuo na Secretaria de Viação e Obras do Rio de Janeiro, tendo como chefe o avô de Marisa Monte e só na década de 1960 começaria a mostrar suas composições com mais regularidade, principalmente depois de começar a freqüentar as rodas de samba do Zicartola, reduto que reunia sambistas e intelectuais antes do golpe militar. No entanto, já na década de 1950 era considerado por Jacob do Bandolim como “a maior paleta de cavaco no samba, o melhor centrista”.

Em 1961 aconteceu seu primeiro sucesso, “Meu barracão de zinco”, parceria com Jamelão, gravada pelo cantor mangueirense. Quatro anos depois fez parte do Conjunto Rosa de Ouro que acompanhou Clementina de Jesus e Araci Cortês no espetáculo e LP Rosa de ouro, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho (o show/LP ganharia uma segunda edição em 1968 com os mesmos componentes). No mesmo ano o grupo de músicos mudaria de nome para Conjunto A Voz do Morro e gravaria 3 LPs em dois anos. Formado por Zé Ketti, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Anescarzinho do Salgueiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e, posteriormente, Oscar Bigode e José da Cruz, o grupo cantaria composições de Seu Jair, sozinho ou em parceria, tais como “Pecadora”, “Quem vem lá”, “Olinda”, “Espetáculo deslumbrante”, “Maria”, “Sonho triste”, “Tarde demais” e “Noite linda”.

Também em 1965 quatro composições suas fizeram parte do disco histórico Elizeth Cardoso sobe o morro (Copacabana): “Pecador” (com Joãozinho), “Vou partir” (com Nelson Cavaquinho), “Ela deixou” (com Nelson Sargento) e “Meu viver” (com Elton Medeiros e Kleber Santos). No final da década de 1960 e início dos anos 70 faria parte dos grupos Os Cinco Crioulos, Os Cinco Só e Trio Canela, sempre gravando e sendo gravado. Nos anos 80 entrou para Velha Guarda da Portela e com ela gravou os discos Homenagem a Paulo da Portela (Nikita, 1988) e Tudo azul (Phonomotor/EMI, 2000). Em 2002, gravou o único disco solo Seu Jair do Cavaquinho (Phonomotor/EMI), produzido por Pedro Amorim e lançado pelo selo da cantora e portelense Marisa Monte.

Em entrevista a Revista Música Brasileira nº 9 afirmou que “a música é trato de momento, vem entrando na mente, tem que bancar o bicheiro, sempre ter um papelzinho no bolso. Vem o início, dar continuidade é mais fácil. Viajando de ônibus ou avião, pela janela olhando a paisagem, vem aquela iluminação”.

Gafieiras

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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