Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Centro Tom Jobim abre Novos Cursos

Quatro Elementos Comunicação & Mkt. Cultural

O Centro Tom Jobim oferece mais uma oportunidade àqueles que desejam conhecer ou aperfeiçoar seus conhecimentos musicais. Com uma cuidadosa programação e professores-músicos de reconhecida qualidade, os Cursos Modulares serão ministrados apenas no Centro Tom Jobim- Núcleo Brooklin (Av. Padre Antonio José dos Santos, 1019 - Tel.: 11.5092.3601).

Os cursos serão realizados do início de maio até meados de julho. O valor dos cursos variam entre R$ 150,00 e R$ 300,00 (podendo parcelar até duas vezes). Os professores e seus cursos são:

- Maria Zei Biagioni - Curso de Capacitação Musical para Professores
- Paula Valente - Curso de Saxofone
- Edilson Nery - Curso de Trompete
- Ronaldo Camilo - O Violão na MPB
- Marcelo Caires - Iniciação à Linguagem Musical - Música e Flauta Doce para Adultos e Terceira Idade
- Lauro Machado Coelho - A História da Ópera
- Marcelo Munari - Curso de Guitarra
- Arnaldo Senise - Prazer e Sensualidade: Essências da Música Francesa

Inscrições: Pessoalmente no Núcleo Brooklin.
De 27 de março de 2006 até 48 horas antes do inicio de cada curso.
Horário de atendimento da Secretaria: de 2ª a 6ª feira - das 09h as 13h - 14h as 18h e das 19h as 21h.
Av. Padre Antonio José dos Santos, 1019 - Telefone 11.5092-3601.
Informações detalhadas pelo site: www.ulm.sp.gov.br .

Music News

Chico Buarque vem tatuado na capa do novo disco

Lauro Lisboa Garcia

O CD Carioca está programado para sair na última semana de abril

SÃO PAULO - Chico Buarque vai aparecer tatuado na capa e no encarte do novo CD, Carioca, programado para sair na última semana de abril. As tatuagens, porém, não são reais, são projeções realizadas pelos designers Raul Loureiro e Claudia Warrk, sobre fotos feitas por Bruno Veiga, em que o compositor aparece sem camisa.

Carioca, apelido que Chico ganhou na adolescência em São Paulo, vai sair também em versão dupla, acompanhado de um DVD. Dirigido por Bruno Natal, o documentário de cerca de uma hora é um registro do processo de criação do disco dentro do estúdio.

Das 12 faixas, 9 são composições inéditas. Uma delas, Subúrbio, é um choro canção, cuja letra é uma espécie de crônica do lado esquecido da cidade. Imagina tem a participação de Mônica Salmaso. Chico, um dos maiores ídolos da cantora, ficou encantado com sua voz ao vê-la no filme Vinicius.

O cinema, aliás, está presente em quatro faixas de Carioca. Duas delas fazem parte de trilhas sonoras: Sempre (de Maior Amor do Mundo, de Cacá Diegues) e Porque Era Ela, Porque Era Eu (de A Máquina, de João Falcão). As outras são Ela Faz Cinema e As Atrizes. Este é o primeiro álbum-solo de estúdio de Chico desde As Cidades, de 1998, que abria com uma canção também chamada Carioca.

O Estado de S. Paulo
Foto: divulgação

'Carioca', primeiro CD de inéditas em oito anos, reúne 12 músicas
Mauro Ferreira

Primeiro álbum de inéditas de Chico Buarque desde As Cidades, disco editado em 1998, Carioca já está no forno. O primeiro CD do compositor na gravadora Biscoito Fino chegará às lojas entre o fim de abril e o início de maio, com 12 músicas e a participação de Dominguinhos.

Parceiro de Chico no Xote da Navegação, o sanfoneiro pernambucano foi convidado para tocar seu acordeom em Outros Sonhos. Nome também do samba que abria o supra-citado disco As Cidades, Carioca é o título do CD em referência ao apelido de Chico no tempo em que ele - nascido no Rio - morou em São Paulo. Produzido por Vinicius França, o álbum marca a estréia do compositor no mercado fonográfico independente.

Chico editava seus discos pela BMG desde 1987, mas optou por sair da multinacional após sua fusão com a Sony Music e assinou contrato com a Biscoito Fino em agosto de 2005. Carioca será lançado no formato de CD simples e de dualdisc. Além do CD, o dualdisc trará DVD com documentário sobre a criação e a gravação do álbum - cujo lançamento foi previsto inicialmente para o fim do ano passado. O filme foi dirigido por Bruno Natal.

O repertório inclui inéditas como o choro Subúrbios - composto em tributo aos bairros da periferia carioca - e a canção Sempre, feita para a trilha do novo filme do cineasta Cacá Diegues, O Maior Amor do Mundo. Algumas músicas são inéditas em CD, mas já foram apresentadas previamente na série Chico Buarque Especial, dirigida por Roberto de Oliveira para o canal DirecTV e já editada em DVD pela gravadora EMI. São os casos de Risotto Nero (assim batizada em referência a um prato italiano) e de As Atrizes (composta em homenagem às divas do cinema).

Aliás, outra faixa - Ela Faz Cinema - foi inspirada na paixão de Chico pelas mulheres e a Sétima Arte. Uma das músicas, a valsa Imagina, é antiga e inédita somente na voz de Chico. A melodia foi criada por Tom Jobim em 1947. Chico fez a letra em 1983 para a trilha sono ra do filme Para Viver um Grande Amor, mas nunca a gravou. A faixa traz a participação especial da cantora Mônica Salmaso - inicialmente cogitada por Chico para fazer dueto com ele em Sempre.

Das 12 faixas, uma já é conhecida pelos fãs do compositor desde o ano passado em gravação do próprio Chico. A canção Por que Era Ela, Por que Era Eu - composta para a trilha do recém-lançado filme A Máquina - foi incluída originalmente na compilação dupla Chico no Cinema. Mas a gravação do CD é ligeiramente diversa. Outras prováveis músicas são Embebedado (primeira parceria do compositor com José Miguel Wisnik, lançada por Gal Costa em 2005 no disco Hoje), Renata Maria (outra parceria inaugural, esta com Ivan Lins, e já gravada por Chico em dueto com Leila Pinheiro no último CD da cantora) e Fora de Hora (parceria de Chico com Dori Caymmi, feita para a trilha do filme Lara).

Em fase de produção, a capa de Carioca trará uma foto de Chico, mas não será sem camisa - como foi noticiado. Cer to é que o público não vai ter que esperar o segundo semestre, como chegou a ser cogitado, para ouvir o esperado álbum de inéditas de Chico Buarque de Hollanda. Carioca já vem aí!!

O Dia

Raphael Rabello - "Relendo Dilermando Reis" (RGE)

 

Música Brasileira Independente

Que ele foi um dos maiores violonistas do Brasil é fato consumado. Mais Raphael Rabello foi além.Nascido no berço do choro, sua genialidade rompeu fronteiras fundindo o seu violão tão brasileiro ao rasqueado cigano, investiu obsessivamente na velocidade o que lhe conferiu fama internacional e com muita sensibilidade moldou ao seu violão o erudito, o jazz e a bossa nova.

Este "Relendo Dilermando Reis" foi lançado em 1994 pela RGE e que está retornando as lojas em 2006 mostra ainda outra faceta do genial Raphael, a ousadia. Ao reler a obra de Dilermando Reis corrige um erro histórico. Dilermando nunca foi bem aceito pela turma do choro, sabe-se lá porque.

Talvez por sua extrema popularidade junto ao público leigo. Este trabalho permite uma reavaliação da belíssima obra de Dilermando Reis. "Uma Valsa e Dois Amores", "Tempo de Criança", "Noite de Lua" ganham ainda mais brilho com o violão de Raphael Rabello. Mais informações: www.mubi.com.br .

Music News

Vanessa da Mata autografa CD na Saraiva

Por Livraria Saraiva

Vanessa da Mata é considerada a nova promessa da MPB. Suas composições se tornaram conhecidas na voz de artistas consagrados, como Maria Bethânia, que gravou A Força Que Nunca Seca, música que faz parte de seu CD de estréia, Vanessa da Mata.

O segundo álbum, Essa Boneca Tem Manual, já vendeu mais de 50 mil cópias e gravadora Sony/BMG acabou de lançar uma edição especial do disco. Para comemorar a marca atingida em CDs vendidos, a Saraiva realizará uma noite de autógrafos com Vanessa da Mata na próxima terça-feira, 28 de março, das 19h às 20h, na Mega Store do Morumbi Shopping.

A livraria fica na avenida Roque Petroni Jr, 1089 - Brooklin. Informações: (11) 5181-7574 ou www.livrariasaraiva.com.br .

Music News

Programa Vozes do Brasil recebe Izzy Gordon

Por Vozes do Brasil - Celina Corrêa

No Vozes de hoje, 28 de março, vamos mostrar uma entrevista com a cantora Izzy Gordon. Ela fez um disco em homenagem a Dolores Duran numa seleção bem interessante das composições que ela fez em parceria com Tom Jobim, Carlos Lyra e Ribamar entre outros feras da época. Os arranjos são bem diferentes dos originais, vale a pena redescobrir Dolores e seu romantismo. E ainda Moreno Veloso, Arícia Mess, Moisés Santana e Arnaldo Batista, Péricles Cavalcanti, Wilson Simonal, Ceumar, André Abujamra, Luiz Melodia e Arnaldo Antunes.

Confira as emissoras e horários do programa Vozes do Brasil:

Eldorado FM - SP - 92.9 mHz
Acompanhe a emissora online: www.radioeldoradofm.com.br
Produção e Apresentação: Patricia Palumbo
Segunda à sexta: 9h55 - 12h20 - 17h20
Terça-feira: das 20 às 21hs (9h55 - 12h20)
Sábado: 12h30 - 15h30 - 18h20
Domingo: 8h55 - 13h55 - 18h20
DirecTV Canais 883 AM e 885 FM
Lúmen FM - Curitiba - 99,5 MHz
Acompanhe a emissora online: www.lumenfm.com.br
Toda sexta-feira, da meia-noite à 1 hora.

Music News

Zeca veste Hilda de belas melodias

Por Lauro Lisboa Garcia

A escritora e poeta paulista Hilda Hilst (1930-2004), como muitos de seus pares, não tinha muita intimidade com a música. Não gostava mesmo - pelo menos era o que dizia. Acontece que, pela contundência inspiradora de sua escrita, sempre teve compositores dispostos a estreitar essa relação.

O mais recente é Zeca Baleiro, que acaba de lançar o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé. São dez poemas de Hilda musicados por ele e interpretados por algumas das mais belas vozes femininas brasileiras: Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Angela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria.

Ode, que reúne poemas do livro Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão (de 1974), vem à luz simultaneamente a Cruel, álbum inédito do capixaba Sérgio Sampaio (1947-1994), também produzido por Zeca (mais detalhes abaixo). Ambos saem pelo selo Saravá Discos, do compositor maranhense, destina do a projetos especiais, "devotado à documentação e registro de obras esquecidas ou dispersas, ainda que essenciais".

Começou muito bem. A reunião dessas dez cantoras num show seria um acontecimento do tamanho da admiração de Zeca por Hilda, mas o evento não vai ser tão grandioso assim. O lançamento simbólico do CD deve fazer parte de um evento no dia 21 de abril, data de aniversário da escritora. "A atração que sempre tive por ela foi mais pela prosa. A poesia dela pode aproximar da de outras mulheres, mas a prosa, com aquele jorro frenético, febril, era única."

Essa admiração levou Zeca a presentear Hilda com seu primeiro CD, Por Onde Andará Stephen Fry? (1997), e para seu espanto na ocasião, foi convidado por ela para ser seu parceiro. Com duas boas justificativas: "Literatura não dá camisa a ninguém" e "Quero ser famosa, cansei dessa história de prestígio".

O Estado de S. Paulo

Durval Ferreira apresenta Celina no Passatempo

Por Guanabara Records

Um dos mais importantes compositores do início da Bossa Nova, Durval Ferreira, vem a São Paulo no próximo dia 27 de março para apresentar a cantora Celina, que estará lançando o seu primeiro CD, "Caro João," (Guanabara Records, R$ 28,00). O CD traz um leque de músicas selecionadas a dedo, para homenagear o mestre João Gilberto. "Caro João" é como se fosse uma carta entregue ao João por meio de um CD.

Nenhuma das músicas do CD de Celina foi gravada por João Gilberto, mas Celina entende que o repertório tem o jeitão da linha de trabalho adotada por Gilberto, e quem sabe poderia um dia vir a ser interpretado pelo criador da batida da bossa nova ao violão.

Responsável por toda produção artística e direção musical do CD, Durval teve a sacada de produzir a gravação no Stúdio Castelo, em Niterói, Rio de Janeiro, um dos últimos no Brasil a contar com equipamentos de gravação valvulados, o que permite uma aproximação maior com o som caracter ístico da bossa obtido nos anos 60.

Durante a seleção do repertório, Celina recebeu um presente de seu "padrinho" Durval, que lhe ofereceu a oportunidade de gravar a inédita "Por que somos iguais?". O álbum conta ainda com as bossas estrangeiras "Ne me quitte pas" de Jacques Brel e o clássico Lullaby of Birdland de George Shearing.

Serviço:
Passatempo
27 de março - segunda-feira - às 21 horas
Rua Jerônimo da Veiga, 446
Itaim Bibi - São Paulo
Telefone - 3079-5054.

Mais informações: www.guanabararecords.com.br .

Music News

Os 30 anos do quarteto Doces Bárbaros

Mauro Ferreira

Para marcar os 30 anos da formação do quarteto Doces Bárbaros, a gravadora Universal Music vai repor em catálogo o álbum duplo gravado pelo grupo em 1976. No embalo, o filme de Jom Tob Azulay - que documentou a turnê que uniu Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia - será lançado enfim em DVD, com imagem e áudio restaurados.

O Dia

Lenine recebe troféus do Grammy Latino

Mauro Ferreira

A foto acima registra o recebimento por Lenine dos troféus que ganhou na edição 2005 do Grammy Latino nas categorias Melhor CD Pop Contemporâneo (por Lenine InCité, editado no fim de 2004) e Melhor Música (por Ninguém Faz Idéia, parceria com Ivan Santos). Os troféus foram entregues ao compositor pelas mãos do presidente da LARAS (Latin Academy of Recording Arts & Sciences), Gabriel Abaroa (à direita na foto), em 18 de março, no Heineken TransAtlantic Festival, em Miami (EUA).

O Dia

Kléiton e Kledir

Divulgação por e-mail

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A vida e carreira de Edu Lobo em DVD

 

Regina Zappa e Beatriz Thielmann dividem roteiro e direção de um documentário sobre a vida e carreira do cantor e compositor Edu Lobo. Ainda em fase de produção, o DVD tem patrocínio da Petrobrás. Os produtores estão colhendo depoimentos de parceiros de Lobo, como Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Cesar Pinheiro, Joyce, Abel Silva, Ronaldo Bastos e Dori Caymmi. Outras entrevistas foram feitas com Wagner Tiso, Chiquinho de Moraes, Marcos Valle, Zuza Homem de Mello, Marília Medalha, Ivan Lins e os filhos de Edu, Bena Lobo, Mariana e Bebel. Juntamente com os depoimentos, o DVD trará algumas canções inteerpretadas por Edu durante um show no Mistura Fina, no Rio de Janeiro.

Sucesso News

A diva globe-trotter

por Carlos Adriano


A cantora Lica Cecato, que lança no Brasil o CD "Pimenta Rosa"
Fernando Torquatto/Divulgação

Mais conhecida no Japão do que no Brasil, a cantora Lica Cecato lança seu novo CD no país


O Brasil tem uma diva “globe-trotter”, biscoito fino de inconfundível som-cor local, que o tapado mercado tupiniquim teima em ignorar, apesar de seus mais de 20 anos de carreira. Do exílio ao idílio. A cantora e compositora Lica Cecato tem se apresentado em festivais, teatros e clubes ao redor do mundo e encantado com sua magnética performance, um canto cool como o mais preciso dos sushis e o charme sensual de uma presença de tirar o fôlego.

Ela chegou mesmo a ser aclamada “Brazilian diva” por uma das mais cultuadas e antenadas lojas de disco de Tóquio, especializada em música latina, a Disk Union (no centro da cidade, em Shinjuku). Na manhã de um domingo de 2004, ela topou com um “altar” na vitrine onde era incensado seu CD “Lica Cecato & Romero Lubambo: Live in Europe” (2003) e, ali reconhecida, teve de tirar fotos e dar autógrafos.

Linda e alta, fluente e falante em várias línguas, a musa mistura música, poesia, expressão corporal e artes plásticas em suas apresentações, quando não sola apenas com o violão. Embora tenha saído no Japão em dezembro de 2004, o mais recente disco de Lica Cecato, “Pimenta Rosa” (gravado entre Rio de Janeiro e Colônia), chega ao Brasil agora. A artista virá lançá-lo em show na Fnac Pinheiros, em São Paulo, no dia 16 de março.

Em 1986, quando estudava como bolsista integral no Berklee College of Music de Boston, ela recebeu o Sarah Vaughn Award. Seu primeiro disco saiu em 1992, “Our favorite songs”, gravado na Itália. Após “Pele” (1999, editado na Alemanha), veio “Constelário” (2001), seu primeiro disco lançado no Brasil (produzido no Rio de Janeiro), que recebeu uma indicação ao Grammy Latino. Em 2002, foi a vez de “Balan-Balancing New Bossa” (um ‘mix’ dos repertórios de “Pele” e “Constelário”), lançado no Japão.

Lica Cecato vive no Rio de Janeiro, em Milão e Colônia. Como ela tem domicílio fixo nestas cidades do Brasil, da Itália e da Alemanha, talvez seja mais adequado falar em viver “entre” para circunscrever suas viagens pelo mundo. Nas saídas de casa e chegadas a aeroportos, ela foi concedendo esta entrevista aos bocados, quase como se grava e mixa música hoje em dia.

Clique aqui e leia a entrevista

UOL

A musa conservadora

Sérgio Martins


Marisa: um disco dedicado ao samba e outro a toda a gama da MPB


Depois de seis anos sem gravar, Marisa Monte lança dois discos em que presta reverência à tradição

Marisa Monte é uma estrategista ousada e uma artista conservadora. Essas duas facetas vão ficar em evidência nesta semana, quando ela lança não um, mas dois álbuns de uma vez. A idéia de pôr dois discos nas lojas vai contra todos os hábitos da indústria musical. Se emplacar um sucesso num mercado desaquecido e assolado pela pirataria já é difícil, repetir a dose soa mais do que improvável.

Ainda mais porque clones de Marisa Monte não faltam nos dias de hoje. Mas Marisa tem cacife para arriscar. Seu último trabalho-solo é de seis anos atrás. Nesse meio-tempo, ela não ficou parada. Lançou um DVD de ótima vendagem, emplacou alguns hits do projeto Os Tribalistas, feito em parceria com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, e ainda tratou de dar força à sua própria gravadora, a Phonomotor.

Desse modo, ela não só se manteve presente na cabeça dos fãs como criou expectativa quanto ao seu próximo passo. E o que ela pretende oferecer ao público agora é um cardápio variado. Seus dois discos não colidem – daí a aposta de que um não vá ofuscar o outro.

Universo ao Meu Redor homenageia o samba, um de seus gêneros prediletos. Infinito Particular é da mesma família de trabalhos anteriores da cantora, como Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Ele exibe todos os genes musicais de Marisa e vai da bossa à seresta. No que ambos coincidem é na total reverência à tradição. É aí que se manifesta o conservadorismo da artista – mas isso não é propriamente uma condenação.

O irlandês Edmund Burke (1729-1797), o pai do conservadorismo, costumava defini-lo como "uma disposição para preservar e uma habilidade para melhorar". É isso que Marisa faz, com mais convicção do que nunca. Ao contrário do que acontece com tantos artistas jovens, nem lhe passa pela cabeça subverter os gêneros tradicionais brasileiros com empréstimos da eletrônica.

Marisa não introduz batidas de computador no samba ou na bossa nova. Ela mantém intactos os ritmos e as cadências, reservando as surpresas aos arranjos: um instrumento inesperado aqui, um barulhinho estranho acolá.

Nisso ela demonstra seu empenho em "melhorar", um pouco que seja, a tradição, em vez de apenas repetir as fórmulas desgastadas – método utilizado por outros artistas novos, dotados de menos imaginação.

Nada revela tão bem a atração de Marisa pelo passado quanto suas pesquisas na seara do samba. Universo ao Meu Redor apresenta ao grande público Casemiro Vieira, da Velha Guarda da Portela. "Um dia, seu Casemiro me deu um pacote de biscoito e dentro dele havia uma fita, repleta de canções", conta Marisa.

Dali saiu Perdoa, Meu Amor, um belo samba-canção. Outro destaque é Meu Canário. A música foi escrita por Jayme Silva, autor de O Pato, sucesso na voz de João Gilberto. A cantora soube da existência da canção por Monarco, outro integrante da Velha Guarda.

"Monarco disse que Jayme Silva tinha talento, apesar de ter sido compositor de rádio", diz Marisa. "Antigamente, tirar o samba da quadra para pôr no rádio era sacrilégio." A cantora também parece achar que essas músicas têm algo de sagrado.

Sem ter dúvida nenhuma de que seu negócio é a MPB, Marisa trabalha com os mais diversos colaboradores sem perder o norte. Universo ao Meu Redor tem produção de Mario Caldato, brasileiro radicado nos Estados Unidos que gravou com grandes nomes da música pop, como Beck e Beastie Boys.

Infinito Particular tem canções arranjadas pelo minimalista americano Philip Glass, pelo pianista Eumir Deodato ou por João Donato, um dos papas da bossa nova. Como não poderia deixar de ser, marcam presença nos dois discos os amigões Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. Felizmente, sem cantar.

Revista Veja

 

Turnê Universo Particular estréia em abril com as 'histórias do passado' de Marisa
Mauro Ferreira

Universo Particular é o nome do novo show de Marisa Monte. A turnê de lançamento dos discos Universo ao meu Redor e Infinito Particular tem estréia agendada para 28 de abril, em apresentação no Teatro Guaíra, em Curitiba (PR).

O bem sacado título Universo Particular já anuncia a intenção de misturar sambas e canções em roteiro que terá músicas do álbum dos Tribalistas (entre elas, provavelmente, Velha Infância e Carnavália) e composições dos discos solos anteriores da cantora.

"O show vai ter um pouco de tudo... todas as minhas histórias do passado", revela Marisa, longe dos palcos brasileiros desde o encerramento da turnê Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, em 2001 (exceto por eventuais participações em shows coletivos e em apresentações da Velha Guarda da Portela).

Depois da estréia em Curitiba, a turnê Universo Particular segue pelo Sul (por Porto Alegre, Caxias do Sul), aporta em São Paulo em maio e chega ao Rio de Janeiro em julho, depois da Copa do Mundo. Claro que, ao longo da turnê, o show deverá ganhar registro em DVD.

O Dia

Os novos CDs de Marisa Monte

Martha Mendonça

Arq. Ed Globo

Marisa Monte está de volta depois de seis anos sem lançar discos solo. Em 2002, o CD Tribalistas, um dos maiores sucessos fonográficos dos últimos anos, trazia Marisa acompanhada dos parceiros Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes. Mas um disco próprio da cantora não saía desde Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, de 2001. Em 18 anos de carreira, foram apenas cinco CDs. Marisa diz que gosta de fazer tudo devagar mesmo, sem falar que suas turnês, que correm o Brasil, Europa e Estados Unidos, duram pelo menos um ano.

Agora, para compensar, ela sai com dois CDs ao mesmo tempo. No pop Infinito Particular, Marisa desfila canções próprias, sempre com parceiros. Dos "tribalistas" Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown a novidades como Adriana Calcanhoto, Seu Jorge e Marcelo Yuka. O outro, Universo ao meu Redor, é só de sambas inéditos. Nele, a cantora, que também produz seus CDs, revela algumas canções que nunca haviam sido gravadas, fruto de uma pesquisa entre os membros da velha guarda da Portela. Destaque para "Lágrimas e Tormentos", de Argemiro Patrocínio, "Meu Canário", de Jayme Silva e "Pétalas esquecidas", de Dona Yvonne Lara. Se unem a estas canções, sambas recentes da própria Marisa e de seus parceiros, que, embora contemporâneos, têm a mesma atmosfera, numa fusão perfeita. Na semana passada, Marisa falou à ÉPOCA sobre os novos trabalhos.

ÉPOCA - Por que dois Cds ao mesmo tempo?
Marisa Monte - E por que não? Quando eu estava em casa, dando um tempo, cuidando do meu filho (Mano, de 3 anos, do casamento com o músico Pedro Bernardes), comecei na verdade três frentes de pesquisa: no primeiro, comecei a digitalizar todo o meu acervo de fitas cassete, pra salvar registros de composições que eu fazia aqui e ali, sozinha ou com parceiros, ao longo de quinze anos. De outro lado, por causa do meu envolvimento com a Velha Guarda da Portela, percebi que havia um repertório maravilhoso de sambas, que nunca haviam sido gravados, viviam apenas na memória dos compositores e de quem os cercava. Fui atrás disso, fiz encontros, entrevistas, garimpei o quanto pude. Desses dois trabalhos surgiram os Cds que lanço agora. E havia ainda um terceiro caminho, que era interpretação de canções antigas, das décadas de 20 e 30. Mas essa ficou de fora. Quem sabe no futuro?

ÉPOCA - Você surgiu como intérprete, uma diva. Em 1988, num especial de TV, usava longo e meias até o cotovelo. Hoje compõe, tem outro estilo de cantar, produz seus CDs. O que mudou no caminho?
Marisa - Outro dia vi esse show de 1988, no Teatro Villa-Lobos, no Rio. Eu tinha 19, 20 anos, era uma menina. Não posso deixar de achar engraçado aquele visual, mas não renego nada do que fui, a forma como me lancei. Aquilo tudo, assim como meu primeiro CD, cujo título era Marisa Monte, funcionaram como uma carta de apresentação. O sucesso me abriu portas para poder mostrar mais. Não é à toa meu segundo disco se chamava ...Mais!. Coloquei ali algumas composições que eu não tinha coragem de mostrar antes, mas de forma ainda tímida. Depois compus mais, fui atrás de parceiros de sonho, produzi discos meus e de outras pessoas. Estou feliz, fazendo o que gosto. Na verdade, naquele tempo das luvas eu também só cantava o que eu gostava. A questão é que eu gostava mesmo de muita coisa, daí o repertório tão vasto e a história de me rotularem de "eclética".

ÉPOCA: Você dá preferência a composições com parceiros, não?
Marisa - Adoro. Desde que eu comecei a carreira, sempre sonhei compor com o Arnaldo (Antunes). Mas quando você não é muito conhecida não dá simplesmente pra ligar pra pessoa e falar ''oi Arnaldo, quer vir aqui compor comigo?''. Um dia nos conhecemos e rolou. Depois Carlinhos. Agora Seu Jorge, Yuka, Adriana. Eu sempre gostei de misturar canções mais conhecidas, que eu gostava de cantar, com composições contemporâneas, minhas ou de outros. Acho que nos meus discos três últimos discos fiz isso, criei um formato de novidades mais clássicos que deu certo e onde cabia tudo que eu gostava, tudo que eu queria. Agora queria mudar um pouco, nesses dois CDs.

ÉPOCA: É como se tudo que você gosta desta vez não coubesse mais num disco só?
Marisa - É, não cabia mais, tinham que ser dois. Mas tudo isso é decorrente também da minha vontade de pesquisar, fuçar, catalogar. Eu sou organizadinha. Coisa de menina, sabe? Coloco tudo no computador, penso nos projetos, gosto de produzir. Uma das minhas maiores felicidades foi produzir o disco do seu Argemiro (Argemiro Patrocínio, da Velha Guarda da Portela). Um compositor maravilhoso, mais de 80 anos, com sucessos como ''Chuva Cai'', na voz de Beth Carvalho e de outros intérpretes... Nunca havia gravado. Em 2003, produzi um CD dele que concorreu ao prêmio TIM, como Revelação. Pena que ele faleceu no mesmo ano, teria muito ainda pra fazer.

ÉPOCA - Você faz mais música ou letra?
Marisa - Sou mais das melodias. Não tem nenhum dia em que não registre alguma coisa (Marisa tem um estúdio em casa), chamo o Dadi (guitarrista), que é meu vizinho e mostro pra ele, depois mostro pra outros parceiros, eles fazem a letra ou de repente fazemos a letra juntos. A canção ''Pra ser Sincero'', do Infinito Particular, foi feita por telefone! Eu estava na Espanha, em turnê, e aquela música não me deixava em paz. Tinha começado também a letra, queria terminar e não conseguia. Liguei pro Carlinhos (Brown) e falei: ''me salva!'' Terminamos ali mesmo, no interurbano. Foi um alívio! Com os parceiros mais íntimos, como Carlinhos, Arnaldo, a gente faz meio tudo junto mesmo, lá em casa. A gente bate papo, fala besteira e a coisa vai fluindo. Outro, com quem comecei a trabalhar agora, como a Adriana (Calcanhoto), eu mostro as melodias, ela escolhe algumas, leva pra casa e depois faz as letras que achar melhor.

ÉPOCA - Os tribalistas vão voltar?
Marisa Monte - Eu acho engraçado que chamem nós três de tribalistas, porque nós não somos os tribalistas, como grupo. Tribalistas é o nome do CD. Nós tínhamos muitas composições juntos e, num dado momento, não sabíamos o que fazer com tudo aquilo. Todos estávamos com trabalhos solo. Dar pra outros gravarem? Deixar descansar. Aí resolvemos registrar e lançar, mas sem divulgação, sem show, sem turnê, nada. Deu no que deu. Sucesso no Brasil e no mundo todo. Ganhamos um festival na Itália. Foi o CD que mais vendeu na história de Portugal. Foram 13 músicas que gravamos aqui em casa em 13 dias. Quando saiu eu estava com 8 meses de gravidez, nem poderia mesmo sair em turnê. Mas o melhor desse trabalho foi sair do foco central. Eu não estava agüentando ser sozinha, adorei me sentir parte de um grupo. Foi um sonho. Mas não acredito que a gente vá lançar, os três, um CD juntos de novo. Vamos ver, o tempo dirá.

ÉPOCA - Em Infinito Particular, sua interpretação é bastante monocórdica, suave, sem grande alteração entre as canções. Soa um pouco estranho para uma intérprete tão multifacetada.
Marisa - É justamente esta a impressão que quero passar. Que gravei tudo no aconchego da minha casa, com violão e amigos, meu filho por perto. A sala de estar é meu estúdio. Hoje, a simplicidade é minha meta. Não é preciso inventar nada, o bom é ser o que se é. Sei que não tenho controle sobre a minha imagem. Tem gente que quer a diva, quer me ver usando conjunto de veludo no shopping e se decepciona ao me ver de jeans e camiseta. E eu não quero ser diferente, como artista, do que sou como pessoa.

Revista Época

Lançamento de CD

Divulgação por e-mail

Lica Cecato
Pimenta Rosa
Campinas - 15/03/06
São Paulo - 16/03/06

Espetáculos

Divulgação por e-mail

Lourival Tavares em Sampa
"No Batuque do Coração"
Local : Lua Nova
Rua Conselheiro Carrão,451 -Bixiga
(esquina com a 13 de maio)
Às 22:hs
Quarta Feira, 08/03/06 de março
(Dia Internacional da Mulher)
Convidadas: Mazé Pinheiro e Cida Lobo
Part. Edinho Oliveira - Violão e Guitarra e
Vidal França - Violão
Couvert - R$ 10,00


"Mulheres de Hollanda" no Dia Internacional da Mulher - RJ
Quarta-feira, 08/03/2006
ARMAZÉM DIGITAL de Botafogo
(shopping Rio Plaza, próximo ao Rio Sul)
às 20h30 - R$ 10,00


Rita Ribeiro no SESC
Rita Ribeiro estará realizando nesta sexta-feira, 10/03/06, um show reunindo sucessos dos seus três ultimos CD´s e mais algumas músicas que farão parte de seu novo trabalho, no teatro do Sesc Pompéia, em única apresentação. Rita dividirá o palco com a cantora Vanessa Bumagny.

Serviço:
Sesc Pompéia: Rua Clélia, 93, Pompéia, SP
Tel:11.3871.7707
INGRESSOS à venda na bilheteria do teatro:
E em abril: lançamento do CD Tecnomacumba - O Canto dos Orixás. Aguardem!


Lanna Rodrigues - Rio de Janeiro
O site de REVISTA MPB está sorteando ingressos para o show da cantora Lanna Rodrigues na Casa de Cultura Elbe de Holanda - Ilha do Governador - RJ, com direito a acompanhante.  
Clique aqui e participe desta promoção.
Boa Sorte!!!!


Lucina no Photozofia
A cantora e compositora LUCINA estará cantando e tocando suas músicas em São Francisco Xavier:

Serviço:
18/03/2006
Local: Photozofia
Horário: 21h00Informações e RESERVAS:
(12) 3926-1406

Música e Poesia na Avenida Paulista

Divulgação por e-mail

Elisa Lucinda e Marcos Lima
08/03/06 às 18h30
Homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Espaço Cultural Alameda das Flores
Av. Paulista, 1374 - São Paulo
Entrada Franca

Zé Renato e Joyce no SESC Vila Mariana

Portal SESC SP

SÉRIE ENCONTROS
Diferentes tendências da boa música brasileira em espetáculos especiais, proporcionando uma alternativa ao cenário habitual de shows.

Em show inédito, os artistas compartilham voz, composição e violão. Teatro. R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 10,00 (Estudantes com carteirinha, aposentados e idosos acima de 60 anos)
Dia(s) 04/03, 05/03 Sábado, às 21h / Domingo às 18h.

SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 - São Paulo
Tel.: (11) 5080-3000
e-mail: email@vilamariana.sescsp.org.br

Boa música no centro da cidade

Divulgação por e-mail

Nessa quinta-feira, 02 de março, Hugo Veloso se apresenta no Teatro Satyros (espaço 2), na Praça Roosevelt, Centro, São Paulo. No repertório, algumas de suas canções e clássicos da Época de Ouro do Rádio do Brasil.

Hugo Veloso é um compositor imerso no cotidiano da cidade, tendo em foco os dramas dos seus personagens, que buscam uma nova realidade para suas vidas. Influenciado por mestres como Edu Lobo, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Sergio Ricardo e Dorival Caymmi (o disco “Caymmi e seu violão”, de 1959, é fundamental para a sua formação musical), entre outros, o artista nos convida a adentrar no seu universo onírico.

Lançou recentemente o CD de estréia “Um eco na cidade”, tendo realizado shows, entre outros lugares, no Vinicius Piano Bar, Severyna de Laranjeiras, Espaço Cultural Constituição, Butiquim Carioca e Casarão Cultural dos Arcos com merecida acolhida do público.

Atualmente, o artista lança seu mais novo show “Noturno”, que é resultado de sua paixão pela noite e pelo ambiente urbano.

Serviço:
Hugo Veloso
Teatro Satyros
02/03 às 23 h
Praça Roosevelt, 214
Tel.: (11) 3258 6345
Couvert R$ 3,00

Saiba mais sobre Hugo Veloso

[ Travessia - ver cantos anteriores ]



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Pão e Poesia - Simone

"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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"Música na cabeça é carinho, alegria, inteligência, fantasia, prazer, doçura, energia, paixão e poesia"
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Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
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