Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Boas Festas!

Que para cada um não falte o pão, tampouco a poesia,
e que cada nova nota seja um canto de amor e paz.
Foi um prazer estar com você em 2005.

Feliz 2006!

Os melhores de 2005 na opinião de Vera Barbosa
Music News - 16/12/2005
 
Por Vera Barbosa - Blog Pão e Poesia
Vera Barbosa é jornalista e editora de blogs sobre música
Blog Pão e Poesia: http://www.verabarbosampb.zip.net
Carinhoso, o site: http://vlgb.sites.uol.com.br
 
 
 
 
Melhores álbuns nacionais de 2005

1. Gal Costa - Hoje
2. Maria Bethânia - Que Falta Você me Faz
3. Zélia Duncan - Eu me transformo em outras
4. Vanessa da Mata - Essa Boneca tem Manual
5. Tom Zé - Estudando o Pagode
6. Céu - Céu
7. Paula Santoro - Paula Santoro
8. Ney Matogrosso - Canto em Qualquer Canto
9. Teresa Cristina e Grupo Semente - O Mundo é meu Lugar
10. Naná Vasconcelos - Chegada

Melhores DVD's de música nacional de 2005

1. Coisa mais linda - História e Casos da Bossa Nova (documentário)
2. Carlos Lyra - 50 anos de Música
3. Chico Buarque - Chico Buarque Especial (Coleção "Meu caro amigo", "À flor da pele" e "Vai passar")
4. Elis Regina - MPB Especial 1973
5. Gal Costa - Programa Ensaio 1994
6. Saravah - Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha e Baden Powell, entre outros.
7. Adriana Calcanhoto - Adriana Partimpim Ao Vivo
8. Zélia Duncan - Eu me Transformo em Outras
9. Ney Matogrosso - Canto em Qualquer Canto
10. Teresa Cristina e Grupo Semente - O Mundo é meu Lugar

Music News

Escritor Flávio Paiva lança livro/cd infantil e participa de debate com Bia Bedran no programa Literato

Assessoria de Imprensa por e-mail

FORTALEZA, 17.12.2005 - O escritor, compositor e jornalista cearense Flávio Paiva lança hoje (sábado, 17), às 17 horas, o livro/CD infantil "Benedito Bacurau - o pássaro que não nasceu de um ovo", dentro do programa Literato, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108).

No Literato, o escritor também conversará com a compositora, cantora, atriz e arte-educadora Bia Bedran, sobre o tema "Literatura infantil e música". O diálogo terá a mediação do jornalista Roberto Maciel, editor da coluna Comunicado, do Diário do Nordeste, de Fortaleza.

A obra infantil de Flávio Paiva foi um dos 43 projetos selecionados entre 420 inscritos na área de Literatura, dentro do Programa BNB de Cultura - Edição 2005 (linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com dotação orçamentária anual de R$ 2 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos).

Passeio encantador em pleno exercício da imaginação

Segundo o autor, o livro é uma "metáfora que simboliza o espírito da infância em seu mais pleno exercício da imaginação". Cada um dos 11 capítulos da obra é ilustrado por aquarelas pintadas pelo artista plástico Estrigas.

A obra, em sua versão em CD, é narrada pelo multiartista pernambucano Antônio Nóbrega, que executa ilustrações musicais do livro, através de cançonetas e vinhetas extraídas de composições de Flávio Paiva e parceiros (Bia Bedran, Ângela Linhares, Abidoral Jamacaru, Tarcísio Sardinha e Lucas Paiva).

Com prefácio do psicanalista, educador e poeta Rubem Alves, articulista do "Equilíbrio", suplemento sobre Qualidade de Vida publicado semanalmente na Folha de S. Paulo, o livro enseja um passeio encantador por festas populares, histórias de centros urbanos, céus estrelados, brincadeiras escolares, dramatizações e valores como o da amizade e do respeito ao meio ambiente.

Breves perfis profissionais

FLÁVIO PAIVA nasceu em Independência (CE) e se radicou em Fortaleza desde 1976, onde tem participado ativamente da produção cultural (literatura, jornalismo e música) e de cidadania (movimentos da sociedade civil e organizações não-governamentais).

Com seu livro/CD Flor de Maravilha, o artista inaugurou um processo inusitado de diálogo entre a literatura e a música, como recurso de intertextualidade, por meio do qual instiga a criação do leitor.

BIA BEDRAN formou-se em Musicoterapia e em Educação Artística (com habilitação em Música). Ela é uma referência nacional em arte e educação, com públicos cativos em shows, peças de teatro infantil e palestras para adultos.

Em três décadas de carreira, Bia tornou-se conhecida por seu programa Canta Conto (TVE-RJ) e pelas músicas e histórias gravadas em dez CDs de arte para crianças, nos quais valoriza constantemente a interação entre as linguagens literária e musical.

Serviço:
Lançamento do livro/CD infantil "Benedito Bacurau - o pássaro que não nasceu de um ovo" - Flávio Paiva
Hoje (sábado, 17/12) às 17 horas
Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108).

Centro Cultural Banco do Nordeste

Radar

Fabio Gomes

Show

PAULO MOURA E YAMANDU COSTA - No encerramento de uma semana de homenagem a um mestre da literatura, Érico Verissimo, dois mestres da música tocam o fino no Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1028, Centro, Porto Alegre), 18/12 (domingo), 19h. R$ 10.

TV

CHICO BUARQUE ESPECIAL - No último especial do ano, Bastidores, os textos teatrais de Chico (Roda Viva, Calabar, Gota d' Água e Ópera do Malandro) e as músicas que ele fez para montagens teatrais (dele e dos outros). Participação especial de Edu Lobo. Rede Bandeirantes, 18/12 (domingo), 22h30.

Extraído de www.jornalismocultural.com.br/imperdivel.htm

Paula Santoro

 

A mineira Paula Santora está lançando seu primeiro disco de trabalho pela gravadora Biscoito Fino.

O CD, que tem participações de Chico Buarque e de Toninho Horta, conta ainda com um rico repertório de autorias de Moacir Santos, Aldir Blanc, Fátima Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento, Chico Buarque, Seu Jorge, Robertinho Brant, Eduardo Neves e Mauro Aguiar.
 
01. Se você Disser que Sim - (Vinicius de Moraes / Moacir Santos)
02. Sem Fantasia (com Chico Buarque) - (Chico Buarque)
03. Segue em Paz (com Toninho Horta) - (Milton Nascimento / Toninho Horta)
04. Nós Dois - (Vicente Paiva e Fernando Martins)
05. Não É Céu  - (Vitor Ramil)
06. Léo - (Milton Nascimento / Chico Buarque)
07. Rainha do meu Samba - (Seu Jorge / Robertinho Brant)
08. É Sério - (Fátima Guedes / Djavan)
09. Como se a Vida Fosse Música - (Nelson Ângelo / Murilo Antunes)
10. Céu no Cio - (Eduardo Neves / Mauro Aguiar)
11. Perfume de Cebola - (Filó Machado / Cacaso)
12. Yemanjá Rainha - (Aldir Blanc / Moacyr Luz)

EXPEDIENTE
MISTURA FINA
Dia 15/12/2005 às 21:30 horas - R$ 20,00
Av. Borges de Medeiros,3207 - Lagoa - Rio de Janeiro

Revista MPB

Entrevista exclusiva com Klébi Nori

por Sergio Freitas

Sergio Freitas: Klébi, seus discos costumam vender mais nas lojas ou nos shows?
Klébi Nori: Os três primeiros cds, por terem sido lançados por Gravadoras pequenas na época, que não contavam com boa distribuição, venderam muito em shows. Este novo cd possui uma distribuidora que parece colocar bem seus produtos e que, também enquadrou-se ao tipo de local em que meu trabalho teria espaço, muito embora a Gravadora, também esteja dando seus primeiros passos.

SF: É verdade que no pocket-show do Morumbi em 30/07, TODOS os seus discos que estavam na loja foram vendidos?
Klébi: Sim, algumas pessoas ficaram sem poder comprar naquele dia.

Leia entrevista na íntegra em http://www.revistampb.com.br/klebi.htm

Márcia Tauil e 4 Vozes fazem um Natal muito brasileiro no Sesc Pinheiros - SP

 

A Mineira de Guaxupé Márcia Tauil, de canto puro e forte junta-se ao grupo 4 Vozes, também de Minas Gerais e farão um show que promete ser o Natal mais brasileiro da MPB.

O A 4 Vozes, que lançou o CD "O canto de Minas", é formado pelas irmãs Dora Otaviano (mezzo), Jurema Otaviano (mezzo-contralto), Jussara Otaviano (soprano) e a sobrinha Thatiana Otaviano (contralto).

"Presitigiar nossas formas de expressão mais autênticas e levá-la aos quatro cantos do mundo com orgulho de ser brasileiras. Essa é a semente, admiravelmente, plantada por essas grandes mulheres", - comenta Vera Barbosa sobre este trabalho musical. 

Vide mais informações no site http://outraspalavras.nafoto.net/ 

EXPEDIENTE
SHOW NATAL BRASILEIRO
COM MÁRCIA TAUIL E O GRUPO 4 VOZES
Dia 23/12/2005 às 20 horas
Coreto da Praça - Guaxupé - MG (Av. Conde Ribeiro do Vale s/n)

Revista MPB

Novo festival de choro

Antônio Carlos Miguel

A Escola Portátil de Música promove o II Festival Nacional do Choro, entre 22 e 30 de janeiro, na cidade de Mendes, Estado do Rio. Inscrições para o evento, que contará com cursos e oficinas ministrados por chorões como Luciana Rabello, Maurício e Álvaro Carrilho, podem ser feitas até 21 de dezembro, pelo site www.escolaportatil.com.br.

O Globo

Pacote de samba mostra a força da produção do ritmo carioca

João Pimentel

Uma série de lançamentos comprova que o samba anda mesmo em alta. E mais, que a chegada da turma da Lapa, com Tereza Cristina e Nilze Carvalho à frente, também foi positiva para dar visibilidade a sambistas mais velhos e compositores que nunca tiveram a oportunidade de gravar, apesar de reconhecidos nas rodas da cidade. Os discos de Luiz Grande, Zé Luiz e Jurandir da Mangueira, que inauguram o projeto Candongueiro, idealizado por Ilton e Hilda Mendes, donos do reduto de samba que fica em Pendotiba, e o disco “Roda de samba no Bip Bip” formam um pacote de Natal para lá de interessante.

Luiz Grande é um dos sambistas mais criativos em atividade por suas melodias diferentes, por suas letras sempre bem-humoradas e por seu modo ímpar de cantar. Muito gravado nos anos 70 e 80, principalmente por João Nogueira, e nos 90, por Zeca Pagodinho, ele é um dos integrantes do Trio Calafrio. Produzido por Paulão 7 Cordas, ele ganha uma moldura de músicos perfeita para sambas como “Minha alegria”, um clássico das rodas, “Na boca do mato” e “Suburbano feliz”.

Parceiro de Nei Lopes e Wanderley Monteiro, Zé Luiz é autor, por exemplo, de “Todo menino é um rei”, um dos maiores sucessos de Roberto Ribeiro, e “E eu não fui convidado”. Mas ele optou por gravar sambas inéditos ou menos conhecidos. E esta opção foi acertada, porque ele surge com uma boa safra de sambas. De “Tempo ê” e “Malandros maneiros”, também gravados por Roberto Ribeiro, ao engraçado “Caído com elegância”, parceria com Nei Lopes, passando pela singela “Natal imperiano”, o disco de Zé Luiz tem como grande mérito respeitar a sua identidade, em cada faixa está presente a linhagem dos compositores da Serrinha de Silas de Oliveira, Aniceto e Mano Décio da Viola.

Produzido por Mauro Diniz, o disco do mangueirense Jurandir também tem esse respeito e, talvez ainda mais forte, a influência do modo verde-e-rosa de fazer samba. Um dos maiores vencedores do carnaval carioca, ele mostra composições que estavam na gaveta. Destaque para a regravação de “Transformação” (“Minha companheira foi embora/ A solidão veio comigo morar”) e novidades como “Wilma de tal”, com Roberto Marcelino.

Três bons discos de sambistas que têm o que dizer e estavam inéditos, feitos com esmero por quem sabe, mas com uma apresentação muito descuidada, tanto na qualidade da impressão das fotos como na absoluta falta de revisão das letras das músicas, nomes de autores, etc.

Disco do Bip Bip reúne bambas consagrados

Já o disco do Bip Bip de Copacabana, feito informalmente pelos freqüentadores do botequim do Alfredinho, gente ilustre como Wilson Moreira, Aldir Blanc, Moacyr Luz, Elton Medeiros, Cristina Buarque, é um apanhado de bons sambas inéditos entoados como hinos nas rodas. Produzido por Tuninho Galante e o onipresente Paulão 7 Cordas, traz pérolas como a hilária “Reunião de condomínio”, de Paulinho do Cavaco, “Primos entre si”, de Aldir e Jayme Vignoli, e “Vai tarde”, entoado pela voz que sobressai no disco: Nilze Carvalho.

O Globo

Natura Musical apresenta Weber Lopes no lançamento do CD "Mapa"

Lu Mounic

Depois de passar por Belo Horizonte, Governador Valadares e Timóteo, em Minas Gerais, e pelo Rio de Janeiro, Weber Lopes lança "Mapa", seu segundo CD solo, em São Paulo.

Apontado como um dos principais compositores do estado vizinho, Weber apresenta seu rico e envolvente universo musical no dia 14 de dezembro, no SESC Santana. "Olhando para trás, vejo em cada música os momentos que vivi, as pessoas que vi, os caminhos por onde andei, as paisagens que sonhei, os lugares que imaginei", declara Weber Lopes no encarte de seu novo disco.

E em cada uma das treze faixas que compõe o CD, pode-se acompanhar com emoção as andanças reais ou imaginárias do músico; são viagens que tomaram corpo e ganharam a forma de canção. No show, o compositor será acompanhado por Ivan Correa, no baixo elétrico, e André 'Limão' Queiroz, na bateria. Weber vai contar, ainda, com convidados especiais.
São expressivos nomes da Música Instrumental Brasileira que também participaram da gravação do CD: o pianista Benjamim Taubkin, o percussionista Guello, o saxofonista e flautista Teco Cardoso, o acordeonista Toninho Ferragutti e o contrabaixista Zeca Assumpção.

Music News

Cultura da boa

Joaquim Ferreira dos Santos

Roberto Civita decidiu. Vai ser no Rio, em local ainda não definido, a festa de entrega do 2 Prêmio Bravo! Prime de Cultura. Um dos mais sérios prêmios para os produtores culturais, o Bravo destaca os melhores artistas do país com trabalhos em literatura, cinema, artes plásticas, teatro, dança e música entre julho de 2005 e julho de 2006.

O Globo

Márcia Tauil espalha suas sementes em Vinhedo

por Vera Barbosa

Na quarta-feira, 14/12, a cantora estará na Praça central da cidade e se apresentará ao lado de Mana Tessari, Eric Furlan e Bruno Passos. Márcia é mineira de Guaxupé e traz um canto doce e forte em sua trajetória. Revelação da MPB, venceu, entre outros, o Festival "Trilhas de Minas" 2005, realizado pelas cidades São Sebastião do Paraíso e Itaú de Minas. A música "Canção da Estrada" (parceria dela com Mana Tessari) conquistou o primeiro lugar e Márcia foi a melhor intéprete.

No repertório do próximo show, músicas de seus dois cd's "Águas da cidade" e "Sementes no vento" (este com obra de Eduardo Gudin e Costa Netto), além de clássicos como "Cuitelinho" (domínio público recolhido por Paulo Vanzolini e Antonio Xandó), "Trem azul" (Lô Borges e Ronaldo Bastos), "Romaria" (Renato Teixeira) e "Cálix Bento" (letra adaptada por Tavinho Moura da Folia de Reis do norte de Minas Gerais).

O terceiro disco de Márcia, "Leveza", sai em meados de 2006.

Serviço:
Márcia Tauil, Mana Tessari, Eric Furlan e Bruno Passos
Quarta-feira, 14/12/05, às 20 h
Show em Praça Pública (praça central da cidade)
Vinhedo - São Paulo
Grátis

Saiba mais sobre Márcia Tauil

O grande nome de Elis Regina
por Beto Feitosa

Novo DVD reforça o mito e abre o baú de musicais da Rede Globo

Dentre os DVDs de fim de ano com as grandes cantoras, a maior curiosidade e expectativa ficou justamente com Elis Regina. Mesmo mais de vinte anos depois, o inigualável talento da Pimentinha continua despertando reações apaixonadas e vendendo fácil na disputa com os lançamentos natalinos.

Esse novo título recupera o especial Elis Regina Carvalho Costa, gravado para a nobre série Grandes nomes da Rede Globo no início dos anos 80. É dessa ocasião a célebre e imortalizada cena em que uma emocionadíssima Elis chora enquanto canta Atrás da porta, de Chico Buarque e Francis Hime. Elis era assim: passional, transparente, verdadeira. E é essa sinceridade à flor da pele que faz a cantora, ainda hoje, arrastar seus fãs ávidos por novidades e também por seu catálogo. Tudo que tenha o nome de Elis Regina é sucesso certo. A grande prova foi seu primeiro DVD, no ano passado, que vendeu mais de 90 mil cópias.

O especial televisivo flagra Elis Regina durante a turnê de seu show Saudades do Brasil, que renderia também um álbum duplo pela Warner. Em tempos de abertura política, Elis Regina canta músicas como Querelas do Brasil, O bêbado e a equilibrista, a receita precisa de Agora tá e termina com a esperança de Gonzaguinha em Redescobrir.

Impressionante como a letra de Alô alô marciano, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, continua atual e pode soar até profética. Assim como a feminista Essa mulher, parceria de Joyce e Ana Terra, faixa título de um dos mais bonitos álbuns de Elis. Dividindo o palco com César Camargo Mariano, Elis repete o arranjo que gravou com Tom Jobim de Modinha e mostra um delicioso improviso em blue para Rebento, de Gilberto Gil, comentado pelo diretor Daniel Filho na entrevista que compõe o DVD.

Se por um lado a Rede Globo nunca foi uma fiel produtora de bons musicais, seu acervo tem preciosidades que podem render grandes DVDs, tesouros históricos. Que essa iniciativa seja apenas o primeiro mergulho em incontáveis fitas antigas que ficaram na memória e na história. Saudades de uma época em que uma artista do quilate de Elis Regina tinha espaço na maior formadora de opinião do país, hoje em dia entregue a uma ditadura que prima pela mediocridade do mercado.

A simples presença de um artista como Elis Regina já compensa qualquer tomada equivocada ou figurino datado. A performance da cantora no palco cresce além de qualquer defeito e toma conta pela força não só de um personagem, mas também dela que ainda é a maior cantora brasileira.

Para as gravadoras que sucateiam seu catálogo investindo em produtos rápidos e descartáveis, o sucesso de Elis Regina é a prova de que a boa arte é eterna e pode gerar bons resultados por um período muito mais longo que apenas um verão. Como diz a música de João Bosco e Aldir Blanc cantada por ela no show, "o show de todo artista tem que continuar".

Ziriguidum

Daniela vai lançar seu 'Baile Barroco'

Mauro Ferreira

Baile Barroco é o título do DVD que Daniela Mercury (foto) vai lançar no início do ano com a gravação do Carnaval de Salvador (BA), filmado na folia de 2005 com câmeras de alta definição.

O nome obviamente alude a Balé Mulato, o título de seu recém-lançado CD de inéditas - apontado pela crítica como um dos melhores trabalhos da discografia da cantora. Mas o repertório é diverso e inclui regravação de Frevo Mulher, sucesso de Zé Ramalho.

O Dia

Gilberto Gil é indicado ao Grammy

por Redação

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, foi indicado ao Grammy, o principal prêmio da música americana. Seu disco Eletracústico concorre ao prêmio de melhor álbum contemporâneo de World Music.

A cantora Luciana Souza também foi indicada, na categoria melhor disco de Jazz vocal, por Duos 2. Já o pianista Nelson Freire concorre na categoria de melhor performance instrumental solo de música clássica. E a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo concorre a um Grammy na categoria de melhor álbum clássico crossover, com Jobim: Symphonic Jobim.

Os indicados ao Grammy foram divulgados nesta quinta-feira nos Estados Unidos. O Grammy será entregue no dia 8 de fevereiro em Los Angeles.

BBC Brasil

Balanço gaúcho

Tárik de Souza

Lupicínio Rodrigues e Caco Velho não foram os únicos sambistas gaúchos de sucesso no país. No ano em que completaria 90, Tulio Piva (1915-1993) tem editado um CD-book em estojo com dois CDs, incluindo seus quatro únicos LPs gravados nas décadas de 70 e 80, mais um livro de crônicas e poemas inéditos.

Tulio foi gravado por Elis Regina, Elza Soares, Noite Ilustrada, Demônios da Garoa, Luiz Vieira. Perpetrou clássicos como Tem que ter mulata (''o samba pra ser samba na batata/ tem que ter mulata''), que correu mundo, Pandeiro de prata e Gente da noite.

Seu neto Rodrigo Piva chega ao terceiro CD, Menina de Floripa, com participações do baixista Arismar do Espírito Santo e do multisopros Nailor Proveta. Piva regravou Tem que ter mulata. Ambos os discos podem ser encontrados no site Antares Música: www.antaresmusica.com.br.

Jornal do Brasil

A saudade de Cássia Eller é enorme como a voz e a integridade da cantora

Mauro Ferreira

Cássia Eller faria 43 anos hoje, se não tivesse saído precocemente de cena em 29 de dezembro de 2001. A data rende homenagens, provoca reflexões e faz brotar com mais força a inevitável saudade da cantora (na foto, de 1997, na época do lançamento do disco Veneno Antimonotonia).

Cássia morreu no auge do sucesso. Há até quem sustente que seu coração não suportou toda a pressão e stress decorrentes da fama desfrutada por ela naquele 2001 tão feliz que acabou de forma trágica. Pode ser, mas é um fato impossível de ser comprovado e, de todo modo, subjetivo. Certo é que, em 2005, Cássia teria completado 15 anos de uma carreira fonográfica que começou estupenda - com aura meio marginal, mas construída no mainstream, fora do circuito indie - e que depois foi posta nos trilhos do sucesso pela diretoria da gravadora Universal, mas sem comprometer a integridade artística da cantora.

A propósito, é difícil imaginar o que teria acontecido com Cá ssia depois daquele bem-sucedido Acústico MTV que a fez ficar conhecida por todas as classes e tribos. Será que teria repetido a fórmula no disco seguinte? Ou - o mais provável - será que teria se rebelado e gravado um CD pesado como o citado Veneno Antimonotonia, fruto de decepção para sua gravadora na época? Perguntas que vão ficar sem respostas. Cássia não está mais aqui. Resta sua obra - às vezes pop, às vezes punk. Mas sempre singular. Ninguém cantou nem vai cantar como Cássia Eller. Ela foi única, personalíssima, e soube cruzar a fronteira entre o rock e a MPB. Por isso deixou tanta saudade...

O Dia

A Cor do Som não desbotou

Marcelo Migliaccio

Os shows do conjunto A Cor do Som, na segunda metade dos anos 70 e primeira dos 80 eram um suplício para a rapaziada que ia "numas" de arranjar namorada. As garotas só tinham olhos para os cinco membros da banda, principalmente para o baixista Dadi e para o tecladista Mu. Recalques à parte, restava ao público masculino curtir o som, que misturava MPB, chorinho, uma pitada de rock e a guitarra baiana de Armandinho, aquele mesmo do Trio Elétrico com Dodô e Osmar. Com sua alquimia original, A Cor do Som ganhou o Brasil naqueles verões idos e emplacou nas paradas sucessos como Zanzibar, Abri a Porta, Beleza Pura e Menino Deus.

Passados 18 anos desde seu último disco de carreira, a banda se reuniu em agosto para um show no Canecão, no Rio. É essa apresentação que chega às lojas a partir de hoje, num DVD gravado ao vivo pelo selo Performance Be Records. Como convidados especiais, marcaram presença Caetano Veloso, Daniela Mercury e Moraes Moreira, além do Coral dos Canarinhos de Petrópolis. A direção do show e do DVD é de Jorge Fernando e a distribuição, da Sony-BMG.

A volta do grupo foi sacramentada em junho, quando Armandinho aproveitava a baixa temporada de folias - época em que seu Trio Elétrico fica na garagem - para viajar pela Europa, tocando música instrumental com o violonista Yamandú Costa e o percussionista Robertinho Silva. Foi lá que ele recebeu um telefonema do baixista Dadi, avisando que o show no Canecão estava confirmado, assim como a gravação do CD e do DVD. "Foi pouco tempo de ensaio, só três semanas com a formação toda, mas nossa química rolou legal", diz Dadi, que, aos 18 anos, tocava com os Novos Baianos e já acompanhou Caetano, Rita Lee, Marisa Monte e Tribalistas, fora os dois anos integrando o Barão Vermelho.

Nesta volta à Cor do Som, ele canta a inédita O Dia de Amanhã, parceria com Arnaldo Antunes que está em seu primeiro disco-solo, Dadi, prestes a ser lançado. Mu, de cujos teclado s sai o viés mais melódico do grupo, diz que a nova temporada atrai os quarentões, mas também uma geração mais nova, que conheceu a Cor do Som pela internet. "Tem uma garotada de 17, 18 anos, muitos deles músicos, que descobriu o nosso trabalho no site. Eu tenho muito respeito pela história da Cor do Som", diz ele, que prepara seu segundo CD instrumental-solo, Óleo sobre Tela.

O Estado de S. Paulo

Funk Como Le Gusta em DVD e box

Mauro Ferreira

O grupo paulista Funk Como Le Gusta está lançando simultaneamente seu primeiro DVD, Ao Vivo (capa à esquerda), e um box que reúne seu três CDs. O vídeo foi gravado com câmeras de alta definição em 2 e 3 de setembro, em shows no Sesc Pompéia, em São Paulo.

No repertório, sucessos do grupo, como 16 Toneladas, e covers dos repertórios de Tim Maia (O Balanço, 1973) e Gerson King Combo (Funk Brother Soul, 1978). Já o box Funk Como Le Gusta - fabricado em edição supostamente limitada pela gravadora ST2 - inclui os álbuns Roda de Funk, Funk Como Le Gusta Remix (com versões eletrônicas das músicas do primeiro disco do grupo) e o recente FCLG.

O Dia

Trio de ases

Tárik de Souza

Três ases do samba pouco reconhecidos ganham CDs solos no Projeto Candongueiro, pilotado por Ilton Mendes, responsável pelas rodas de samba da notória casa de Niterói. Um deles é Jurandir da Mangueira, que fez 12 sambas enredo em parcerias com Helio Turco e Darci da Mangueira, entre eles o campeão de 1984 com Yes, nos temos Braguinha.
Produzido por Mauro Diniz, ele canta, entre outras, Transformação, Wilma de tal e Demorou. Parceiro de Nei Lopes em Malandros maneiros, Água de barrela, Caído com elegância (incluídas no CD), o imperiano Zé Luiz, outro dos solistas, integrou a ala de compositores da escola Quilombo.

Exibe sua assinatura refinada com outros parceiros, como Nelson Rufino (Tempo ê). Produzido por Paulão Sete Cordas, como o anterior, o CD de Luiz Grande da Imperatriz, e integrante do Trio Calafrio, relembra seus sucessos gravados por João Nogueira (Maria Rita, Na boca do mato) e ainda manda Suburbano feliz e Amor virtual. Os três CDs serão lançados dia 20 no Rival.

Jornal do Brasil

Última apresentação do ano na Rua do Choro

Divulgação

A Secretaria de Estado da Cultura realizará, no próximo dia 10 (sábado), a partir das 14h, a última edição de 2005 do projeto Rua do Choro. O tradicional endereço, na Rua General Osório, foi reinaugurado no mês de setembro, com o objetivo oferecer atrações de qualidade e reconduzir o estilo musical ao seu lugar histórico: ruas e praças do centro de São Paulo.

O grupo Bando de Macambira abrirá o evento, com um repertório que reunirá composições de Pixinguinha, Benedito Lacerda, João Bosco, Caetano Veloso, entre outros. O grupo foi formado em 1969, por integrantes da mesma família: Luiz Lima (violão sete cordas e voz), João Lima (bandolim, viola e voz), Chico Lima (percussão e voz), Francisco Carlos Lima (bateria, percussão e voz) e Luiz Cláudio Lima (cavaquinho, baixo, acordeon, viola de 6 cordas e voz).

O grupo ganhou o segundo lugar no Festival da Record de Música Sertaneja de 1986 e já se apresentou em diversos teatros públicos do país, além de participar de trilhas sonoras, como do filme Cabocla Tereza, de João Pacífico. Desde 1996, os músicos se apresentam na Praça Snack Bar, no bairro da Bela Vista.

Mais informações: www.cultura.sp.gov.br e contato@cultura.sp.gov.br .

Music News

Filme em Questão: Vinicius

Por Redação

Divulgação

Vinicius de Moraes próximo do mar, em uma das imagens do filme de Miguel Faria Jr. com imagens de arquivo

 

Para celebrar, no filme Vinicius, a vida e a obra do poeta e compositor carioca – autor de 400 poemas e de outras 400 letras de músicas – o diretor Miguel Faria Jr. reuniu um elenco de estrelas entre parceiros, intérpretes e amigos de Vinicius de Moraes.

Em tom de conversa de bar, os depoimentos de Chico Buarque (falando à vontade como nunca), Maria Bethânia, das filhas Susana, Luciana e Mariana ou do poeta Ferreira Gullar pontuam a narrativa do filme. E, com o auxílio luxuoso de imagens de arquivo, desenham o retrato do artista e diplomata nascido no Rio de Janeiro, em 1913, quando a cidade tinha 1 milhão de habitantes, sofria forte influência francesa, e Ipanema e Leblon eram apenas praias desertas.

Nos anos 50, a capital do país atravessou mudanças que se refletiram na música, no cinema e teatro, na moda e no comportamento de uma geração. Vinicius de Moraes, um dos criadores da bossa nova, passou a ser referência de um novo modo de viver e de encarar a vida, mais informal. Produzido pela filha mais velha do poeta, Susana de Moraes, o filme é costurado por um pocket-show com a apresentação de cantores e dos atores Ricardo Blat e Camila Morgado, que interpretam poemas do autor.

JBonline

Verônica recebe convidados no CCC

Beto Feitosa

Depois de se descobrir compositora e mostrar sua produção no álbum Agora (2003), Verônica Sabino encerra a turnê e se prepara para gravar em 2006 o seu primeiro DVD e CD ao vivo.

Os últimos shows da temporada acontecem no simpático Centro Cultural Carioca. Em duas terças-feiras Verônica rebobina a carreira e recebe amigos como Zé Renato (dia 6/11) e Leoni (13/11).

O Centro Cultural Carioca fica na Rua do Teatro, 37,na Praça Tiradentes, centro do Rio. Informações pelo telefone (21) 2252.6468.

Ziriguidum

Bethânia remonta seu teatro em delicado show perpetuado em seu terceiro DVD

Mauro Ferreira

Intérprete de crenças e tradições firmes, Maria Bethânia remonta seu teatro a cada show com números e textos autoreferentes. Dirigido por Bia Lessa, o atual espetáculo da cantora - Tempo Tempo Tempo Tempo, ora lançado em DVD pela Biscoito Fino com gravação realizada em agosto, em minitemporada na casa paulista CIE Music Hall - procura costurar em roteiro de 43 números a homenagem prestada a Vinicius de Moraes no disco Que Falta Você me Faz com músicas inéditas e com momentos importantes das quatro décadas de carreira da Abelha Rainha.

Embora bom, o resultado decepcionou quem esperava um show à altura do grandioso Brasileirinho, também dirigido por Bia Lessa. Mas o tempo tem sido grato a Bethânia. Aos 59 anos, no melhor da forma vocal, a cantora compensa a costura nem sempre bem-acabada do roteiro com sua imponente força cênica.

A linguagem teatral de seus shows não impede que Bethânia vá afinando (ou desafinando) o roteiro a cada ap resentação. O show perpetuado em seu terceiro DVD - o de maior requinte na filmagem e na edição - não é exatamente o mesmo que estreou (mal) no Canecão (RJ), em fevereiro.

O Dia

Chico aprova 'feijoada' do Sucata

Mauro Ferreira

Sempre generoso com artistas iniciantes, Chico Buarque aprovou a regravação de seu samba Feijoada Completa - lançado pelo autor em 1978 - pelo grupo Sucata de Luxo.

O disco da banda será editado pelo novo selo Leke Loko, que pretende baratear o custo final do CD para o consumidor e vai vender seus lançamentos em sua página na internet (www.lekeloko.com.br) pelo preço de R$ 9 - já incluído o frete para qualquer canto do Brasil.

O Dia

Cássia Eller ganha homenagem em CD

por Folha Online

Quatro anos após a sua morte, Cássia Eller (que já ganhou duas biografias) recebe uma homenagem em CD. Hermelino Neder e Luiz Pinheiro, compositores de quem a cantora gravou músicas no início da carreira, lançam "Cássia Secreta" neste sábado (10), na Fnac Paulista, em uma audição comentada.

A maior parte das nove faixas do álbum são canções integraram o repertório de Cássia. Estão lá "Pô, Amar É Importante", de Neder, sucesso na voz de Tetê Espíndola e Arrigo Barnabé nos anos 80 e cantada por Cássia "revezando" com si mesma nos dois papéis. "Na de Casal", "Ponto X" e "Cor de Cinza" (composição de Noel Rosa com arranjo de Neder) também eram apresentadas por ela em seu shows. "Eles", "O Marginal" e "Não Sei o que Quero da Vida" passaram das apresentações ao vivo para os discos (as duas primeiras estão no CD "O Marginal" e a última, no seu primeiro álbum).

E há também as homenagens propriamente ditas, como a faixa "Cássia Eller" ("Vem cá, Cássia Eller/ Me choca, Cássia Eller/ Cospe em mim, Cássia Eller/ Me chuta, Cássia Eller"). Cássia morreu em 29 de dezembro de 2001, aos 39 anos. Neste sábado, ela completaria 43 anos.

Lançamento do CD "Cássia Secreta" Quando: sábado (10), às 18h Onde: Fnac Paulista (av. Paulista, 901, tel. 0/xx/11 2123-2000) Quanto: grátis

Folha Online

Renata Arruda requenta repertório em CD marcado pela pegada firme dos violões

Mauro Ferreira

A ordem revisionista que continua a imperar sem tréguas na indústria fonográfica acaba fazendo com que intérpretes ainda com pouca bagagem cometam o erro de fazer retrospectivas precoces.

É o caso de Renata Arruda. Cantora segura, ainda que eventualmente carregue nas tintas em algumas interpretações, a artista paraibana requenta o repertório de seus três primeiros discos neste Acústico - Pegada.

O rótulo acústico (im)posto no título já dá bandeira... A rigor, trata-se do quinto álbum da artista, já que Arruda excluiu da revisão seu elegante CD anterior, Por Elas e Outras, em que regravou apenas sucessos de cantoras.

A pegada do título é a do trio de violões pilotados por Walter Villaça, Zé Filho e pela própria cantora. Por conta dessa levada firme, o CD remete até ao show Violões, apresentado por Cássia Eller em 1995 e gravado em disco ao vivo editado em 1996 - talvez pelo fato do virtuoso Villaça ter tocado também nesse trabalho da saudosa Cássia.

O Dia

Próximo CD de Bosco mistura parcerias inéditas com Aldir e seu filho Francisco

Mauro Ferreira

João Bosco (foto) e Aldir Blanc já se reconciliaram em 2002 e vem regravando em dupla músicas antigas de sua parceria - interrompida em 1982 (por motivo nunca revelado publicamente) e retomada gradativamente nos últimos três anos.

Mas vai ser preciso esperar pelo próximo disco de Bosco, previsto para 2006, para ouvir todas as inéditas da dupla. Pelo menos três já estão prontas: Mentiras de Verdade (o marco inicial da retomada), Toma Lá Dá Cá (a primeira a ser efetivamente gravada, pois será tema do homônimo especial de fim de ano da Rede Globo) e Sonho de Caramujo (poema de Blanc musicado por Bosco).

O lançamento do CD, no entanto, ainda depende de acertos. Bosco e a gravadora Biscoito Fino já andaram flertando, mas o namoro não virou casamento de papel passado.

O Dia

Aldir Blanc entoa os sons da madrugada

Luiz Fernando Vianna

Compositor solta a voz no CD "Vida Noturna", produzido por Moacyr Luz; boleros e sambas-canções compõem repertório


Alexandre Campbell/Folha Imagem
Aldir Blanc em seu apartamento no Rio, com sua mulher, Mari de Sá Freire, e seu cachorro, Batuque

Aldir Blanc sai pouco do Rio, da Tijuca (zona norte), do apartamento da rua Garibaldi e até do escritório entulhado de livros e discos que é sua caverna de bruxo. O que a maioria das pessoas conhece dele, portanto, são letras como as de "O Bêbado e A Equilibrista" e "Kid Cavaquinho". Mas quem ouvir "Vida Noturna", CD que chega às lojas nesta semana, poderá vislumbrar um outro Blanc: aquele que desafia sua fama de eremita e, ao lado de amigos antigos e súbitos, canta em bares ou na própria caverna.

O disco não é apenas o primeiro em que Blanc, 59, interpreta todas as faixas -em "Aldir Blanc e Maurício Tapajós" (1984) e "Aldir Blanc 50 Anos" (1996), ele cantava parte delas. Em tempos tão comerciais, nos quais se mercadeja qualquer idéia de felicidade, é um registro raro das sombras de um artista e da vida, por isso noturna.

"É um disco para se ouvir no térreo", diz Mari de Sá Freire, mulher de Aldir, prevenindo potenciais suicidas e resumindo o clima do CD, composto de boleros e sambas-canções, embalados apenas por violão e piano.

"Há muito tempo eu queria fazer esse disco, com as músicas da madrugada, como eu e Aldir chamamos", conta o amigo, vizinho e parceiro Moacyr Luz, produtor do CD e principal responsável por convencer o arredio Blanc a enfrentar três dias de estúdio.

Na maioria inéditas, são músicas de várias épocas, dos anos 70 até a mais recente, "Recreio das Meninas 2", parceria com Luz escrita depois da primeira ida do letrista -"de bengala, tossindo, com febre"- ao Samba do Trabalhador, realizado às segundas-feiras no clube Renascença.

"Essa letra é a cara do Aldir, pela falta de medo de se expor", diz Luz, referindo-se à fragilidade desbragada de Blanc. "Aos que me gozam no bar/ Dizendo que eu sou/ O recreio da meninas/ Respondo: andorinhas fazem ninho nas ruínas", diz a canção.

A "cara do Aldir" está espalhada pelas 12 faixas, embora não se possa garantir que o retrato esteja completo. "Tem bastante do que é o Aldir no disco, mas nunca é o suficiente. Para se fazer um retrato dele, precisaria de coisas demais", brinca João Bosco.

Ele participa com a voz e o violão das novas versões de "Vida Noturna" e "Me dá a Penúltima", parcerias dos anos 70 que são ótimos exemplos do fragmento boêmio que forma o mosaico Blanc.

Igualmente, outros fragmentos estão mais explícitos nas letras das músicas do CD do que estariam em eventuais frases ditas por Blanc para este texto.

Eremita boêmio
"Ele é o que escreve", define outro parceiro, Guinga. "Aldir gosta de se isolar, mas não é solitário. Ele tem horror à solidão e quer ter sempre por perto os amigos, os netos. E é um eremita que às vezes foge de casa", explica.

O Blanc caseiro está no CD: em "Constelação Maior", sua primeira parceria com Hélio Delmiro, ele parece cantar um triângulo amoroso bem resolvido, mas o "outro", no caso, é seu labrador, Batuque. "Ele é bonito e a minha garota o recebe em seu leito/ Eu mesmo às vezes abro mão do orgulho e com ele me deito", relata.

Aquele que, pelo contrário, dissolve o lar -ou nem chega a construí-lo- em doses freqüentes de álcool e incompreensão está em "Dois Bombons e uma Rosa" (só de Blanc), "Flores de Lapela" (com Maurício Tapajós) e "Dry" (com Luz). "Hoje somente se bebo/ O dia seguinte pode me afetar/ É que a secura me lembra/ Teu jeito de amar", canta, usando a voz feminina, em "Dry".

O nostálgico, que já verbalizou a saudade dos avós, da Vila Isabel da infância e dos anos 50 em letras com quaradores e caramanchões, está sutilmente em "Paquetá, Dezembro de 56" e fortemente em "Velhas Ruas" (ambas só dele), homenagem à mãe, Helena. "Quando a cortina estremece/ Vê-se a mulher que não esqueço/ Correndo as contas de um terço/ Por alguém que não lhe merece", lamenta.

Há o que conversa com a música em "Cordas" (com Guinga), com o tempo no sucesso "Resposta ao Tempo" (com Cristóvão Bastos) e um fundamental em "Lupicínica" (com Jayme Vignoli): o que transforma a vida anônima, suburbana, em mítica.
Ao contar a história de "uma enfermeira com a chama vital de Anna Karenina", ele ensina: "Heroínas sem par/ Podem brotar na Rússia ou lá em Água Santa [subúrbio carioca]".

"Não sei se o Aldir levou o samba para a literatura ou a literatura para o samba", diz Bosco. No escritório-caverna do ex-psiquiatra, um cavaquinho repousa à vontade entre milhares de livros.

Vida Noturna
Artista: Aldir Blanc
Lançamento: Lua Music
Quanto: R$ 26, em média

Agenda Klébi Nori

Divulgação

DEZEMBRO
Dia 08 (quinta) Show fechado - Rio de Janeiro
Dia 15 (quinta) Acústico de MPB, no Cotton Club,  às 19:30  - Mezzanino do Shopping Cassino Atlântico. Av. Atlântiva, 4240. Entrada pela Nossa Senhora Copacabana, 1417 - Térreo
Informações e Reservas: (21) 7813-9238 - Rio de Janeiro

 
JANEIRO
Dias 12 e 13 -SESC Consolação -São Paulo às  20 h
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Tel.: 3234-3009/3011

KS Produções

Famílias Caymmi e Jobim entram no tom do maestro em CD de refinada suavidade

Mauro Ferreira

É impossível não remeter Falando de Amor a um dos títulos mais especiais do acervo da Elenco: Caymmi Visita Tom (e Leva seus Filhos, Nana, Dori e Danilo) - editado em 1964 com até então inédito entrelaçamento das obras dos mestres Dorival e Jobim. Quatro décadas depois, as famílias se reencontram sem seus patriarcas.

Tom saiu de cena em 1994. Aos 91 anos, Dorival saboreia o convívio familiar após ter encerrado suas atividades profissionais. Mas, em essência, o disco atual pouco tem a ver com o dos anos 60. Falando de Amor é um tributo à obra de Jobim, no tom do maestro.

Se remete ao seu antecessor, é somente pela reunião dos dois clãs. O produtor José Milton concebeu um disco que vai soar familiar para os amantes da obra de Jobim por evocar suas harmonias refinadas e a delicadeza de sua música.

O Dia

Teresa busca lugar no mundo japonês

Mauro Ferreira

Gravado em show no Teatro Municipal de Niterói, o terceiro disco de Teresa Cristina (foto), O Mundo É meu Lugar - Ao Vivo, será lançado no Japão em fevereiro, pela gravadora NRT.

A edição japonesa terá faixa-bônus, Sorri (Elton Medeiros e Zé Kéti), lançada no Brasil somente no DVD editado simultaneamente ao CD. Em janeiro, a cantora já estará no Japão para começar a promover o lançamento do disco na mídia local.

O Dia

A voz do rádio

Tárik de Souza

Sai no início de janeiro pela Revivendo a preciosa caixa O Rei da Voz, com oito discos de Francisco Alves copiados dos acetatos gravados por Lúcia Helena, locutora de seu lendário programa do meio-dia na Rádio Nacional, campeoníssimo de audiência até a morte do cantor, em 1952.

Há também registros de outros programas do cantor na rádio, somando 40 faixas inéditas, como o dueto com Silvio Caldas em Longe dos olhos e até mesmo arranjos divergentes de músicas conhecidas, escritos apenas para os programas.

A Revivendo também abordará a mítica Casa Edison: a partir de março tem engatilhados CDs do precursor flautista Patápio Silva, dos violonistas João Pernambuco e Américo Jacomino, do bandolinista Luperce Miranda e do cantor Vicente Celestino.

JBonline

Dica de disco

Tárik de Souza

''Quero tanto um dia/ o pobre ver sem frio/ e o rico com coração.'' Logo após o golpe militar este refrão ecoava na São Paulo protestante da Rua Maria Antonia, do Bar Sem Nome, onde já pontificava um tal de Chico Buarque autor da Marcha para um dia de sol.

Baseada nas encíclicas pacifistas de João XXIII, ela não seria incluída em seus discos de carreira, mas ficou no registro inicial da cantora paulista Maricenne Costa, que volta a gravá-la no ecumênico Movimento circular (Canto Discos/ Tratore).

De trajetória inconstante (da bossa paulista, cantou nos EUA, fez teatro, gravou Tom Zé, o punk Inocentes e um disco produzido pelo historiador ortodoxo José Ramos Tinhorão), ela viaja do Samba da periferia com o sincopado Germano Mathias ao Johnny Alf de Quem te ama sou eu, ao piano de Antonio Adolfo.

Do doce Demasiado blue, de Rosa Passos, ao áspero Compromisso, de Moisés Santana. Na eloqüente faixa-título de lavra própria, Maricenne retorna sem saudosismo, utilizando a eletrônica com naturalidade.

JBonline

Choro sem fim, mais forte e renovado

João Pimentel

No pequeno estúdio da Rua General Glicério, em Laranjeiras, estão reunidos o cavaquinista Sergio Prata; a filha de Jacob do Bandolim, Elena Bittencourt; os bandolinistas Joel Nascimento e Pedro Aragão; Jorginho do Pandeiro, do Época de Ouro; e Carlinhos Leite, um senhor de 82 anos, que ao lado de Dino 7 Cordas e Cesar Faria formava o trio de violões que durante décadas acompanhou o exigente Jacob. Muitas lembranças, salgadinhos, refrigerante e cerveja preparam o coração da turma para um momento sublime. Depois de mais de quarenta anos, estariam frente a frente com um tesouro. Não apenas com os discos “Chorinhos e chorões”, de 1961, e “Primas e Bordões”, de 1962, os dois primeiros de Jacob com o grupo, mas, principalmente, com bases originais destas gravações, que estavam guardadas, em fitas de rolo, na parte do acervo que ficou com Elena.

— Encontramos estas fitas, por acaso, em meio a outras 85. Não sabíamos o que significavam, mas a qualidade era muito boa. Conversando com os integrantes do grupo, descobrimos que Jacob tinha o hábito de levar as fitas para ensaiar em casa. Só depois ele gravava o bandolim no estúdio — conta Sergio Prata.

Metade da tiragem irá para escolas de música

Prata é o idealizador do projeto Tocando com Jacob, uma parceria do Instituto Jacob do Bandolim com a Petrobras, que relançará os dois trabalhos em CD, suas respectivas bases e um caderno de partituras harmonizadas.

— É um trabalho inédito, já que as gravadoras ficavam apenas com os fonogramas, jogando estes playbacks no lixo — conta Prata.

— Nós tínhamos apenas um microfone. Em torno dele os músicos eram posicionados de acordo com a altura do instrumento. Ou seja, o pandeiro ficava mais distante, o cavaco no meio do caminho. A mixagem era o que saísse dali — conta Jorginho do Pandeiro.

Mas as deficiências técnicas da época não paravam por aí. Ao sobrepor o bandolim nas bases, os instrumentos que ficavam na mesma região de timbre sumiam. Ou seja, os solos de baixo de Dino 7 Cordas, o violão com cordas de aço de Carlinhos, a levada do cavaquinho de Jonas — todos considerados mestres em seus instrumentos e que, juntos, formavam o mais perfeito grupo de acompanhamento do choro — eram ofuscados pelo bandolim de Jacob.

— As condições técnicas eram precárias e o bandolim falava mais alto. Não havia muito como fazer a coisa ficar equilibrada em apenas um canal — conta Joel Nascimento.

Por isso, as bases são completamente diferentes das gravações originais. Para os ouvidos leigos, fica difícil identificar a música sem a melodia.

Metade da tiragem, de três mil livros, irá para escolas de música do Brasil inteiro.

— Estas bases com as partituras são um poderoso instrumento de ensino — conta Pedro Aragão, supervisor musical do projeto e professor de bandolim da Escola Portátil de Musica do Instituto, que hoje conta com 700 alunos e uma fila de espera do mesmo tamanho. — Agora os estudantes vão poder tocar acompanhados desses mestres.

O pacote Jacob do Bandolim será lançado no dia 14 de fevereiro do ano que vem, dia do aniversario do músico, no Teatro Carlos Gomes, com um show do Época de Ouro e de convidados que solarão sobre os playbacks. Joel Nascimento, Pedro Amorim, Hamilton de Hollanda, Ronaldo do Bandolim, Déo Rian e Isaías Bueno serão os “estudantes” do mestre dos chorões.

O Globo

Tatit lança inédita com Itamar Assumpção

Carlos Calado
Especial para a Folha de S.Paulo

Dois anos atrás, quando o já doente Itamar Assumpção propôs que iniciassem uma parceria musical, Luiz Tatit pensou que ele não levaria a idéia adiante. Dias depois, Itamar começou a lhe enviar letras, compulsivamente. "Todas eram curtinhas. Ele dizia que estava velho demais para fazer músicas longas. Mas não deu tempo. Ele nem chegou a ouvir a melodia que fiz", recorda o compositor paulista.

"Dodói", a inédita parceria da dupla, aparece entre as 13 faixas do novo CD de Luiz Tatit, "Ouvidos Uni-vos". O título foi extraído dos versos de "Rock de Breque", canção também incluída no álbum, que o ex-integrante do grupo Rumo compôs em homenagem a Itamar Assumpção.

Tatit ressalta que esse é seu primeiro trabalho sem canções da época do Rumo. Isso não significa que tenha abandonado o estilo que tornou o grupo um dos expoentes da chamada "vanguarda paulistana" dos anos 80. As novas canções do compositor e professor de lingüística da USP continuam seguindo a criativa concepção do "canto falado", cujas letras são entoadas, reproduzindo a melodia natural da fala. "Acho que este disco é o mais musical dos que fiz no sentido de acabamento", diz Tatit, comparando-o aos anteriores "Meio" (2000) e "Felicidade" (1997).

"Antes eu deixava quase tudo por conta dos arranjadores, só me interessava pela composição", admite Tatit.

Por causa dos shows que fez nos últimos anos, em geral acompanhado apenas por seu violão e o do filho Jonas, Tatit se viu obrigado a participar mais do acabamento de suas canções. "Como já tínhamos uma espinha dorsal dos arranjos antes de entrar em estúdio, ficou fácil completá-los. Isso deu uma unidade para este disco que os anteriores não têm."

Se em seu disco de estréia assinou todas as faixas ("eu tinha um estoque excessivo", justifica), desta vez Tatit inclui parcerias com Dante Ozzetti, Chico Saraiva, Zé Miguel Wisnik, Ricardo Breim e Edward Lopes, além de sete próprias. Já a cantora Ná Ozzetti, outra antiga parceira, assume o vocal da emotiva valsa "Minta".

"Agora tenho tantas encomendas que componho durante o ano todo. Na época do Rumo, eu só compunha ao preparar um novo disco. Hoje me sinto no auge da carreira", diz Tatit. Afinal, como ele, outros músicos daquela geração só viram suas carreiras decolarem já nos anos 90.

Curiosamente, seja por consciência ou humildade, Tatit relativiza o alcance dos CDs que já gravou. Com um toque de ironia, refere-se a eles como "arquivos", pelo fato de não freqüentarem paradas de sucessos ou programas de TV mais populares.

"Eles servem de arquivos para as cantoras, com mais projeção, poderem gravar essas canções mais tarde", explica. Por sinal, vale lembrar que "Achou", a canção de Tatit e Dante Ozzetti defendida com sucesso pela cantora Ceumar no recente Festival da Cultura, não entrou no repertório de "Ouvidos Uni-vos". "Eu quis evitar problemas com o festival, mas ela vai estar no meu próximo arquivo", diverte-se Tatit.

Carlos Calado é jornalista e crítico, autor de "Tropicália - A História de uma Revolução Musical", entre outros livros

Bela promessa no céu da MPB

Hagamenon Brito

A paulistana Céu mostra talento e bom gosto no primeiro CD


A cantora Céu, 25: tradição, sonoridade eletrônica discreta, voz sedutora e boas composições na estréia

O firmamento das boas cantoras brasileiras é como coração de mãe: sempre cabe mais um. No primeiro semestre, a potiguar Roberta Sá, 24, encantou os mais atentos com Braseiro, sério candidato a melhor disco nacional de 2005. Agora é a vez da paulistana Céu, 25, também estrear, com CD homônimo muito sedutor.

Na contramão das escolas Fama(s) da vida que imitam o ReB americano e contaminam o país, Céu não confunde interpretação com esgoelamento. Aveludado, urbano e tranqüilo ao mesmo tempo, o seu canto é um convite ao deleite dos sentidos, devidamente ornado por arranjos com discretas texturas eletrônicas.

Uma influência aqui, outra ali pode ser sentida, mas a personalidade da cantora já é forte o suficiente para ter luz própria. Então, o que percebe-se, sim, não são emulações ou ecos de artistas atuais consagrados, mas um pouco dos gêneros e ritmos que fazem a sua cabeça: afro-sambas de Baden Powell, o funk africano de Fela Kuti, hip hop, jazz, reggae, soul, MPB...

Céu, porém, não é apenas uma voz bonita com um fraseado gostoso. Assina 12 (só ou com parceiros como Maurício Alves, Danilo Morais, Alec Haiat e o produtor Beto Villares) das 15 faixas do CD. E se apropria muito bem de Concrete jungle (Bob Marley) e da batida O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc).

No samba intimista Bobagem, marcado por um surdo, a compositora revela-se: "Minha beleza/ Não é efêmera/ Como o que eu vejo/ Em bancas por aí/ Minha natureza/ É mais que estampa/ É um belo samba/ Que ainda está por vir/ Bobagem pouca/ - Besteira/ Recíproca nula/ - A gente espera/ Mero incidente/ - Corriqueiro/ Ser mulher/ - A vida inteira". Bingo!

Assim como o produtor Beto Villares, a artista é cria da moderna cena alternativa de São Paulo e deve ao pai, Edgard Poças (produtor do grupo infantil Balão Mágico nos anos 80), o nome gracioso de Maria do Céu (Whitaker Poças). "Foi uma homenagem a uma senhora lavadeira que ele gostava muito", explica.

Céu decidiu ser cantora cedo, na adolescência, e aos poucos foi "descobrindo o que queria na música". Estudou canto em Nova York, em 1998. Foi vocalista da banda Vitrola Stereophonica, quando começou a chamar a atenção do público de Sampa, e ainda trabalha em publicidade e em trilhas dos parceiros Villares e Antônio Pinto.

A sua voz, por exemplo, pode ser ouvida na trilha de Cidade Baixa, na cena em que a personagem Karina (Alice Braga) faz um strip teaser completo. O que Céu deseja mesmo com sua música? "Chegar tranqüila e construir uma carreira sem concessões comerciais. Demora mais tempo, mas é melhor". Boas vibes, Maria do Céu.

FICHA
Disco: Céu
Artista: Céu
Produção: Beto Villares
Gravadora: Ambulante Discos
Preço: R$25 (em média)

Cantoras do rádio

Joaquim Ferreira dos Santos

Cacau Gomes, Solange Badin, Adriana Quadros e Marciah Luna Cabral fazem "As meninas da Época de Ouro", uma das atrações do musical "Rádio Nacional, as ondas que conquistaram o Brasil", estréia de janeiro na Maison de France. A supervisão geral do espetáculo é de Bibi Ferreira.

O Globo

Haja turbante!!!

Joaquim Ferreira dos Santos

“Carmen Miranda para sempre” é o nome da exposição inaugurada anteontem no MAM. São 700 itens, de roupas, cartazes, pertences diversos, que contam a história da cantora no momento dos seus 50 anos de morte. Haja turbante e sandália plataforma!

A ala principal da mostra exibe roupas originais de Carmen usadas em festas e shows. Todas foram restauradas. Uma delas exibe cigarreiras, bolsas e um porta-pó-compacto dourado com strass e pedras vermelhas que hoje pertencem à sua sobrinha, Carmen Carvalho. Ao lado, uma galeria de moda, com criações de cinco estilistas que criaram roupas inspiradas no estilo Carmen, entre elas um biquíni felpudo de oncinha, assinado por Jacqueline de Biase.

“Está luxuosa esta exposição”, elogiava Lucy Barreto, ao lado do marido, Luis Carlos. “Deveria ser permanente. Nós nunca fizemos nada sobre ela, mas o Bruno, nosso filho, tem um sonho antigo de filmar um musical sobre Carmen.”

Cláudio Amaral Peixoto (foto) assina a direção de arte da mostra, ao lado de Cláudio Fernandes. Ele passou a noite com a mãe, Claude, e a filha Maria Luísa, que registrava tudo numa câmera digital. “Recriamos alguns espaços aqui como a Cinelândia, a era do rádio, os filmes brasileiros. De outro lado, vem o período americano, para o qual montamos um palco como o de um cassino, com mesinhas em que você coloca o fone de ouvido e ouve Carmen cantar.” No dia anterior, Claudio chegou de Maceió, onde filmava, como diretor de arte, o longa “Muito gelo e dois dedos d’água”, de Daniel Filho.

Uma tela no palco do cassino exibe filmes e sucessos de Carmen, onde ela canta “South american way” e “Mamãe eu quero”. Na sala da era do rádio, os visitantes relembram sucessos como “Disseram que voltei americanizada” e “No tabuleiro da baiana”, de Ary Barroso.

Carmen não estava só no cenário. As recepcionistas, as garçonetes e os barmen também vestiam figurinos inspirados nos filmes da cantora. No coquetel, o bufê contratou garçons-modelos. Tinha barman de camisa listrada e chapéu de palha, a la Bahia, e garçonetes, entre elas Luana Pessanha, atriz do Nós do Morro, com um figurino estilizado criado por Mariana Rocha. A promoter da festa, Patrícia Brandão, vestiu um turbante rosa e preto, sandálias de oncinha e colocou cílios postiços para entrar no clima da exposição.

“Adoro a Carmen, o jeito dela, a onda dela. A forma como ela entendia o Brasil, a relação com o samba, a Bahia. Ela é sempre uma inspiração”, dizia a atriz Regina Casé, que conferiu a mostra ao lado do marido, Estevão Ciavatta. “Além disso, meu avô, Ademar Casé, foi o primeiro patrão dela. Eles eram muito amigos. Acho que se eu a encontrasse hoje, ela me diria isso: ‘Seu avô era um homem muito bom’ e me contaria essa história”. Estevão, que lança o documentário “Polícia mineira” no próximo festival “É Tudo Verdade”, está com o longa sobre o avô de Regina, “O dia do rádio”, praticamente pronto, faltando só a finalização: “O filme trata dessa relação de amizade deles. Parece até que a mulher dele, dona Graziela, tinha um certo ciúme da Carmen. Mas isso é fofoca dos anos 30”.

O Globo

Nobreza do samba

Nelson Gobbi

Beth Carvalho canta a história do ritmo em show no Municipal

Em quatro décadas de carreira, a voz de Beth Carvalho foi ouvida nos principais palcos do país e de outras partes do mundo, por onde excursionou; comandou milhares de pessoas do alto do caminhão do Cordão da Bola Preta em seus desfiles carnavalescos e chegou a Marte - em 1997, a engenheira brasileira da Nasa Jacqueline Lyra programou um robô enviado ao planeta vermelho para ser ativado com a música Coisinha do pai. Mas faltava um espaço a conquistar: o palco do Teatro Municipal, onde Beth sonhava em se apresentar. O sonho se realiza hoje, quando a cantora celebra o Dia Nacional do Samba (comemorado amanhã) no templo da música clássica, numa noite fechada para convidados.

- Este é o show mais importante da minha vida. Já tinha feito participações no Municipal, mas há anos tentava fazer uma apresentação inteira ali. Fico feliz por conseguir abrir o teatro a um espetáculo só de samba, por trazer o batuque para este palco. Quero mostrar que o samba é nobre, porque é feito por pessoas nobres - exalta Beth, que, além dos 40 anos de carreira, comemora o sucesso de seu primeiro DVD, A madrinha do samba, que já vendeu 50 mil cópias.

Na apresentação a cantora vai traçar um panorama do gênero - do início, difícil, com o preconceito da sociedade e a perseguição das autoridades, à apoteose, quando o samba fez do carnaval o maior espetáculo da Terra. A festa terá a participação de diferentes gerações que construíram essa história musical, desde Dona Ivone Lara, Monarco, Nelson Sargento e grupo Jongo da Serrinha até jovens talentos como Dudu Nobre, Quinteto em Branco e Preto e Diogo Nogueira. O show terá ainda a participação da geração que Beth Carvalho descobriu nos pagodes do bloco Cacique de Ramos, na década de 70, como Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Sombrinha e Zeca Pagodinho. Por apadrinhar tais artistas, a cantora ganhou o título de Madrinha do Samba:

- Comecei a freqüentar o Cacique logo na segunda reunião deles. Não tinha a dimensão do que aquilo poderia se tornar. Fiquei um ano indo aos pagodes e só depois me veio a idéia de gravar as composições daquela turma. Fiquei feliz por tê-los apresentado ao público e por ter estourado com músicas deles, como Vou festejar, que trouxe de volta a alegria do carnaval de rua. Quando ela foi lançada, em 1978, o Cacique de Ramos saiu com 5 mil componentes. É uma honra para uma foliã como eu ser a responsável por este renascimento.

Beth nem se lembra mais das críticas que ela e a primeira geração do pagode ouviram por introduzirem no samba o tantã, o repique de mão e o banjo, afinado como cavaquinho - instrumentos que, para alguns puristas, descaracterizam o ritmo.

- Foi uma transformação na sonoridade do samba, que trouxe de volta o batuque, o instrumento tocado com a mão, como nas senzalas. Eu jamais poderia descaracterizar o samba, porque ouço o que o povo faz, e o Cacique de Ramos está profundamente ligado ao povo - defende a cantora, para quem o pagode foi realmente deturpado a partir da década de 90, quando caiu numa vertente pop-romântica.

Mas Beth não é chamada de madrinha apenas pelos jovens talentos que revelou - como faz agora com o grupo paulistano Quinteto em Branco e Preto. A cantora também ajudou a evidenciar o trabalho da velha-guarda, como Chico Santana e Seu Argemiro (revelados por ela quando passavam dos 60 anos) e a prestigiar mestres como Cartola, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. A sambista acredita que a preservação da memória musical deveria ser uma preocupação dos artistas e da mídia.

- Dizem que o povo não tem memória, mas não é verdade. Senão, não teria tanta gente visitando o túmulo do Francisco Alves ou da Carmen Miranda. Essa é uma questão política; o regime capitalista é que tenta jogar fora nossas lembranças. Sem a contribuição dos artistas e dos meios de comunicação, é quase impossível mudar este quadro - opina.

A formação que uniu a música à política e marcou profundamente a carreira da cantora começou na infância, com ampla influência dos pais. Criada dentro de uma filosofia humanista, Beth Carvalho aprendeu a ver o mundo e a arte sem preconceitos.

- Cresci em um ambiente muito musical. Minha avó tocava bandolim, meus pais cantavam muito bem. Quando me interessei pela música minha mãe me deu um violão, então pude entender melhor a sonoridade e a melodia do samba. Depois percebi, com o fascínio que tinha pela arte feita pelos negros, todo o conteúdo social que estava por trás do gênero. É por isso que canto samba. É a minha forma de luta política.

JBonline

Item indispensável para a elegância - CD Conversa de Amigos - Delira Música

Adalto Alves

O nome Conversa de Amigos serve como luva no encontro do pianista Alberto Chimelli, o baixista Luiz Alves e o baterista João Cortez em volta do gaitista Maurício Einhorn.

O papo é de gente grande. Se você gosta de música instrumental executada com precisão, gabarito e o charme do improviso, esta é a sua praia.

Se você gosta apenas de boa música, sem rótulos, a dica é: vá comprar esse disco. Rápido, correndo, já.

Diário da Manhã (Goiânia)

Kleiton & Kledir revivem músicas dos Almôndegas em DVD e em CD ao vivo

Mauro Ferreira

Música do primeiro disco do Almôndegas, o grupo integrado por Kleiton & Kledir antes de os irmãos seguirem carreira como dupla, Vento Negro é uma das surpresas do DVD (capa à esquerda) e CD ao vivo que o duo gaúcho lança esta semana, pela Orbeat Music, com produção de Paul Ralphes, o galês que trabalha com grupos como Kid Abelha e Cidade Negra.

Gravado em setembro, em show em Porto Alegre (RS), o projeto revive também o maior sucesso do Almôndegas (Canção da Meia-Noite), apresenta duas inéditas (Capaz e Então Tá) e reúne hits como Maria Fumaça, Tô que Tô, Paixão, Deu pra Ti, Corpo e Alma (sensível versão de Bridge Over Troubled Water, de Simon & Garfunkel). Em Estrela Estrela, a dupla vira trio com a adesão do outro mano, Vítor Ramil.

O Dia

Belchior comemora 30 anos de carreira em São Paulo

Beto Feitosa

O compositor Belchior comemora seus 30 anos de carreira com música e artes plásticas em São Paulo. Nos dias 3 e 4 de dezembro Belchior canta no Teatro Santa Cruz e expõe seus quadros no saguão.

Além de seus sucessos como Paralelas e Como nossos pais, Belchior vai mostrar algumas músicas de seu mais recente trabalho, apenas com poemas de Carlos Drummond de Andrade.

O Teatro Santa Cruz fica na Rua Orobó, 277 - Alto de Pinheiros (próximo ao Shopping Villa-Lobos). Informações pelo telefone (11) 3024.5191.

Ziriguidum

Maria Bethânia encerra turnê no Rio

Beto Feitosa

Maria Bethânia volta ao Rio com uma temporada popular de seu show Tempo, tempo, tempo, tempo. Além de marcar o encerramento da turnê, o show comemora o lançamento do DVD pela Biscoito Fino.

No mesmo Canecão em que estreou a turnê em fevereiro de 2005, Bethânia canta nos dias 02, 03, 04 e 09, 10 e 11 de dezembro com ingressos a partir de R$ 20,00.

O Canecão fica na Av. Venceslau Brás 215, Botafogo. Informações pelo telefone (21) 2105.2000.

Ziriguidum

A Quatro Vozes e Márcia Tauil

Agenda SESC


Foto: Márcia Tauil com Roberto Menescal - Arquivo pessoal da cantora

Grupo mineiro formado pelas irmãs Doralice, Jurema e Jussara Otaviano e pela sobrinha Thatiana Otaviano. Neste espetáculo, o grupo que desenvolve trabalho de pesquisa musical voltado às manifestações da cultura popular brasileira apresenta-se com a intérprete Márcia Tauil.

No repertório, canções regionais que desmistificam o cenário europeu presente no natal brasileiro como Trenzinho Caipira de Villa Lobos, Calix Bento de Tavinho Moura, Romaria de Renato Teixeira, entre outras.

Auditório. Recomendado para crianças a partir dos 7 anos. Auditório.
Dia 07/12, Quarta, às 18h30.
SESC Pinheiros - São Paulo
11 3095-9400

Cida Moreira
Show "Modinhas e Canções do Brasil", no qual a cantora interpreta modinhas imperiais recolhidas em 1930 pelo escritor Mário de Andrade. É um repertório poético, delicado, pleno de sutilezas nas melodias que falam de um país em formação. Teatro.
Dia(s) 02/12 Sexta, às 21h.
SESC Santo André

Tetê Espíndola
A cantora, compositora e instrumentista que tem "pássaros na garganta" escolheu um repertório especialmente para esta apresentação, na qual reviverá o caleidoscópio musical de línguas e timbres que aprendeu com os pássaros do Pantanal e da Amazônia. Teatro.
Dia(s) 03/12 Sábado, às 21h.
SESC Santo André

Pequenas notáveis - 50 Anos de saudade
As cantoras Célia, Lucinha Lins e Virgínia Rosa homenageiam Carmem Miranda. Acompanhadas por orquestra com 22 integrantes, interpretam clássicos como 'O Que é Que a Baiana Tem', 'Disseram que Voltei Americanizada', 'Chiquita Bacana', entre outras. Teatro. 
Dia(s) 03/12, 04/12 Sábado, às 21h e domingo, às 19h.
SESC Santana

Nó em Pingo D'água e Época de Ouro
Encontro inédito dos dois grupos cariocas. Formado por Jacob do Bandolim, o Época de Ouro teve grande importância no movimento de resistência do choro, na década de 60. Com Jacob, o Época de Ouro lançou os discos 'Chorinhos e Chorões', 'Primas e Bordões' e 'Vibrações'. Depois da morte de Jacob, em 1969, o grupo se desfez por alguns anos, voltando a atuar em 1973 sob comando de César Faria, a convite de Paulinho da Viola, para o show 'Sarau', dirigido por Sérgio Cabral, que marcou a redescoberta do choro na década. No bandolim, Déo Rian, apontado como sucessor pelo próprio Jacob. O grupo Nó em Pingo D’água, nos seus mais de 20 anos de atuação, definiu uma nova linguagem para a interpretação do choro e da música carioca. Com 6 álbuns, prêmios Sharp, Playboy, Festivais de Choro, partiu com grande sucesso há alguns anos para repertório autoral. Tem atuado bastante - além de apresentações na Europa e U.S.A. - em todo o Brasil ao lado de artistas como Paulinho da Viola, Ivan Lins, Leila Pinheiro, Moraes Moreira, Cristóvão Bastos, Guinga e Ney Matogrosso. Teatro.
Dia(s) 10/12, 11/12 Sábado, às 21h e domingo, às 19h.
SESC Santana

Orquestra Filarmônica de Viola Caipira
Apresentação de grandes clássicos da música caipira, permeada por causos, poemas e uma breve estória da vinda da viola de Portugal para o Brasil. Praça de Eventos. Grátis
Dia(s) 11/12 Domingo, às 17h.
SESC Vila Mariana

Guinga e Durval Ferreira apresentam  Barbara Casini , Enzo Favata e Daniele Di Bonaventura
A união entre do jazz italiano e da bossa brasileira. Bárbara Casini canta acompanhada de Guinga e Durval Ferreira. No repertório, canções de Tom Jobim, 'Luíza', 'Se É Por Falta de Adeus', Chico Buarque, 'Chão de Estrelas', 'As Vitrines', Ivan Lins, 'Desesperar Jamais', Guinga, 'Bolero de Satã' e Durval Ferreira, 'Estamos Aí', além de composições próprias. Favata e Bonaventura, dois virtuoses do jazz da Itália, que tocam juntos há quase 20 anos, interpretam composições como a suíte 'Atlântico' e clássicos como 'Certas Canções', de Milton Nascimento, 'Isaura', de Herivelto Martins, 'Chovendo na Roseira', de Tom Jobim, e ainda músicas de Dori Caymmi, Ivan Lins, João Donato e outros. Teatro.
Dia(s) 13/12 Terça, às 21h.
SESC Santana

Funk como le gusta
Show de lançamento do DVD. Choperia. Não é permitida a entrada de menores de 18 anos.
Dia(s) 16/12, 17/12 Sexta e sábado, 21h.
SESC Pompéia

César Camargo Mariano
Consagrado como um dos grandes arranjadores e produtores brasileiros, César Camargo Mariano apresenta o show 'Solo'. No repertório estão músicas como 'Da Cor do Pecado', 'Por Toda a Minha Vida', 'Tem Dó', 'April Child', 'Samambaia', 'Curumim' e 'Cristal'. Teatro.
Dia(s) 17/12, 18/12 Sábado, às 21h e domingo, às 19h.
SESC Santana

Lucila Novaes
Lucila apresenta o show," Lucila Novaes Cantando Ary Barroso, homenagem a esse grande compositor brasileiro, com músicas como Rancho Fundo, Por causa dessa cabocla, Na baixa do sapateiro Folha morta e Camisa Amarela. Grátis
Dia(s) 15/12, 16/12 Quinta e sexta, às 20h.
SESC Consolação

Paula Lima
Soul, samba funk e muito suingue no personalissimo estilo da cantora, interpretando Jorge Benjor, Caymmi, Tim Maia e Seu Jorge, entre outros. 100 lugares.
Dia(s) 08/12 Quinta, às 20h.
SESC São Caetano

Mais informações sobre os shows, acesse: Portal SESC SP

Veto do Papa reforça mídia de Daniela

Mauro Ferreira

Verdade seja dita: ter sido vetada pelo Vaticano no Concerto de Natal que aconteceria em 3 de dezembro - por ter participado de campanhas que propagam o uso da camisinha para evitar a contaminação pelo vírus da Aids - tem rendido a Daniela Mercury uma mídia extraordinária que obviamente tem reforçado a divulgação de seu recém-lançado disco Balé Mulato.

O ótimo CD já tinha sido bem recebido pela crítica - até por colegas que normalmente fecham os ouvidos para o axé globalizante da cantora - mas o fato é que toda a inevitável celeuma em torno da proibição tem proporcionado à cantora generosos espaços nos programas de TV.

E Daniela, inteligente, está conciliando suas declarações sobre o veto com a divulgação do repertório do álbum. Somente no último Domingão do Faustão a artista apresentou várias músicas do disco - seis ou sete, segundo telespectadores do programa (não visto pelo colunista).

O Dia

Dica de disco

Tárik de Souza

Paulista que militou na ala local da bossa (Xangô Três, Bossa Jazz Trio, além de acompanhar Edu Lobo e Marília Medalha em Memórias de Marta Saré, no Festival da Record de 1968), Itiberê Zwarg deu uma guinada na carreira quando conheceu Hermeto Pascoal e mudou-se para o Bairro Jabour, no Rio. A bordo da própria Itiberê Orquestra Família, ele reverencia o mestre no CD duplo Calendário do som (Maritaca).

São 27 composições do bruxo extraídas do livro homônimo que HP lançou em 2000, reunindo 367 partituras manuscritas, numa homenagem a todos os aniversariantes do mundo.

Raramente uma música segue um caminho único, como 16 de maio, atravessada por baião e maracatu, ou 14 de fevereiro, aberta num dobrado, e 18 de agosto, levada num samba-choro.

A alta complexidade dos arranjos (como no vocal arquitetural de 18 de novembro) consumiu dois anos e três ensaios semanais, um ano de gravação, três meses de mixagem e 1.100 horas de estúdio. Uma polifonia de fazer Gil Evans (o arranjador favorito de Miles Davis) tirar o boné.

Jornal do Brasil

Parabéns para o setentão Zeca Jagger

Mauro Ferreira

Ezequiel Neves completou 70 anos ontem, 29 de novembro. Ótimo pretexto para escrever sobre Zeca Jagger - como ele também é conhecido no meio musical - e para parabenizá-lo por sua vida e obra.

Zeca militou na imprensa musical alternativa da década de 70 com críticas e artigos invariavelmente inteligentes, sempre escritos fora dos padrões jornalísticos caretas e, por isso mesmo, repletos de lucidez e de uma visão bem-humorada e sincera dos discos e artistas a que se referiam.

Mas sua contribuição mais importante ao pop brasileiro foi a descoberta do Barão Vermelho e, conseqüentemente, de Cazuza (no flagrante acima, de 1984, com seu amigo, em foto do site www.cazuza.com.br).

O Dia

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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