Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Cultura de Minas, no Canecão, com viola e causos

Divulgação

A viola é um instrumento mágico com milhares de possibilidades, da afinação ao toque, e a cada dia ganha mais adeptos. Reconhecido como o mais mineiro dos instrumentos, ela vai ganhar vida no dia 29 de novembro, no Canecão, quando Chico Lobo e Fernando Sodré botarão a viola no colo, junto com o contador de causos Tadeu Martins no espetáculo Viola e Histórias de Minas.

Esse show, que já foi visto por mais de 200 mil pessoas em todo Brasil, é resultado cênico de três expoentes da cultura mineira: Chico Lobo é violeiro com programa diário em TV e está lançando seu primeiro DVD pela Kuarup, também o primeiro no mercado dedicado ao instrumento.

O jovem Fernando Sodré toca viola inventada por ele mesmo: a de 10 cordas foi pouco para o virtuose e ele desenvolveu uma com 14 cordas. Tadeu Martins é exímio contador de causos, e não deixa ninguém indiferente. Conhecido em todo Brasil, tem programas de rádio e tevê até em Nova Jersey.

Fazendo do humor uma trilha por onde vão desfilar muitas histórias, da cachaça ao futebol, da política ao casamento, capazes de levar qualquer público ao riso inocente, Violas e Histórias de Minas é a mais autêntica expressão de um Brasil de Dentro que muitos fingem não ver, mas que está mais vivo do que nunca.

Serviço:
Show: Violas e Histórias de Minas Com Chico Lobo (violas caipiras), Fernando Sodré (viola especial de 14 cordas) e Tadeu Martins(nos causos mineiros) 29 Novembro, terça-feira, 21h30 no Canecão End: Rua Wenceslau Brás, 215 - Botafogo Tel.:2105-2000

Music News

Exposição lembra Cartola

Beto Feitosa

Os vinte e cinco anos sem Cartola serão lembrados em exposição que abre no próximo dia 30 de novembro no Rio de Janeiro.

Fotografias, textos e objetos pessoais do compositor entram na exposição permanente do Centro Cultural Cartola. Para comemorar a festa conta com a participação da Velha Guarda de Vila Isabel que recebe convidados como Alcione, Emílio Santiago, Lecy Brandão e Beth Carvalho para lembrar a obra de Cartola.

O Centro Cultural Cartola fica na Rua Visconde de Niterói, 1296 - Mangueira - RJ.

Detalhes Ziriguidum

Gil prevê 2006 de mais verbas para a cultura

Agência Brasil

RIO - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que o ano de 2006 vai ser "menos sôfrego e de muito trabalho", com mais verbas para o ministério. Gil afirmou nesta sexta (25/11) que pretende garantir, junto ao governo, a liberação total do dinheiro para o ano que vem.

- O não contingenciamento é uma das questões fundamentais para nós em 2006. Vamos abrir concurso para algumas áreas, como a Biblioteca Nacional e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além disso deve ser revista a questão salarial dos funcionários do ministério - afirmou Gil.

Segundo o ministro, 50% dos recursos que foram bloqueados pelo governo para a pasta da Cultura já foram recuperados e até o fim do ano, cerca de 40% devem chegar à pasta.

Gilberto Gil esteve no Rio de Janeiro para a cerimônia de posse do professor Muniz Sodré como presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Ele também inaugurou a exposição Retratos de Raymundo, no Museu do Açude. Este evento marca a conclusão da segunda fase das obras de reestruturação da instituição, que foram realizadas com verbas do Ministério da Cultura.

O Globo

Dois discos de Jacob voltam ao mercado

Mauro Ferreira

Dois discos históricos de Jacob do Bandolim (1918-1969) - Chorinhos e Chorões (1961) e Primas e Bordões (1962), gravados com o Conjunto Época de Ouro - serão reeditados em fevereiro.

Os dois álbuns já estão em fase de remasterização. Os relançamentos fazem parte de Tocando com Jacob, projeto do Instituto Jacob do Bandolim que inclui também a restauração de 48 partituras escritas pelo músico.

Gil domina show do DVD 'Viva Brasil'

Gilberto Gil participa de 11 das 21 faixas do DVD que sai no início de dezembro com o registro do show Viva Brasil em Paris (capa à esquerda), gravado em julho, na capital francesa, dentro das comemorações do Ano do Brasil na França.

O Ministro da Cultura aparece em duetos com Jorge Ben Jor (em Filho Maravilha, sucesso de Ben no início dos anos 70), Gal Costa (em Falsa Baiana, samba de Geraldo Pereira), Daniela Mercury (em Toda Menina Baiana, música do próprio Gil) e Henri Salvador (cantor da Guiana Francesa, com quem Gil dueta em Jardim D'Hiver).

Trilha de 'O Tempo e o Vento' volta às lojas com edição da minissérie em DVD

Por conta do centenário de nascimento do escritor Érico Veríssimo e do lançamento de O Tempo e o Vento em DVD, a Som Livre está reeditando novamente o CD com a trilha sonora da minissérie exibida em 1985 pela Rede Globo. É um lançamento relevante porque a trilha foi composta por ninguém menos do que Tom Jobim.

Os 10 temas são interpretados por artistas como Zé Renato (Senhora Dona Bibiana e Rodrigo meu Capitão), a dupla Kleiton & Kledir (Um Certo Capitão Rodrigo), o gaitista Renato Borghetti (Minuano), o Conjunto Farroupilha (Querência - Boi Barroso) e o próprio Tom Jobim.

O maestro toca a música-título e a versão instrumental de Chanson Pour Michelle - letrada este ano por Ronaldo Bastos para o disco Falando de Amor, em que Nana, Dori e Danilo Caymmi regravam músicas de Jobim na companhia do filho (Paulo) e do neto (Daniel) do maestro.

O Dia

A reinvenção de Daniela Mercury

Pedro Alexandre Sanches

Cá embaixo, Daniela Mercury exibe a habilidade de se reinventar em Balé Mulato (EMI, R$ 35), lançado poucos meses após o desastrado Clássica.

O trunfo começa pela produção dividida por ela com Ramiro Musotto e Alê Siqueira, que se despe de dogmas ou receios para harmonizar traços simples e sofisticados, “modernosos” e tradicionais.

Segue pelo tratamento musical, que eletrifica o afro-samba jóia de Toquinho e Vinicius Meu Pai Oxalá e consegue o feito de desconstruir a desgastada Aquarela do Brasil.

E atinge seu melhor num repertório que até obedece a cânones carnavalescos (Levada Brasileira), mas não se aprisiona na exibição obrigatória de festa, como mostra a letra autocrítica de Nem Tudo Funciona de Verdade: “A moda passa, a malha esgarça/acaba a graça e a novidade”.

Carta Capital

Léa Freire e Bocato lançam nova antologia

Dafne Sampaio

O projeto deu certo, muito mais que certo. No mesmo ano do lançamento de Antologia da canção brasileira (Maritaca, 2004), a dupla Léa Freire e Bocato voltam à carga com Antologia da canção brasileira vol. 2 (Maritaca, 2005) e um novo repertório recheado de clássicos da música brasileira revistos em arranjos jazzísticos.

O grupo é o mesmo, pois junto com a flauta-baixo de Léa e o trombone de Bocato estão Michel Freidenson (piano), Djalma Lima (guitarra), Sizão Machado (baixo) e Edu Ribeiro (bateria). Escolhido a dedo, o repertório traz Noel Rosa e Vadico ("Feitio de oração"), Edu Lobo ("Pra dizer adeus"), Tom Jobim ("Ligia"), Baden Powell ("Só por amor" e "Refém da solidão"), Nelson Cavaquinho ("Notícia"), Ary Barroso ("Risque" e "Pra machucar meu coração"), Lúcio Cardim ("Matriz ou filial") e Lamartine Babo ("Eu sonhei que tu estavas tão linda"), em um dos melhores disco instrumentais do ano.

O disco, bem como outros da gravadora Ma ritaca, estão disponíveis para compra no site Mubi, e a dupla Léa e Bocato comparece todas às quartas-feiras no Tom Jazz (fone 11 3255.0084) para tocar as músicas dos dois volumes da antologia.

Gafieiras

Ary, o brasileiro

Tárik de Souza

Apresentado pela primeira vez em 1994, em Campinas, com temporadas no teatro João Caetano, no projeto Seis e Meia, coordenado por Albino Pinheiro, o espetáculo Ary, o brasileiro, do Grupo Bons Tempos, roteiro e textos do biógrafo do compositor, Sérgio Cabral, vira DVD e CD ao vivo. O lançamento, dia 7, será na FNAC, com Alfeu (cavaquinho), Caco (vocal solo e percussões), Chiquinho (pandeiro), Elder (timba) e Newton (violão de sete).

Caetano explicado

''No limiar da abertura política do Brasil, Caetano está situado no pólo oposto do sentimentalismo ufanista de Coração de estudante (Milton Nascimento/ Wagner Tiso), que marcou a eleição (indireta) de Tancredo Neves e a comoção nacional com sua morte inesperada.

Mas está, também, distante da exaltação apoteótica - embora irônica - de Vai passar (Chico Buarque), igualmente emblemática desse período. Pois enquanto Chico, ligado aos anseios de transformação social representados pela emergência histórica do Partido dos Trabalhadores, se engajava positivamente no ideal de libertação ali representado, Caetano desconfiava da imaturidade política do país, preferindo enxergar o futuro democrático como um equacionamento de extremos: 'Quando é que em vez de rico/ ou polícia ou mendigo ou pivete/ serei cidadão/ e quem vai equacionar as pressões/ do PT, da UDR/ e fazer dessa vergonha/ uma nação?' (Vamos comer , 1987)''.

A análise é do arquiteto e mestre em história social pela USP Guilherme (filho de José Miguel) Wisnik, no livro sobre Caetano Veloso da série Folha Explica. Além da reflexão sobre a obra, o livro, em formato de bolso, traz a discografia e cronologia de seu trajeto.

Tocando com Jacob

Fitas do acervo familiar de Jacob do Bandolim restauradas com gravações que continham apenas o conjunto base resultaram em 48 partituras harmonizadas em tons diferentes para a entrada de outros instrumentos.

O projeto Tocando com Jacob, do Instituto Jacob do Bandolim, patrocinado pela Petrobras, revisita os clássicos discos do mestre: Chorinhos e chorões (1961) e Primas e bordões (1962). Soma 24 faixas em gravações originais remasterizadas, mais os playbacks com as bases dos LPs, para que os músicos possam tocar em cima.

O lançamento será dia 14 de fevereiro, aniversário de Jacob, no Teatro Carlos Gomes, com recital dos remanescentes do Época de Ouro, grupo formado por ele. Bruno (filho de Déo) Rian toca no lugar do mestre. E mais outros ases do instrumento: Ronaldo do Bandolim (Trio Madeira Brasil), Hamilton Holanda, Pedro Amorim, Isaías Bueno, Joel Nascimento e Déo Rian.

O pré-Vinicius

Parceiro de Noel Rosa, Francisco Alves, Custódio Mesquita e Valzinho, entre outros, o gigantesco Orestes Barbosa (1893-1966) ganha até o fim do ano biografia minuciosa de Carlos Didier, o Caôla, co-autor da obra-prima Noel Rosa, uma biografia, com João Máximo.

Em Orestes Barbosa - repórter, cronista e poeta (Editora Agir), Didier rastreia a trajetória desse ex-menino de rua nascido na Aldeia Campista (depois cantada por Nelson Rodrigues), que foi jornalista, polemista e cronista lírico da cidade.

Boêmio do Café Nice, Orestes urbanizou a letra da MPB pré-Vinicius de Moraes, introduzindo anúncios luminosos, arranha-céus além do célebre ''tu pisavas nos astros distraída'', de Chão de estrelas, invejado por Manuel Bandeira.

Ou ainda ''a lua é gema de ovo/ no copo azul lá do céu/ se a imagem é maluca/ se eu sou mau compositor/ é que eu tenho a alma em sinuca'', de Imagens, audaciosa parceria com o modernista Valzinho, gravada por Macalé em Aprender a nadar, em 1974.

Nacional musical

Maior potência do ramo no passado, a era dourada da Rádio Nacional vai virar musical com estréia prevista na Maison de France no dia 13 de janeiro do ano em que a emissora comemora 70 de atividades.

Produção de Claudia Vigonne, texto de Fátima Valença, supervisão de Bibi Ferreira e roteiro musical de João Máximo, Rádio Nacional - As ondas que conquistaram o Brasil, com dez atores-cantores e quatro músicos, fará desfilar programas de auditório, novelas, humor.

Perfis de Dalva de Oliveira, Chico Alves, Angela Maria, Orlando Silva, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Marlene, Dolores Duran, Ivon Cury e Nora Nei, entre outros.

TELE   GRÁFICAS

JBonline

Gente Boa

Joaquim Ferreira dos Santos

Nova dupla

Maria Bethânia convidou Mart'nália para lançar novo CD pelo seu selo, o Quitanda. Ela topou, mas fez questão que Bethânia assinasse a direção artística do álbum.

O CD sai em janeiro com composições próprias e regravações como o "Tributo a Monsueto", do papai Martinho da Vila. Canção que tem entre seus versos a frase que ganha novo sentido com Mart'nália: "mulher de amigo meu pra mim é homem".

Rádio Nacional

Lana Bittencourt e Ivon Curi, figurinhas injustiçadas do rádio dos anos 50, reaparecem em CD graças ao pesquisador Rodrigo Faour. Ele preparou coletâneas dos cantores, há anos fora de catálogo. Ivon morreu há dez, Lana completa 50 de carreira. Os dois adoravam cantar em língua estrangeira.

Primeiro e último

Ana Carolina e Seu Jorge lançam esta semana CD e DVD que gravaram juntos em São Paulo. Não farão outro. Brigaram na pós-produção e não se falam mais.

O Globo

Rota de perfeição

Antonio Carlos Miguel

A mineira Paula Santoro é daquelas cantoras perfeitas: bela voz, superafinada e bom gosto no repertório. Como prova em seu CD homônimo (Biscoito Fino), que, entre outros acertos, abre com pouco lembrada parceria de Moacir Santos e Vinicius (“Se você disser sim”), passa por “Sem fantasia” (de Chico Buarque, com participação do próprio) e vai a uma pérola de Vitor Ramil (“Não é céu”). (A.C.M.)

Poeta bom de letra
Antonio Carlos Miguel

Segundo CD do selo Sesc Rio Som (inaugurado pelo de Sérgio Natureza), “Amorágio” reúne letras do poeta Salgado Maranhão, em parcerias com, entre outros, Paulinho da Viola, Ivan Lins, Moacyr Luz, Elton Medeiros e Zé Américo.

Bom poeta, Salgado também acerta como letrista, em canções interpretadas por Alcione, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Zé Renato e Dominguinhos. (A.C.M.)

O Globo

Pra te levar à Lua

por Vera Barbosa

Pra Lua Tocar
Eliana Printes
Indie Records
2000

Um domingo ao som de Eliana Printes traz luz à escuridão

Quem tem pressa vai devagar, diz uma das canções. Mas não demore muito: ouvir Eliana é uma dádiva. Por que adiar o prazer? Ao fazer essa mulher, Deus inventou a paixão e nos brindou com uma voz doce e forte, sensual e leve. Uma carícia aos ouvidos.

Compositores já renomados e novos talentos, como Fred Martins e Roberto Bozzetti, Valdo Eraldo e a própria intérprete, recheiam o cd de boa música. A faixa título, parceria dela com Adonay Pereira, é um lindo poema que grita a solidão, oposto de quem ama:  "Sabe, outro dia me senti assim/ Assustada no meu canto sozinha/ E quase nada acontecia e a cidade amanhecia". Num outro trecho, o chamado: "Reconheça a voz de quem te ama/ Pra lua tocar/ Pra lua tocar".

Em "Pra Lua Tocar", seu quarto disco, Eliana Printes toca o coração dos ouvintes, sobretudo dos apaixonados. São 13 canções, que mesclam o clássico "Insensatez" (Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes) com a conhecida "Só vou gostar de quem gosta de mim" (Rossini Pinto), uma levada dançante em "Da laia do Lama" ( Totonho Villeroy)  e a forte "Reprocissão" (Chico César).

O romanstismo e os amores desfeitos dão o tom do CD. As canções "Coca-colas e iguarias" (Valdo Aderaldo), "É onde o seu lugar" (Totonho Villeroy), "Crepúsculo de uma deusa" (Mona Gadelha - que também participa dos vocais do disco), "Quase não dá para ser feliz" (Dalto e Cláudio Rabelo) e "O céu hoje à noite" (Adonay Pereira e Eliana Printes) evidenciam a solidão. Mas a dor-de-cotovelo não torna o CD menos atraente, tampouco melancólico. Apenas sugere uma pausa para sentir.

O disco traz também Eliana interpretando Paulo Cesar Pinheiro em "Canto das três raças" (parceria dele com Mauro Duarte), numa versão mixada, bem diferente do samba de Clara Nunes. O músico Orlando Costa é responsável pelos efeitos com tambores, block, campa, sabá, ocean drums, shaker, xequerê, sementes.  O coro fica por conta de Márcio Loft, Chico Pupo, Lobarra, Viviane Godoy e Jurema de Cândia, numa releitura moderna para uma letra sempre atual.

Os arranjos são bem diversificados.  Ora  suaves ora densos, trazem órgão, violão, guitarra, contrabaixo, bateria, gaita, piano acústico, cellos, violas, percussão, metais, pandeiro, sitar, acordeon, flugel, tabla, congas e sabá, ratificando a riqueza da sonoridade brasileira, tão diversa e mágica,  e as fortes influências de outros povos.

Eliana é acompanhada pelos músicos Julinho Teixeira (órgão, teclados, piano acústico/Hammond, acordeon e regência), Adonay Pereira (violões), Sérgio Chiavazzolli e Fernando Caneca (guitarras e violão de aço), Marcelo Mariano (contrabaixo), Jamil Joanes (contrabaixo e Fret Less), Cesinha (bateria), Milton Guedes (Gaita), Orlando Costa (percussão, tabla, pandeiro, congas e sabá), Bernardo Bessler, José Alves, João Daltro, Rogério Rosa, Walter Hack, Antonela Pares, Eduardo Hack e P. Perrota (violinos), Marie Cristina Springuel e Jesuína Passaroto (violas), Márcio Malard e Alceu Reis (cellos), André Gomes (sitar), Rodrigo Chermon (violão e guitarra), Dum Dum (flugel) e Fernando Caneca (guitarras), que tornam o disco ainda mais especial pela qualidade técnica que acrescentam.

A voz límpida e a interpretação simples são a marca registrada de Eliana Printes. Ela não peca, justamente, por não estilizar demais. Utiliza a técnica vocal sem desprezar a sensibilidade. Fica fácil reconhecer essa voz.

"Aproxime-se/ Chega mais perto de mim".

Paula Santoro

Luís Pimentel

Além de linda, ela tem uma linda voz. E um enorme bom-gosto na hora de escolher repertório. A cantora mineira Paula Santoro chega com o seu gostoso CD (Paula Santoro - 2005 - Biscoito Fino), repleto de boas canções, entre inéditas e regravações. Tem obras em duplas, como as que reúnem Moacyr Luz/Aldir Blanc, FilóMachado/Cacaso, Nelson Ângelo/Murilo Antunes ou Eduardo Neves/Mauro Aguiar. Tem ainda Chico Buarque, Milton Nascimento com Toninho Horta ou Moacir Santos com Vinicius de Moraes. Parabéns, Paula. Você produziu uma belíssima festa para os ouvidos.

Revista MB

Zizi Possi lança novo CD em show

 

Zizi Possi se apresenta hoje, 26/11, no CIE Music Hall. O show marca o lançamento de seu novo álbum "Para inglês ver... e ouvir", o 18º disco da cantora e o primeiro ao vivo em 27 anos de carreira. Acompanhada por seu maestro e arranjador Jether (piano), Alexandre Damasceno (bateria) e Fábio Sá (contra-baixo), Zizi passeia pela música norte-americana sem fronteiras de tempo ou estilo.

Ela apresenta clássicos como "Fly me to the moon" de Frank Sinatra, "The man I love" de Gershwin, "Redemption Song" de Bob Marley, "Ruby" e "Unchaim my heart" de Ray Charles, "Come Together" e "Golden Slumbers", dos Beatles, "Love for Sale", de Cole Porter, "The very thought of you", de Nat King Cole, entre outros.

O show que originou o CD e o DVD "Para inglês ver... e ouvir" tem direção de José Possi Neto e produção de Manoel Poladian. Depois de São Paulo, a cantora se apresenta no Rio no dia 16 de dezembro no Claro Hall e segue em turnê pelo Brasil e exterior.

Folha Online

Lyra repassa sua carreira ao ganhar o Prêmio Shell

Luiz Fernando Vianna - Sucursal do Rio

Apresentação com mais de duas horas de duração atesta atualidade da obra do compositor de "Minha Namorada"

Carlos Lyra levou a sério a informação de que estava recebendo o Prêmio Shell de Música pelo conjunto de sua obra. Fez na noite de terça-feira, na sala Cecília Meireles, no Rio, um show de duas horas e 20 minutos, interpretando 29 canções.

Embora um tanto cansativo como show, a apresentação serviu para mostrar a riqueza, a diversidade e o razoável poder de renovação da obra do compositor carioca, 66 anos de vida, 51 de carreira e, ao que parece, uma boa dose de futuro.
"Saliência" foi a palavra mais usada por Lyra nas suas muitas conversas com a platéia.

Ao usá-la, ele queria dizer que faria no palco algo pouco esperado -ou que já tinha feito alguma surpresa ao compor determinada música.

As "saliências" foram responsáveis por alguns dos bons momentos do show, como a participação dos jovens do Bossacucanova em "Maria Moita" e "Aruanda" -a primeira com resultado bem superior ao da segunda.

Lyra cantou de pé e ensaiou passos de dança embalado pelos sons elétricos e eletrônicos do grupo. Pareceu livre de qualquer purismo em torno da bossa nova.

Logo em seguida, Marcos Valle subiu ao palco para mostrar seu arranjo para "Quem Quiser Encontrar o Amor", renovando a parceria de Lyra com Geraldo Vandré e mostrando como há muitas possibilidades abertas dentro da obra do autor.

Vinicius
Uma obra que se iniciou em 1954, quando o adolescente precoce compôs a intrincada "Quando Chegares". Ele a cantou terça-feira após duas introduções: um prelúdio para piano, "saliência" sua interpretada por Helvius Vilela; e "Minha Namorada", parceria com Vinicius de Moraes que é sua música mais conhecida.

"Vou homenagear um parceiro especial, que sou eu mesmo", disse ele, antes de "Quando Chegares" e "Maria Ninguém". Depois, enfileirou blocos dedicados a outros parceiros, a começar por Ronaldo Bôscoli.

"Entre as mais úmidas, eu selecionei algumas", brincou ele, contando que, ao se empolgar enquanto fazia uma letra, Bôscoli suava nas mãos.

Lyra cantou "Lobo Bobo", "Saudade Fez um Samba", "Se É Tarde, Me Perdoa" e "Canção para Morrer no Ar". De Vinicius ele emendou "Você e Eu" e "Coisa Mais Bonita", e em seguida interpretou, entremeando com imitações do jeito de falar do poeta, três feitas para o musical "Pobre Menina Rica": "Samba do Carioca", "Sabe Você" e "Primavera".

Pode-se afirmar que as músicas citadas e mais "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas" (também com Vinicius), que ele guardou para o final, são o melhor de Lyra, o que fica escrito na história.

Mas ele aproveitou a homenagem para mostrar parcerias com Gianfrancesco Guarnieri, Ruy Guerra, Dolores Duran (as duas feitas após a morte da compositora), Paulo César Pinheiro, Zé Keti, Millôr Fernandes, Chico Buarque e até mesmo Castro Alves e Machado de Assis.

Recebeu no palco, entre outros artistas, Joyce, Elton Medeiros, Wanda Sá e Roberto Menescal.

O show caiu de ritmo, assim como a obra de Lyra se tornou irregular a partir de meados dos anos 60. Mas ela não deixou de produzir bons momentos e de buscar caminhos alternativos ao padrão da bossa nova. As "saliências" de Lyra também são premiáveis.

Folha online

Samba de roda do Recôncavo Baiano é Patrimônio da Humanidade

 


Foto: Marisa Vianna

PARIS - O samba de roda do Recôncavo Baiano foi proclamado hoje obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade na Unesco.

Esta manifestação artística reúne as atividades econômicas, religiosas e lúdicas de uma região marcada por cultivos de subsistência e na qual as festividades católicas se fundem com as autóctones.

Com um caráter essencialmente lúdico, o samba de Roda do Recôncavo não se associa a uma data ou a um lugar.

É dançado em casas, ruas e bares, embora, em muitas ocasiões, tenha estado vinculado a festividades religiosas.

JBonline - 25/11/2005

Daniela Mercury assina trilha de filme e vira parceira do seu filho em três temas

Mauro Ferreira

Daniela Mercury virou parceira de seu filho, Gabriel, de 19 anos. Ligado à bossa nova, o jovem compositor fez com sua mãe três músicas para a trilha do filme Os Desvalidos - dirigido pelo cineasta Francisco Ramalho Jr. com base no homônimo romance de Francisco J. C. Dantas.

A cantora assina a trilha da história, que traz no elenco atores como José Wilker e Vanessa Giácomo. A parceria com Gabriel parece decorrência natural do envolvimento do rapaz com o trabalho de sua mãe.

Ele toca violão e já tem acompanhado Daniela em turnês como vocalista. "Gabriel é um virginiano zen que passa os dias compondo no violão. É louco por João Gilberto", coruja a mãe baiana.

Paralelamente à criação da trilha do filme de Francisco Ramalho, a compositora fez com Marcelo Quintanilha a música Alma Colombina para o novo disco do artista, Mosaico. Quintanilha musicou letra enviada a ele por Daniela.

O Dia

As versões e as versões de Ana e Simone

Mauro Ferreira

 

Os bastidores do mercado fonográfico continuam agitados com o disse-me-disse em torno da suposta coincidência de Ana Carolina e Simone estarem lançando simultaneamente versões da mesma música do compositor irlandês Damien Rice, The Blower's Daughter.

Mesmo sob críticas de alguns leitores deste blog, o colunista previu - em post publicado em 7 de novembro - que a briga ia ser boa. Não deu outra. De lá para cá, houve muito ti-ti-ti entre partidários das duas cantoras, com direito a notas plantadas em colunas de jornais em favor de uma ou de outra.

Vamos aos fatos: as versões são diferentes, mas seus lançamentos simultâneos violam ética em vigor na indústria fonográfica pela qual um cantor deve esperar pelo menos seis meses para gravar música divulgada por outro colega.

Em seu favor, Ana carolina tem o fato comprovado de ter gravado sua versão ao vivo, em 15 de agosto, no show na casa paulista Tom Brasil que originou o CD e o DVD Ana & Jorge, divididos com Seu Jorge.

Simone não incluiu sua versão no roteiro dos dois shows realizados no Teatro João Caetano, em 10 e 11 de agosto, para a gravação de seu quarto registro de show, Simone ao Vivo, nas lojas desde a semana passada. Registrou sua versão em estúdio, possivelmente depois da gravação ao vivo.

Ciente da suposta coincidência, as gravadoras das cantoras agiram rapidamente e em campos paralelos. A Sony & BMG tratou logo de mandar a versão de Ana Carolina - É Isso Aí, feita pela própria cantora - para as rádios.

Mas a EMI correu por fora e emplacou a versão de Simone - Então me Diz, com letra assinada por Zélia Duncan - na trilha da novela Belíssima, com a sorte de a música ter sido escolhida para tema do casal de protagonistas vivido pelos atores Glória Pires e Marcello Antony.

Resultado: a versão de Ana já tocava bem nas rádios antes da estréia da novela, mas a de Simone tem sido ouvida por milhões de pessoas em primeira mão por conta da exposição maçiça proporcionada por uma das novela das oito.

O Dia

Kuarup reedita CDs de Xangai e Elomar

Mauro Ferreira

A gravadora Kuarup está relançando em CD, em edições remasterizadas, três discos gravados pelo cantor e compositor baiano Xangai de forma independente, entre 1981 e 1991.

Os títulos são o cultuado e até então raríssimo Qué Qui Tu Tem Canário (1981, capa à direita), Eugênio Avelino (álbum de 1990 que contou com as participações dos músicos Armandinho, Jaques Morelenbaum e Paulo Moura) e Dos Labutos (1991).

Tal como Xangai, seu parceiro e conterrâneo Elomar também acaba de licenciar para a Kuarup três importantes e raros títulos de sua discografia.

Na Quadrada das Águas Perdidas (gravado em 1979 na Bahia e editado no formato de LP duplo), Cartas Catingueiras (álbum de 1982, também originalmente lançado em vinil duplo) e Árias Sertânicas (1991) estão de volta ao catálogo em edições remasterizadas.

O Dia

Demônios da Garoa em CD e DVD ao vivo

 

O conjunto musical mais popular do Brasil "Demônios da Garoa" finalmente chega às lojas nesse mês de dezembro com o seu primeiro DVD.

Gravado em setembro na casa de shows Olympia em São Paulo, o DVD traz, além dos grandes clássicos como "Trem das Onze, Saudosa Maloca com a participação do grupo "Jeito Moleque" Samba do Arnesto, Tiro ao Álvaro, nesta canção, a participação é do grupo "Fundo de Quintal" e Iracema, músicas de Adoniran Barbosa que ficaram imortalizadas pela forma de interpretar do conjunto, além de novidades como "Se Todos Fossem Iguais a Você de Vinicius de Moraes ou o lindíssimo pout-pourri das rosas.

Distribuição Unimar.

Music News

Jovem Guarda

Mauro Ferreira

"Artista não tem idade", defende Vanusa no palco do Canecão, ao cantar Manhãs de Setembro, música deslocada neste projeto nostálgico criado para faturar com a saudade da Jovem Guarda.

Mas o fato é que, se o movimento liderado por Roberto Carlos já completou 40 anos em 2005, os ídolos que animaram as velhas tardes de domingo já estão sessentões.

Pois o que se ouve neste DVD e CD - gravado ao vivo em dois shows no Canecão (RJ), em outubro de 2004 - é uma festa morna em que os anfitriões parecem ter mais prazer do que o público.

Há projeto similar da EMI chegando às lojas com a reunião de um grupo que inclui Erasmo Carlos e Wanderléa, dois integrantes do trio principal do movimento (o terceiro vértice é o sempre ausente Roberto Carlos).

O DVD e o CD duplo ora lançados pela Atração - com repertórios ligeiramente diferentes - juntam o segundo time da Jovem Guarda, com destaque para os Golden Boys (já como um trio, pois Waldir faleceu em 2004).

É uma turma (Bobby de Carlos, Waldireni, Wanderley Cardoso e as duplas Leno & Lilian e Deny & Dino, entre outros) que pouco ou nada gravou de expresssivo após o fim da festa dos anos 60 e, por isso mesmo, viveu para sempre da nostalgia daqueles tempos áureos.

O Dia

Maria Bethânia volta ao Canecão

Julio Moura

 

 


Foto: Dani Lima

Maria Bethânia volta ao Canecão, para lançar o DVD "Tempo, Tempo, Tempo, Tempo" (Biscoito Fino), dias 02, 03, 04 e 09, 10 e 11 de dezembro. A temporada, com preços populares, marca o encerramento da turnê - iniciada em fevereiro, no próprio Canecão, antes de percorrer as principais capitais brasileiras, além de Espanha, Portugal e Argentina.

São as últimas apresentações do show, que comemora os 40 anos de carreira da cantora.

Music News

Vaticano veta Daniela Mercury em show

 

O Vaticano cancelou a participação da cantora Daniela Mercury em um concerto de Natal, marcado para 3 de dezembro, com a presença do papa Bento 16. Segundo o Vaticano, a decisão foi tomada por conta da participação de Daniela em uma campanha anti-Aids, no Carnaval passado, em que ela defendeu o uso de preservativos.

Por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, Daniela lamentou o ocorrido --o convite havia sido feito há cerca de cinco meses. A cantora afirmou estar "decepcionada" por não representar o Brasil no evento, que terá artistas do mundo todo.

Na nota, a cantora, embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e do Unaids (programa da ONU para HIV/Aids), se declara católica e diz acreditar que o uso de preservativos "é um instrumento de proteção à vida".

Ela defende seu direito "de discordar da posição da Igreja no que diz respeito à utilização da camisinha como forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids". A Igreja Católica é contrária a métodos contraceptivos em geral.

Folha Online

Lula Barbosa lança novo CD no Sesc Ipiranga

Paulus

O cantor e compositor Lula Barbosa faz show de lançamento de seu novo CD Amigos, sonhos e canções, dia 25 de novembro, sexta-feira, no Teatro do Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga - São Paulo), às 21h.

No ano de 1985, o Brasil foi contemplado com uma música que marcou a história da cultura brasileira. Mira Ira, composta em homenagem à cantora Miriam Mirah, ficou em segundo lugar no Festival dos Festivais, realizado pela Rede Globo. Foi gravada por diversos artistas brasileiros e até por uma cantora espanhola, chamada Amaya. Lula Barbosa teve sua vida transformada a partir desse acontecimento. Ele se refere à música como "um bilhete premiado".

Hoje Lula se nutre do prestígio que obteve ao se consagrar com Mira Ira. Teve músicas gravadas por artistas renomados como Fábio Jr., Jair Rodrigues, Sérgio Reis, Roberto Carlos e muitos outros, que têm a sorte de ter em seu repertório as belas poesias de Lula. Agora, 20 anos depois do seu primeiro trabalho autoral, lança o CD Amigos, Sonhos e Canções, selo PAULUS.

Um repertório "plural" que mostra toda a versatilidade e a poesia que aflora no compositor. Lula Barbosa nos brinda com um CD eclético, onde a "mineirice" está presente nas canções regionais, baladas e samba, além de algumas "levadas" jazzísticas e latinas.

Na apresentação, Lula estará na companhia dos músicos Fábio Canela na bateria, Nathan Marques no violão e guitarra, Beto Correa no piano, e Cláudio Rocha no baixo. O repertório é composto pelas novas músicas e sucessos da carreira.

Serviço:
Show Amigos e sonho
25 de novembro,Teatro SESC Ipiranga
Mais Informações: (11) 3340-2000

Music News

Fabiana Godoy em Nelson: Amores & Canções

 

“Nelson: Amores & Canções é um show cênico-musical inspirado na dramaturgia de Nelson Rodrigues. O repertório do show foi elaborado a partir de uma reflexão sobre o amor, descrito pelo autor em suas peças. Buscando canções que falassem deste amor, ora gerador de loucura e dor, ora fonte de êxtase; nos detivemos em canções de Cartola, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, Herivelto Martins, Ataulfo Alves, entre outros. Encontramos nestes compositores um olhar bastante parecido com o olhar de Nelson para este sentimento humano, que às vezes pode pesar mais do que o coração pode suportar, o amor”.
(Alessio Di Pascucci)

Fabiana Godoy, atriz formada na escola de teatro Célia Helena, já vem atuando como atriz há muitos anos; Já tendo participado de novelas e programas de tv e de diversas montagens teatrais, inclusive a da peça Valsa n6 de Nelson Rodrigues; peça que lhe deu vários prêmios pela sua atuação. Há alguns anos vem desenvolvendo, paralelamente a sua carreira de atriz, a atividade de cantora. No ano de 2004 lançou o seu primeiro cd “Como é Bom Amar”, um projeto ousado, onde optou por gravar novos compositores, sendo eles: Cláudio Fazzio, Alessio Di Pascucci e Binha; dando os arranjos das canções e a produção do cd ao renomado músico Natan Marques. Buscando um novo projeto que fundisse as suas duas paixões – a música e o teatro – Fabiana se entregou de corpo e alma ao projeto “Nelson: Amores & Canções”, um show cênico-musical inspirado na dramaturgia de Nelson Rodrigues, onde a cantora e atriz expõe todo o seu talento.

Repertório

Vou Te Esperar (Alessio Di Pascucci/Cláudio Fazzio)
Ternura Antiga (Dolores Duran/J. Ribamar)
Ela Disse-me Assim (Lupicínio Rodrigues)
Grande Deus (Cartola)
Acontece (Cartola)
Nunca (Lupicínio Rodrigues)
Pensando em Ti (Herivelto Martins/D. Nasser)
Fim de Comédia (Ataulfo Alves)
Flor e Espinho (Nelson Cavaquinho)
O Maior Castigo que eu Te Dou (Noel Rosa)
Vai, Vai Mesmo (Ataulfo Alves)
Bandeira Branca (Max Nunes/L. Alves)

Ficha Técnica
Voz: Fabiana Godoy
Guitarra: Vitor Navas
Baixo: Hélio Ferreira
Bateria e Percussão: Marcelo Paes
Arranjos Musicais: Vitor Navas
Concepção do Projeto e textos: Alessio Di Pascucci
Direção: Alessio Di Pascucci e Fabiana Godoy


Show: “Nelson: Amores & Canções”
Data: 22 e 29/11
Horário: 22h
Ingressos: R$ 20.00
Local: Blen Blen (Rua Inacio Pereira da Rocha, 520 Pinheiro SP)

Cuca.org

Poema de Lya Luft ganha música de Ivan Lins

Roberta Oliveira

No ano em que comemora seu 60 aniversário, é Ivan Lins quem distribui presentes. Pelas mãos do cantor e compositor, pela primeira vez um poema da escritora Lya Luft foi musicado. Rebatizada de “Canção quase duas” e republicada recentemente pela Editora Record em “Secreta mirada”, a poesia estará, em forma de música, no novo CD de Ivan Lins, ainda em estúdio. Antes, ela poderá ser ouvida no show de lançamento do CD “Pessoa rara — Ivan Lins 60 anos”, hoje, na Sala Baden Powell. Ceder a música para que as cantoras Cacala Carvalho, Eliane Tassis e Marianna Leporace, que formam o grupo Folia de Três, responsável pelo CD, a cantassem antes dele, foi mais um presente de Ivan Lins.

Lya Luft ainda não teve oportunidade de ouvir o resultado da junção de um poema seu com a música de Lins, mas não duvida de que gostará.

— Só sei que se trata de uma modinha bonita e romântica. Mas tenho certeza de que o que o Ivan fez foi sublinhar uma palavra bonita com a sua música. Só pode ter acrescentado algo — avalia Lya, que compara o processo de adaptação de um poema para música com o de um romance para roteiro de cinema ou novela. — Ter um texto meu adaptado para cinema ou televisão é uma coisa boa, mas assustadora, porque é outra linguagem. Aqui é mais direto. O poema não é transmutado, mudado, e sim enriquecido.

A escritora conheceu Lins há cinco anos, mas apenas há três o compositor levantou a hipótese de musicar um poema seu. Lya só descobriu qual ele tinha escolhido quando foi dada a largada para o processo de direitos autorais.

— Nem me lembro mais qual era o nome original, mas “Canção quase duas” é muito bonito, por isso, quando voltei a publicá-lo, foi com este nome — conta Lya, que descreve esta nova experiência como “maravilhosa”. — São artistas como Ivan Lins que permitem que exista uma ponte entre a literatura e o público que gosta de MPB. 

O Globo

Curso de música na Fundação das Artes

Rodolfo Zanke

A Fundação das Artes de São Caetano do Sul abre inscrições para testes de seleção (Música, Dança, Teatro e Artes Visuais) de 16 a 26 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h e, aos sábados, das 9h às 12h. A taxa de inscrição é de R$30,00 e os documentos necessários são cópia simples da cédula de identidade ou certidão de nascimento, comprovante de residência e foto 3x4.

A Escola de Música da Fundação das Artes, coordenada pelos professores José Ivo da Silva e Patrícia Michelini Aguillar oferece curso de formação musical, com matérias teóricas e práticas, através de cursos livres. O curso profissionalizante, com duração de quatro semestres é dirigido pela professora Lisbeth Soares.

A Fundação das Artes oferece aos alunos atividades práticas que complementam a formação do aluno de canto/instrumento. O ingresso aos Organismos é com indicação do professor e os horários, duração e carga horária variáveis.

As práticas atualmente são a Big Band, Cameratas de Cordas, Combos, Corais Infanto-Juvenil e Adulto, Grupo de Clarinetas, Grupo de Flautas, Grupos de Flautas Doce, Grupos de Música de Câmara, Grupos de Violões, Grupo de Percussão.

Fundação das Artes de São Caetano do Sul Teatro Timochenco Wehbi
Rua Visconde de Inhaúma, 730
Bairro Nova Gerti - São Caetano do Sul - São Paulo
TEL: (11) 4238-3030
E-mail: informarte@fascs.com.br
Mais informações: www.fascs.com.br

Music News

O Choro e sua história

 

A Gravadora CPC-UMES lançando, hoje, 24/11, às 19:30 hs, na Livraria Cultura - Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 - Fone: 3024-3599), o álbum triplo "O Choro e sua história" (CPC-055-I-II-III).

O álbum foi produzido e gravado ao longo de quase dois anos, dada o fato de conter um repertório pouco convencional no âmbito do choro e de apresentar o maior conjunto de intérpretes e instrumentistas já reunido no país para um projeto do gênero.

À frente desse grupo de artistas estão os irmãos Izaías (bandolim) e Israel (violões) Bueno de Almeida, os protagonistas dessa grande história narrada no álbum, que traz também" choradinhas" (faixas-bônus) que constituem verdadeiras preciosidades musicais: através delas se poderá conhecer o sopro do grande flautista Patápio Silva (em gravação de 1906), a primeira gravação de Pixinguinha na flauta de ébano (em 1911, quando o gênio tinha apenas 14 anos), o toque violonís tico de João Pernambuco (1929), além dos únicos registros discográficos feitos por Ernesto Nazareth.

A coleção "O Choro e sua história" é uma ampla retrospectiva do choro brasileiro (de 1870 aos dias atuais), narrada de forma vibrante e sem qualquer cunho museológico. Os três CDs que compõem a série são tratados como memória viva, sendo protagonizados por Izaías e Israel Bueno de Almeida, que, mais que narradores, são personagens da própria história que contam.

Verdadeiras legendas do choro brasileiro, os dois irmãos convocaram alguns dos mais importantes músicos do país para o registro dessa saga chorona, que abrange de Henrique A. de Mesquita a Tom Jobim, de Joaquim A. Callado a Radamés Gnattali, de Patápio Silva a Johnny Alf, de Pixinguinha a Paulinho da Viola, gênios e mestres do passado, do presente e de todas as épocas.

Music News

As referências de um dos papas da bossa nova

Pedro Alexandre Sanches

O mais discreto dos papas da bossa nova, João Donato concentra no DVD Donatural (Biscoito Fino, R$ 39) qualidades que fazem dele, à parte as aparências, um dos núcleos de referência de movimentos artísticos das mais variadas origens e idades. Donato agrupa sob a marca de sua própria obra os saberes mais tradicionais de Joyce, Emílio Santiago e Leila Pinheiro, a rebeldia de Angela Ro Ro, a autoridade tropicalista de Gilberto Gil, as pós-modernidades de Marcelo D2 e do DJ Marcelinho da Lua. Donato identifica-se livremente neles todos, o que o diferencia da maioria dos bossa-novistas de origem. E nos extras do DVD adiciona a isso tudo a delícia da própria fala, como quando discursa candidamente contra os malefícios da pressa.

Carta Capital

Língua de Trapo encaixota sua obra para festejar, com atraso, 25 anos de carreira

Mauro Ferreira

Grupo paulista formado em 1979 e caracterizado pelo humor de sua música, o Língua de Trapo encaixotou sua obra para festejar, com um ano de atraso, duas décadas e meia de carreira. Editado este mês, a caixa 25 Anos (foto à esquerda) inclui os seis discos do grupo, um single e o DVD 21 Anos na Estrada, gravado em 2000, em show no Sesc Pompéia (SP). O vídeo reúne 21 números. Pelos títulos de algumas músicas (Cagar É Bom, Piruzinho, Eu Quero Gravar meu Disco, Ouriço da Vila), já dá para ter uma idéia do humor do Língua de Trapo.

Os seis álbuns reunidos na caixa são Língua de Trapo (1982), Como é Bom ser Punk (1985), Os 17 Big Golden Hits Super Quentes Mais Vendidos do Momento (1986), Brincando com Fogo (1992), Língua Ao Vivo (1996) e 21 Anos na Estrada (2000), a gravação que originou o primeiro e único DVD do grupo.

Venturini edita coletânea e CD natalino
Mauro Ferreira

Flávio Venturini (foto) está lançando um single natalino com as músicas Aquela Estrela e Lindo(tema de seu disco instrumental). As duas canções integram também o repertório da nova coletânea do artista mineiro, Luz Viva, editada - assim como o single - pelo selo do cantor, Trilhos Arte, com a reunião dos sucessos da fase independente da discografia de Venturini. "São canções em que o romantismo falou mais alto, de uma forma mais espiritual", define o compositor.

A compilação traz faixa inédita no Brasil, Ser Tudo o que Eu Quis, lançada apenas na edição japonesa do último álbum de Venturini, Porque Não Tínhamos Bicicleta. Foi neste disco, aliás, que o cantor gravou Céu de Santo Amaro, adaptação de tema de Bach que fez sucesso na trilha da novela Cabocla e acabou incluída por Maria Bethânia no roteiro de seu show Tempo Tempo Tempo Tempo. Obviamente, Céu de Santo Amaro também está na coletânea Luz Viva.

Pedro Luís compila 'hits' com a Parede
Mauro Ferreira

Samba gravado por Wando nos anos 70, Nega de Obaluaê integra a primeira coletânea de Pedro Luís, Seleção 1997 - 2004 (capa à direita), em gravação de 2001 dividida pela turma com o rapper Xis. A compilação reúne as músicas mais expressivas do grupo (Pena de Vida, Rap do Real, Caio no Suingue) com direito a duas inéditas (Vida de Cão - gravada ao vivo em 2001 - e Imantra).

Parceria de Pedro Luís com Antonio Saraiva, Imantra tinha sido lançada apenas na edição japonesa do álbum É Tudo 1 Real (1999) e nada tem a ver com Mantra, a canção quase homônima composta por Pedro com Rodrigo Maranhão e gravada por Maria Rita em seu disco Segundo (é a faixa escondida e não creditada, mas que toca depois da 12º música).

O disco Vagabundo, dividido por Pedro Luís e a Parede com Ney Matogrosso, está representado na coletânea pela faixa Seres Tupy.

Yamandu Costa grava repertório autoral em seu primeiro DVD, filmado em abril
Mauro Ferreira

Aurora e Tango Amigo são duas músicas de autoria de Yamandu Costa que estão no repertório do primeiro DVD do violonista gaúcho, Ao Vivo (capa à direita), editado este mês pela Biscoito Fino. Apesar de revelar essa pouco badalada vertente autoral da obra do virtuoso músico, o vídeo - gravado em abril, em show no Sesc Pompéia, em São Paulo (SP) - apresenta também releituras de Yamandu para músicas de compositores como Caetano Veloso (Terra, 1979) e Geraldo Vandré (Disparada, parceria com Théo de Barros, de 1966).

'Sambas e Bossas', o real primeiro disco de Roberta Sá, já circula pela internet

Mauro Ferreira

Antes de lançar o irretocável Braseiro, apresentado à mídia como seu primeiro disco, Roberta Sá (foto) gravou um CD, Sambas e Bossas, para ser distribuído como brinde de uma empresa. Ainda que Braseiro seja de fato o álbum que projetou a excelente cantora no mercado fonográfico, depois de breve passagem pelo programa global Fama, os crescentes fãs da artista já descobriram o repertório de Sambas e Bossas na internet.

Produzido por Rodrigo Campello, Sambas e Bossas não é tão primoroso quanto Braseiro, firme até agora no posto de melhor disco de 2005, mas já evidencia a leveza do canto de Sá e seu bom gosto para selecionar repertório. Entre os sambas, há Alegria (jóia de Cartola unida num medley a O Sol Nascerá, outra pérola do compositor mangueirense), Essa Moça Tá Diferente (Chico Buarque), Falsa Baiana (Geraldo Pereira), A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito) e Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho). As bossas estão representadas por clássicos como Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Coisa Mais Linda (Carlos Lyra).

Nos shows de lançamento de Braseiro, Roberta Sá canta uma faixa de Sambas e Bossas: Novidade, de Rodrigo Maranhão. Luxo só! Encontrável na internet. Quem procura acha...

O Dia

'Ensaio Geral' compila registros inéditos de Skank, D2, Jota Quest e Hermanos

Mauro Ferreira

O CD e o DVD Ensaio Geral compilam gravações (inéditas em disco) do homônimo programa musical apresentado por Lorena Calábria no canal Multishow. Os registros foram feitos por artistas e grupos do pop nacional, como Skank (Formato Mínimo, Supernova e Amores Imperfeitos), Los Hermanos (O Vencedor e Cara Estranho), Marcelo D2 (Vai Vendo e Qual É?), Jota Quest (Do seu Lado e Amor Maior), Gabriel O Pensador (Até Quando? e Retrato de um Playboy Parte II) e Capital Inicial (Respirar Você, Não Olhe pra Trás e Quatro Vezes Você), entre outros. Todos os nomes são do elenco da Sony & BMG, a gravadora que está editando o Ensaio Geral (na foto, a capa do CD).

O Dia

Vânia Bastos grava seu primeiro DVD

Mauro Ferreira

Sem lançar disco desde 2002, quando editou o elegante Vânia Bastos Canta Clube da Esquina, a cantora Vânia Bastos (foto) grava esta semana seu primeiro DVD em dois shows agendados para 23 e 24 de novembro, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo (SP). No repertório, músicas de Adoniran Barbosa, Eduardo Gudin, Tom Jobim e Arrigo Barnabé - com quem a artista começou sua carreira no início dos anos 80. Ela era vocalista da banda de Arrigo, Sabor de Veneno.

O Dia

Segundo DVD de Zélia inclui 'Leonor'

Mauro Ferreira

Chega às lojas esta semana, com tiragem inicial de cinco mil cópias, o segundo DVD de Zélia Duncan. Eu me Transformo em Outras (capa à direita) traz o registro do show homônimo - gravado ao vivo em dezembro de 2004, em show sem platéia, no Centro Cultural Carioca (RJ), onde o projeto estreou sem intenção de virar disco. Mas o fato é o que o show foi tão bem recebido por público e crítica que acabou gerando um CD feito em estúdio e lançado em meados de 2004.

Ao repertório do disco, a cantora adicionou no DVD o samba Leonor, de Itamar Assumpção. Leonor foi gravado em 2001 pelo autor em álbum dividido com Naná Vasconcelos, Isso Vai Dar Repercussão, que acabaria saindo somente em 2004, depois da morte de Itamar.

O Dia

Ao Vivo do Barão sai com 83 mil cópias

Mauro Ferreira

A tiragem inicial do álbum MTV ao Vivo, do Barão Vermelho, totaliza 83 mil cópias. O disco duplo saiu com 41 mil unidades. Já os CDs simples vendidos separadamente em dois volumes (à esquerda, a capa do segundo) chegaram às lojas com tiragem de 21 mil exemplares, cada um. São números expressivos em tempos atuais, sobretudo se levado em conta que o consumidor de pop rock - em geral, mais jovem e mais antenado com as novas mídias - tem o hábito de baixar músicas pela internet.

O Dia

DVD nostálgico reúne artistas que vivem para sempre da fama da Jovem Guarda

Mauro Ferreira

Resenha de DVD/CD
Título: Jovem Guarda pra Sempre
Artista: Vários
Gravadora: Atração
Cotação: * *

"Artista não tem idade", defende Vanusa no palco do Canecão, ao cantar Manhãs de Setembro, música deslocada neste projeto nostálgico criado para faturar com a saudade da Jovem Guarda. Mas o fato é que, se o movimento liderado por Roberto Carlos já completou 40 anos em 2005, os ídolos que animaram as velhas tardes de domingo já estão sessentões. Pois o que se ouve neste DVD e CD - gravado ao vivo em dois shows no Canecão (RJ), em outubro de 2004 - é uma festa morna em que os anfitriões parecem ter mais prazer do que o público.

Há projeto similar da EMI chegando às lojas com a reunião de um grupo que inclui Erasmo Carlos e Wanderléa, dois integrantes do trio principal do movimento (o terceiro vértice é o sempre ausente Roberto Carlos). O DVD e o CD duplo ora lançados pela Atração - com repertórios ligeiramente diferentes - juntam o segundo time da Jovem Guarda, com destaque para os Golden Boys (já como um trio, pois Waldir faleceu em 2004). É uma turma (Bobby de Carlos, Waldireni, Wanderley Cardoso e as duplas Leno & Lilian e Deny & Dino, entre outros) que pouco ou nada gravou de expresssivo após o fim da festa dos anos 60 e, por isso mesmo, viveu para sempre da nostalgia daqueles tempos áureos.

Como saudade (dizem...) não tem idade, haverá público disposto a ver e ouvir Vanusa cantar com caras e bocas Banho de Lua, hit pré-Jovem Guarda de Celly Campello. Ou a testemunhar a homenagem de Wanderley Cardoso a Antonio Marcos com interpretação over de Como Vai Você? - outra música que não pertenceu ao universo da Jovem Guarda.

Em compensação, é bacana ver que Waldireni mantém a vitalidade e ainda canta Garota do Roberto com gás juvenil. É um prazer também ver Getúlio Côrtes entrar em cena para reviver três sucessos autorais (Negro Gato é o maior deles). Pena que todos os arranjos sejam burocráticos e que falte realmente a animação espontânea de tempos idos. Mas haverá quem tope entrar nessa festa... O som é requentado, mas o que vale é o tal espírito jovem.

O Dia

Virada Cultural - São Paulo 24 horas com você

Prefeitura de São Paulo

 

QUANDO
Das 14hs do dia 19 de novembro às 14hs do dia 20.

ONDE
O evento abrange todas as regiões da cidade, tendo como pontos principais, 24 horas, o Vale do Anhangabaú e os Jardins do Museu do Ipiranga, onde acontecem a abertura e o encerramento.

ESPECIAL TRANSPORTES

O METRÔ vai funcionar 24 horas pela primeira vez em sua história.

Haverá uma linha de ônibus especial, gratuita, entre 23h do sábado e 6h do domingo, com 12 veículos, ligando alguns dos principais pontos do Virada.

O percurso começa no Museu do Ipiranga, segue para Av. Paulista (Casa dos Rosas), Rua da Consolação (Pça. Franklin Roosevelt), Pça. Ramos de Azevedo (Anhangabaú), Av. São João (Galeria Olido), Rua Clélia (SESC Pompéia), Lgo. do Paissandu, Av. São João (Galeria Olido/Anhangabaú), Av. Ipiranga, Rua da Consolação (Pça. Roosevelt), Av. Paulista (Casa das Rosas) e Museu do Ipiranga.

Além disso, as 1.300 linhas de ônibus da cidade vão operar normalmente durante o dia, incluindo ônibus adaptados para o transporte de pessoas portadoras de deficiência. Durante a madrugada haverá reforço das linhas noturnas e frota extra nas ruas.

Estarão disponíveis, ainda, oito vans do serviço ATENDE, especial para pessoas portadoras de deficiência. O serviço poderá ser solicitado no telefone 156.

SOBRE O EVENTO

O Projeto Virada Cultural, promovido pela Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria da Cultura e da São Paulo Turismo, acontecerá em sua primeira edição das 14hs do dia 19 de novembro às 14hs do dia 20.

Serão 24 horas de cultura, com atrações pulverizadas e variadas, que vão estimular a população e seus visitantes a se apropriarem dos espaços públicos da cidade através da cultura.

A maratona de atrações da Virada Cultural abrangerá todas as regiões da cidade, Centro, Paulista, zonas norte, sul, leste e oeste, tendo como pontos centrais o Anhangabaú e os Jardins do Museu do Ipiranga.

Shows irão tomar palcos construídos ao ar livre, diversas unidades do Sesc vão abrir, cinemas, feirinhas e lojas vão funcionar. Tudo isso do dia pra noite e da noite pro dia.

Veja a programação: Virada Cultural

Pagar jabá e fazer música de protesto é falta de vergonha na cara

Hildegard Angel

FICA COMBINADO que os artistas que pagam jabá não podem mais ir a público chamar político de corrupto. Neste momento em que se fala tanto em mensalão, é bom lembrar que o jabá é o mensalão das rádios, das TVs, dos programadores de grandes eventos públicos...

O NEGÓCIO funciona exatamente da mesma forma e pode ser caracterizado como crime de corrupção. Pagar por fora em troca de privilégios e favores é crime. Isso é o que acontece hoje em quase todas as rádios e redes de TV do país, excetuando aí, curiosamente, as da rede pública, que cumprem à risca o papel de abrir as portas para todos...

NO MOMENTO em que um artista grande paga, mesmo através da sua gravadora, mesmo não sendo em espécie e mesmo sem saber exatamente quanto está pagando, ele está acabando com a carreira de centenas de artistas independentes, de técnicos de estúdios pequenos, de compositores, de músicos, de artistas gráficos...

É FÁCIL para as grandes gravadoras culparem a pirataria pela falência do mercado musical no Brasil. Mas ninguém fala sobre o jabá, monstro criado em casa, pelas próprias gravadoras. No Brasil, os selos afundaram. Iniciativas de importância fundamental como Velas , Kuarup , Som da Gente e tantos selos que foram soterrados pelas leis ilegais do mercado.

A Dubas, selo de Ronaldo Bastos, a Biscoito Fino, a Rob Digital, a Indie, a Trama. Todos corajosos guerreiros que trabalham para colocar música no mercado e deixar a roda girar, a fila andar e os artistas escoarem sua criação...

ARTISTA QUE paga jabá não fala mal de patrão! Ou então pode, corajosamente, ir à TV dizer: “Vou abrir meu selo independente porque não concordo com os duzentos picaretas ou com os não sei quantos políticos isso-eaquilo”. Pagar jabá e fazer música de protesto é falta de vergonha na cara!

JBonline

A música das palavras

Luís Pimentel

Evandro Teixeira  

Salgado Maranhão lança ‘Amorágio’, sobre o amor, suas máscaras e ambivalências

CD reúne letras de Salgado Maranhão, com diversos parceiros, e revela um inspirado poeta da canção

A letra de música carece da escora melódica para se realizar. Poucas agüentam a solidão da página em branco. Quanto ao poema, trabalha com economia de palavras e nem sempre se ajusta à melodia. Não é qualquer bom poema que funciona numa canção. Portanto, cada forma de expressão tem sua autonomia. Mas as duas convivem muito bem, cada uma em seu viés.

A explicação breve e precisa, para tema que já levou acadêmicos a escreverem teses ou fazerem discursos em mesa de bar, é do escritor e compositor Salgado Maranhão.

Enquanto discutem se letra de música é poesia ou se poesia pode ser musicada, o poeta do livro e da canção vai editando suas obras e fazendo letras cada vez mais bonitas para músicas de Ivan Lins, Paulinho da Viola, Zé Américo, Moacyr Luz, Tunai e muitos outros.

Boa parte dessa produção, espaçada mas cuidadosa, é reunida agora pelo poeta maranhense no CD Amorágio (segundo disco da série Poetas da Canção, do selo Sesc Rio.Som, que revisita a obra de grandes letristas da MPB que despontam para o mercado fonográfico desde os anos 80). O lançamento será amanhã, a partir das 19h, no Arte Sesc do Flamengo.

Amorágio, título de uma parceria inédita com o recém-premiado no Grammy Latino Ivan Lins, traz canções já gravadas e cinco inéditas.

As músicas são feitas em parceria com Rodney Mariano, Herman Torres (a emblemática Caminhos de sol: ''Te amo e o tempo não varreu isso de mim/ Por isso estou partido e tão forte assim'', que já fez muito sucesso na voz de Zizi Possi e mais tarde, com o Yahoo, virou tema da novela A viagem, da TV Globo), Moacyr Luz, Elton Medeiros, Vital Farias, Zé Américo (também responsável pela produção artística e pelos ótimos arranjos) e Paulinho da Viola.

Dando conta do repertório do CD, estão Elba Ramalho, Rita Ribeiro (uma intérprete que ainda vai dar muito o que falar bem), Selma Reis (soberba, como sempre), Zeca Baleiro, Alcione, Sandra Duailibe, Ivan Lins e os sempre profissionalíssimos Paulinho, Amélia Rabello, Dominguinhos e Zé Renato.

- Muita coisa ficou de fora, incluindo parcerias inéditas com Tunai, Zeca Baleiro, Renato Piau e Chico César. Também ficaram de fora composições com Xangai, Carlos Pita e muitos outros. Quis pegar várias fases do meu trabalho como compositor e busquei um CD temático, sobre o amor, suas máscaras e ambivalências - explica o compositor.

José Salgado Santos, ou Salgado Maranhão, é um nordestino que está no Rio há três décadas, quebrando pedras e poemalizando a vida. Nasceu no interior do Maranhão e morou em Teresina (Piauí), época em que conviveu muito com o poeta, letrista e suicida Torquato Neto.

Foi o tropicalista da geléia geral quem o estimulou a fechar a mala de couro e pegar o caminho do Sul Maravilha. Sabe-se que o disco custou muito esforço e dedicação do poeta, feito com o apoio de inúmeros amigos.

- Isso representa o enfeixamento de uma experiência de vida, como um resgate de anos e anos de trabalho e de sonhos. Desde que vim do Nordeste, vim com o desejo e o projeto de fazer poemas e letras de música. Como a situação do letrista é sempre uma situação de eminência parda - em particular aquele que faz a letra e não canta - pouca gente conhece seu trabalho. A oportunidade que o Sesc está dando para muitos compositores de minha geração, entre eles o coordenador do projeto, Sérgio Natureza, que já teve o seu disco lançado, realiza o sonho de toda uma trajetória.

O projeto do Sesc Rio Poetas da Canção listou 12 letristas - entre mortos e vivos - para darem prosseguimento à coleção de CDs em 2006 e 2007.

Já estão confirmados, entre outros, Antonio Cícero, Bráulio Tavares, Murilo Antunes, Geraldo Carneiro e Paulo César Feital.

Em livro, a obra poética de Salgado Maranhão é respeitada e admirada por nomes como Ferreira Gullar e Domício Proença Filho. Conquistou em 1999 um prêmio Jabuti, com o volume Mural dos ventos (José Olympio), e reuniu nova coletânea de versos no ano passado, com Sol sangüíneo (Imago).

Uma parte da tiragem de Amorágio sai acompanhada de um livreto de poemas inéditos, chamado Solo de gaveta, onde, entre outras pérolas, tem um verso que diz: ''Canto até para o vento/ Que não tem começo nem fim''.

São inúmeras canções e inúmeros parceiros. Será que o poeta tem alguma preferida ou alguém que lhe deu mais alegria em compor junto?

- Sei que parece um clichê, mas as canções são como filhos: cada uma tem a sua particularidade e cada uma é mimada por nós de uma maneira distinta.

As explicações, como os versos, são da mais absoluta simplicidade, independentemente da profundidade.

Como disse um dia o cronista e letrista da MPB Aldir Blanc, considerado um dos grandes no ramo, ''Salgado é versátil e tem aquela qualidade incrível que é conseguir unir o poeta refinado, de técnica apurada, e uma veia popular''.

Quem duvidar que vá pegar uma provinha amanhã no Sesc, que fica na Rua Marquês de Abrantes, 99, no Flamengo.

JBonline

Famílias Caymmi e Jobim no baú de Tom

Mauro Ferreira

Com lançamento agendado para o fim de novembro, via Sony & BMG, o CD Falando de Amor - Famílias Caymmi e Jobim Cantam Antonio Carlos Jobim (capa à esquerda) reúne em suas 16 faixas músicas pouco conhecidas da obra de Tom.

São os casos de Esperança Perdida (parceria com Billy Blanco, de 1965), Foi a Noite (1956), Esquecendo Você (1959) e Para Não Sofrer (Velho Riacho), composta em 1963.

Os irmãos Danilo, Dori e Nana Caymmi se uniram ao filho (Paulo Jobim) e ao neto (Daniel) do saudoso compositor para reverenciar Tom num disco que remete a um título clássico da discografia do selo Elenco: Caymmi visita Tom (e leva seus filhos, Nana, Dori e Danilo), editado em 1964.

A pedido de Nana, idealizadora do projeto produzido por José Milton, Ronaldo Bastos pôs letra na melodia de Chanson pour Michelle, composta por Tom para a trilha da minissérie O Tempo e o Vento, exibida pela Rede Globo em 1985.

Traduzido literalmente do original, o título da versão é Canção para Michelle. Outra letra inédita é a feita por Vinicius de Moraes para Bonita, até então ouvida somente com os versos em inglês feitos por Gene Lees e Ray Gilbert em 1964.

A letra em português de Vinicius, Bonita Demais, é cantada por Daniel Jobim e já pode ser ouvida na trilha da novela Belíssima.

Entre solos (como o de Nana em As Praias Desertas e o de Danilo em Eu Sei que Vou te Amar) e duetos (como o de Nana e Paulo em Foi a Noite), há espaço para dois números coletivos: Samba do Avião - a faixa de abertura - e Piano na Mangueira, o tema que encerra o CD.

O Dia

Tropicália é tema de mostra em Chicago

por AFP

Os visitantes da nova mostra do Museu de Arte Contemporânea de Chicago vão conhecer mais sobre a "Tropicália", movimento cultural e musical que tomou conta do Brasil nos anos 60.

Tropicália: Uma Revolução na Cultura Brasileira é a primeira grande exposição no mundo que examina o movimento cultural de quase 40 anos, com repercussão no teatro, cinema, arquitetura, música, moda, publicidade, televisão e artes visuais.

A mostra, que foi aberta dia 22 de outubro, inclui obras de arte do final dos anos 60 e começo dos anos 70.

Básicamente, a Tropicália representou a busca de uma identidade em um País marcado pela diversidade. Em muitos casos, artistas usaram influências locais e internacionais para criar obras que fossem singularmente brasileiras.

Outros, por sua vez, lutaram para combater os clichês.

Uma peça fundamental da mostra é a obra de Hélio Oiticica, no fim dos anos 60, inspirada nas favelas. O artista criou quartos individuais elaborados com pedaços de madeira, lonas e outros materiais descartáveis.

"A Tropicália tem muito a ver com o canibalismo: o ato de absorver tudo e transformar isso em algo novo", explicou Carlos Basualdo, o curador da mostra.

A exposição fica aberta até o dia 8 de janeiro de 2006. Depois, a mostra vai para a Galeria de Arte Barbican, em Londres, para o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e para o Museu de Arte do Bronx, em Nova York.
 
Terra

As novidades e a capa de 'Ana & Jorge'

Mauro Ferreira

Esta é a capa do CD Ana & Jorge, que traz o registro do show dividido por Ana Carolina com Seu Jorge no projeto Tom Acústico, da casa Tom Brasil (SP). A gravação foi feita em agosto, inicialmente para ser lançada somente em DVD, mas os cantores acabaram decidindo lançar também um CD.

Além de É Isso Aí (versão de The Blower's Daugther, música do compositor irlandês Damien Rice) e das politizadas Unimultiplicidade (Ana e Tom Zé) e Notícias Populares (tema de autoria da cantora), Ana & Jorge reúne inéditas como Comparsa (composta por Ana com Jorge) e Nega Marrenta (parceria da artista mineira com Alê Siqueira).

Outras surpresas do repertório são Zé do Caroço (sucesso de Leci Brandão revivido por Seu Jorge), Brasilis (Gabriel Moura), Tanta Saudade (parceria bissexta de Djavan e Chico Buarque). Há também dois textos musicados da poeta Elisa Lucinda (Só de Sacanagem e Alfredo É Gisele).

O DVD reúne o s 24 números do show. O CD traz apenas 14 faixas, com ênfase nas músicas inéditas nas vozes da dupla. O lançamento será no fim do mês.

O Dia

Show: Nelson Motta e Walter Franco tocarão juntos

por Redação

Em edição do evento "Encontros Improváveis", do Centro Cultural Banco do Brasil, o letrista e produtor Nelson Motta, colunista da Folha, fará amanhã um show conjunto com o músico Walter Franco.

Motta é considerado um "fazedor de sucessos", autor de músicas como "Bem que se Quis" e "Como uma Onda". Já Walter Franco, um músico "maldito", tendo mantido próxima relação com o grupo concretista.

O show ocorre no CCBB (r. Álvares Penteado, 112, tel. 0/xx/11/3113-3651) e o ingresso, que pode ser reservado por telefone, custa R$ 6.

Folha Ilustrada

Folha explica Caetano Veloso

por Redação

No 68º livro da série, Guilherme Wisnik explica uma das mais "inexplicáveis" personalidades brasileiras

Não apenas por ser um artista polêmico e camaleônico, cuja força sempre esteve na capacidade de escapar às
classificações e desautomatizar chaves convencionais de interpretação, mas também por se tratar de alguém que não cansou de se auto-explicar ao longo dos seus quarenta anos de vida artística, a ponto de parecer esgotar tudo o que de novo se poderia dizer a seu respeito, é que Caetano Veloso pode ser considerado uma das mais inexplicáveis personalidades brasileiras.

Ao mesmo tempo, desde o início de sua carreira, ao atacar a autonomia formal da canção, incluindo nela outros elementos, o compositor contribuiu para transformar a música popular brasileira em um campo onde as coisas estão sempre postas em estado de explicação. A partir daí a canção passa a fazer parte dos debates que problematizam e explicam a cultura, e acabam também por explicar o Brasil.

Assim, não são poucas as explicações que, de um modo ou de outro, estão pressupostas nesse pequeno livro, no qual Guilherme Wisnik propõe um embaralhamento de tempos, que tenta dialogar com a prosa poética do artista, essencialmente elíptica e antinarrativa. A opção do autor de não fazer uma cronologia linear "procura dar maior ênfase a questões essenciais que atravessam sua obra, visto que esta é marcada por inúmeros pontos de adensamento e ruptura em que Caetano veio, ao longo do tempo, a reinventar-se diante de impasses e desafios renovados, embora nem sempre com pleno domínio dos seus desígnios".

O livro é dividido nos capítulos: Arestas Insuspeitas, O Corpo Morto de Deus Vivo e Desnudo, Acordes Dissonantes pelos Cinco Mil Alto-Falantes, Transa qualquer coisa jóia, bicho, Lançar Mundos no Mundo, além de uma criteriosa discografia e cronologia da vida e obra do artista e sites e bibliografia indicada àqueles que querem aprofundar-se no assunto.

Sobre o autor
Guilherme Wisnik é arquiteto e mestre em história social pela USP. Foi crítico de arquitetura da Folha de S.Paulo, escreveu o livro Lucio Costa (Cosac Naify, 2001) e o roteiro do documentário O Risco - Lucio Costa e a Utopia Moderna (Bang Bang Filmes Produções, 2003, prêmio do júri no Festival de Gramado). Também é autor do ensaio "Modernidade Congênita", incluído no livro Arquitetura Moderna Brasileira (Phaidon Press, 2004).

Folha Explica Caetano Veloso
Autor:Guilherme Wisnik
Editora: Publifolha
200 páginas
R$ 19,90

O livro pode ser adquirido nas principais livrarias do país ou pelo televendas 0800-140090

Sobre a Publifolha
Criada em 1995, a Publifolha é hoje uma das principais editoras do Brasil. Tem forte atuação em livros de turismo, informação e entretenimento. Com um catálogo diversificado, as publicações auxiliam o leitor a conquistar objetivos de estudo, trabalho, bem-estar e lazer. Seus títulos estão distribuídos em 22 áreas, como turismo, administração e negócios, desenvolvimento profissional, referência, literatura (brasileira e estrangeira), artes, puericultura, comportamento e autodesenvolvimento.
 
Max Press

Lucina por Zélia

Antonio Carlos Miguel


Zélia Duncan está produzindo para seu selo, Duncan Discos, com arranjos de Bia Paes Leme e Marcelo Caldi, o novo trabalho de Lucina. O CD da cantora e compositora gravada por, entre outros, Ney Matogrosso, Frenéticas, Daúde, Tetê Espíndola e a própria Zélia, com quem também assina parcerias, será lançado no início do ano que vem.

O Globo

Resenha de DVD

Mauro Ferreira

Entre uma piada e outra, Tim canta e fala sério em DVD da série 'Programa Ensaio'

Título: Programa Ensaio - 1992
Artista: Tim Maia
Gravadora: Trama

"Vim cantar, mas vou filosofar também", avisa Tim Maia com a ironia que lhe era peculiar na gravação deste programa Ensaio, feita em 1992 para a TV Cultura e editada esta semana em DVD pela gravadora Trama, dando continuidade à série iniciada no ano passado com vídeo revelador de Elis Regina, gravado em 1973.

Para começo de conversa, este é o único DVD do Síndico atualmente em catálogo. Musicalmente, não chega a ser surpreendente, pois o roteiro alinha os sucessos (Vale Tudo, O Descobridor dos Sete Mares, Você, Gostava Tanto de Você, Telefone) que o cantor costuma apresentar em seus shows... quando comparecia a eles.

Tim não deu bolo no diretor do programa, Fernando Faro, a quem se refere a toda hora na entrevista como seu amigo. E, entre uma piada e outra, fala e canta sério, com o auxílio luxuoso de uma banda que incluía azeitado naipe de metais. Em 1992, o cantor estava voltando à Warner Music - a convite de Nelson Motta, então diretor artístico da gravadora - para fazer um disco ao vivo que acabaria gerando discórdia temporária entre Motta e o cantor, apesar de ter sido sucesso de vendas. Em outras palavras, Tim vivia momento feliz na carreira, e essa felicidade transparece em seu depoimento no programa.

Na entrevista, de caráter biográfico, Tim exalta os pais ("Eles eram fora de série"), recorda sua iniciação musical na Tijuca ao lado de Roberto e Erasmo Carlos no lendário conjunto Os Sputniks ("Ensinei o Erasmo a tocar violão"), remói a mágoa de ter sido deportado nos Estados Unidos nos anos 60 por ter sido flagrado com drogas ("A volta ao Brasil foi dura. Não estava preparado. Sofri demais...") e revela sua crença em seres extraterrestres.

Como de praxe no programa, os depoimentos são entremeados com números musicais. Tim experimenta heterodoxa levada da velha bossa no pot-pourri que une A Rã e Folha de Papel. Mas a tônica são seus clássicos do soul, o gênero que ele tão bem soube implantar no Brasil. E é justamente entre Primavera (com longa introdução de metais) e Azul da Cor do Mar que o Síndico solta sua máxima "Tudo é tudo, nada é nada". Bem que ele avisou que havia ido ao programa também para filosofar...

O Dia

Festival reabre Museu Villa-Lobos

Monique Cardoso

Após reforma, casa que abriga o acervo do compositor é reinaugurada com atrações musicais, cursos e lançamento de CDs

Após nove meses em reforma, o Museu Villa-Lobos, em Botafogo, comemora sua reabertura, de hoje a domingo, com importantes intérpretes da obra do compositor. Trata-se da 43ª edição do Festival Villa-Lobos, pela primeira vez realizado integralmente no museu que abriga o acervo do maestro carioca.

O festival lança ainda dois discos gravados na edição do ano passado, além de marcar a volta dos cursos regulares de interpretação de obras de câmara de Villa-Lobos - em homenagem à viúva Arminda Villa-Lobos, a Mindinha, falecida há 20 anos e criadora do festival.

Os cursos serão ministrados pelo fagotista francês radicado no Brasil Noël Devos, que conviveu e trabalhou com o criador das Bachianas.

- Queremos pôr esta casa em evidência. Muita gente não conhece o museu, que abriga toda a produção e objetos pessoais do artista. Está tudo aqui: o violoncelo, as caixas de charuto, os chapéus... - enumera o diretor do museu, o violonista Turíbio Santos, há 19 anos à frente da instituição e do festival.

O Museu Villa-Lobos foi criado em 1960, no Centro, mas em 1986 passou a funcionar em Botafogo, na Rua Sorocaba. As recentes obras incluíram recuperação do telhado, pintura e tratamento do piso de madeira contra cupim.

O desgaste no prédio não atingiu o acervo do compositor, que permanece em perfeito estado de conservação.

- Durante as obras não pudemos receber visitantes, mas nunca deixamos de atender aos pesquisadores. Há pessoas no mundo inteiro estudando Villa-Lobos, principalmente nos Estados Unidos - conta o diretor, lembrando que, somente no programa de visitas educativas, passam pela casa cerca de 8 mil crianças por ano.

Villa-Lobos foi casado duas vezes, mas não teve filhos. Os direitos sobre suas composições pertencem à Academia Brasileira de Música (ABM). Partituras e manuscritos originais estão guardados na área de reserva técnica do museu, em caixas especiais.

Todos com cópias disponíveis para o público na biblioteca: fitas, filmes, discos, documentos e fotografias. A sala tem janelas seladas, condicionador de ar, desumidificador, iluminação especial e segurança contra incêndio e roubo. As partituras têm as folhas separadas uma a uma por papel sem acidez, para prevenir o desenvolvimento de fungos.

- Hoje temos aqui excelentes condições de preservação. É incomum um museu ter tudo isso - comenta Cristina Mendes, museóloga na instituição desde 1987.

Em breve será feita a restauração das fitas de rolo e a gravação de seu conteúdo em CD.

- A nossa prioridade são as fitas magnéticas em que há a voz de Villa-Lobos, em depoimentos, discursos e principalmente aulas. Esse material precisa estar acessível - afirma Cristina.

Para a museóloga, é simples explicar por que o Museu Villa-Lobos - administrado pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura - não enfrenta as mesmas dificuldades de outras instituições públicas:

- Temos o mesmo diretor há quase 20 anos, independentemente das mudanças de governo. Assim, não há interrupções a cada quatro anos.

Turíbio completa lembrando a participação ativa da associação de amigos do museu:

- A música é a manifestação cultural mais forte no Brasil. Isso também contribui para sensibilizar as pessoas.

A abertura do festival está prevista para as 10h, com o Encontro de Corais Escolares. Os cursos acontecem de hoje a sexta-feira, à tarde, e as principais atrações estão marcadas para as 19h, até domingo.

Hoje se apresenta o pianista Marcelo Verzoini. Amanhã, a Orquestra Villa-Lobinhos. Na sexta-feira é a vez do Quarteto de Cordas Continental. No sábado, o violoncelista David Chew e a pianista Fernanda Canaud tocam Villa-Lobos e Radamés Gnatalli, às 17h, seguidos pelo Quinteto Villa-Lobos, às 19h. Uma roda de choro comandada por Maurício Carrilho e Luciana Rabelo encerra o festival, no domingo.

- Nesta edição o festival lança um foco sobre o piano, mas procuramos apresentar obras populares, as preferidas de Villa-Lobos - afirma Turíbio.

Para o diretor, um dos aspectos mais importantes do festival são os cursos de interpretação. Oportunidade para músicos iniciantes e profissionais receberem dicas de Noël Devos sobre a obra do autor de Melodia sentimental.

- Nos últimos 20 anos, os cursos foram realizados sem regularidade. É uma chance única, pois há detalhes que só quem aprendeu diretamente com o mestre sabe - destaca.

Nesta edição estão sendo lançados os discos Sonho e realidade, da Orquestra Villa-Lobinhos, e O raro Villa-Lobos, da Orquestra e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência do maestro Sílvio Barbato.

Ambos os discos foram gravados ao vivo durante o festival do ano passado, mas não serão comercializados. Amanhã, 46º aniversário de morte do compositor, 50 unidades de cada um dos CDs serão sorteadas para o público.

Sonho e realidade é a primeira gravação mundial das músicas do Guia prático instrumental de Heitor Villa-Lobos e O raro Villa-Lobos traz preciosidades como Naufrágio de Kleônicos e Odisséia de uma raça, também inéditas em disco até a gravação do álbum.

- Os discos são trabalhos institucionais, só ficamos com 600 cópias. Mas nada impede que sejam reeditados, provavelmente pelo selo da ABM. De qualquer forma, é importante mostrar essas músicas que não tinham gravação. O raro, por exemplo, tem peças provocativas, que quase ninguém conhece - destaca Turíbio.

JBonline

Cinema: Vinicius

Por Redação

Vinicius de Moraes

Foto Divulgação

Documentário recria a vida do poetinha

A vida de Vinicius de Moraes é contada no documentário Vinicius, de Miguel Faria Jr., por meio da apresentação de seus poemas, vídeos gravados pela família e amigos, e depoimentos de personalidades como Antonio Candido, Tônia Carrero, Gilberto Gil e Edu Lobo.

Esse material riquíssimo foi distribuído em roteiro inteligente e agradável. Um exemplo são as ótimas interpretações de canções do poeta por artistas que vão de Mônica Salmaso a Zeca Pagodinho, que entremeiam depoimentos e deliciosas imagens de arquivo. Preste atenção nos depoimentos de seus companheiros, que buscam mostrar que a maior lição deixada por Vinicius não foi o seu estilo na música e na poesia, mas a sua atitude apaixonada perante a vida.

Serviço
Vinicius (Brasil, 2005), 2h. Documentário. Direção de Miguel Faria Jr. Roteiro de Miguel Faria Jr. e Diana Vasconcellos. Participações: Chico Buarque, Caetano Veloso, Ferreira Gullar, Toquinho.

Bravo! online

Capa do DVD de Adriana Partimpim já traduz o caráter lúdico do show infantil

Mauro Ferreira

A capa do DVD Adriana Partimpim - O Show (à direita) já traduz em imagens o caráter lúdico do espetáculo infantil, gravado ao vivo em apresentação especial no Teatro Carlos Gomes, no Centro do Rio (RJ), em 20 de agosto.

Nas lojas ainda este mês, via Sony & BMG, o DVD traz um CD de bônus, com o áudio do show. Em cena, além de apresentar músicas como Quando Nara Ri (inédita parceria de sua criadora Adriana Calcanhotto com Kassin), Partimpim procura entreter a platéia com diversos adereços que tornam o show sedutor também para os olhos.

O Dia

As imagens do Brasil de Francis Hime

Dafne Sampaio

Procedimento raro nestes tempos de “ao vivo”, o DVD Brasil lua cheia (Biscoito Fino) traz os bastidores da gravação do disco homônimo de Francis Hime lançado há dois anos. Décimo disco da carreira do pianista carioca, Brasil lua cheia trouxe 14 músicas inéditas de Francis com novos e velhos parceiros, desde Paulo Cesar Pinheiro até Moraes Moreira, passando por Cacaso, Adriana Calcanhotto, Joyce, Olivia Hime, Lenine, Geraldo Carneiro e Paulinho da Viola. Destaque para uma parceria inédita de Francis Hime com Vinicius de Moraes, o samba-choro “Meu coração”.

Com direção de Ricardo Nauemberg, o DVD mostra o trabalho e a descontração que reinaram durante as gravações tanto por parte dos músicos quanto nas participações especiais de Lenine (“Corpo feliz”), Adriana Calcanhotto (“Um seqüestrador”) e o Paulinho da Viola (“Choro incontido”).

Gafieiras

Biografia da cantora Maysa chega às lojas

por Redação

Cantora consagrada na música popular brasileira nos anos 60 e 70, mas quase esquecida das gerações atuais, Maysa terá sua primeira biografia lançada na segunda-feira (dia 21), no Rio de Janeiro.
No livro, o escritor José Roberto Santos Neves percorre toda a trajetória de Maysa, desde o primeiro disco, Convite para Ouvir Maysa, de 1956, até a morte em um acidente na ponte Rio-Niterói, em 1977.

A cantora, mãe do diretor global Jayme Monjardim, fez história com canções tristes e profundas, como Meu Mundo Caiu. Ele escreveu cerca de 50 músicas e gravou em várias línguas.

O autor da obra entrevistou músicos, jornalistas e familiares. Em junho de 2006, Maysa faria 70 anos. O lançamento do livro acontece no Mistura Fina, às 20 horas, e terá um show da cantora Andréa Dutra.
 
Terra

O poeta canta

Luís Pimentel

Em novo CD solo, Aldir Blanc solta a voz e se revela um intérprete sereno. Ainda assim diz que não quer virar cantor

O que há em comum entre os compositores Maurício Tapajós, João Bosco, Hélio Delmiro, Moacyr Luz, Jayme Vignolli, Cristóvão Bastos e Guinga? Todos fizeram músicas para versos de Aldir Blanc ou para Aldir Blanc encher de versos.

E têm agora suas músicas cantadas pelo poeta no CD Vida noturna (Lua Discos), que chega às lojas com os inconfundíveis ares de Paquetá, Tijuca, becos de boêmios ou ruas da Zona Norte ao subúrbio, repletas de artistas, respostas singelas às perguntas sem respostas, às angústias, ao tempo e à eterna sede. Aldir é ser de muitas parcerias.

Tem aquelas que vivem na saudade – como Paulo Emílio, Marco Aurélio ou Maurício; outra que dança discretamente em seus olhos, como a companheira Mari Blanc, amor de seus dias e avó de seus netos; e até a parceria que paira sobre todas as águas com o autor dos desenhos que ilustram esta página, o artista plástico e professor de sonhos Mello Menezes. Durante os dias de gravação, o estúdio ferveu com tantas presenças afetivas.

– Sou essencialmente um letrista de música popular, antes de qualquer outra coisa. Portanto, a presença desses parceiros tocando junto, me acompanhando nas músicas que fizemos, foi fundamental. Se eles não estivessem comigo no estúdio, ficaria faltando um lado meu. Quero lembrar também a importância que tem para mim a parceria com Jayme Vignolli, presente no disco com Lupicínica, e de outros parceiros que não estão neste CD. Espero contar com eles num próximo projeto. Moram todos de sandália no meu coração: Silvio da Silva Júnior, Wilson das Neves, Rosa Passos, Suely Costa, Edu Lobo, Zé Luis do Império, Serginho Procópio, Ivan Lins, Luizinho Avelar... – enumera Aldir.

O encontro mais aguardado e festejado no estúdio foi com João Bosco, talvez pelo longo tempo de espera que a parceria teve que enfrentar até o reencontro. Como estão indo as novas canções a dois?

– Muito bem. Temos várias músicas novas em andamento, duas ou três prontas. Não temos pressa. Somos dois jovens, passados dos 50 e tantos anos e ainda há muito a compor, conversar, acertar. Como diz nosso parceiro, meu afilhado Chico Bosco, pensar o Brasil não é fácil, mas vale a pena.

Título de uma parceria dos velhos tempos com João Bosco, Vida noturna agora é cantada lindamente pelos dois, o que se repete na épica e cálida Me dá a penúltima (“Eu gosto quando alvorece, porque parece que está anoitecendo/ E gosto quando anoitece que só vendo, porque penso que alvorece”, lembram?.

O novo disco traz também parcerias Blanc-Blanc: três canções – Dois bombons e uma rosa (leia ao lado), Paquetá, dezembro de 56 e Velhas ruas – têm música e letra do poeta da Muda e cronista do JB, interpretadas, como nas demais faixas, por um Aldir de timbre sereno e compassos seguros. Em pelo menos dois discos anteriores, no LP feito com Tapajós nos anos 80, que trazia o nome dos dois, e no primeiro CD solo, 50 anos, da década seguinte, ele mostrou composições de autoria única e enfrentou o microfone dos estúdios. Será que vai encarar a carreira de cantor, com direito a shows, turnês etc? Ele desconversa:

– De jeito nenhum. Pretendo fazer diversas noites de autógrafo, em bares, livrarias, clubes, e muitos com música ao vivo, mas minha participação cantando será mínima.

Com vários livros de contos e de crônicas publicados, Aldir Blanc consegue manter a usina de poeta da MPB azeitada, sem descuidar da escrita em livros, jornais e revistas. Para ele, a literatura não é apenas um intervalo.

– Procuro tratar a literatura com a seriedade que ela merece. Só este ano, compareci em vários livros, desde o Heranças, sobre a história do samba, a antologias e seletas que muito me honraram. Ainda engaveto poemas e contos. Estou terminando o livro sobre o Vasco da Gama e continuo labutando diariamente em meu interminável livro policial. Tenho trabalhado como nunca – conta. Flores de lapela (belo resgate da fase mauriciana), Constelação maior (primeira parceria com o grande violonista Hélio Delmiro), Lupicínica (com Vignolli), Resposta ao tempo (Blanc e Bastos, que Nana Caymmi eternizou e recebe agora interpretação emocionada de Aldir), Cordas (reencontro estilizado com Guinga), Dry e Recreio das Meninas 2 (ambas com Moacyr, também produtor e diretor musical do CD) completam e enchem de vida esse Vida noturna repleto de paixões, desarrumações e muitas noites dentro da noite.

Mais blanquiano, impossível.

JBonline

Show - Klébi Nori

Divulgação

Klébi apresenta seu mais novo trabalho no palco do Photozofia Arte & Cozinha.

Um restaurante e espaço cultural que, de forma intimista, vem apresentando talentosos nomes da Música Brasileira em São Francisco Xavier, um vilarejo a 140km de São Paulo.

Klébi apresenta o novo disco, que traz canções que falam sobre sua vida e seu cotidiano como uma autêntica paulistana.

Um pouco sobre São Francisco Xavier

Situado ao norte de São José dos Campos, encravado na Serra da Mantiqueira, o distrito, tem paisagem natural privilegiada, onde está cercado de uma das remanescentes de mata atlântica do estado, e que abriga ainda uma biodiversidade riquíssima com diversas espécies de animais em risco de extinção. Por isso, considerada Área de Proteção Ambiental - APA.

São seus lugares bucólicos e duchas de águas cristalinas que fazem de São Francisco Xavier um lugar inesquecível. Além de abrigar artistas e artesanato de qualidade, como o ateliê de vidro e cerâmica da Oficina Vagalume e os bonecos em papel machê de Bel Pulgas, e de vários outros artistas que adotaram esse vilarejo.

Para informações sobre pousadas entre em www.saofranciscoxavier.org.br

Klébi no Photozofia
19/11 às 21h30
R$ 10,00
Reservas: 12 - 39261406

KS Produções

Leia mais sobre Klébi em Outras Palavras

Outras flores no jardim de Klébi Nori

Beto Feitosa

Compositora lança quarto CD com imagens urbanas em suas letras

A poesia está presente desde o título. Inverno de seu jardim, quarto trabalho da cantora e compositora Klébi Nori, traz a nova coleção de treze músicas próprias e invenções sonoras. Mas seus versos são outros. Klébi utiliza e manipula uma velha frase. "O rato roeu a roupa do rei da rua" é o ponto de partida para cenas urbanas na Fábula da carroça, delicioso pop com levada de violão, para estrelar um protagonista que não é comum na poesia. Klébi olha pra o lado e vê, entre a menina linda e o rapaz galante, o homem da rua, da vida real que cruza o nosso caminho a todo instante carregando o lixo urbano como seu sustento.

É assim, por vias nem sempre comuns, que Klébi constrói sua visão do mundo. Melancolia no frenético ritmo do metrô, amores desfeitos, apartamento com janelas para os fundos, vandalismo, o dia-a-dia normal e sem filtros. A música de Klébi vai além do amor, do sorriso e da flor. A poesia é o retrato da vida em um grande centro urbano. O cenário é São Paulo, mas poderia ser Nova York, Tókio ou Buenos Aires.

A canção Tempo em comum traz a participação especial de Roger Moreira, vocalista e líder do Ultraje a Rigor, em uma melodia longe de seu habitual rock and roll extrovertido. Já Oswaldinho do Acordeon está no rock leve Família vende tudo, que chega a virar um tango mais pesado para falar de assuntos ainda mais profundos.

A música é livre de rótulos, e a criatividade solta. Sem exageros, Klébi utiliza de forma discreta a programação eletrônica à serviço de suas levadas orgânicas. A grande curiosidade, porém, fica com a participação do carroceiro Barrabás tocando uma percussão de frigideiras, parte da carga de 400kg de sucata que ele normalmente carrega pelas ruas de São Paulo.

A inspiração de Klébi vem do cotidiano, da vida normal. Uma visão curiosa de uma cidadã atenta ao redor e ao talento. Klébi vê as coisas como são e isso é o ponto de partida de sua poesia e de sua canção, sem maquiagem e cenários pulicitários. Klébi compõe um jardim que dificilmente aparece na poesia.

Ziriguidum

*Klébi Nori - Inverno do seu jardim
(Atração Fonográfica, 2005)

Klébi Nori e o novo disco

Revista MPB

Ela é cantora, compositora, poetisa, escreveu o livro "Os Castanhos” (Maltese, 1994) e agora está lançando o 4º disco de trabalho com o título "Inverno do seu jardim" pela DNZ MUSIC/ ATRAÇÃO.

Klébi Nori ficou conhecida pelo público através de suas músicas que tocaram nas rádios tais como: “A Cidade de Outro”, “Calendário Lunar”, “Ligeiro”, e “Salve Linda Canção sem Esperança”.

Klébi Nori é de São Paulo e está em temporada de estréia pelas principais capitais. Suas músicas tocam nas rádios de São Paulo e na Antena 1, do Rio de Janeiro.

O CD "Inverno do seu jardim" tem treze faixas inéditas sendo onze autorais e duas com o parceiro e produtor José Antonio Almeida. Os arranjos misturam a sonoridade da MPB com elementos eletrônicos que valorizam ainda mais suas interpretações.

O disco conta com as participações de ROGER (Ultraje a Rigor) na música "Tempo em Comum", e de Oswaldinho do Acordeon, nas faixas "Família Vende Tudo" e "Janelas Abertas nº 2", de Caetano Veloso.

Klébi Nori utiliza-se do seu dom poético para compor canções que falam sobre sua vida e o dia a dia como uma autêntica paulistana, mesclando amor e urbanidade nos seus versos.

Exemplo disto são as canções "Fábula da Carroça", com percussão de frigideiras feita para um carroceiro chamado Barrabás que trabalha carregando 400 kg de sucatas diariamente pelas ruas de São Paulo, e "Não Somos Todos Irmãos" regada a guitarras e berimbau composta para o artista plástico Arcângelo Ianelli, quando este teve algumas de suas esculturas destruídas num ato de vandalismo num parque da capital de SP.

Este CD, no tempo e no espaço da carreira de KLÉBI, parece que foi composto num observatório de onde ela vislumbrou e explorou as particularidades de uma casa em seus acordes de alegrias e despedidas; de uma cidade em seus arroubos urbanos e de um mundo ao redor que a entretém.

Revista MPB.com.br

Próximos Shows:

19/11 (sábado) - Bar Photozofia (S.F. Xavier) - SP às 21:30
24/11 (5ª feira) - FNAC Barra da Tijuca - RJ às 19:00
26/11 (sábado) - Caio Martins (Niterói) às 15:00 - R$ 15,00

Hermeto por discípulos

Antonio Carlos Miguel

O ambicioso “Calendário do som”, de Hermeto Pascoal, um livro com 367 partituras escritas pelo multiinstrumentista, começa a sair do papel. A Itiberê Orquestra Família, liderada por Itiberê Zwarg, baixista que trabalha há três décadas com Hermeto, registrou num CD duplo 27 desses temas — 20 deles referentes às datas de aniversário de integrantes da orquestra. “Calendário do som” vai sair no fim do mês pelo selo Maritaca Discos, mas antes disso a Itiberê Orquestra Família mostra o trabalho no palco, numa turnê que estréia no Rio, dia 19 de novembro, na Sala Baden Powell.

O Globo

DVD e CD de Zizi já estão no forno

Mauro Ferreira

Já estão na boca do forno o CD e o DVD (capa à direita) Pra Inglês Ver... e Ouvir, o novo trabalho de Zizi Possi. Em sua primeira gravação desde o disco Bossa, de 2001, a cantora reúne somente músicas compostas em inglês.

Pela ordem, as 18 faixas do DVD são The Man I Love, Fly me to the Moon, Moon River, The Very Thought of You, That Old Feeling, Dream a Little Dream of me, Do You Wanna Dance?, I Don't Wanna Talk About It, We've Only Just Begun, Redemption Song, Ruby, You Don't Know me, Love for Sale, Why Don't You Do It Right?, Fever, Come Together, Unchain my Heart e o medley final que une Love of my Life, Golden Slumbers, Carry That Weight e The End. O CD reúne apenas 13 faixas. Yesterday (já gravada por Zizi em Bossa) e Close to You faziam parte do roteiro original, mas foram excluídas da seleção final.

Nascido de um show idealizado pela cantora para a casa Bourbon Street, o projeto Pra Inglês Ver... e Ouvir foi gravado ao vivo em São Paulo, em minitemporada no Teatro Shopping Frei Caneca. O recital cool tem direção de José Possi Neto, irmão de Zizi, co-produtora do DVD em parceria com seu novo empresário, Manoel Poladian.

O Dia

Especial de Elis, de 1980, vira DVD

Mauro Ferreira

Idealizado e dirigido por Daniel Filho em 1980 para a série de especiais musicais Grandes Nomes, exibida pela Rede Globo, o programa Elis Regina Carvalho Costa será editado em DVD (capa à esquerda) ainda este mês, numa parceria das gravadoras Trama e Som Livre. Em antológica gravação, a Pimentinha chorou ao interpretar Atrás da Porta, música de Chico Buarque e Francis Hime lançada pela própria cantora em 1972 no LP Elis.

O roteiro de 15 músicas inclui a faixa-título do disco Essa Mulher - lançado por Elis em 1979 - e o sucesso O Bêbado e a Equilibrista (obra-prima de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis no mesmo LP de 1979), mas está centrado nos números do show Saudade do Brasil, apresentado pela cantora em 1980 e editado em álbum duplo naquele ano. Do repertório deste trabalho, a intérprete mostrou em Grandes Nomes temas como Agora Tá! (Tunai e Sérgio Natureza), Alô Alô Marciano (Rita Lee e Roberto de Carvalho), Aos Nossos Filhos (Ivan Lins e Vítor Martins), Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e Conversando no Bar (Milton Nascimento e Fernando Brant).

O programa abre com versão instrumental de Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) - o primeiro grande sucesso de Elis - e fecha com Redescobrir (Luiz Gonzaga Jr.), número em que a platéia de convidados (entre eles, o novelista Gilberto Braga e o saudoso ator Lauro Corona) faz uma roda no palco. No fim, a cantora cita verso de Fascinação.

Um dos destaques é Modinha, cantada por Elis de forma intimista com o pianista César Camargo Mariano, convidado especial do programa. O DVD Elis Regina Carvalho Costa traz nos extras comentários do diretor do especial, Daniel Filho.

O Dia

A voz dos poetas

Joaquim Ferreira dos Santos

 

O sebo Luzes da Cidade, na galeria do Espaço Unibanco, em Botafogo, abre hoje com uma coleção espetacular de raridades literofonográficas. São duas dezenas de LPs de 10 polegadas com grandes autores brasileiros recitando suas obras.

Gente como Manuel Bandeira, Drummond, João Cabral, Murilo Mendes, Cecilia Meireles, Vinicius de Moraes, Cassiano Ricardo etc., todos, de viva voz, declamando seus feitos. São discos dos anos 50, do selo Festa/Sinter e pertenciam à discoteca de um agora saudoso padre carioca. Cada LP custa R$ 100.

O Globo - 11/11/05

Violonista realça maestria dos choros e valsas elegantes de Paulinho da Viola

Mauro Ferreira

Paulinho da Viola sempre cultuou as tradições do choro - apreendidas inclusive pelo contato com seu pai, o violonista César Faria, integrante do conjunto Época de Ouro. Em 1976, ele reafirmou sua intimidade com o universo do choro ao dedicar sublime álbum instrumental ao gênero, Memórias Chorando. E, mesmo quando o compositor priorizou o samba, são raros os seus discos que não trouxeram pelo menos um choro feito para violão.

Marcia Taborda reúne 13 deles no CD Choros de Paulinho da Viola, produzido por Luciana Rabello. A rigor, o disco abrange valsas (como Lila, feita pelo compositor em homenagem à sua mulher) e choros. Violonista de grande proximidade com o gênero, autora de tese de doutorado sobre o surgimento do violão no Rio de Janeiro, Taborda realça com técnica exemplar a maestria da obra instrumental de Paulinho da Viola, tocada com rara delicadeza.

Mesmo em choros de formato mais tradicional, como Escapulindo, não se ouve o toque frenético do violão comumente usado para apresentar peças do gênero. Taborda segue por trilha mais calma e lírica - como já anuncia Itanhangá, a faixa que abre o disco.

O Dia

Artistas independentes reunidos em Niterói

por Beto Feitosa
foto: Emir Penna

Evento pretende arrecadar verba para reabertura de teatro histórico.

Um grupo de artistas independentes se reuniu em Niterói para anunciar a criação do projeto Nikitinatal 2005. Sem fins lucrativos, o evento vai acontecer no próximo dia 26 de novembro no Estádio do Caio Martins e pretende captar verbas para a reabertura do importante e histórico Teatro Leopoldo Fróes. O palco, no centro da cidade, já abriu espaço para shows do Projeto Pixinguinha e do Seis e Meia, levando para a cidade shows de vários artistas.

A principal atração da primeira edição do Nikitinatal é um grupo de artistas independentes que vai apresentar pocket-shows. Pelo palco montado no Estádio vão passar nomes conhecidos como os de Arthur Maia, Isabela Taviani, Lucina, Eliana Printes, Patrícia Marx e Rosa Marya Colin. Artistas da cidade também entram na festa pela reabertura do Teatro Leopoldo Fróes como Crikka Amorim, Marcos Assumpção, Zabatê e Juliana Martins. Um grupo cheio de gás de novos nomes da música brasileira junta forças aos colegas como Selma Gillet, João Pinheiro, Lucia Menezes, Klébi Nori entre outros.

A idéia da produtora Ana Condeixa de fazer o evento veio da dificuldade de conseguir apoio da prefeitura e da iniciativa privada para a reabertura do Teatro. "É a versão Araribóia do Criança Esperança", brinca Ana se referindo ao índio fundador e símbolo da cidade. "A idéia é trazer artistas novos", explica Patrícia Ferraz, responsável pela escolha dos nomes. "São pessoas que estão fazendo trabalhos interessantes, que a imprensa vem respaldando mas não conseguem fazer show em Niterói por falta de espaço. É uma força da galera que vale a pena ser ouvida", garante Patrícia.

Discutindo o espaço para os independentes, os artistas apresentam várias vias alternativas para quem quer mostrar seus trabalhos. Selma Gillet, que se apresenta nessa terça 8 de novembro no Centro Cultural Carioca, já tem público fiel que lota suas apresentações pela cidade. João Pinheiro canta em livrarias e espaços alternativos. Já Marcos Assumpção radicalizou e viajou pelo interior de carro divulgando seu disco. Como resultado fez vários shows e entrou na programação de dezenas de rádios sem pagar jabá.

Unindo forças, esses artistas pretendem reabrir esse importante espaço na cidade. O objetivo é transformar o Teatro Leopoldo Fróes em um palco aberto para novos nomes e artistas consagrados. O projeto social também pretende formar profissionais entre a comunidade carente da cidade, dando espaço para adolescentes assumirem cargos de produção como estagiários. O Nikitinatal é o primeiro passo para juntar música, cidadania e solidariedade.

NIKITINATAL 2005
Dia 26 de novembro
Show: 17horas
Vendas na Bilheteria do Caio Martins, das 15 às 17h de 2ª a sábado
R$ 30,00(inteira)
R$ 15,00(meia)para estudantes, idosos e todos que levarem 1kg de alimento não perecível)

Ziriguidum 

DVD mostra Francis Hime à vontade

Beto Feitosa

Documentário traz entrevistas e músicas do CD Brasil lua cheia

Dando uma nova vida para o álbum Brasil lua cheia, lançado em 2003, o compositor Francis Hime apresenta agora, dois anos depois, o DVD com um filme que traz os bastidores da gravação. As elegantes imagens dirigidas por Ricardo Nauemberg mostram as gravações de uma superprodução realizada no estúdio da gravadora Biscoito Fino.

Os números musicais não vão além dos clips gravados no estúdio. Não traz erros e nem curiosidades, em poucos momentos mostra o trabalho de elaboração dos arranjos e preparação dos músicos. As imagens mais ricas e curiosas aparecem nessas poucas cenas, como a que mostra Lenine conversando e ensaiando a letra de Corpo feliz, em que divide os vocais com Francis. Também registra o encontro do estrelar Coro da Amizade, que conta com as vozes de Leila Pinheiro, Moraes Moreira, Olivia Byington, Olivia Hime e outros para a faixa-título.

Mas a entrevista constrói, a partir de depoimentos, um documento de um dos grandes criadores da música brasileira em um de seus melhores momentos. A simpatia de Francis Hime ganha o espectador logo nos primeiros minutos, quando o maestro confessa o medo que sentiu em suas primeiras aulas de piano. Sincero e à vontade, Francis lembra que custou a aprender a gostar de se apresentar em shows. Hoje em dia já sabe ter prazer e até sente falta. "Mas não vou dizer que sou um Gilberto Gil", brinca

Além de Lenine, o DVD marca encontros de Francis Hime com Paulinho da Viola e Adriana Calcanhoto. A rica mistura de nomes mostra a diversidade da música de Francis que, nesse trabalho, apresenta parcerias com Joyce, Moraes Moreira, Cacaso, Vinicius de Moraes, Geraldo Carneiro, Olivia Hime e Paulo César Pinheiro.

No fim um documento sobre a produção de um dos trabalhos mais importantes de Francis Hime. Importante para registrar, para compor o acervo de imagens de um país com problemas de memória. O filme está aí, eternizando Brasil lua cheia. Para quem já conhece o trabalho, o CD ganha imagens. Para quem ainda não, mais uma oportunidade de ouvir um momento de grande felicidade artística.

Ziriguidum

Tributo ao Clube da Esquina traz gravações raras de Joyce e Alaíde

Mauro Ferreira

O selo Dubas Música, de Ronaldo Bastos, está lançando coletânea em tributo ao Clube da Esquina, o movimento fundado em Minas Gerais, no início dos anos 70, por compositores como Milton Nascimento e Lô Borges. Clube Moderno - Esquina do Mundo (capa à esquerda) reúne, claro, gravações de Milton (Clube da Esquina, Vera Cruz, Saídas e Bandeiras) e Lô (Calibre, Chuva na Montanha) entre registros de Elis Regina (Nada Será Como Antes) e Nana Caymmi (Clube da Esquina 2).

O Dia

Livro reúne canções de Chico Mário

Luiz Fernando Vianna - da Sucursal do Rio

 

Irmão de Henfil e Betinho, compositor é relembrado em edição de luxo 

Chico Mário foi o outro "irmão do Henfil". Foi ainda um grande violonista e compositor, morto aos 39 anos, em 1988, do mesmo mal que abateu os irmãos Henfil, cartunista, e Herbert de Souza, o Betinho, sociólogo: Aids contraída em transfusão de sangue.

Percebendo, há dois anos, que pouca gente conhece essa história, o pianista Marcos Souza resolveu reuni-la em um livro: "Francisco Mário - Vida e Obra", um livrão modelo luxo. "Eu me sinto feliz por estar registrando a obra completa dele, uma obra que só eu toco, praticamente. É um fardo grande. Agora, mais pessoas podem se interessar em tocá-la", anseia Souza, 35, que, pouco depois da morte do pai, lançou discos inéditos de Chico Mário e iniciou uma longa batalha pelo seu reconhecimento.

O livro traz partituras de 89 composições, transcritas de maneira simples, só acordes e cifras, para que qualquer violonista possa tocar -a exceção são as peças do disco "Dança do Mar", feitas para quarteto de cordas. Ainda traz uma cronologia, um perfil biográfico assinado pela viúva, Nivia Souza, e quatro CDs que reúnem todas as gravações de Chico Mário. Em cada CD, há dois dos oito discos que ele fez, sendo que "Tempo", o oitavo, estava até hoje inédito.

Instrumental
"Ficou um disco de voz e violão, com algumas participações. A idéia dele era ter mais músicos, mas não houve tempo. E eu resolvi deixar como está. É fácil perceber a diferença na voz em relação aos primeiros discos, pois ele já estava muito fraco", conta Souza. Nos dois discos iniciais de sua carreira, "Terra" (1979) e "Revolta dos Palhaços" (80), Chico Mário tocava e cantava, escrevendo as próprias letras ou dividindo parcerias com Aldir Blanc, Fernando Brant e outros.

Segundo o filho, foi em um show no México, depois de entusiasmar a platéia com um choro, que Chico Mário resolveu se dedicar à música instrumental. Fez "Conversa de Cordas, Couros, Palhetas e Metais" (83), "Pijama de Seda" (85) e "Retratos" (86).

Em dezembro de 1987, já muito doente, deixou o hospital para gravar três discos: "Dança do Mar", "Suíte Brasil" e "Tempo". Voltou ao hospital e morreu em 14 de março de 1988. "Muitas pessoas me dizem que acham as músicas dele melancólicas, tristes. Eu vejo que ele passou por várias vertentes e deixou uma obra diversificada, com composições arrebatadoras", diz Souza, lembrando que o pai ainda foi um dos pioneiros da música independente no país.

Souza também está envolvido em "3 Irmãos de Sangue", documentário de Ângela Patrícia Reiniger sobre Henfil, Betinho e Chico. O filme terá uma primeira exibição, para convidados, na quinta-feira, no cine Odeon BR, no Rio, e deverá entrar em circuito em março de 2006.

Francisco Mário - Vida e Obra
Organizador:
Marcos Souza Editora: Sesc Rio Som
Quanto: R$ 195 (224 págs. e quatro CDs);

*Instituições e bibliotecas podem encomendar pelo e-mail marcossouza@alternex.com.br

Folhailustrada

Dupla de violonistas Duofel apresenta CD
Folha Online

A dupla de violonistas Duofel faz em São Paulo o show de lançamento do CD "Precioso", que marca a estréia da gravadora Fine Music. As apresentações serão realizadas nos dias 11 e 12 de novembro, no teatro do Sesc Pompéia.

No show, Fernando Melo e Luiz Bueno tocam 13 músicas que fazem parte do novo CD. As canções, dizem, foram compostas para a cidade de Manaus e retratam os costumes da região.

Entre os instrumentos com os quais se apresentam estão um violão de 12 cordas, violão de nylon, violão tenor, viola de dez cordas e violão de seis cordas de aço.

A Fine Music foi criada recentemente pelos músicos Melo e Bueno. Além de gravadora, funciona também como editora e distribuidora de CDs.

Duofel - Teatro do Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, Pompéia, tel.: 11 3871-7700).
Quando: 11 e 12 de novembro, às 21h. Ing.: R$ 9 (matriculados), R$ 6 (comerciários) e R$ 4 (estudantes e aposentados).
Mônica Salmaso canta com orquestra

Folha Ilustrada

A cantora paulista Mônica Salmaso volta ao Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no dia 9 de novembro. Desta vez, a apresentação ocorre pelo programa Vozes do Brasil --com caráter beneficente, a renda do show revertida para a Associação Carpe Diem.

Além de Mônica, que se apresenta com direção musical do maestro e pianista Benjamin Taubkin, sobem ao palco ainda a Orquestra Popular de Câmara e a cantora maranhense Rita Ribeiro.

Na edição do ano passado, a Orquestra recebeu as cantoras Mônica Salmaso, Zélia Duncan, Jussara Silveira e Na Ozzetti. Este ano, a Orquestra convida Rita, que pela primeira vez divide o palco com Mônica.

Criada em 1997, a orquestra tem como base a associação de renomados instrumentistas, que produzem arranjos originais: Benjamim Taubkin (piano), Teco Cardoso (sax e flauta), Mané Silveira (sax e flauta), Caíto Marcondes (percussão), Guello (percussão), Ronen Altman (bandolim), Lulinha Alencar (acordeon), Ari Colares (percussão), Zezinho Pitoco (percussão), Sylvio Mazzucca Jr. (contrabaixo) e Dimos Goudaroulis (violoncelo).

Mônica Salmaso, cujo CD mais recente é "Iaiá", quarto álbum, se dedica à canção brasileira. Rita Ribeiro, que atualmente pesquisa os rituais religiosos do candomblé, coloca em seu trabalho ritmos e cantos da música popular regional.

ORQUESTRA, MÔNICA SALMASO E RITA RIBEIRO
Quando: 09/11 (quarta-feira), às 21h
Quanto: R$ 30; R$ 20 (usuário matriculado); R$ 10 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes) e R$ 15 (estudante com carteirinha, idoso e aposentado)
Onde: Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141. Tel.: 0/xx/11/5080-3000)

Folha online

A (Chico) César o que é de César

Mauro Ferreira

Nem parece que há um novo e bom disco de Chico César nas lojas. Estivéssemos em 1996, ano em que o compositor paraibano tinha músicas disputadas pelas principais cantoras brasileiras, o lançamento do CD De Uns Tempos pra Cá teria sido recebido com mais barulho pela crítica especializada. Primeiro trabalho de Chico na Biscoito Fino, o álbum foi co-produzido por Lenine e gravado com o Quinteto da Paraíba. Mais do que o próprio Lenine, Chico César é o mais inspirado dos compositores projetados nos anos 90. Mas, passado o entusiasmo inicial de público e crítica com sua obra, o trabalho de Chico foi desaparecendo progressivamente da mídia nacional e sendo consumido por platéias cada vez menores - fato atestado pela magra tiragem inicial de duas mil cópias de seu sexto disco.

O Dia

Vercilo entra na 'Casa da Bossa'

Mauro Ferreira

Jorge Vercilo (acima,  em foto de Leonardo Aversa) é um dos 18 artistas que gravaram músicas de Tom Jobim para o CD e DVD Casa da Bossa. A gravação aconteceu em Canela (RS) durante a Festa Nacional da Música. O projeto é da gravadora Universal - que já lançou em 1997 um CD intitulado Casa da Bossa ao Vivo, no embalo do sucesso da série Casa de Samba - e traz no elenco, além de Vercilo, nomes como Luciana Mello, Pedro Mariano, Leny Andrade, Orlando Morais (intérprete de Por Causa de Você), Negra Li, Lenine, Fernanda Porto e a dupla Sandy & Junior. A produção é de Otávio Moraes.

O Dia

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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