Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
MPB-4 faz shows intimistas para inaugurar programação do Havana Club

por Adriana Del Ré

O Hotel Renaissance São Paulo abre em seu bar Havana Club uma programação voltada para a música brasileira. A agenda seguirá o seguinte cronograma: as segundas e terças serão reservadas para uma nova geração de músicos e intérpretes paulistanos, enquanto nomes já consagrados encontrarão espaço cativo de quarta a sexta-feira. Para estrear a agenda de shows, foi convidado o grupo MPB-4, que faz curta temporada no local até sexta.

Um dos símbolos importantes na história da música brasileira, o MPB-4 (formado por Miltinho, Aquiles, Magro e Dalmo, que desde o ano passado, está no grupo no lugar de Ruy) fará uma retrospectiva dos 40 anos de carreira, assinalando no repertório os sucessos na voz do quarteto, além de uma homenagem ao maestro Tom Jobim. "Temos um disco consagrado, o Cicatrizes, que relançamos no ano passado, e traz músicas de sucessos", antecipa Miltinho.

No set list, ainda estão Roda Viva e Yolanda, entre outras. "Fazemos d ois tipos de shows: um com banda e um só com o MPB-4. Neste show no Havana, estaremos só os quatro, num formato acústico", acrescenta ele. "Será uma apresentação mais intimista, mais apropriado para o espaço." Em dezembro, o grupo planeja gravar um CD e DVD ao vivo, em homenagem aos 40 anos de carreira, com participação de convidados.

MPB-4. Hotel Renaissance/Havana Club (150 lug.). Al. Santos, 2.233, Cerqueira César, 3069-2626. Hoje e amanhã, às 22 horas. R$ 70
 
O Estado de S. Paulo

Em novos tempos, o Duofel cria a própria gravadora, editora e distribuidora, Fine Music, que oferece em seu site todas as opções de download e venda

Divulgação

O que é Fine Music? Fine Music, do inglês fine.. alta qualidade, o Duofel passa administrar sua obra levando seu conceito de modernidade para sua organização geral, abrangendo a cadeia produtivo que envolve sua música, desde a criação, composição até a distribuição final de seus produtos comerciáveis usando recursos tecnológicos avançados.

É muito mais que gravadora, editora e distribuidora exclusiva, um novo conceito de relacionamento direto com os admiradores de sua música onde o artista e o publico. O lançamento do CD "Precioso", pela Fine Music consolida o trabalho diferenciado do Duofel na música brasileira. O lançamento do CD "Precioso" será nos próximos dias 11 e 12 novembro no SESC Pompéia.

Music News

Chico César lança CD em nova gravadora

por Dafne Sampaio

O paraibano Chico César vem trabalhando regular e silenciosamente nos últimos três anos. Após o lançamento de Respeitem meus cabelos, brancos (MZA, 2002), que contou com participações de Chico Buarque e Carlinhos Brown, o compositor de "Mama África" se voltou para projetos menores, mais pessoais. Lançou um selo, o Chita Discos, e por ele soltou no mercado dois trabalhos infantis, Amídalas e Marias do Brasil, ambos de 2004.

Também por ele lançou no primeiro semestre de 2005 o primeiro CD de uma série chamada Compacto e simples, com apenas duas músicas.

Silenciosamente, Chico César mudou de gravadora e lança agora De uns tempos pra cá, seu primeiro trabalho na carioca Biscoito Fino.

Acompanhado em quase todas as faixas do Quinteto de Cordas da Paraíba, e com arranjos assinados por Nelson Ayres e Ruriá Duprat (filho do grande Rogério Duprat), o novo trabalho de Chico César é radicalmente diferente de seu anterior.

Saem os beats, as mis turas, os muitos ritmos e gêneros. Toma força a canção que, numa roupagem camerística, equilibra-se entre o erudito e o popular instrumental.

No mais é um disco quase estritamente autoral, pois Chico César assina sozinho 8 das 12 faixas do disco.

Das restantes, duas são regravações - "Cálice" (Gilberto Gil e Chico Buarque) e "A nível de" (João Bosco e Aldir Blanc) -, uma é parceria com o violonista Chico Pinheiro ("Uma valsa para três") e a outra é versão em português de "Les feuilles mortes" (Joseph Kosma e Jacques Prevert).

Além do Quinteto da Paraíba, Nelson Ayres e Ruriá, o disco ainda conta com as presenças de Proveta, Mário Manga, Guilherme Kastrup, Simone Julian, Escurinho e François de Lima, entre outros.

Destaque para a participação de Elba Ramalho e Pedro Osmar (Jaguaribe Carne) em "Por causa de um ingresso de um festival matou roqueira de 15 anos".

Gafieiras

Mais um ano com Chico Buarque

Divulgação

Fred Rossi, criador e produtor do livro-agenda Anotações com Arte, rendeu-se aos apelos do mercado e está relançando para 2006, a edição que neste ano homenageou Chico Buarque, celebrando os 60 anos do artista. A bem-sucedida idéia, um livro com a função agenda, teve como seu primeiro personagem em 2003 o poeta Vinícius de Moraes, de quem Fred Rossi foi empresário.

Além de fotos, curiosidades e ilustrações, os textos do ator e jornalista Oswaldo Mendes contam episódios da vida e obra de Chico Buarque, acompanhando cada semana com os momentos significativos da vida do homenageado.

Chico, que aprovou a primeira edição de Anotações com Arte sobre Vinícius, abriu seu acervo de fotos e registros pessoais da sua carreira para Fred Rossi, que conta ainda nas pesquisas com a colaboração da família, em especial da cantora Miúcha.

A edição 2006 sofrerá apenas ajustes de calendário, para melhor atender à sua função agenda. O projeto gráfico, c om direção de criação de Marcelo Marino Bicudo e Renato de Almeida Prado, continua aos cuidados da Epigram, escritório de comunicação com prêmios nacionais e internacionais.

A Fred Rossi Eventos e Produções já negocia com distribuidores a colocação de Anotações com Arte em um número maior de pontos de venda de todo o País. As reservas podem ser feitas diretamente por e-mail: anotacoescomarte@fredrossi.com.br ou pelo telefone (11) 3085-0533.

Music News

João Donato revê obra em primeiro DVD

por Beto Feitosa
fotos: Beti Niemeyer

Clássico formato com sucessos e convidados celebra repertório rico e plural

João Donato não é um artista qualquer. De melodias marcantes e harmonias ricas, o compositor e pianista lança seu primeiro DVD. A camisa florida em noite de gala é apenas uma gaiatice.

Em um excelente momento da carreira Donato sente-se em casa e, à frente de seu inconfundível piano, comanda a banda que relembra algumas de suas grandes composições. Gravado em pleno verão de 2005, o DVD chega ao mercado via Biscoito Fino.

Assim como na maioria dos projetos de DVDs que revisitam carreiras, Donato recebe convidados. Mas nesse caso o lugar-comum é feito para se comemorar. Pelo palco do Espaço Cultural Sérgio Porto passaram Gilberto Gil, Leila Pinheiro, Joyce, Emílio Santiago, Ângela Ro Ro, Marcelo D2 e Marcelo Da Lua.

Donatural se torna essencial quando celebra uma obra riquíssima e necessária.

A variedade de estilos dos convidados reflete uma música de um autor que é identificado com a bossa nova, mas tem um repertório livre e plural, com sambas, boleros e até hip hop.

A inesperada dobradinha com Marcelo D2 em Balança comprova o suingue moderno do compositor. Pouco antes Donato divide com o DJ Marcelinho da Lua sua Lá fora e, sozinho com a banda, apresenta os quebrados de A rã, um de seus maiores sucessos.

A banda, comandada pelo piano de Donato, também reflete essa diversidade. Ao lado de Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixo), Sidinho (percussão), Ricardo Pontes (sax) e Jessé Sadoc (trompete), está o teclado com as intervenções eletrônicas de Donatinho, filho do compositor.

A primeira convidada a pisar no palco é Joyce. Do CD que gravou com Donato em 2000 para o mercado japonês, ela canta Sambou, sambou e E vamos lá. Quem também repete o tributo é Emílio Santiago. O cantor gravou um excelente álbum inteiro ao lado de Donato, e comparece com Vento no canavial.

Leila Pinheiro, perfeita como de costume, canta Até quem sabe e leva seu piano para fazer E muito mais ao lado do compositor. O parceiro Gilberto Gil canta duas dobradinhas suas com Donato. Sentado ao piano ao lado do anfitrião mostra A paz para, em seguida, balançar na clássica Bananeira.

Ainda na praia das músicas mais populares, Ângela Rô Rô volta com propriedade a um de seus maiores sucessos, Simples carinho, de Donato e Abel Silva. Sua ótima interpretação arranca elogio do autor: "Ela canta como ninguém consegue. Eu tento às vezes, mas vou desistir. Como Ângela não dá certo, só ela sabe", endossa.

Mesmo quando é convencional no formato, a música de João Donato tem um brilho ímpar. A difícil tarefa de escolher repertório entre sua rica produção é compensada pelo resultado final, quando qualquer seleção será bem feita. Donatural traz imagens de grande valor de um dos maiores nomes não só da bossa nova como da música brasileira.

Lançamento de DVD DONATURAL – JOÃO DONATO AO VIVO
28 e 29 de Outubro (Sexta e Sábado), às 20h - Teatro Rival
Rua Álvaro Alvim, 33 / 37 – Cinelândia Rio de Janeiro– tel.: (21) 2249-4469
Ingressos: entre R$ 30,00 e R$ 16,00
participações especiais: Leila Pinheiro (sexta) e Marcelinho Da Lua (sábado)

Ziriguidum

Wave - Dubas Música

Divulgação

A natureza exuberante do litoral brasileiro tem encantado compositores de várias gerações. Wave é uma seleção de canções inspiradas pelo mar, em interpretações impecáveis de mestres da música brasileira moderna. Deixe-se levar pelas canções que vem do mar. O CD tem um repertório bem elaborado e é interpretado por grandes nomes da música brasileira como: Joyce, Caetano Veloso, Luiz Melodia, Chico Buarque, Jussara Silveira, Edu Lobo entre muitos outros.

Music News

Novo single de Vanessa da Mata é sucesso

Divulgação

Vanessa da Mata emplaca o quarto single do CD "Essa Boneca Tem Manual". "Ai ai ai", de composição da própria e de Liminha, ganhou cinco remixes e já é uma das mais tocadas em todo o Brasil, ocupando a segunda colocação no Rio de Janeiro e entrando no TOP 10 de Porto Alegre e Curitiba, além de estar no décimo segundo lugar em São Paulo e décimo terceiro em Belo Horizonte. Os remixes de "Ai ai ai" são os seguintes: "Ai Ai Ai" (BeatMasters Na Estrada Remix) - ElectroHouse (galera do Drumagick), "Ai Ai Ai" (Beatmasters Na Estrada Edit) - Electrohouse, "Ai Ai Ai" (Deeplick Radio Remix) - House, "Ai Ai Ai" (Deeplick Club Remix) - House e "Ai Ai Ai" ( Apavoramento Remix).

Music News

Raphael Rabello é lembrado em documentário e tem LP editado em CD

Antonio Carlos Miguel

Morto há dez anos, o violonista Raphael Rabello é tema de documentário dirigido por Monica Ramalho (também roteirista do projeto e que prepara uma biografia do músico) e Lara Velho que será exibido neste sábado pelo Canal Brasil no programa “Luz, câmera, canção”.

Um disco do instrumentista, “Lamentos do morro”, de 1988 e que estava inédito em CD, também ganhou edição pela Acari Records, gravadora que tem entre seus sócios a irmã de Raphael, a cavaquinista Luciana Rabello.

O Globo

Cezar Mendes assina um monte de arranjos no novo álbum de Marisa

Mauro Ferreira

Mais uma notícia sobre o sigiloso álbum duplo gravado por Marisa Monte (foto à esquerda) para ser lançado no primeiro semestre de 2006: o compositor e violonista Cezar Mendes, que já havia colaborado no CD dos Tribalistas, assina a maioria dos arranjos do novo disco, que tem faixas produzidas por Mario Caldato Jr. (responsável também pela produção do quarto CD solo de Marcelo D2, em fase de finalização).

Mendes é parceiro de Caetano no samba Tiranizar, oferecido a Marisa para o álbum, mas gravado por Leila Pinheiro em seu recente Nos Horizontes do Mundo.

Como já noticiado, o sexto disco solo de Marisa - o primeiro desde Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000) - será duplo. Um CD terá sambas de compositores da Velha Guarda da Portela, como Jair do Cavaquinho. O outro reunirá parcerias da compositora com nomes como Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Seu Jorge.

Fontes extra-oficiais sustentam que Adriana Calcanhotto fez uma letra para o disco - o que não chega a ser uma surpresa, pois Calcanhotto atualmente é empresariada por Leonardo Netto, que já trabalha há anos com Marisa. Mas confirmada mesmo está a parceria inaugural de Marisa e Arnaldo Antunes com Paulinho da Viola, que deu uma melodia para que a dupla tribalista faça os versos.

O Dia

Leila Pinheiro no SESC Pompéia dias 5 e 6 de novembro

Lucia Rodrigues

A voz pura, sem disfarce, cristalina e densa, forte e suave que, a capela, seqüestra a poesia de Paulinho da Viola e, segundos depois, a devolve à melodia sutilmente delineada pelo piano, inaugura a audição de "Nos Horizontes do Mundo" com uma clareza incontestável: é uma obra nascida do essencial. A começar pelo título, "Nos Horizontes do Mundo", o 120 disco de Leila Pinheiro, é uma obra plural.

Plural visitado na escolha das 16 canções - 11 inéditas, dos mais de 20 compositores, dos 40 músicos, das múltiplas sonoridades. Plural aqui singularizado pelo movimento essencial da vida de Leila: a contemplação dos horizontes a partir do piano, seu instrumento gêmino da voz, que mapeou o percurso de todas as canções do CD.

Music News

Tom Jobim, Mangueira e teatro são os temas da nova caixa de DVDs de Chico

Mauro Ferreira

Tem mais samba: a EMI está pondo nas lojas, nos próximos dias, a segunda caixa de DVDs da série Chico Buarque Especial, dirigida por Roberto de Oliveira para o canal DirecTV. A nova coleção inclui os programas Anos Dourados (sobre as parcerias do compositor com Tom Jobim), Estação Derradeira (sobre a relação afetiva do artista com a escola de samba carioca Mangueira) e Bastidores (sobre a obra teatral do artista).

Gravado no Rio de Janeiro, Anos Dourados flagra Chico numa caminhada pelo Jardim Botânico na qual recorda sua vivência com Tom Jobim, seu parceiro em obras-primas como Retrato em Branco e Preto, Sabiá, Anos Dourados e Piano na Mangueira, entre outras. Bolero lançado em 1986, inicialmente sem a letra de Chico, Anos Dourados é ouvido no quarto especial da série na voz de Caetano Veloso.

Também gravado no Rio, o quinto programa, Estação Derradeira, traz imagens raras de Cartola e Nelson Cavaquinho, compositores ligados à agremiação verde-e-rosa. Entre os takes inéditos, há o encontro de Chico com a Velha Guarda da Mangueira, registrado este ano na casa Estrela da Lapa.

Na Lapa, aliás, o compositor recorda Cartola, de quem canta Sala de Recepção. O autor de Estação Derradeira - vale lembrar - foi homenageado pela escola no Carnaval de 1998 com o enredo Chico Buarque de Mangueira. O especial reúne números musicais de Alcione, Beth Carvalho, Jamelão João Nogueira e Leci Brandão, entre outros.

Já o sexto episódio, Bastidores, traz algumas cenas filmadas em Nancy, na França, e apresenta trechos de peças como Roda-Viva (encenada em 1968 e tida como um marco da resistência teatral ao regime militar instaurado no Brasil quatro anos antes) e Gota d'Água (a célebre adaptação de Medéia para o universo dos morros cariocas, estrelada por Bibi Ferreira entre 1975 e 1980).

É neste especial sobre textos e canções teatrais que o compositor revive suas músicas feitas com Edu Lobo (Na Carreira, Beatriz, Valsa Brasileira) - o fiel parceiro de Chico na sua obra cênica desde a composição dos temas para a montagem original do balé O Grande Circo Místico, em 1983.

Mais tarde, provavelmente já em 2006, a EMI lançará a terceira caixa da série Chico Buarque, com mais três DVDs. O próximo box trará os episódios Romance (sobre a faceta amorosa da obra do compositor), O Futebol (sobre a paixão do artista pelo esporte) e Uma Palavra (sobre sua obra literária).

O Dia

Lançamento CD Vinicius

Julio Moura

Trilha do filme de Miguel Faria Jr. traz Chico, Caetano, Bethânia, Gil, Francis, Edu, Zeca Pagodinho, Mônica Salmaso, entre outros. Em seu depoimento no filme "Vinicius", o poeta Ferreira Gullar diz que Vinicius de Moraes ensinou o Brasil a ser feliz. De fato, são muitas as gerações que reconheceram no poeta a alegria permanente que a música, sobretudo quando acompanhada pela lírica de Vinicius, tem sido capaz de proporcionar aos brasileiros.

A trilha sonora do filme - lançamento Biscoito Fino - retrata exatamente esta capacidade de perpertuar-se que, como poucas, caracteriza a obra de Vinicius. Gravada especialmente para o documentário dirigido por Miguel Faria Jr., a trilha reúne parceiros canônicos - Carlos Lyra, Chico Buarque, Francis Hime, Toquinho, Edu Lobo - a artistas que despertaram para a música a partir do contato com a poesia de Vinicius, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Olivia Byington, até aqueles qu e surgiram depois da morte do poeta - Zeca Pagodinho, Adriana Calcanhotto e os novos Renato Braz, Mônica Salmaso, Yamandú Costa, Sérgio Cassiano, Martin'alia, a neta Mariana de Moraes.

O álbum, como o filme, abre na crônica de Rubem Braga, narrada por Ricardo Blat, sobre a chegada da Primavera de 1980, a primeira desde 1913 sem a presença física de Vinicius. Presença que, para além da herança artística, se materializa como nome de rua, onde trafega o doce balanço das belas moças que o poeta não cansava de decantar. Em seguida, uma de suas mais emblemáticas canções, em parceria com Antonio Carlos Jobim, cujo título se compara à própria falta que Vinicius faz: "Se todos fossem iguais a você", na voz de Renato Braz - que também canta "Por toda a minha vida".

Music News

Trilha de 'Vinicius' enfatiza, reverente, a beleza atemporal da obra do Poetinha
Mauro Ferreira

Até Zeca Pagodinho deixou em casa a habitual irreverência e cantou Vinicius como se saudasse um mestre. O samba Pra que Chorar na interpretação de Zeca é um dos destaques do CD Vinicius, que traz a trilha do homônimo documentário de Miguel Faria Jr. sobre o Poetinha.

O filme entra em circuito nacional em novembro, mas sua trilha é do tipo que tem vida própria longe da tela. A seleção de poemas e músicas de Vinicius enfatiza a beleza atemporal da obra musical do artista sem as invencionices que às vezes prejudicam tributos dessa natureza.

São 28 números, entre textos (ditos sem afetação pelos atores Ricardo Blat e Camila Morgado), poemas (como Pátria Minha, recitado por Ferreira Gullar) e regravações das principais músicas de Vinicius. São canções já exaustivamente cantadas desde os anos 60, mas há frescor na trilha.

O Dia

As Damas do Hermínio traz edições especiais de Dalva, Elizeth e Clementina

 

 

Comemorando os 70 anos de vida de Hermínio Bello de Carvalho, a EMI Music lança três álbuns históricos produzidos por esse verdadeiro desbravador de estrelas.

Hermínio, que é poeta, que é cronista, que é escritor, que é promotor, que é produtor, que é roteirista, que é letrista, que é tantos e, em sendo tantos, é único. Em Clementina, em Dalva, em Elizete deixamos que sua presença demonstre que a vida não é só isso que se tem. É um pouco mais...

A EMI presta esta pequena homenagem para registrar suas sete insistentes décadas na resistência da cultura e da arte popular. Os três álbuns chegam em edições especiais, com letras encartadas e textos.

São eles: Clementina de Jesus - Marinheiro Só, Dalva de Oliveira - Dalva e Elizeth Cardoso - Elizete sobe o morro. Confira abaixo as faixas das edições especiais As Damas do Hermínio:

Clementina de Jesus
Marinheiro Só

1 MARINHEIRO SÓ 2 NA LINHA DO MAR 3 MADRUGADA 4 SAI DE BAIXO  5 TARATÁ 6 ESSA NEGA PEDE MAIS 7 MORO NA ROÇA 8 Pout-Pourri CINCO CANTOS RELIGIOSOS 9 Pout- Pourri MARINHEIRO SÓ

Dalva de Oliveira
Dalva

1 AVE MARIA DO MORRO 2 OLHOS VERDES 3 A BAHIA TE ESPERA 4 A GRANDE VERDADE 5 QUE SERÁ? 6 VELHOS TEMPOS 7 BOM DIA 8 YIRA...YIRA 9 ESTRELA DO MAR 10 TUDO ACABADO 11 DOIS CORAÇÕES 12 MENTIRA DE AMOR 13 SEGREDO 14 HINO DO AMOR 15 PASTORINHAS 16 ZUM ZUM 17 ESTÃO VOLTANDO 18 AS FLORES 19 MINUETO 20 RANCHO DA PRAÇA ONZE
21 BANDEIRA BRANCA 

Elizeth Cardoso
Elizete sobe o morro

1 VOU PARTIR 2 MALVADEZ DURÃO 3 FOLHAS NO AR 4 PECADORA 5 ROSA DE OURO 6 A FLOR E O ESPINHO 7 MINHAS MADRUGADAS 8 ÁGUAS DO RIO (SÓ ME RESTA SAUDADE) 9 SIM 10 MEU VIVER 11 ELE DEIXOU 12 LUZ NEGRA

EMI

O vôo de Hamilton de Holanda

Daniel Brazil

A esta altura do século, ninguém duvida que uma geração de jovens músicos está redesenhando a música instrumental brasileira, tendo como base o choro, nosso maior gênero instrumental.

Esta afirmação seria correta se não estivéssemos num país onde a mídia prefere dar atenção a um medíocre grupo londrino anunciado anteontem, e que desaparecerá amanhã entre centenas de iguais. Aqui, o óbvio precisa ser descoberto e proclamado todos os dias. Algo assim como um chorão faz todas as noites, ao tocar Lamentos do Pixinguinha no boteco, para os jovens fregueses que entram ali pela primeira vez.

Para felicidade da nação amante da boa música, alguns nomes furaram o bloqueio mental das rádios, emissoras de TV e jornalões e atingiram um público maior. Não são veteranos comemorando bodas de ouro ou prata, mas jovens impetuosos como Yamandu Costa, o mais brilhante 7 cordas desde Rafael Rabello, ou discretos como Danilo Brito, o bandolinista vencedor do último Prêmio Visa Instrumental, em 2003.

Um outro bandolinista, surgido em Brasília, tem polarizado a atenção dos adeptos da música de invenção. Hamilton de Holanda, primeiramente com o irmão no Dois de Ouro, depois em carreira solo, pontuada por encontros com músicos do calibre de Marco Pereira, com quem gravou o CD Luz das Cordas.

Hamilton destacou-se, recebeu aplausos e prêmios, ganhou bolsa para estudar na França. Participou de festivais internacionais, tocou com músicos de diversas nacionalidades, abriu seu leque de influências. E voltou tocando muito. E topou o desafio de gravar um disco ao vivo, sem truques, só com o seu bandolim de 10 cordas.

Gravado em dois dias, no Rio de Janeiro, o disco é um assombro. Primeiro, pelo fato de que nunca neste país um bandolinista tinha encarado um palco sozinho, sem nenhum grupo de apoio. Segundo, porque seu virtuosismo esparrama-se em cada faixa como um tsunami contra o qual não adianta espernear.

Hamilton alterna clássicos inesperados, como Disparada ou No Rancho Fundo, pescados fora das redes habituais do choro, com músicas próprias que vão do virtuosismo contrapontístico de Pedra Sabão até o lirismo de Flor da Vida. Soa provocante na faixa que dá nome ao disco, 01 Byte 10 Cordas, e sugere proximidade com o universo musical de Yamandu Costa ao regravar Adios Noniño, de Piazzolla, aqui com a única participação especial do disco, o gaitista Gabriel Grossi.

Esta pepita, lançada pela Biscoito Fino com uma capa de atitude roqueira, está destinada a figurar como um marco da música instrumental contemporânea. É o desafio de um jovem músico que ignora as cansadas guitarras distorcidas e abraça a tradição "bandoleira" com a gana de quem quer mudar o rumo das coisas através de uma nova música, sem perder as referências históricas.

Estão lá Pixinguinha, Ary Barroso e Lamartine para confirmar. E está lá, em texto do próprio Hamilton, a referência ao baiano Armandinho, outro que ousou dar o salto além da tradição.

01 Byte 10 Cordas, apesar do nome esquisito, é um disco essencial. Que sirva de inspiração para que muitos garotos corram atrás de partituras de choro e de bandolins. Em música, heróis são sempre necessários.

Revista Música Brasileira

Filho acha disco inédito do auge de Simonal

Ronaldo Evangelista


Alertado por fã que conseguiu músicas por programa de troca na internet, Max de Castro, filho do músico, quer relançar "Mexico '70"

Houve um período na história da música brasileira em que Wilson Simonal era o maior cantor do país. Não apenas em popularidade mas também pela qualidade e originalidade de sua música. Entre meados de 1967 e meados de 1970, o único cantor brasileiro que podia se dizer páreo para ele era, no máximo, Roberto Carlos, que já estava em processo de se tornar um cantor "sério".

E foi exatamente nesse momento, no auge, em 1970, que Simonal gravou um disco sempre excluído de todas as suas discografias, que acaba de ser redescoberto por seu filho, Max de Castro, 35 anos depois. O tal disco, chamado "Mexico '70", foi lançado no país e ano que lhe dão título e nunca chegou ao mercado brasileiro -nem sua gravadora por aqui sabia de sua existência.

Max, também músico e cantor, foi um dos responsáveis pela caixa lançada no ano passado com a reedição de todos os discos lançados por Simonal na gravadora Odeon, entre 1961 e 1971. Assim, teve acesso aos tapes e fichas técnicas de todas as gravações feitas nesse período por Simonal no Brasil -e lá não havia nenhum registro do tal disco mexicano.

Pirataria do bem
A descoberta aconteceu por acaso, através de um fã que conseguiu a raridade em um programa de troca de músicas na internet e entrou em contato com Max. Coisas de um mundo globalizado. É a "pirataria do bem", colocada a serviço da preservação da nossa memória musical.

Max conta mais detalhes: "Há uns dois meses recebi um e-mail de uma pessoa me perguntando por que o "disco do México", que ele havia baixado na internet, não tinha saído na caixa com os discos do Simonal na Odeon. Nós sabíamos da existência de um disco gravado no México em 1975, então eu expliquei que o disco já pertencia a outra gravadora e estaria provavelmente em uma próxima caixa. Essa pessoa me mandou, então, uma imagem da capa do disco. Quando vi a lista das músicas, percebi que era outro álbum, que eu nunca tinha visto nem ouvido nem sabia que existia!".

O susto foi ainda maior ao perceber que era uma gravação inédita no Brasil da fase mais inspirada do cantor. Quando o ano de 1970 começou, Simonal estava pegando fogo. Vinha do sucesso da série de discos "Alegria, Alegria", da alta rotatividade do compacto com "País Tropical" e de um famoso show no Maracanãzinho em que havia "regido" sozinho 30 mil pessoas.

A Shell, patrocinadora da seleção brasileira de futebol, que, naquele ano, com Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson e Carlos Alberto, ganharia o tricampeonato mundial no México, ofereceu a Simonal um contrato milionário sem precedentes. A idéia era associar a imagem de sucesso do cantor à seleção e levá-lo para cantar no país onde seriam disputados os jogos.

E foi por lá mesmo que provavelmente aconteceu a maior parte das gravações do álbum. Das 12 faixas do LP, quatro foram gravadas e chegaram a ser lançadas por aqui, em um compacto duplo. Outra foi lado B de um compacto simples. As outras sete permanecem inéditas em qualquer formato no Brasil.

No fim de 1970, Simonal lançaria seu penúltimo disco pela Odeon, "Simonal" (também conhecido como "Simona"), já entrando em uma fase diferente, mais "adulta", deixando um pouco de lado seu espírito mais zombeteiro para fazer música tão boa quanto antes, mas com menos humor.

O que pode indicar que "Mexico '70" pode ser o último registro do Simonal que entrou para a história: malandro, cheio de si, "pilantra", sempre tirando sarro da sisudez da música brasileira mais "séria".

Segundo Max, a idéia agora é planejar e tentar um relançamento do disco em CD -inclusive em outros países, nos EUA, na Europa. Com acompanhamento do Som Três (do pianista Cesar Camargo Mariano), o disco tem clima internacional, misturando sua famosa "pilantragem" (um cruzamento de soul-jazz, samba e o pop festeiro internacional de Chris Montez que era a marca registrada de Simonal) com interpretações de canções americanas e até uma em italiano.

Mas antes é preciso localizar os tapes com as masters das gravações ou, pelo menos, conseguir uma cópia do LP original. "Agora a gente está na batalha pelo disco. Caso a gente não ache os tapes, pelo menos podemos tirar do LP. Apesar da qualidade ser inferior, às vezes é impossível achar as fitas originais", lembra Max.

Folha Ilustrada

Sesc Santana traz shows de volta à ZN

Rodrigo de Araujo

Localizado num ponto de fácil acesso e de fluxo entre diversos bairros da Zona Norte, a cinco minutos do metrô Jardim São Paulo, será inaugurado no dia 22 de outubro, o SESC Santana.

Um novo espaço importantíssimo para a região Norte de São Paulo, que desde os anos 80 não produz shows de importantes nomes da música com freqüência, época das diversas danceterias próximas à Av. Cruzeiro do Sul, ou mesmo dos clubes da região que levavam bandas como Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, RPM, entre tantos outros, para se apresentarem nesses bairros.

Ainda nessa época, o Auditório Elis Regina e mesmo as instalações do Anhembi eram palcos de grandes shows de MPB e até de pop/ rock internacional. Por lá estiveram Siouxie And Banshees, Nina Hagen, Echo, P.I.L., além dos nacionais Plebe Rude, Ira!, Gueto, Scowa e a Máfia, e muitos outros.

Por duas décadas, a Zona Norte ficou limitada, de uma forma generalizada, a casas de pagode, sertanejo e até mesmo de bandas “covers” em bares que lotam a mesma Av. Dumont Villares, onde o SESC promete integrar os carentes moradores da ZN, aos shows, exposições e atividades culturais que normalmente seus moradores precisam procurar em outras localidades.

Nessa segunda, dia 10 de outubro, o SESC abriu suas portas para a imprensa, para apresentar sua proposta e suas acomodações. O diretor Danilo Santos de Miranda, apontou a história do bairro de Santana, a tradição das escolas de samba vizinhas, a música “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa (“...moro em Jaçanã! “) para apresentar o show de  abertura, do próximo dia 22 de outubro: a cantora Beth Carvalho.

Em contrapartida, seu programador musical, Ricardo Ribeiro, confirmou que a programação musical do SESC Santana ainda nem está fechada para esse final de 2005 e que ele vai procurar agradar a todos os públicos, mantendo a função educativa da instituição, trazendo novidades, discutindo temas. “Para quem gosta de rock, vai ter rock também”, exemplificou.

Vamos torcer para que esse novo espaço fique realmente aberto a todas nossas manifestações artísticas e culturais para que se reinicie uma nova opção dessa comunidade que não é formada apenas por sambistas ou fãs da tradicional MPB. Mas temos que fazer nossa parte e também prestigiar!

Revista Dynamite

Moraes mistura rap, beats eletrônicos e ritmos nordestinos em grande disco

Mauro Ferreira

Resenha de disco
Título: De Repente
Artista: Moraes Moreira
Gravadora: Rob Digital
Cotação: * * * *

Como bem lembra Zeca Baleiro em texto escrito para apresentar este novo CD de Moraes Moreira, o velho baiano andou fazendo nos anos 90 salutares experiências rítmicas em grandes discos que não tiveram a merecida repercussão comercial. O Brasil Tem Con&erto (álbum de 1994 em que Moraes usou texturas eruditas) e Estados (1996) são dois destes grandes álbuns, lembra o colunista.

A essa discografia digna, gravada sem concessões à banalidade da axé music, o cantor acrescenta outro esplêndido título, De Repente, trabalho em que adere ao rap e aos beats eletrônicos sem prejuízo da efervescência dos ritmos nordestinos - não fossem o repente e a embolada tios-avós do discurso falado do hip hop...

A qualidade do repertório e a maestria das fusões põem o disco entre os melhores do cantor. A começar por Baião D2, obra-prima que reverencia o rapper Marcelo D2 e traz vocalises de Ivete Sangalo.

Outro destaque é Palavra de Poeta. Trata-se da mesma Palavra gravada por Maria Bethânia em 1990 no disco 25 anos, mas Moraes inseriu versos que citam escritores e poetas no compasso do rap. E temperou o refrão com um molho que fica entre o maracatu e o samba-reggae. Irresistível!

As fusões dão o tom do CD. Povo Brasileiro mistura frevo com rap. O mesmo frevo da folia pernambucana ganha levada típica do trio elétrico baiano em Quem Tem Suingue, futuro hit carnavalesco na previsão do próprio autor.

Há ainda o Rap da República - com versos engajados que historiam os fatos políticos mais marcantes da recente cena brasiliense - e uma canção de amor, Pra Vida Inteira, de caráter mais banal. Moraes já pisou com mais firmeza no terreno romântico...

Para quem já lançou um disco chamado 500 Sambas, nada mais justo do que reverenciar o ritmo carioca em Na Glória do Samba, faixa que tem citação inteligente do clássico tema Na Glória. Enfim, Moraes Moreira completa três décadas de carreira solo em grande forma. De repente, na surdina, fez um dos grandes discos de 2005 - moderno, mas sem nunca soar modernoso.

O Dia

Olivia Hime reedita CD 'O Fio da Meada' com parceria rara de Chico e Francis

Mauro Ferreira

A Biscoito Fino está reeditando o disco O Fio da Meada (capa à esquerda) - gravado em 1985 por Olivia Hime e lançado originalmente pela Som Livre, com versão em italiano de Trocando em Miúdos, intitulada Dividersi I Resti na letra escrita por Sergio Bardotti, compositor que já havia trabalhado na Itália com Chico Buarque (parceiro de Francis Hime na música) entre 1969 e 1970.

Aliás, o repertório destaca outra parceria de Chico com Francis, a pouco conhecida Maravilha, faixa que trazia o violão luxuoso de Raphael Rabello. Dori Caymmi participa do disco, fazendo dueto com Olivia em duas composições de seu pai, Dorival (Requebre que Eu Dou um Doce e Vestido de Bolero).

Apesar de a Biscoito Fino ter posto um adesivo na capa em que anuncia tratar-se da primeira reedição em CD de O Fio da Meada, este bom título da discografia de Olivia Hime já tinha sido relançado em 1994 pela Som Livre, mas numa reedição descuidada, sem o capricho da atual.

O Dia

Ensaios de Tim e Gal chegam ao DVD

Mauro Ferreira

            

Continuando com a série de DVDs com gravações do programa Ensaio, iniciada no ano passado com o vídeo que resgatou a ida de Elis Regina em 1973 ao programa de Fernando Faro, a gravadora Trama lança em novembro DVDs com as participações de Tim Maia e Gal Costa.

O de Tim (capa à esquerda) foi gravado em 1992. Entre uma piada e outra, o Síndico recorda os primeiros passos na música ao lado de Roberto e Erasmo Carlos nos anos 50 e a fase em que descobriu o soul nos Estados Unidos na década de 60, além de cantar sucessos como Gostava Tanto de Você (1973), Do Leme ao Pontal (1982), O Descobridor dos Sete Mares (1983), Vale Tudo (1983) e Um Dia de Domingo (balada que gravou com Gal Costa em 1985).


E por falar em Gal, seu DVD na série Ensaio (capa à direita) - também previsto para novembro - registra sua ida ao programa no início de 1994, na época do show O Sorriso do Gato de Alice. O número mais atípico do repertório cantado por Gal no programa é O Largo da Lapa, samba de Wilson Batista e Marino Pinto.

Mas o DVD traz o primeiro registro na voz de Gal de Quando Bate uma Saudade, samba lançado por Paulinho da Viola em 1989 no disco Eu Canto Samba. A música integrou o roteiro do show O Sorriso do Gato de Alice, mas o polêmico espetáculo nunca mereceu (infelizmente) um registro em CD ou VHS. Outro destaque é Se É Tarde me Perdoa, parceria de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli.

O Dia

Almir Sater vai ao CCBB, e Inezita Barroso, ao Sesc Ipiranga

Janaina Fidalgo
Da Reportagem Local

Músicos caipiras se apresentam em dois projetos em São Paulo

Dois projetos reúnem nesta semana a nata da música caipira. O primeiro deles, com início hoje (11/10), é a série "Comitiva Esperança - 20 Anos", que investiga a cultura pantaneira por meio de shows, de documentários e de uma exposição fotográfica no Centro Cultural Banco do Brasil. O outro é o projeto "Caipira ou Sertanejo?", que a partir de quinta-feira (13/10) discutirá as fronteiras estéticas entre os gêneros no Sesc Ipiranga.

Um documentário sobre a viagem feita por Almir Sater, Paulo Simões e Zé Gomes ao Pantanal, entre 1983 e 1984, é a engrenagem da série "Comitiva Esperança - 20 Anos". Feito em película, o filme ficou extraviado até 2004. No CCBB será exibido em DVD.

"O Pantanal guarda elementos culturais muito interessantes que estão desgastados fora dele. Lá, encontramos elementos de linguagem e comportamento que fazem parte da memória cultural do antigo Mato Grosso", diz o músico Paulo Simões, 52, diretor artístico do projeto. "Queríamos viver como os pantaneiros e viajar como eles para identificar o olhar, o ritmo pantaneiro."

As imagens coletadas durante a comitiva integram uma exposição exibida no foyer do teatro. E para relembrar a trilha sonora da viagem, Sater, Simões e Gomes se reencontram hoje e mostram canções como "Um Violeiro Toca".

Caipira ou sertanejo
No Sesc Ipiranga, em meio a causos e números musicais, caipiras e sertanejos discutem as diferenças estéticas entre os gêneros.

A cantora e apresentadora do "Viola, Minha Viola", Inezita Barroso, uma das atrações do primeiro dia, trata de avisar: "Tem uma diferença enorme. A música caipira é a raiz. Esse sertanejo é uma modalidade moderna, vamos dizer, é um gênero inventado. Não tem a riqueza da música caipira. Não é que uma coisa é boa e a outra não, são apenas diferentes".

O violeiro Paulo Freire, que ao lado de Roberto Corrêa e Badia Medeiros mostra canções de "Esbrangente", diz não fazer nem um estilo nem o outro e opina: "O caipira não aceita muito o sucesso do sertanejo, acha que está se vendendo, e o sertanejo acha que é uma evolução do caipira. Eu não acredito. Evolução da música caipira é mais o Passoca. Seria uma evolução artística mais parecida com o que é a música caipira".

Folha Acontece

Daniela mistura frevo, rhythm and blues e samba de roda no seu 'Balé Mulato'

Mauro Ferreira

Parte do repertório do décimo CD solo de Daniela Mercury (foto), Balé Mulato, é assinada pela própria cantora. A compositora arrisca até um rhythm and blues, Sem Querer. Outra novidade do disco é o frevo Água do Céu, composto por Daniela em parceria com Jorge Zarath. O repertório inclui também Olha o Gandhy Aí - sucesso da cantora no Carnaval baiano deste ano - e uma versão acústica de Quero Ver o Mundo Sambar, música já gravada pela artista em seu último CD, Carnaval Eletrônico, e recriada em Balé Mulato com a participação do grupo vocal baiano Banda da Boca.

A versão de Aquarela do Brasil - o clássico de Ary Barroso - ganhou sotaque nordestino e virou quase um samba de roda com ritmo marcado por berimbau. Já a balada Pensar em Você, de Chico César, foi regravada apenas com piano e arranjo de cordas de Lincoln Olivetti. Por sua vez, a canção Tonelada de Amor tem a adesão do autor Márcio Mello no vocal e na guitarra.

Com 14 faixas produzidas por Ramiro Musotto, Balé Mulato traz também no repertório as músicas O Amor de Ninguém (Jorge Papapa), Meu Pai Oxalá (de Toquinho & Vinicius), Topo do Mundo (eleita a faixa de trabalho, de autoria de Jauperi e Gigi), Levada Brasileira e Balé Popular (ambas de Pierre Onassis e Edílson). O lançamento do CD está previsto inicialmente para o fim do mês, com distribuição da EMI Music.

O Dia

Astrud Gilberto - "Now" (MNF)

Por Redação

Com sua interpretação suave de Garota de Ipanema, Astrud Gilberto ajudou a consagrar a bossa nova, nos anos 60. Mas o currículo da ex-mulher de João Gilberto vai muito além: inclui parcerias com ícones do jazz e incursões por outros gêneros. É o caso desse CD de 1972 (que estava fora de catálogo no Brasil havia anos). Cercada de músicos como o pianista Eumir Deodato e o baixista Ron Carter, Astrud passa longe do banquinho e violão. Ela canta de Luiz Gonzaga (Baião) a Milton Nascimento (Bridges, versão em inglês para Travessia). Só há deslize no crédito de Take It Easy My Brother Charlie: Astrud aparece como autora da canção, que é de Jorge Ben Jor.

Veja

Djavan recorre ao balanço das pistas

Mauro Ferreira

Como o primeiro disco independente de Djavan, Vaidade (2004), não saiu das prateleiras com a rapidez imaginada pelo cantor ao abrir sua própria gravadora, Luanda Records, o astro alagoano recorre aos seus hits e à eletrônica no segundo trabalho de sua companhia. Djavan na Pista, etc reúne recriaçoes de algumas das músicas mais dançantes e suingadas do repertório do compositor. A seleção inclui Capim, Sina, Asa, Fato Consumado, Azul, Miragem e Tanta Saudade (em duas versões), entre outros hits turbinados com levadas modernas.

O Dia

Preta Gil reúne inéditas de Calcanhotto, Davi, Sandra e Moraes no segundo disco

Mauro Ferreira

Preta Gil lança este mês seu segundo disco, Preta, pelo selo Geléia Geral, de seu pai, Gilberto Gil. O CD traz no repertório músicas inéditas de Adriana Calcanhotto (Vá Lá, parceria da compositora gaúcha com o baixista Dé Palmeira), Sandra de Sá (Estágio do Perigo, feita com o antigo colega Macau) e Moraes Moreira (Leva Eu pro Samba, faixa arranjada por Rildo Hora). Preta também canta Valeu, de Pedro Luís. Autor da música de trabalho (Medida do Amor, incluída também no disco em versão remixada pelo DJ Marlboro), Davi Moraes produziu a faixa Tresloucado, mas quem assina a produção da maioria das músicas do CD é Beto Aguiar.

O Dia

Tom Acústico - Alcione e Emílio Santiago

 

A terceira edição do projeto Tom Acústico promete agitar os fãs do samba. Alcione e Emílio Santiago sobem ao palco juntos, no dia 09 de outubro, no Tom Brasil Nações Unidas, e apresentam os sucessos de suas carreiras.

Alcione, que ainda está em turnê de lançamento do último álbum "Uma Nova Paixão", apresenta algumas músicas que marcaram sua carreira entre elas "Você me Vira a Cabeça", "Estranha Loucura" e "Garoto Maroto", além de inéditas no novo álbum.

Vencedora do último Prêmio Tim de Música, Alcione nasceu em São Luis no Maranhão e sua primeira apresentação foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, da qual seu pai era integrante. Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar em uma loja de discos.

Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

No ano de 1972, gravou o primeiro compacto simples, no qual constavam "Figa de Guiné" (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e "O Sonho Acabou".

Emílio Santiago, que será acompanhado pelos músicos Tito Freitas no teclado e Bernardo Bosisio, no violão, apresenta músicas de sua carreira como "Verdade Chinesa", "Saigon" e "Tudo o que se quer".

Carioca, começou a cantar em festivais universitários nos anos 70, quando freqüentava a faculdade de Direito. Seu primeiro compacto foi lançado em 1973 com "Transa de Amor" (S. Tapajós/ M. Amaral) e "Saravá Nega" (Odibar), o que abriu portas para participações em programas de rádio e televisão.

Em 1988, iniciou o projeto "Aquarelas Brasileiras", pela Som Livre, dedicado exclusivamente ao repertório de música brasileira. Lançou sete discos pelo projeto, alcançando a marca de 4 milhões de cópias.

Music News

"Segundo" amplia diferenças entre disco e show

Luiz Fernando Vianna
Da Sucursal do Rio - 06/10/05

"Segundo", o show, que estréia hoje no CIE Hall, em São Paulo, não está à altura de "Segundo", o disco. De acordo com o que se viu na estréia da turnê, no Canecão, no Rio, Maria Rita e seus ótimos músicos - Tiago Costa (piano), Sylvinho Mazzuca (baixo), Cuca Teixeira (bateria) e Da Lua (percussão) - conseguem em alguns momentos evocar a beleza do CD.

São os casos das interpretações de "Sobre Todas as Coisas" (Edu Lobo/Chico Buarque), "Casa Pré-Fabricada" (Marcelo Camelo) e das duas composições de Rodrigo Maranhão: "Caminho das Águas" e "Recado".

Já em "Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero)", o gestual excessivo da cantora e as pombas brancas que surgem no cenário esvaziam a contundência da música de Marcelo Yuka e do Rappa, tornando-a só panfletária.

"Mal Intento", do uruguaio Jorge Drexler, comprova ao vivo que é uma canção apenas correta, distante de outras obras do compositor.

"Muito Pouco" (Moska), empolgante no CD, sofre ao ser escalada como abertura do show: Maria Rita, que começa a cantá-la da coxia, ainda está nervosa e o público ainda está frio para se deliciar com as curvas da música. (No Rio, o início do show também sofreu com o impacto causado pelo figurino da cantora. Talvez não se devesse falar disso em uma resenha musical, mas o vestido era de tal maneira inapropriado, servindo deliberadamente para enfeiá-la, que ficou difícil se concentrar nas primeiras músicas.)

Talvez por ainda faltar cancha, a cantora também fala muito mais do que o necessário. A maioria das brincadeiras - como a em que pede para a platéia dar "boa noite" ou a em que protesta contra a pirataria - não tem graça e reduz o seu carisma.

Do CD anterior reaparecem bem "Pagu" (Rita Lee/Zélia Duncan) e "Santa Chuva" (Marcelo Camelo), por exemplo, mas "Encontros e Despedidas" (Milton Nascimento/Fernando Brant) parece interpretada como uma obrigação diante do sucesso que fez por abrir a novela "Senhora do Destino".

Em algumas partes, Maria Rita deixa o público cantar e só simula regê-lo. Falta ao show a coesão e a serenidade presentes no CD. Resta aproveitar os momentos em que isso vem à tona.

Maria Rita
Quando: quinta, às 21h30; sexta e sáb., às 22h; dom., às 20h
Onde: CIE Music Hall (av. dos Jamaris, 213, Planalto Paulista, tel. 0/xx/11/6846-6040)
Quanto: de R$ 50 a R$ 90

Folha Ilustrada

Maria Rita inicia turnê em São Paulo, no CIE MUSIC HALL, para apresentar novo trabalho

por Redação

A  cantora  mostra  ao  público  o  esperado  álbum  Segundo,  CD  produzido  por  Lenine  que  traz  composições  inéditas  de  Marcelo  Camelo  e  do  vencedor  do  Oscar  de  melhor  canção,  Jorge  Drexler
 
Depois  de  estréia  estrondosa  em  2004,  Maria  Rita  está  de  volta  aos  palcos  paulistanos,  dias  06,  07,  08  e  09  de  outubro,  no  CIE  Music  Hall,  para  o  início  de  mais  uma  turnê  pelo  Brasil.  Dessa  vez,  ela  traz  na  bagagem  o  novo  trabalho  intitulado  Segundo.

Organizada  novamente  pela  CIE  Brasil,  a  turnê  já  tem  shows  agendados  em  Curitiba,  Porto  Alegre,  Vitória,  Brasília,  Belo  Horizonte,  Salvador,  Recife,  Ribeirão  Preto,  Campinas  e  Santos,  nos  meses  de  outubro,  novembro  e  dezembro.   

No  palco,  a  cantora  espera  encantar  novamente  o  público  com  as  músicas  do  álbum  Segundo.  O  trabalho  tem  como  carro-chefe  a  canção  Caminho  das  Águas.  O  autor  da  música,  Rodrigo  Maranhão,  parceiro  de  longa  data  de  Pedro  Luís  e  Fernanda  Abreu,  é  também  o  responsável  pelas  canções  Recado  e  Mantra. 

Fã  do  músico  Marcelo  Camelo,  a  cantora  traz  para  o  trabalho  duas  composições  do  vocalista  do  Los  Hermanos.  Ela  recria  a  Casa  Pré-Fabricada,  do  disco  "Bloco  do  Eu  Sozinho",  e  mostra  a  inédita  Despedida. 

Além  disso,  canta  em  espanhol  na  faixa  Mal  Intento,  de  autoria  do  uruguaio  Jorge  Drexler,  vencedor  do  Oscar  de  melhor  Canção  2005  com  "Al  Outro  Lado  Del  Rio".  Drexler,  fã  assumido  do  trabalho  de  Maria  Rita,  enviou  quatro  canções  inéditas  para  ela  escolher.

Em  Segundo  há  ainda  músicas  de  Marcelo  Yuka,  Fred  Martins  e  Francisco  Bosco,  Moska,  Dudu  Falcão,  além  da  releitura  de  "Sobre  Todas  as  Coisas",  de  Chico  Buarque  e  Edu  Lobo,  tema  composto  para  a  trilha  original  do  balé  O  Grande  Circo  Místico.

Acompanhando  novamente  Maria  Rita,  os  músicos  Tiago  Costa,  no  piano,  Sylvinho  Mazzucca,  no  baixo,  Cuca  Teixeira,  na  bateria  e  Da  Lua,  na  percussão.

Ficha  Técnica
CD: Segundo
Figurino:  Andre  Lima
Direção: Maria  Rita
Cenário: Beto  Von  Poser  e  Maria  Rita
Som: Paulo  Seminati  (monitor)  /  Ronaldo  Negreiros  (p.a.)
Luz: Gian    Bortolotti
Produção: Guete  Oliveira
  
 
Assessoria  de  Imprensa  Maria  Rita: 
Gilda  Mattoso  e  Marcus  Vinícius
Tel:  (21)  2523-0676/  2523-1553
E-mail:  gm@attglobal.net

Serviço
MARIA  RITA

Temporada:  06,  07,  08,  09,  de  Outubro
Local:  Cie  Music  Halll  -  Av.  jamaris,  213  -  Moema
Telefone  para  informações:  6846-6040

Max Press

Disco das famílias Caymmi e Jobim cantando Tom já tem gravadora e sai este mês

Antonio Carlos Miguel

O produtor José Milton fechou com a Sony & BMG a distribuição do disco "Falando de amor", que repete, quatro décadas depois, o musical encontro das mais que musicais famílias Caymmi e Jobim.

Agora, Nana, Dori, Danilo, Paulo e Daniel - estes dois, respectivamente, filho e neto de Tom - interpretam clássicos de Antonio Carlos Jobim, com duas novidades: "Bonita", até então conhecida apenas na versão em inglês com letra de Ray Gilbert e Gene Lees, foi gravada com uma letra em português de Vinicius de Moraes, achada por Paulo entre os papéis de seu pai; enquanto "Chanson pour Michelle" ganha letra de Ronaldo Bastos, que trabalhara com Tom na trilha sonora de "O tempo e o vento", minissérie da qual essa composição fez parte.

O Globo

Trovadores Urbanos comemoram 15 anos e participam da comemoração dos 40 anos do TUCA

Music News

O espetáculo vai comemorar os 15 anos de carreira do grupo Trovadores Urbanos e também prestar homenagem à Chico Buarque. Serão relembrados os grandes sucessos da carreira do quarteto vocal, que iniciou sua história fazendo serenatas nas janelas da grande São Paulo.

Da janela para os palcos, os Trovadores Urbanos fizeram shows por todo Brasil, além de quatro turnês internacionais. Com 5 CDs lançados, participaram das novelas Terra Nostra e O Cravo e a Rosa e integram a coletânea da minissérie "Um Só Coração" com duas faixas.

Seu repertório alterna ritmos variados da MPB , maxixes, sambas, marchinhas de carnaval, canções, bossas, valsas e forrós todos baseados em suas pesquisas. O figurino do show, romântico e delicado, é inspirado na década de 20.

Informações: Teatro TUCA (11) 3670-8453

Conheça o site dos Trovadores

"Rainha do Rádio", Emilinha Borba morre aos 82 anos no Rio

da Folha Online

A cantora carioca Emília Savana da Silva Borba, conhecida como Emilinha Borba, 82, uma das rainhas do rádio, morreu nesta segunda-feira, 03/10, em seu apartamento, em Copacabana, zona sul do Rio. Segundo um amigo da família, ela sofreu um infarto.

O estado de saúde da artista era frágil. Em junho, ela esteve internada após cair de uma escada e sofrer traumatismo craniano e hemorragia intra-cerebral. Em fevereiro de 2004, chegou a ser hospitalizada após cair da cama e fraturar o braço direito.

Folha Imagem

Emilinha Borba morreu no Rio

Ela ficou famosa nos anos 50, quando foi eleita a "Rainha do Rádio" em 1953 e participou de dezenas de filmes da Atlântida (estúdio carioca que produzia chanchadas entre 1941-1983).

Segundo o site da cantora, até 1995, ela era a personalidade brasileira que mais tinha sido capa de revistas (350 vezes) no país.

Nascida na Mangueira, Emilinha sempre teve uma ligação estreita com a escola de samba do bairro. Ainda criança, começou a se apresentar em programas de calouros no rádio. Ao 14 anos, na Rádio Cruzeiro do Sul, ganhou seu primeiro prêmio. Pouco tempo depois formou sua primeira dupla, As Moreninhas, com Bidu Reis.

Seu primeiro disco foi gravado em 1939, pouco antes de ser contratada para cantar no Cassino da Urca, com o apadrinhamento de Carmem Miranda. Depois, passou temporada no Cassino Atlântico. Seu emprego mais duradouro (foram 27 anos ininterruptos), porém, foi na Rádio Nacional.

Naquela época, Emilinha imortalizou a marcha carnavalesca "Chiquita Bacana" (1949), de João de Barro e Alberto Ribeiro. Entre seus maiores sucessos também estão "Se Queres Saber", "Escandalosa", "Cachito", "Dez Anos", "Baião de Dois" e "Paraíba". De 1939 a 1964, gravou em 78 rotações cerca de 117 discos com 216 músicas.

A cantora foi uma das mais famosas estrelas do rádio, mas não se limitou a ele, participando também de diversos filmes entre 1939 e 1967, como "Banana-da-Terra" (1939), "Não Adianta Chorar" (1945), "É Fogo na Roupa" (1952) e "Cala a boca, Etelvina" (1960).


Marlene e Emilinha Borba no Programa de César de Alencar, Rádio Nacional

No fim da década de 60, problemas nas cordas vocais levaram Emilinha à mesa de cirurgia três vezes. Mesmo no período em que ficou afastada dos microfones, seu enorme fã-clube se manteve fiel --e nunca deixou de rivalizar com os fãs de Marlene, com quem Emilinha disputava o título de Rainha do Rádio. Apesar disso, as duas foram parceiras em diversas canções.

Folha online

Leia mais sobre Emilinha

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"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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