Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Chega às lojas no início de outubro, em CD e DVD, BOSSA NOVA IN CONCERT.

EMI Music

Gravado dia 12 de junho em um palco armado na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ), o evento celebrou o gênero brasileiro que ganhou o mundo depois do show-marco no Carnegie Hall - Nova York em 1962.

O álbum e o DVD registram o gênio musical de João Donato, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Durval Ferreira, Peri Ribeiro, Leny Andrade, Os Cariocas, Wanda Sá e a nova onda que perpetua mundo afora a música brasileira - com Marcos Valle e o Bossacucanova.

Reunidos pela produtora e diretora Solange Kafuri, esses artistas que tornaram a Bossa Nova internacionalmente consagrada embalaram a noite com os sucessos da origem e da tradição bossanovista.

Outro detalhe fantástico são os cenários, de Nei Madeira e Lídia Kosovski, que reproduzem o estilo das capas de disco da gravadora Elenco, que marcou época pelo grafismo.

Confira as faixas:

DVD

1- ELA É CARIOCA
2- ADEUS AMERICA
3- RAPAZ DE BEM
4- MINHA SAUDADE
5- AMAZONAS
6- LOBO BOBO
7- MINHA NAMORADA
8- O BARQUINHO
9- TELEFONE
10- GAROTA DE IPANEMA
11- O ASTRONAUTA
12- BATIDA DIFERENTE
13- CHORA TUA TRISTEZA
14- A MORTE DE UM DEUS DE SAL
15- SAMBA DE VERÃO
16- OS GRILOS
17- ÁGUAS DE MARÇO
18- RIO
19- A FELICIDADE

CD

1- ELA É CARIOCA
2- ADEUS AMERICA
3- RAPAZ DE BEM
4- MINHA SAUDADE
5- AMAZONAS
6- LOBO BOBO
7- O BARQUINHO
8- GAROTA DE IPANEMA
9- O ASTRONAUTA
10- BATIDA DIFERENTE
11- CHORA TUA TRISTEZA
12- SAMBA DE VERÃO
13- OS GRILOS
14- RIO

Music News

Ivan Lins por elas

Beto Feitosa

 

O grupo vocal carioca Folia de Três prepara um CD com a obra de Ivan Lins. O disco, que comemora os 60 anos do compositor, já tem data para vir ao mundo: dia 23 de novembro com um show na Sala Baden Powell (Rio).

Formado pelas cantoras Cacala Carvalho, Marianna Leporace e Eliane Tassis, o primeiro CD do trio tem a participação especial do homenageado que canta uma música e deu de presente uma canção inédita: Canção quase duas, que o compositor fez em cima de um poema de Lya Luft.

O CD é uma parceria entre o Folia de Três e os Selos Mills Records e Mosaico Digital.

Ziriguidum

Trama assina contrato com Junio Barreto

Sérgio Ripardo
Editor de Ilustrada da Folha Online

A gravadora paulista Trama assina, no próximo mês, contrato com o cantor e compositor pernambucano Junio Barreto, 41. Atualmente, ele faz uma temporada bem-sucedida de shows às sextas-feiras no Blen Blen, um celeiro de revelações musicais como as bandas "Funk como Le Gusta", "Clube do Balanço" e "Quasímodo".

Divulgação

Junio Barreto se apresenta ao lado de Vanessa da Mata

O artista pretende começar a gravar um CD no final do ano. Ele diz que terá liberdade artística garantida pelo presidente da Trama, João Marcello Bôscoli.

Será o segundo disco de Barreto. Em 2004, ele lançou 6.000 cópias de um CD homônimo, com distribuição pela Tratore, uma das maiores distribuidoras de CDs independentes do país.

Em seu site, a Tratore define assim o primeiro CD de Barreto: "Em vez de cair na regionalidade total ou partir para um pós mangue beat o pernambucano Junio Barreto optou por trabalhar em cima do samba, com um certo clima de terreiro, nuanças eletrônicas e uma voz e sotaque bem característicos. Um disco envolto em tristeza, saudosismo e melancolia."

O cantor evita rótulos para seu trabalho. "Faço música brasileira. Faço música para os amigos, para a família."

Barreto cita a literatura como uma de suas influências, destacando autores como Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Manoel de Barros. "Levo de dois a três meses para terminar uma música. É um trabalho solitário. Andando na rua, surge uma palavra, uma frase."

Os shows também ajudam a remodelar suas canções. "A música é reconstruída no palco, pintam situações novas, os músicos criam outros arranjos, com a troca de emoção com o público."

As parcerias no palco também são inspiradoras. Ele já dividiu o palco com Otto, Vanessa da Mata, Lenine e Fred Zeroquatro (Mundo Livre S/A).

A carreira de Barreto, que nasceu em Caruaru e se criou em Recife, começou no início dos anos 80. Em 1983, ele fazia parte da banda Uzzo na capital pernambucana. "Era uma banda meio gótica, com um ar de New Order e Joy Division. Era engraçado: andávamos vestidos de preto em uma cidade quente como Recife."

Ele considera essa experiência na banda Uzzo importante para sua formação artística. "Foi a base de tudo, onde aprendi a cantar e a me comportar no palco."

Barreto também trabalhou na produção de um circo itinerante no interior pernambucano. Nos anos 90, viveu a explosão do mangue beat, a fusão do rock, pop, reggae e ritmos nordestinos ("Acompanhei de perto os primeiros shows de Chico Science e Mestre Ambrósio"), mas evita se encaixar em algum movimento musical.

Há sete anos morando em São Paulo, Barreto diz que sua música ainda está restrita aos grupos formadores de opinião e ao meio universitário. "O perfil do meu público é gente mais informada, jornalistas, o pessoal ligado à TV, ao cinema, à moda."

Ele também tem feito shows no interior paulista. A banda é formada por profissionais experientes: Simone Soul (Zeca Baleiro e Projeto Cru) na percussão e bateria, Dudu Tsuda (Jumbo Elektro) no piano e efeitos, Gustavo Ruiz (DonaZica) no violão de sete cordas e guitarra, Mestre Nico (Beto Villares e Makumba Ciber) na percussão, Marcelo Monteiro (Projeto Cru) na flauta e saxofone e Alfredo Bello (Projeto Cru) no baixo e programações.

Para quem quiser conhecer seu repertório, que inclui boas canções como "Qualé Mago", "Amigos Bons" e "Se Vê Que Vai Cair Deita de Vez", Barreto volta a se apresentar nesta sexta-feira (30) no Blen Blen.

Serviço
Show de Junio Barreto
Quando: às sextas, até 16 de dezembro, às 23h
Onde: Blen Blen (r. Inácio Pereira da Rocha, 520)
Quanto: R$ 12,50 até 23h e R$ 25 após às 23h

Exclusivo: Vida de Cássia Eller vai virar filme; produtoras disputam biografia

Ricardo Feltrin

Divulgação
Vida da cantora Cássia Eller vai virar um longa-metragem
Vida da cantora Cássia Eller vai virar um longa-metragem

Ex-clu-si-vo!
A vida da cantora Cássia Eller vai virar longa-metragem. Pelo menos três grandes produtoras cinematográficas --entre elas a Globo Filmes-- estão disputando os direitos de adaptação do livro "Apenas uma Garotinha - A História de Cássia Eller". O livro, da editora Planeta, escrito pelos jornalistas Eduardo Belo e Ana Claudia Landi, foi lançado em julho passado e já está na casa de 12 mil cópias vendidas...

A história
Considerada um dos maiores fenômenos do pop nacional dos anos 90, e que já foi chamada de herdeira musical de Cazuza, Cássia Eller morreu na noite do dia 29 de dezembro de 2001, numa clínica do Rio, onde foi internada e sofreu sucessivas paradas cardíacas.

Divulgação
Livro sobre cantora vendeu 12 mil cópias

Livro sobre cantora vendeu 12 mil cópias


Nada a declarar...
Segundo a coluna apurou, as produtoras querem (digo, queriam) tentar manter as negociações em sigilo para evitar uma espécie de "leilão" da obra, que tem enorme apelo popular --e, certamente, comercial. Procurados pela coluna na última terça-feira, os dois autores se recusaram a falar sobre as negociações. Mas a coluna apurou que a idéia seria lançar o filme até o final de 2006, cinco anos após a morte de Cássia. Fica uma questão: que atriz brasileira teria "peito" e cacife musical para interpretá-la?

 

 

Folha online

Jards Macalé lança Real Grandeza no Sesc Vila Mariana

Julio Moura

"Real Grandeza" é o título do mais novo álbum de Jards Macalé, pela Biscoito Fino, com repertório exclusivamente formado por suas canções ao lado do poeta Waly Salomão.

Macalé lança o novo disco nos próximos dias 7, 8 e 9 de outubro no Sesc Vila Mariana, com participação especial de Luiz Melodia.

O show inclui todas as canções do disco - do hino libertário "Vapor Barato" a "Mal Secreto", de "Negra Melodia" (com participação de Luiz Melodia) a "Anjo Exterminado", de "Senhor dos sábados" a "Dona de Castelo", passando ainda pelas inéditas "Olho de Lince" e "Berceuse Crioule", além de "Pontos-de-luz", onde o compositor promete transformar o Circo Voador num autêntico e iluminado terreiro.

Macalé rebate o atual momento político brasileiro com um set chamado de "Momento CPI". Provando que as práticas ilícitas há tempos povoam a música popular, Jards junta a novíssima "Instintos primitivos", de sua autoria, sobre o Brasil de Severino e do Mensalão, a sambas de Noel Rosa ("Onde está a honestidade") e Ary Barroso ("Falta um zero no meu ordenado"), além de "Reunião de bacana" (a do refrão "se gritar pega ladrão, não fica um"), do grupo Exporta Samba.

Há ainda "Contrastes", do centenário Ismael Silva, título de um dos discos mais reverenciados de Macalé, lançado em 77.

Music News

Morre aos 81 anos em Campo Grande a violeira Helena Meirelles

da Redação

Divulgação

A violeira Helena Meirelles

A violeira Helena Meirelles, 81, morreu na madrugada desta quinta em Campo Grande (MS), vítima de parada cardíaca.

Ela estava em sua casa, depois de ter recebido alta na última terça-feira da Santa Casa da cidade, onde havia ficado internada durante treze dias, vítima de pneumonia aguda grave. Durante a internação, Helena chegou a dar entrada no Centro de Terapia Intensiva.

Nascida em Campo Grande (MS), a autodidata Helena Meirelles começou a animar as festas da região aos oito anos de idade, mas começou a tocar profissionalmente apenas aos 68 anos.

Em 93, gravou seu primeiro CD, pela Eldorado, com o qual recebeu o prêmio de artista revelação da revista americana "Guitar Player", que a comparou com astros da guitarra como Keith Richards, do Rolling Stones, e Eric Clapton. Depois, vieram "Flor da Guavira" e "Raiz Pantaneira".

Uol Música

Milton & Caetano no Via Funchal

Music News

Pela primeira vez, Milton Nascimento e Caetano Veloso se reúnem para fazer um show a dois. O repertório traz músicas de trilhas sonoras feitas para o cinema. Até o início de 2005, eram apenas três as parcerias de Milton e Caetano. O convite para que os dois assinassem a trilha sonora do filme "O Coronel e o Lobisomem" fez, no entanto, com que esse número dobrasse antes mesmo do fim do ano.

As três novas músicas compostas especialmente para o longa-metragem - produzido por Paula Lavigne e Guel Arraes, dirigido por Maurício Farias, com estréia nacional no dia 7 de outubro - reaproximaram a dupla de tal forma, que a idéia de fazer um show juntos surgiu naturalmente. "Agora se configurou uma história de parceria", diz Caetano.

O repertório do show foi colhido em sua maior parte de trilhas feitas para o cinema: algumas de Milton, outras de Caetano e, ainda, composições de amigos, como Chico Buarque, autor de "Bye Bye Brasil". "Somos ligados ao cinema desde o início de nossas carreiras", lembra Milton.

As inclusões mais surpreendentes para o público talvez sejam as de músicas de produções internacionais, inclusive um tema de desenho animado: "Someday My Prince Will Come", de "Branca de Neve". "Meu primeiro contato com o jazz foi através de um disco de Miles Davis que trazia a música Someday My Prince Will Come", conta Milton. "Rock Around The Clock", sucesso de Bill Haley & The Comets, também será apresentada. "Essa música marcou a minha geração. Foi o primeiro filme de rock que eu vi", diz Caetano.

Datas: 29, 30 de setembro e 01, 02, 07, 08 e 09 de outubro/2005.
Mais Informações: (11) 3038-6698.

Choros de uma menina prodígio

Beto Feitosa

Entre as bonecas e a escola, a menina Nilze Carvalho tinha um grande prazer: a música. Ela ainda usava chupeta quando, aos cinco anos, foi flagrada pelo irmão tocando no cavaquinho Acorda Maria Bonita. Seu pai, trompetista de orquestras de subúrbios, sacou o violão e começou a acompanhar a filha. Começava ali uma carreira artística, que levou Nilze para rodas de samba, rádios e até para uma edição do Fantástico.

Em 1980, aos 11 anos, Nilze Carvalho estreava em disco, o surpreendente Choros de menina. O sucesso do trabalho rendeu mais três volumes nos anos seguintes. Nomes de peso do choro como o tradicional conjunto Época de Ouro, Zé Menezes, Netinho e Luciana Rabello participavam desses LPs em que a estrela era uma menina.

Agora a gravadora Cid, detentora desses fonogramas, compilou 14 músicas e lançou em um único CD, o sétimo volume da coleção Chorinho de ouro. O disco traz números instrumentais da época em que Nilze apenas tocava bandolin como gente grande. Descobrir o canto seria história para mais tarde.

Do primeiro LP, de 1980, o novo CD traz músicas como O boêmio (Catulo da Paixão Cearense e Anacleto de Medeiros), Barracão (Luiz Antônio e Oldemar Magalhães), Apelo (Banden Powell e Vinicius de Moraes) e Súplica (João Nogueira e Paulo César Pinheiro). Do volume dois, vieram os maiores clássicos como Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Brasileirinho (Waldir Azevedo) e Alvorada (Jacob do Bandolim).

Ziriguidum

Paula Lima leva seu suingue ao Estrela da Lapa

Music News

Cantora se apresenta nos dias 30 de setembro e 01 de outubro

Muito balanço, arranjos especiais e um repertório escolhido a dedo. Assim é o show de Paula Lima, que conta também com cenário de Zé Carratu e a iluminação de Marisa Bentivenha.

Pela primeira vez no palco do Estrela da Lapa, a cantora paulistana mostrará ao público carioca músicas de seus dois discos, além de algumas inéditas que estarão no próximo disco, atualmente em fase de pré-produção.

Entre elas, 'Quatro da Manhã' (Arlindo Cruz), 'Minha Pressão' (Seu Jorge/ Rogê) e ainda uma inédita, presente de Zélia Duncan e Mart'nália. No show, Paula será acompanhada por Beto Repinique, número um de São Paulo, e Guto Bocão (ambos percussionistas da Escola de Samba Vai-Vai), Danilo Santana (teclados), Samuel Fraga (bateria), Dudinha (baixo).

Mais informações:. (21).2507-6686

Chico César canta o popular em tom erudito sem fugir da raiz nordestina

Mauro Ferreira

Depois de dialogar com a linguagem do cancioneiro brega nacional em single marotamente intitulado Compacto e Simples, Chico César incursiona por terreno mais erudito com sua música de cunho popular.

Nas lojas, no início de outubro, pela Biscoito Fino, o sexto álbum do compositor, De Uns Tempos pra Cá, foi gravado com o Quinteto da Paraíba - responsável pelos arranjos de textura camerística. As cordas do Quinteto embalam músicas de diversas épocas e sonoridades.

Se o CD soa clássico na modinha Pra Cinema (composta em meados dos anos 80), ele adquire um tom de lamento nordestino em Moer Cana. Primeira parceria do compositor paraibano com seu xará Chico Pinheiro, 1 Valsa para 3 reafirma o refinamento da música do violonista, autor da melodia.

O Dia

14 Bis, 25 anos de boa música

Music News

O conjunto musical 14 Bis, que comemora, este ano, 25 anos de uma vitoriosa carreira, considera-se em seu melhor momento. Com seu mais recente trabalho, o CD "Outros Planos", o grupo foi indicado em 2 categorias ao "Prêmio TIM de Música 2005", para "Melhor CD" e "Melhor Grupo", além de ter recebido o Prêmio Ibest 10 Anos, com o título "Top 10 - Um dos dez melhores websites do Brasil - na categoria Ibest Regional - Minas Gerais". Visite www.14bis.com.br.

Entre 23 de outubro de 2005 e 23 de outubro de 2006, o 14 Bis participará como atração principal das Comemorações do Centenário do 1° vôo de Santos Dumont com o 14 Bis, a primeira aeronave mais pesada que o ar que voou. Serão 27 shows por todo o Brasil e 1 show na França, no campo de Bagatelle, arredores de Paris, onde se deu este primeiro vôo.

O 14 Bis foi fundado pelos músicos Flávio Venturini e Vermelho, integrantes do "Clube da Esquina" - movimento musical mineiro que mudou a Música Popular Brasileira - juntamente com Sérgio Magrão, Cláudio Venturini e Hely Rodrigues. Com a saída de Flávio, o quarteto remanescente mantém esta formação unida há 25 anos. No show de lançamento no Rio de janeiro, dia 27 de setembro, às 21:30, no Canecão, o grupo contará com a participação do compositor e cantor Vander Lee.

Acervo Walter Silva na Cultura AM

Dafne Sampaio

Teve início, no último sábado (24/09), às 14h, o programa semanal Acervo Walter Silva na Rádio Cultura AM. Feito a partir do imenso e inestimável arquivo do radialista, mais conhecido como Pica-Pau e uma das figuras mais importantes do rádio brasileiro, o Acervo trará entrevistas, números musicais e shows que Walter ou cobriu como jornalista ou gravou como produtor musical em cerca de 50 anos de carreira.

Detalhe importante: é o próprio Pica-Pau, 73, que apresentará o programa. Na estréia, uma preciosidade que Walter Silva tentou por muitas vezes lançar em disco (como afirmou em 2000 na sua extinta coluna no Diário do Grande ABC e publicada posteriormente no livro Vou te contar - Histórias de música popular brasileira): o histórico show de 2 de agosto de 1962, na boate Au Bon Gourmet, Rio de Janeiro, que reuniu no mesmo palco Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas, além do baixista Otávio Bailey Jr. e do baterista Milton Banana.

Como se um encontro deste naipe não bastasse, foi neste show que foram apresentadas pela primeira vez músicas como "Garota de Ipanema", "Samba do Avião", "Samba da Bênção", "O Astronauta" e "Só danço samba".

O repertório do show, que durou cerca de uma hora, trouxe ainda "Samba de uma nota só", "Insensatez", "Corcovado", "Samba da minha terra" e "O amor em paz".

Gafieiras

"Segundo"

Ronaldo Evangelista

Acompanhada por assessora, divulgador, empresário, diretor de marketing e gravador, cantora fala sobre seu novo álbum


Maria Rita dá continuidade ao CD anterior

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Maria Rita em suíte do hotel Emiliano, em São Paulo; após o sucesso de seu primeiro álbum, cantora lança agora "Segundo"

Quarta-feira, cinco horas da tarde. Maria Rita se prepara para dar uma série de entrevistas sobre seu novo disco em uma suíte do hotel Emiliano, em São Paulo. Quando recebe a Folha, primeira entrevista do dia, já está maquiada e produzida, mas cansada.

Ao seu lado, acompanhando a entrevista, uma assessora, um divulgador, seu empresário e o diretor de marketing de sua gravadora, entre outras pessoas, além de um indefectível gravador registrando tudo.
O forte esquema traz à mente a auto-ironia da faixa "Recado", de Rodrigo Maranhão, recém-gravada por ela no álbum "Segundo": "Com muito dinheiro e carro do ano/ modelo importado, tu tá comentado / não tem mais sossego e da roda de samba já se separou / vive cercado, parece um ET / E sai todo dia em revista e TV / pra quê tanta banca na terra da santa? / Tem muita riqueza que você não tem mais não."

Protegida e garantida, em uma suíte de R$ 1.500 a diária, tomando café servido e já mexido com a colher por um assessor, ela responde às perguntas com certa desconfiança, parecendo querer se mostrar forte e decidida quando fala sobre a expectativa das pessoas sobre si ou sobre a possibilidade de seguir fórmulas e ter feito, em vez de um segundo disco, a continuação do primeiro.

 


Folha - Qual a diferença entre os dois discos? Qual foi a diferença entre fazê-los?
Maria Rita -
A diferença é na ansiedade, talvez. Antes havia expectativa, cobrança. Mais pelo lado de fora do que para mim. Do lado de fora havia pressão, a gente sentia a expectativa. Esse foi uma coisa menos ansiosa, do lado de fora para cá.

Folha - Na produção também?
Maria Rita -
Não, acho que não. Acho que os dilemas existem independente de que disco é, independente da pressão exterior ou interior. Eu tinha os meus dilemas. Uma preocupação com o estético da coisa. "Faço regravação ou não? Ah, será que vai parecer fórmula, será que não vai parecer fórmula?" Ficava muito na cabeça. A partir do momento em que eu deixei passar ficou muito mais natural. Que é só o que eu sei fazer, também. Quando eu penso muito não funciona. O intuitivo para mim sempre fala mais alto e sempre vence.

Folha - No segundo disco as pessoas vão te ouvir mais pela música, já mataram aquela primeira curiosidade?
Maria Rita -
Acho que sim. Porque tinha uma bolha à minha volta, né? No primeiro já se dissipou muito da curiosidade logo no início. As comparações, as substituições, a possibilidade de substituição, as diferenças dos indivíduos -eu, minha mãe, meu pai, meus irmãos- e acho que ficou tudo no lugar.

Folha - Comparando a produção dos dois discos, não parece haver uma diferença muito grande. Tem a mesma formação, foi gravado ao vivo...
Maria Rita -
Mas é bem diferente, né? Eu sou muito envolvida no projeto de produção, então não dá para falar da produção do Tom Capone ou da produção do Lenine.
Nesse disco eu assino a produção também, o outro eu assinava a co-produção. Co-produtor tem uma responsabilidade um pouco menos intensa. Mas eu me envolvi muito em ambos processos. Ainda assim, a formação da base é a mesma, mas no primeiro disco tinha percussão, tinha violão, algumas outras sonoridades.

Folha - No caso do primeiro disco, uma das grandes questões era de como seria o segundo disco, como com qualquer artista que lança um disco de estréia e faz sucesso. E, basicamente, foi uma continuação. Arranjos parecidos, uma canção em espanhol, regravações, podemos tomar isso como uma reta?
Maria Rita -
Não, não, não, não, não, não. Não tem fórmula nenhuma. Antes de entrar em estúdio, eu tive esse momento introspectivo comigo mesma de "como é que eu vou fazer?", e isso estava totalmente na cabeça. "Ai, se chegar uma música em espanhol, por que eu não vou gravar, por que eu tenho que me podar, porque estava no outro disco, e o outro disco fez sucesso? E esse não vou poder?" Aí eu resolvi que tem que bater na emoção. Porque sempre tudo na minha vida foi nisso. Foi a minha verdade, foi no meu tempo. Não vou começar agora a desviar disso por medo que alguém vá dizer que eu fiz uma fórmula. Não existe fórmula. O primeiro disco teve muito mais regravações do que esse. De certa forma, o segundo é uma continuação do primeiro, mas não é -é outro momento, né? As letras são outras, são outras histórias sendo contadas. Não esperem que eu estacione agora.

Folha - Mas você tem vontade de ampliar esse seu espectro para sonoridades mais variadas?
Maria Rita -
Tenho. Tenho vontade, mas... Eu acho que eu tenho um tempo que é meu, é muito meu. Como cada um tem um tempo de tudo na vida. Nesse momento ainda não me soou verdadeiro. Eu ainda não tive essa necessidade artística de explorar esse lado.

Folha Ilustrada

Os novos amores de Gal

Hagamenon Brito


Foto: Imagem promocional do disco de 2003
® Daniel Klajmic - 2003
 
Cantora lança CD com jovens compositores e fala sobre a crise política

Gal Costa interpreta novos autores como Moreno Veloso, Péri, Moisés Santana, Quito Ribeiro e Tito Bahiense no CD `Hoje´ Gal Costa completa 60 anos dia 26 e rejuvenesce com o CD Hoje, que chega às lojas segunda-feira e marca a sua estréia na Trama.

Produzido por Cesar Camargo Mariano, ex-marido da "rival" Elis Regina ao posto de melhor cantora da MPB, é o disco que a crítica cobrava da baiana desde os anos 90. Exceto pelos fiéis Caetano Veloso e Chico Buarque, todos os demais compositores interpretados por Gal Costa em Hoje são jovens (ou quase) da cena alternativa, como os baianos Moreno Veloso, Péri, Moisés Santana e Tito Bahiense, o pernambucano Junio Barreto e os paulistas Hilton Raw e Nuno Ramos.

"Eu estava realmente devendo esse disco. Há muito tempo eu prometia um trabalho com inéditas, mas não é fácil garimpar repertório. Cesar e Carlos Rennó foram fundamentais nisso", explica a cantora, por telefone, do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), enquanto aguarda o embarque do vôo para Salvador.

O pianista Cesar Camargo Mariano, que já havia trabalhado com a artista em Baby Gal (1983), também cuidou da direção musical e arranjos do álbum que traz três composições do congolês Lokua Kanza em parceria com o letrista Carlos Rennó: Mar e sol, Te adorar e Sexo e luz (com participação do africano).

"Eu me apaixonei pelas melodias de Lokua", derrete-se Gal, que vai gravar, em 2006, um projeto com Cesar Camargo muito especial: um disco dedicado à músicas do repertório do cantor e trompetista americano Chet Baker (1929-1988). "Adoro Chet Baker e o meu contrato com a Trama prevê esse trabalho".

A idéia do tributo nasceu em 2003, quando Gal foi anfitriã de um concerto em homenagem a Tom Jobim no Carnegie Hall, Nova York, e interpretou uma canção de Chet Baker na companhia de Cesar. "Íamos gravar Hoje e o tributo simultaneamente, mas não deu tempo. Um trabalho de inéditas exige muita atenção".

Leia a seguir trechos da entrevista com a cantora que reside numa bela mansão na Curva da Paciência, no Rio Vermelho, mas vai montar um "QG" em Sampa. "São Paulo quase sempre é o ponto de chegada e partida das minhas viagens de trabalho e eu sinto muita saudade dos meus cachorros, por isso vou criar um canto aqui, mas não vou abandonar a Bahia (risos)".

FOLHA - Você lançou Todas as coisas e eu pela Indie Records, em 2003, e logo saiu da gravadora. Você não ficou satisfeita com o álbum? O que aconteceu?
GAL COSTA - Gostei muito do resultado do disco, mas a Indie resistiu à minha idéia de gravar um CD de inéditas em seguida. Eles queriam que eu gravasse outro CD de clássicos. Como já havia encontrado com o Cesar em Nova York, quando conversamos sobre o tributo a Chet Baker, retomei o assunto e soube que a Trama tinha interesse no projeto. Fui conversar e acertei também que, além da homenagem a Chet, eu gravasse o trabalho de inéditas.

FOLHA - Você já havia trabalhado com Cesar Camargo em Baby Gal (1983). Como foi o reencontro em estúdio? GAL COSTA - Foi adorável. Ele me ajudou na seleção do repertório, que foi escolhido entre cerca de 200 canções. Só entraram canções que tinham a minha cara, ele trouxe todas elas para o meu universo. Acho que o repertório também trouxe algo de novo para o universo dele, assim como o convívio com músicos jovens em estúdio.

FOLHA - Por que você demorou tanto tempo sem gravar novos compositores?
GAL COSTA - Eu sempre gostei de lançar novos autores, mas não basta apenas ser um novo compositor para me interessar, sem falar que eu gosto de cantar clássicos, canções eternas. Garimpar repertório novo é algo difícil, tenho que filtrar o que me interessa e trazer aquilo para o meu universo. A Trama, Cesar e Carlos Rennó me ajudaram muito desta vez.

FOLHA - Mesmo sendo uma intérprete tão experiente, imagino que entrar em contato com tantos autores novos é algo rejuvenescedor para você...
GAL COSTA - Sim. Acho que fiz um disco ousado. Oitenta por cento do repertório é de compositores novos. Alguns já com discos gravados, mas conhecidos apenas no circuito alternativo. Me sinto feliz por poder mostrá-los ao grande público.

FOLHA - Acho curiosa a presença de baianos (Péri, Moisés Santana e Tito Bahiense) radicados em São Paulo no repertório. Como eles chegaram até você?
GAL COSTA - Tem muito baiano no disco, não é? Mas não é bairrismo (risos). Conheci as músicas de Péri (Voyeur) e de Moisés Santana (Os dois) através do Rennó e Tito (Logus pé), via Trama. Escolhi a música de Tito porque ela fala da Bahia e tem um suingue à la Jorge Ben Jor ou o Gil da década de 70. São compositores baianos que moram em São Paulo e que não pertencem ao mundo do axé. Na nossa geração todos vinham para o Rio e São Paulo, mas quem faz MPB e outros gêneros ainda encontra dificuldades para desenvolver sua carreira na Bahia.

FOLHA - Artisticamente, você se renova num momento político em que o país reitera uma espécie de sina de dar um passo para a frente e, em seguida, dois para trás. Qual a sua opinião sobre o assunto?
GAL COSTA - Me sinto desiludida, traída. Durante 20 anos o PT criou uma imagem e uma esperança de renovar a política do país, de lutar contra a corrupção, o descaso social e cuidar melhor da cultura. Nada disso aconteceu. Pelo contrário, praticou a corrução da mesma maneira e até pior do que aquilo que ele sempre condenou no Brasil. De qualquer forma, o país está mostrando maturidade diante da crise.

Correio da Bahia - 03/09/2005

Adriana Partimpim: encantador do começo ao fim

por Vera Barbosa e Dani Lima

 

Calcanhoto encanta público de São Paulo com poesia e criatividade

Fazer um disco para crianças, sem subestimá-las, não é tarefa fácil. Montar um show desse mesmo disco e fazer com que os pequenos se interessem e fiquem atentos a todos os detalhes parece mais difícil ainda. Mas Adriana Calcanhoto conseguiu. Ela brilhou - e os olhos da garotada também. Na apresentação de 28 de agosto de 2005, no CIE Music Hall (São Paulo), Calcanhoto desceu ao palco pendurada em elásticos, segurando bexigas e cantando "Saiba" (Arnaldo Antunes), uma das músicas de seu CD Adriana Partimpim. Sua chegada já evidenciava o que seria o show: cheio de cores e magia.

Com direção de Hamilton Vaz Pereira e Leonardo Netto, o espetáculo surpreendeu pela criatividade. O cenário foi especialmente colorido (repleto de girafas, elefantes e cãezinhos de pano) e a intérprete e sua banda - Dé Palmeira (baixo), Guilherme Kastrup (percussão), Ricardo Palmeira (guitarra) e Marcos Cunha (teclados) - usavam, além dos instrumentos musicais convencionais, caixas de música, prato e colher, saco plástico, lixa, garrafa pet e até água para fazer a sonoplastia. O resultado foi perfeito e mostrou a crianças e adultos que é possível ser criativo com pouco dinheiro. E, mais que isso, que usar a imaginação é fundamental. A cada canção, Calcanhoto apareceu com um novo adorno. Ela conversou com a platéia e contou histórias de seus gatos Lig-Lé e Caboclinho, provocando euforia e fazendo com que o público - tanto infantil quanto adulto - se divertisse.

Além das canções do CD - "Lição de Baião" (Jadir de Castro - Daniel Marechal), "Oito Anos" (Paula Toller - Dunga), em que Paula Toller usou as perguntas que seu filho fez para compor a canção, "Lig-lig-lé" (Oswaldo Santiago - Paulo Barbosa), "Canção da Falsa Tartaruga" (do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, com tradução de Augusto de Campos e música de Cid Campo), "Formiga Bossa Nova" (sobre poema de Alexandre O'Neill, "Velha Fábula em Bossa Nova"), "Ciranda da Bailarina" (Edu Lobo -Chico Buarque), "Ser de Sagitário" (Péricles Cavalcanti) e "Borboleta" (Domenico Lancellotti) -, Calcanhoto apresentou os clássicos "Acalanto" (Dorival Caymmi) e "O Poeta Aprendiz" (Toquinho - Vinicius). Ela também musicou poemas de Ferreira Gullar, "Ron ron do Gatinho", "Gato pensa?" e "O gato e a pulga", todos extraídos do livro Um Gato chamado Gatinho, e apresentou a inédita "Quando Nara Ri", composta em parceria com Kassin. O público vibrou com o hit "Fico Assim Sem Você" (Caca Moraes - Abdullah) e cantou junto toda a letra da canção.

Calcanhoto hipnotizou a platéia, que manteve os olhos brilhando enquanto fitava o palco. Durante todo o show, era possível ver as crianças fascinadas. Enquanto as emissoras de TV massificam e fazem de videogames e brinquedos eletrônicos o maior atrativo para o público infanto-juvenil, Calcanhoto utiliza a poesia para tocar o coração de crianças e adultos, permitindo a todos, por algumas horas, sonhar com um mundo mais feliz. Puro encantamento!

Uma Gal Costa de olho no novo
por Beto Feitosa

Produzido por César Camargo Mariano, Hoje é focado em novos compositores

Gal Costa passou muito tempo reclamando da falta de novos compositores. Gravou tributos, repetiu repertório e até diminuiu seu brilho com interpretações foscas. Começou a dar a volta por cima no CD Todas as coisas e eu, relendo clássicos brasileiros dos anos 30 e 40. Agora abre os olhos para o presente, se banha de sangue novo e descobre que - sim - existem vários novos e bons compositores. O resultado é um revigorado álbum de estréia na gravadora Trama. O título: Hoje. Bem apropriado.

O novo CD de Gal Costa marca o grande encontro da cantora com o produtor e pianista César Camargo Mariano. Responsável por alguns dos melhores trabalhos de Elis Regina, César leva sua elegância para o novo trabalho da cantora. Se Gal precisava de uma direção, encontrou no novo parceiro um aliado perfeito.

Hoje tem um frescor que não se via na cantora desde o ótimo O sorriso do gato de Alice (BMG, 1993). À vontade, Gal imprime seus agudos sem exageros em músicas de Moisés Santana, Junio Barreto, Tito Bahiense, Péri, Moreno Veloso, Hilton Raw e Nuno Ramos entre outros. Da Bahia a São Paulo, passando por Pernambuco e esticando até África, Gal acolheu sotaques diferentes e nomes pouco conhecidos e fez um disco para revelar novos autores, prática pouco usada ultimamente no bocejante mercado.

Do primeiro CD de Moisés Santana, lançado em Gal Costa canta Os dois, bem construída letra com citações e colagens da obra de Tom Jobim. A poeta concreta Leonora de Barros assina, com Hildon Raw e Marcos Augusto, a música Nada a ver. Do artista plástico e escritor Nuno Ramos descobriu a ótima Pra que cantar e a bossa Jurei, escolhida para ser a primeira a ganhar rádios.

Do Congo, Gal descobriu a música de Lokua Kanza. Três composições dele ganharam letra de Carlos Rennó. Mar e sol, que abre o disco, a belíssima Te adorar e Sexo e luz, que ganhou a participação especial do autor.

Descoberto ao mesmo tempo por Gal Costa, Maria Rita e Maria Bethânia, o pernambucano Junio Barreto é uma das grandes apostas dessa nova safra. Gal sai na frente e regrava Santana, parceria com João Carlos do primeiro CD do artista, de 2002.

Por mais que Gal esteja com seus olhos focados nos novos compositores, a cantora não esquece seus favoritos. Da parceria inédita de Chico Buarque e José Miguel Wisnik traz Embebedado. De Caetano Veloso o samba da quarta-feira de cinzas Luto. Os compositores consagrados não ganham tratamento especial e estão lado a lado com os novos nomes, verdadeiras estrelas do novo canto de Gal.

Nem revolucionário nem burocrático. Hoje faz jus a uma cantora de passado brilhante. No time principal da música brasileira, Gal acena com a volta de um velho e saudável hábito de pesquisar e descobrir novos nomes. Só por isso já valeria o CD. Mas, aliada a César Camargo Mariano, a cantora se mostra em ótima forma e faz de Hoje um grande trabalho. Ponto de partida para uma nova fase em sua carreira.

Ziriguidum

[ Travessia - ver cantos anteriores ]



Ir para Home



Pão e Poesia - Simone

"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

Meu Perfil

BRASIL, Sudeste, Mulher

 


"Música na cabeça é carinho, alegria, inteligência, fantasia, prazer, doçura, energia, paixão e poesia"
Ben Jor




*Uma brasileira*

Paulistana da gema.
Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
Entre e fique à vontade!



Meu Perfil no Orkut







bamba(s) online


Assine meu Livro


*Tantas Palavras* Contatos:

Pela Internet:
vlgb@uol.com.br

Pelo Telefone:
(11) 8985-7531




*Sintonia*
Cultura AM, SP
Eldorado FM, SP
MPB FM, RJ
Nova Brasil FM, SP
USP FM, SP







 Rádio Bossa Nova 
Jeannie Black, Seattle (USA)

 


 

 

Cantaram comigo: