Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Nada será como antes

Elis Regina faria 60 anos nesta quinta

 

Nesta quinta, 17 de março, Elis Regina completaria 60 anos. A cantora gaúcha, morta em 1982, aos 36 anos, marcou a história da música popular brasileira como uma de suas mais importantes intérpretes. Herdeira moderna das cantoras de rádio, em carisma e popularidade, Elis destacava-se das outras cantoras de sua geração por sua técnica vocal apuradíssima, que punha a serviço de uma interpretação cheia de arroubos. Ângela Maria era para Elis a maior cantora brasileira, e dela regravou em 72 o sucesso kitsch "Vida de Bailarina", calcada na versão original da Sapoti, dos anos 50. Como a personagem dessa canção, que "vive uma vida de louca, com um sorriso na boca e uma lágrima no olhar", nos últimos anos de sua carreira, Elis intensificou a carga dramática de suas interpretações, e chegava mesmo a chorar durante shows. Sua interpretação de "Atrás da Porta", de Chico Buarque e Francis Hime, em que cantava às lágrimas, ficou registrada em um especial de TV.

Personalidade de extremos, em outros momentos, a cantora era capaz de uma alegria esfuziante, como em sua interpretação do samba "Mestre Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, dupla responsável por um dos maiores sucessos de Elis, "O Bêbado e A Equilibrista", de 79. Elis foi muitas vezes criticada por seu repertório, excessivamente eclético, e nem sempre de bom gosto. O músico Hermeto Pascoal, que conheceu a cantora e chegou a tocar com ela num conturbado show em Montreux declarou ao jornal Zero Hora em 98: "Lá por 1980, 1981, Elis parecia um pouco perdida. Não sabia se queria ser uma cantora de rock ou fazer música política. Já começava a decadência. Não da voz de Elis Regina, que sempre foi perfeita, mas o estilo, o jeito."

Mesmo com um repertório irregular, com músicas muito inferiores ao seu talento de cantora, a voz de Elis Regina permacene como um paradigma dentro da música brasileira, um ápice de apuro técnico. Vinte anos após a sua morte, Elis continua a conquistar fãs, e seu mito é alimentado por relançamentos de discos, publicação de biografias e encenações sobre sua vida. Em 1995, a islandesa Bjork declarou sua grande admiração pela cantora brasileira e dedicou a Elis uma faixa em seu disco "Post". Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre, em 1945, e desde os 11 anos já se apresentava cantando no rádio. Em 1960, Elis gravou seu primeiro compacto pela Continental, no Rio de Janeiro, e, em 1961, o seu primeiro LP, "Viva a Brotolândia", em que flertava com a jovem guarda.

Sua carreira ganhou projeção nacional, quando, em 1965, Elis venceu o 1º Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior com a música "Arrastão", e, a partir daí, se tornou uma figura indispensável em programas musicais e encabeçou, ao lado de Jair Rodrigues, o espetáculo "O Fino da Bossa", na TV Record. Apesar do estilo cool e sussurrado do canto da bossa nova estar em voga na época, Elis preferia um tipo de interpretação mais "expressionista". Em suas apresentações, a cantora marcava o ritmo e passagens das músicas com movimentos de braço que se tornaram uma marca registrada de sua presença em cena e lhe renderam o apelido de "Hélice Regina". Por causa de seu temperamento enérgico, a cantora ganhou ainda os apelidos de "Furacão" e "Pimentinha". Um dos discos mais importantes de Elis Regina, "Tom e Elis", em que ela canta acompanhada pelo compositor Tom Jobim, um de seus admiradores declarados, foi gravado em 1974, nos Estados Unidos. Em 1979, Elis participou do 13º Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, ao lado de Hermeto Pascoal, ao teclado, numa apresentação em que a cantora, nervosíssima, teria chegado a trocar impropérios com ele. O disco do show saiu no ano seguinte à morte da cantora, que não queria que a gravação fosse lançada. No dia 19 de janeiro de 1982, Elis Regina foi encontrada morta, em São Paulo, vítima de uma overdose de cocaína. Um cortejo de cerca de 50 mil fãs e amigos da cantora acompanhou o carro do corpo de bombeiros que levou o corpo de Elis do Teatro Bandeirantes, região central de São Paulo, onde fora velado, até o Cemitério do Morumbi. (Artigo extraído do site Uol Música )

Maria Bethânia canta Vinicius de Moraes e celebra o tempo

 

Comemorando 40 anos de carreira, cantora estréia show no Rio

por Beto Feitosa

Maria Bethânia dá o pontapé inicial nos grandes lançamentos de 2005 com o CD Que falta você me faz, seu esperado tributo a Vinicius de Moraes. Desde já candidato a disco do ano, vai ser celebrado no lugar onde Bethânia é rainha. No palco do Canecão a cantora apresenta, a partir do dia 24 de fevereiro, o show Tempo, tempo, tempo, comemorando seus 40 anos de carreira.

Respirando a liberdade e celebrando o bom gosto, Bethânia continua sua elegante linha de trabalho em um CD impecável. Repertório, arranjos e a emocionada voz da cantora provam que ela é, hoje, uma das mais maduras artistas brasileiras.

Que falta você me faz começa com uma versão forte de Modinha. A emocionada voz de Bethânia é acompanhada apenas pelo piano da portuguesa Maria João Pires. Passeia pela vasta obra do poetinha e termina com Nature boy, versão de Caetano Veloso para uma música de Eden Ahbez, que Bethânia canta em dobradinha com o homenageado.

Vários dos parceiros de Vinicius estão representados por Bethânia. Tom Jobim (Modinha, A felicidade, O que tinha de ser entre outras), Carlos Lyra (Minha namorada e Você e eu) e Baden Powell (Samba da benção). Último parceiro fixo de Vinicius, Toquinho está no grande hit popular Tarde em Itapoã. Até mesmo parceiros esporádicos têm vez como Adoniran Barbosa (uma linda e renovada versão blue de Bom dia tristeza) e Jards Macalé (na pouco conhecida O mais que perfeito).

No show Tempo, tempo, tempo, que Bethânia apresenta no Canecão a partir do dia 24 de fevereiro, os 40 anos de carreira são contados. A história, que começou com a cantora substituindo Nara Leão no histórico Opinião, vai ser lembrada com grandes sucessos, músicas inéditas e também canções do novo CD.

Se o dito popular diz que a vida começa aos 40, Bethânia olha para o passado e prova que a sua já tem muitas histórias para contar. Mas quem há de negar que o tempo lhe fez bem? Bethânia vive a melhor fase de uma carreira vitoriosa com liberdade artística e maturidade musical. Sobre o tempo, só tem o que comemorar.
Artigo extraído do site Ziriguidum

Maria Bethânia no Directv Music Hall, São Paulo

De 31/03 a 03/04
Ingressos de R$ 70,00 a R$ 120,00
Clique aqui para comprar ingressos

Meu tempo é hoje

Carolina Vasconcelos

Documentário sobre Paulinho da Viola é um presente!

Para iniciar esse texto, preciso fazer uma confissão: eu me apaixonei por esse filme. E como é difícil escrever sobre objeto de paixão! Muito mais do que uma crítica, o que você está prestes a ler é uma coletânea de elogios e chavões sobre uma das mais encantadoras intimidades a qual já tive acesso. Espero assim que outros possam se apaixonar...

“Eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim.
Meu mundo é hoje, não existe amanhã para mim”


Assim começa, com Paulinho da Viola cantando “Meu mundo é hoje”, de Wilson Batista e José Batista, uma investigação de aproximadamente 90 minutos sobre a vida de um dos grandes compositores e intérpretes da música brasileira. Muito mais do que apenas um documentário sobre a a obra e as estórias do sambista carioca, o filme dirigido por Izabel Jaguaribe é uma reflexão sobre o tempo, suas diferentes formas e maneiras de atuar e , principalmente, como ele se reflete na vida e na obra de Paulinho. Entramos então em contato com vários dos elementos que nos guiam nessa reflexão: a loja de relógios, onde o músico compra ferramentas para consertar e criar os seus, as memórias de infância, da família e da carreira, as fotos, os registros.

“Não tenho preocupação com o tempo... mas acho que o maior prazer é quando você dispõe de tempo para simplesmente não fazer nada”

Paulinho da Viola cresceu ouvindo, ao vivo e à cores, em sua própria casa, músicos como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Altamiro Carrilho. Ainda muito jovem foi assistir a uma apresentação do conjunto “A voz do morro” e saiu de lá com uma certeza: queria ser sambista. Em uma de suas composições sobre o tema, “14 anos”, conta como foi comunicar isso ao seu pai que, assim como a maioria dos pais da época, esperava que o filho fizesse qualquer outra coisa que não música. Quando foi levado pela primeira vez à Portela, por seu primo Bigode, mestre de bateria da escola de samba, encontrou sua turma. Da Portela nunca mais se distanciou. Hoje faz parte da história dessa escola, escreveu muitos sambas exaltando seu amor por ela e por seus componentes. E foi lá que conheceu um de seus parceiros musicais, Elton Medeiros que com ele compôs “O sol nascerá”, um de seus mais famosos sambas.

É pra esse universo que o filme nos leva; a comunidade da Portela, disposta à volta de uma grande mesa, degustando o peixe da famosa Dona Surica e relembrando composições de Paulinho e seus parceiros portelenses. Está lá a Velha Guarda em peso: Monarco, Casquinha, Jair do Cavaco, Nelson Sargento... e entre eles, sem ser creditada, a cantora Teresa Cristina que, recentemente, lançou álbum duplo só com canções de Paulinho. E depois de mostrar essa família de Paulinho, a família da Portela, passamos a conhecer a família da vida: sua esposa, Lilá Rabello, seus 9 filhos, seus pais. Todos narradores de episódios da vida do compositor, alguns tão bem representados em suas canções, outros desconhecidos de seus ouvintes. Entramos na intimidade de Paulinho, conhecendo sua paixão por marcenaria, sua mania por carros antigos, sua falta de talento para sinuca. Tudo isso envolto por muitas canções, interpretadas por ele mesmo e com algumas participações muito especiais, como Marisa Monte, Zeca Pagodinho, a Velha Guarda da Portela, Elton Medeiros e Marina Lima, uma participação que destoa um pouco mas nem assim deixa de ser bem vinda. Fora isso, para quem aprecia a boa música brasileira, o filme é um programa obrigatório, e para quem ainda não descobriu os encantos da nossa música, cuidado: não há como conhecer essa maravilhosa história e não sair cantarolando...


Paulinho e sua paixão pela marcenaria

Com um roteiro maravilhoso e grande direção, esse filme é um presente. Nos trás, além de tantas outras emoções , uma sensação nostálgica inexplicável. Não de maneira negativa. Muito ao contrário. É entrando em contato com a vida e a obra de pessoas como Paulinho da Viola que a vontade de criar se coloca tão forte. Porque, afinal, como diz esse mesmo Paulinho, “quando penso no futuro, não esqueço do passado”.

Extraído do site ilhabrasil

Sexo frágil...?

 Que mentira absurda!!!

 

Todos os dias são seus.
Todos os dias são meus.
Mas hoje, especialmente, é o nosso dia.
Dia que marca nossa luta por respeito e igualdade de direitos.
Dia de repensar, recriar, retomar o destino.
Dia de nos ver por dentro e crer em nós, no nosso potencial, nosso talento.
Que venha de dentro de nós uma nova mulher.
Cada vez mais forte.
Cada vez mais pulsante.
Cada vez mais sensível.
Cada vez mais viva.
Cada vez mais livre.
Para a vida.
Para os sonhos.
Para o amor.
Cada vez mais mulher.
 
Parabéns, mulher!
P.S. Um brinde aos homens de alma feminina!

Música Brasileira é mulher
Fernando Toledo & Áurea Alves

AO SOM DAS RAPARIGAS EM FLOR

A Música Brasileira é mulher. Sim, não é à toa que a Língua Portuguesa possui artigos definidos divididos em gêneros. Em nosso caso, nunca se poderia dizer the music, assexuadamente. Nossa música traz em si toda uma carga de feminilidade implícita, sempre – carga esta da qual não pode nunca dissociar-se, sob pena de se descaracterizar.

Os sons que produzimos carregam uma languidez que somente é possível nas formas e atitudes femininas. Há algo de inexplicável em certos meneios rítmicos e harmônicos da Música Brasileira, um certo je-ne-sais-quoi latente, cujo significado apenas podemos entrever, tal qual no sorriso da mulher amada.

O ritmo da Música Brasileira também é completamente feminino: não é à toa que uma das composições brasileiras mais conhecidas no mundo inteiro tenta descrever as impressões causadas pelo doce balanço da menina que passa a caminho do mar – não apenas na temática, mas, metalingüintiscamente, também na própria divisão rítmica dos versos e das batidas de violão. A Garota de Ipanema é a louvação da mulher brasileira, e também o lamento da impossibilidade masculina frente ao indecifrável feminino. Tudo isso em meros três minutos de execução. Salve Tom Jobim, salve Vinícius, profundos apreciadores desta obra máxima da natureza que é a mulher.

O calor, a sensualidade de nossa Música também são possíveis somente por meio do fascínio que a mulher desperta; as frustrações que causa; o prazer de entregar-se a ela. Toda a sua temática é habitada por Lauras, Jezebéis, Luízas, Carolinas, Conceições, Anas (de Amsterdam ou não), Bárbaras, Dinas, Estelas, Giomares, Floras e muitas, muitas mais. Um interminável índice onomástico pode ser construído a partir desta constatação.

A Música Brasileira é sinuosa, repleta de curvas e reentrâncias, mulher voluptuosa que é. Não é à toa que o seu instrumento mais característico é o violão, com seu bojo semelhante a um mulherão. O violão, da Música Brasileira, é a sua mais perfeita tradução. Não se pode supor alguém descrevendo a mulher brasileira espancando uma raquítica guitarra.

E é impressionante o número de mulheres envolvidas com a Música Popular no Brasil. O número de grandes cantoras ultrapassa de longe o de seus equivalentes masculinos: Aracy Cortes, as irmãs Batista, Isaurinha Garcia, Inezita Barroso, Zezé Gonzaga, Violeta Cavalcanti, Nora Ney, Elizeth, Elza, Elis, Sílvia Telles, Nara, Miúcha, Nana Caymmi, Gal, Bethânia, Olívias (Hime e Byington), até chegar às mais recentes revelações, como Dorina, Teresa Cristina, Nilze de Carvalho (que, além de tudo, é exímia bandolinista), Carmen Queiroz e as veteranas, inéditas até há pouco em disco, Inah e Surica. Quanto a esta cabe ressaltar que também é integrante das pastoras da Velha da Portela, instituição esta (a das pastoras, de qualquer escola) imprescindível para a realização de rodas de samba em sua mais estrita tradição. Na área da composição, poder-se-ia destacar nomes como Dolores Duran, Miúcha e Chiquinha Gonzaga, pioneira do choro.

O gênero mais característico da Música Brasileira, o samba, nasceu nos quintais, embalado pelas festas oferecidas por exímias cozinheiras, mães-de-santo e anfitriãs: as tias da área da Praça Onze e de tantas rodas que pululavam no Rio de Janeiro. Ali nasceu, e ali recebeu as bençãos dessas fantásticas mulheres, parideiras mesmo de um tipo de som que iria crescer até se tornar a Música Popular mais rica do mundo. E esta há, sempre de reverenciá-las, de se recordar desta dívida sem tamanho, tecendo-lhes todas as loas que merecem.

Pois ela é mulher. E, como tal, compreende de forma profunda os laços de família.

Parabéns a todas as mulheres do mundo, em seu Dia Internacional e em todos os dias.

Extraído do site Revista Música Brasileira

Todas as coisas e eu

A cantora apresenta-se acompanhada pelo quarteto formado por Jurim Moreira (bateria), Zé Canuto (saxofone), Bororó (contrabaixo), Marcos Teixeira (violão). No Teatro. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. R$ 30,00; R$ 20,00 (usuário matriculado); R$ 15,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).

Local: Sesc Pinheiros - Rua Paes Leme, 195. Telefone: 3095-9400
Dia(s) 04/03, 05/03, 06/03
Sexta e sábado: 21h. Domingo: 18h.


Fotos do teatro: Nelson Kon

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Pão e Poesia - Simone

"Um cantinho, um violão. Este amor, uma canção. Pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela, vê-se o Corcovado, o Redentor - que lindo! Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama. E eu que era triste, descrente desse mundo... Ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor." (Corcovado - Tom Jobim)

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"Música na cabeça é carinho, alegria, inteligência, fantasia, prazer, doçura, energia, paixão e poesia"
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Ariana, 43 anos, jornalista. Música é o que mais me alimenta a alma. Esse espaço é destinado a quem prestigia a Música Popular Brasileira. O objetivo é difundir o que temos de melhor, fazer amigos, ampliar o repertório e estimular o conhecimento.
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